Somos filhos de mil mulheres e de mil homens, disse um grande autor português. O que nós somos é resultado de milhares de anos de civilização, de diferentes códigos genéticos, de distintas visões de mundo. Mas não como uma cópia inexata de tudo o que nos precedeu, mas sim a amálgama, o produto perfeito da antropofagia. Eu sou o que sou, é claro. Mas eu também sou o outro, eu sou você, assim como você tem um pouco de mim. O que você encontrará aqui, portanto, é o resultado de alguma coisa disforme e até incompreensível porque é a minha vida – e é sempre difícil falar sobre nós mesmos sem correr o risco da autodepreciação ou da autopiedade. De toda forma, apesar de todos os riscos, isto pretender ser mais do que uma história sobre mim, é uma história sobre os homens e mulheres de que sou feita, aqueles e aquelas que me tornaram quem eu sou, quem eu serei e tudo o que eu podia ser.

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  • 30/12/2021

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