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Dia dos Namorados por Helena Noronha

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Palavras: 4115
Acessos: 3675   |  Postado em: 00/00/0000

Notas iniciais:

É o segundo conto completo que escrevo, mas pra mim é como se fosse o primeiro. Tentei o máximo possível expressar todas as nuances dessa história que idealizei. Tem alguns erros gramaticais, eu confesso, mas eu tentei anulá-los o quanto pude. Se essa carreira de escritora amadora der certo, prometo me esforçar e estudar muito para entregar um trabalho impecável. 

 

Espero que aproveitem o conto, é curto, só um capítulo. Quero ouvir críticas, positivas ou negativas. Se achar a história um saco pode dizer, que eu vou procurar melhorar.

 

Aproveitem a leitura.

Capítulo Único

Camila olhou para a mesa de jantar pronta, o aroma da comida irradiava pela casa e seu estômago reclamava pela enésima vez. Respirou fundo e foi em direção ao quarto. Sentada, compenetrada na leitura diante da tela do computador estava Rafaela, sua mulher. Ou seria seu tormento? Já a havia chamado três vezes e nas três vezes a mesma resposta:"Tô indo!"Indo era a palavra exata que descrevia como o relacionamento estava se desenrolando, principalmente nos últimos meses. Rafaela era uma boa pessoa, inteligente, bem-humorada, responsável. Tinha se apaixonado por ela desde a primeira vez que a vira, foi cativada pela seriedade e o jeito desleixado daquela mulher. A sua irmã ainda tinha alertado: "Não se mete com essa aí não. Conheço esse tipo. Só pensa em trabalho." Camila não deu ouvidos. Como sempre. Também não podia dizer que se arrependia, na verdade tudo estava indo bem, mas nos últimos meses...Ela sabia que o relacionamento estava caminhando para uma descina drástica e tudo que ela queria era não se contentar com menos, com o pouco que Rafaela vinha lhe oferecendo, podia aguentar tudo menos sua indiferença.

 

E foi nesse momento que um vórtex de tristeza e autocomiseração começou a fluir livremente por sua circulação. Então resolveu num rompante de raiva e tristeza acumulados, dar um basta em tudo aquilo. Já era hora de Rafaela saber que ela merecia um mínimo de atenção, mesmo que pra isso tivesse que acabar com tudo que tinham construído. Entrou no quarto com passadas rápidas e abriu o guarda-roupa e começou a empilhar roupas em uma mala, fazia isso tudo com uma determinação que beirava a violência.

 

Rafaela levou um susto com som da porta do guarda-roupa sendo fechada. Olhou para trás e viu Camila abrindo as gavetas e pegando tudo o que tinha lá e colocando em um mala já abarrotada com roupas. Quando ia perguntar o que acontecia foi interrompida por Camila:

 

-Calada! Aposto que se eu estivesse fazendo isso tudo com calma você nem iria perceber a minha falta. Quem sabe no outro dia, ou talvez quando esse maldito projeto terminasse. - Ela falava com exasperação sem tirar a atenção do que estava fazendo. - Sabe, eu cansei de rastejar e de insistir. Eu pensava que você fosse diferente que a nossa vida conjugal seria perfeita, e até que por um tempo parecia que sim, mas o trabalho agora vem em primeiro plano, não é? Tenho uma novidade pra você, acho que a partir de hoje você pode se dedicar completamente ao grande amor de sua vida!

 

-Calma, eu... bem... não estou entendendo o porquê de tudo isso. Vamos conversar... -Rafaela procurava uma maneira de raciocinar em meio a todo aquele caos.

 

-Conversar? Quando? Quando você terminar esse projeto? Não, há meses que eu tento conversar contigo, mas vem sempre um depois. Cansei de esperar.

 

-Camila, me ouve, eu realmente não entendo.

 

-Não? Você sabe que dia é amanhã? - Nesse momento Camila olhou intensamente para Rafaela com grande expectativa.

 

-Amanhã? O que tem amanhã?

 

Camila fechou os olhos e tentou em vão segurar as lágrimas que se formavam. Voltou para a mala em cima da cama e fechou o ziper, limpou os olhos e virou novamente para imagem de uma Rafaela confusa. Ainda a amava. Muito. Demais. Lembrava-se da primeira vez que a vira, séria e compenetrada, com um olhar solitário, diferente de todas as outras com quem tinha se envolvido. Desde o princípio quis abracá-la, fazê-la feliz. No entanto, neste momento, ela havia conseguido magoá-la tanto quanto as outras.

 

-Estou indo embora, depois eu mando alguém buscar o resto das minhas coisas. Eu não tenho palavras pra descrever o quanto você me decepcionou. Adeus.

 

Saiu do quarto e atravessou a sala até a porta da frente com passos decididos, antes que pudesse alcançar a porta Rafaela lhe segurou o braço, naquele instante, quando virou-se para olhá-la teve esperança de que ela fosse lhe impedir, como naqueles filmes de romance bobos, Rafaela lhe suplicaria para ficar e faria uma declaração romântica irrecusável. E Camila esperou, por alguns poucos segundos, até Rafaela soltá-la com um olhar triste. Camila sabia que sua mulher não era romântica e que nunca a obrigaria a fazer o que não quisesse. Suspirou e saiu pela porta.

 

***

 

Rafaela ainda olhava pela porta aberta mesmo depois de Camila ter partido. Doia saber que a mulher que amava não queria mais a sua companhia. Não conseguia entender por que ela resolveu ir, se estava tão infeliz por que não havia falado antes? Camila era sensível, conseguia ler as atitudes das pessoas só de olhá-las, por isso era uma ótima assistente social e por isso tinha conseguido vencer a enorme barreira que Rafaela tinha posto em sua vida. Desde criança, sempre foi sisuda e tímida, mesmo depois de adulta nunca foi muito de expressar os sentimentos para as pessoas. Camila era uma exceção, a única pessoa que conseguia fazê-la se expressar e não ter medo de abrir o coração, foi a primeira mulher por quem se apaixonara e provavelmente seria a última. E mesmo assim ainda não era suficiente para Camila, ela queria romance e declarações de amor e Rafaela não tinha o menor talento pra esse tipo de coisa.

 

Voltou ainda perplexa para o quarto, olhou a cabeceira e viu um porta retrato com a foto das duas, a primeira foto que tinham tirado juntas. Camila adorava fotografias, abriu a gaveta e notou a falta do álbum, sentiu um certo vazio e uma vontade enorme de chorar. Nunca chorara. Nunca. O silêncio também incomodava, morar com Camila era uma experiência bastante auditiva, até mesmo quando ela não fazia nenhum som a sua presença preenchia tudo ao redor.

 

Deitou-se na cama, aconchegou-se nos lençois e sentiu o cheiro dela ainda presente. Ela devia ter levado o cheiro dela junto, assim não seria tão doloroso ficar tanto tempo sem ela. Perguntava-se, "O que fiz de errado?" A consciência pesou, realmente vinha trazendo trabalho pra casa nas últimas semanas. Sempre soube o quanto isso irritava a mulher, mas tinha responsabilidades com o trabalho. Sim, tinha sim, mas no escritório. Como se sentia idiota agora, a pior das pessoas. Mas por que sair de casa daquele jeito? Uma atitude um pouco drástica demais para um problema que se resolveria com uma simples conversa. Havia outra coisa... Com a testa franzida por conta do esforço mental, a ficha de Rafaela começou cair aos poucos e a lembrança de uma data importante começou pipocar em sua mente. Aniversário de casamento.

 

Levantou-se assustada e procurou o calendário no computador, e lá estava debaixo do seu nariz o motivo principal de toda aquela confusão. Era véspera do aniversário de casamento de ambas e tinha esquecido completamente. Imperdoável, mas ainda tinha como consertar. Procurou o celular e começou a ligar para todas as amigas a quem Camila provavelmente pediria abrigo.

 

Depois de meia hora de tentativas, Rafaela estava sem opções. Nenhuma das colegas de trabalho, amigas do colégio, faculdade sabiam do seu paradeiro. Mas ainda faltava um número, o único para qual tinha receio de ligar. Carla. A irmã mais velha de Camila, a mulher mais implicante e ranzinza que conhecia. E por alguma razão era um pouco mais implicante e ranzinza com Rafaela do que com qualquer outra pessoa. Tinha tentado de tudo para ganhar sua amizade, mas nada havia dado certo. Não tinha outra alternativa, se queria Camila de volta enfrentaria qualquer coisa, até mesmo o mau-humor da sua irmã. Discou. Chamou três vezes e ela atendeu.

 

-Ora, Ora, veja só quem me liga!- Seu tom era sempre sarcástico quando se dirigia a Rafaela.

 

-Boa noite, Carla. Eu liguei para perguntar se Camila está aí na sua casa.

 

-E por que quer saber? Ela saiu sem te pedir permissão?

 

-Não. É... ela está ou não está? -Já estava começando a ficar nervosa.

 

-Ui! Tá zangadinha, é? Se pedir com educação quem sabe eu lhe diga. O pouco de paciência que Rafaela tinha se esvaiu.

 

-É só resposder! Está ou não está, é muito difícil pra você ?!

 

E foi assim que ela desligou na sua cara. Mas isso só serviu para confirmar as suspeitas de que Camila estava sim na casa da irmã. Carla podia ser chata, mas era uma irmã bastante preocupada, ela não teria desligado tão repentinamente se não tivesse certeza que a irmã estava sã e salva. Já tinha tomado uma decisão. Iria até a casa dela e imploraria para Camila voltar.  

 

***

 

-Quem era? -perguntou Camila.

 

-Adivinha! A sua mulher mal educada. Eu não sei por que você demorou tanto pra perceber que sujeitinha escrota ela é.

 

-Ei, olha a língua! Senão eu pego as minhas coisas e vou embora. -Odiava ir para casa de Carla por causa da implicância dela com Rafaela.

 

-Ui! Tá estressadinha também? Se quer defender ela, volta lá, pra ela te tratar feito lixo de novo.

 

-Eu não sei por que vim pra cá... - Camila sentou-se no sofá e cobriu o rosto com as mãos. Não devia ter saído de casa daquele jeito, mas estava tão magoada com Rafaela que na hora só queria fugir e ficar longe.

 

Carla olhou para o estado da irmã e compadeceu-se da sua situação. Brigas nunca eram fáceis, sabia bem como era difícil. Fazia dois anos que tinha se divorciado do ex-marido, não tinha sido fácil e ainda doía saber que mesmo que tivessem tentado nunca daria certo. Camila, pelo contrário, sempre foi otimista e crente nas pessoas, mesmo depois de ter se decepcionado com inúmeras namoradas, não desistia do amor e da busca incessante pela alma gêmea. Desde a adolescência que só se envolvia com cafajestes, parecia um imã. Ficava triste todas as vezes que o relacionamento acabava e sua irmã lhe pedia um ombro amigo pra chorar, tudo que sempre quis foi que uma mulher apaixonada, simpática e bonita surgisse na vida de Camila e a fizesse feliz. Mas aí apareceu Rafaela, o tipo de mulher que nunca teria despertado o seu interesse, séria, sisuda e nem um pouco atraente.Tá, ela até podia ser bonita, mas definitivamente não era o tipo de Camila. Porém, por algum motivo que ainda hoje desconhecia, sua irmã ficou perdidamente apaixonada por ela. E quanto mais o relacionamento se tornava duradouro mais Carla achava tudo aquilo bizarro, e por mais que tivesse tentado se adaptar à cunhada tudo que conseguia pensar era que Camila estava se contentando com menos e podia achar alguém bem melhor.

 

Sentou-se ao lado de Camila e acariciou-lhe os ombros do jeito afetuoso que sabia que a acalmava. Ela virou o rosto e a olhou com os olhos lacrimejantes que lhe cortaram o coração, puxou-a para um abraço apertado e começou a balançá-la de um lado para outro como se estivesse ninando um bebê.

 

-Desculpa. -Falou Carla se separando do abraço.- Eu devia ter sido um pouco mais sensível. Sei que está sofrendo, mas quero que saiba que sempre estarei aqui pra você, ok?

 

-Obrigada.

 

Camila se deitou apoiando a cabeça no colo da irmã.

 

***

 

Rafaela dirigia pelas ruas da cidade tentando organizar os pensamentos. Ela queria muito chegar na casa de Carla e dizer as palavras certas para trazer sua mulher de volta. Mas não existiam palavras certas, só atitudes, tinha aprendido isso bem cedo na vida. Precisava dar a Camila o que ela sempre desejou: Romance. Mas ser romântica às quase nove da noite era difícil. De repente viu uma loja com emblemas de corações espalhados pela fachada com luzes neon acesas, e pensou que talvez ainda tivesse chance.

 

Estacionou em frente a loja e percebeu que apesar de não haver nenhum cliente ainda estava aberta, mesmo àquela hora da noite. Entrou e antes que pudesse dar dois passos percebeu que aquele era o lugar certo. Uma atendente se aproximou e perguntou:

 

-Em que posso ajudá-la?

 

-Ah... bem... eu preciso de um presente... - disse um pouco nervosa.

 

-Já tem algo em mente?

 

-Não, é que... bem, na verdade eu preciso de algo bem romântico, irrecusável e irresistível.

 

-Hum... talvez uns bombons de chocolate?

 

-Sim! Ela adora chocolate. 

 

-Venha por aqui, temos uma variedade gigantesca de chocolates.

 

Ela a levou para uma sala cheias de estandes com uma quantidade inimaginável de bombons.

 

-Uau! Ela iria gostar de vir aqui. Aqui é uma chocolateria?

 

-Sim, mas em épocas como essa vendemos outros artigos além de chocolates.

 

-Épocas como essa?

 

-Sim, amanhã é dia dos namorados, é por isso que estamos abertos até tão tarde.

 

-Claro, que mancada, tinha me esquecido.

 

-Achava que procurava um presente de dia dos namorados.

 

Não gostava de falar da sua vida pessoal com estranhos, mas precisa de toda ajuda possível.

 

-É um presente de aniversário de casamento e reconciliação.

 

-Entendo... Ela gosta de que tipo de chocolate?

 

-Acho que ela gosta de todos os tipos, mas acredito que goste mais de chocolate branco e uns que tem amendoim.

 

-Temos diversos tipos de bombons com chocolate branco e amendoins.

 

-Pois me monte uma caixa com todos.

 

Ela começou a coletar os bombons nas gavetas da estante com maestria como se fizesse aquilo desde que nascera. Depois montou uma caixa com decorações em vermelho e rosa com laços, flores e corações. Por último, preencheu cada um dos espaços com um bombom diferente e depois cobriu com uma calda que lhe deu água na boca.

 

-Mas alguma coisa?

 

Olhou ao redor e apreciou cada um dos artigos que iam desde roupas, cartões, jóias, sapatos e ursos de pelúcia.

 

-Temos flores também.

 

-Eu acho que ela gosta de flores, mas eu não sei se ela vai acreditar que fui quem escolheu. Não faço muito o tipo que dá rosas.

 

Enquanto dava mais uma olhada pelo local, viu um urso, grande e gordo com um olhar tristonho. Agarrou-o e sentiu a sua maciez e pensou que aquele era um presente irresistível.

 

-Eu vou levar esse aqui.

 

-Muito bem.

 

Ela embalou tudo e enquanto pagava ficou imaginando se aquilo seria suficiente. Provavelmente a sua expressão de preocupação deve ter chamado a atenção da atendente, que depois de hesitar um pouco, falou:

 

-Tem um restaurante muito bom no final da rua. Em véspera do dia dos namorados eles só fecham mais tarde. A comida é muito boa e acho que hoje tem música ao vivo.

 

-Mas... será que precisa de reserva?

 

-Bem, eu conheço o dono, posso ligar pra lá e pedir que reserve um lugar pra você e sua esposa.

 

Aquilo seria perfeito, no entanto corria o risco de Camila rejeitá-la. Não tinha muitas opções teria que arriscar.

 

-Ficaria muito grata.

 

Saiu da loja com as esperanças renovadas e com bastante confiança de que tudo daria certo. Porém, faltava uma último teste: Carla.

 

***

 

Rafaela bateu na porta e depois de alguns segundos Carla apareceu. Por um instante achou que ela fosse dizer alguma coisa, mas a medida que o silêncio se prolongava mais ficava nervosa, sendo assim resolveu agir:

 

-Boa noite, Carla.

 

-A que devo a honra? -Disse encostando-se na porta.

 

-Eu gostaria de falar com Camila.

 

-E quem disse que ela está aqui?

 

-Ok, eu não vim aqui para joguinhos. Eu sei que ela está aí. Por favor, me deixa entrar.

 

-Sim, ela está aqui, mas não sei se você merece entrar.

 

Rafaela carregava uma sacola com os presentes em uma mão e com outra enxugou um pouco de suor da testa. Ali estava sua cunhada olhando inquisidoramente, esperando e talvez até torcendo para que ela desistisse e fosse embora da vida de sua irmã.

 

-Olha, Carla, eu sei que você não gosta de mim. Eu entendo. Mas isso não se trata de você, ok? Se trata da sua irmã, minha mulher.

 

-'Sua' mulher não parecia muito feliz quando veio me pedir ajuda. Então, se trata de mim também.

 

Passou a mão pela testa de novo, agora para pensar melhor.

 

-O que eu tenho que fazer pra você me deixar falar com ela?

 

-Não sei, me diz você por que merece falar com ela.

 

-Eu... - suspirou- estou arrependida de tê-la magoado. Eu sei que ultimamente não tenho sido um exemplo de esposa...

 

-Tem razão.

 

-Mas ela não pode negar que tivemos momentos felizes também.

 

-Ok, mas só basta um erro pra acabar com a felicidade. Os momentos ruins pesam mais que os bons e...

 

-Não! - interrompeu-a- isso foi o que aconteceu com você. Camila é diferente, otimista, compreensiva e consegue fazer tudo com graça e... amor.

 

-E de que isso adiantou? Só fez com que pessoas como você a fizessem sofrer.

 

-Eu estou muito arrependida.

 

Rafaela falou isso com o máximo de sinceridade que possuia,olhos nos olhos com Carla.

 

-E amanhã? Pode prometer que nunca mais vai magoá-la?

 

-Eu nunca prometi e nunca vou prometer não magoá-la. Por que não seria sincero e eu ainda não aprendi prever o futuro. Eu só quero pedir perdão e mostrar o quanto estou arrependida agora. Ela sabe o que eu sinto e eu sei o que ela sente. Só me deixe entrar e dizer o quanto eu sinto a sua falta.

 

Carla se arrepiou, por um milésimo de segundo cogitou deixar Rafaela entrar. A sinceridade dela era gritante e naquele momento chegou até mesmo a 

admirá-la. Mas ainda não era suficiente.

 

-Ainda são só palavras. Não acho que seja uma boa hora para conversarem, ainda está muito recente e é melhor esperar a poeira abaixar.

 

-Não! Isso não é justo, deixa ela decidir. Ela não é mais criança, Carla. Droga!

 

-Desculpe, mas é melhor você ir. Amanhã ou depois vocês conversam.

 

Rafaela virou-se de costas, os olhos lacrimejantes. Era difícil perder uma coisa muito preciosa, sentia coração pulsando de dor. Tinha tanta certeza que ia dar certo, tinha se enchido de esperança e até se sentia romântica. Devia ser assim que Camila se sentiu hoje e nas últimas semanas. Queria ter argumentado mais, mas dor já era maior que qualquer inspiração romântica que ainda pudesse ter. Respirou fundo e enxugou algumas lágrimas antes de se virar.

 

-Poderia entregar isso pra ela?

 

Estendeu a sacola com os presentes para Carla.

 

-Sim.

 

-Tchau.

 

***

 

Camila escutou a porta sendo fechada e viu Carla entrando na sala com uma sacola bastante decorada em uma das mãos.

 

-Era ela, né?

 

Carla se sentou ao lado de Camila e ficou em silêncio.

 

-O que ela disse?

 

-Disse que estava arrependida e queria lhe pedir perdão.

 

Levantou-se em um rompante.

 

-Ela acha que é simples assim. Chega pede perdão e tudo fica bem.

 

-Pois é.

 

Carla ainda não tinha falado nada da sacola. Ficou curiosa.

 

-E o que é isso?

 

-O quê? Isso? Rafaela pediu para lhe entregar.

 

Um presente. Comprado às pressas para arrumar a burrada que fez.

 

-Ela acha que pode me comprar com presentes.

 

 

-Então não vai abrir?

 

-Claro que não!

 

A curiosidade de ambas começou a aumentar.

 

-Tem certeza, Camila? Não quer nem ver o que ela comprou?

 

-Provavelmente coisas idiotas.

 

-Vamos, eu sei que está curiosa...

 

Camila estava muito mas muito ansiosa para ver o que tinha sacola. Não aguentou e voltou para o sofá com uma cara resignada.

 

-Vamos abrir, depois eu jogo na cara dela a sua falta de romantismo.

 

Dentro da sacola havia dois embrulhos. Ambos grandes. Um pesado e outro bastante leve. Abriu o pesado e viu uma caixa lindamente decorada e com cheiro de calda de morango e chocolate maravilhosos. Abriu a tampa e descobriu um infinidade de bombons. Pegou um e experimentou. Uma onda de calor e felicidade lhe encheu a boca e por alguns segundos esqueceu-se de tudo. Carla pegou um também e teve uma reação semelhante.

 

-Uau! Onde ela comprou essa maravilha de chocolate? Gostou?

 

-São divinos. -experimentou outro. Rafaela nunca tinha comprado chocolates para ela, mas lembrou-se da sua combinação favorita.

 

-O que será que tem naquele outro embrulho?

 

-Vamos ver.

 

Camilha desembrulhou e se viu diante do urso mais macio e rechonchudo que já tinha visto. Abraçou-o sentiu uma das sensações mais enternecedoras. Rafaela tinha conseguido amolecê-la e agora gostaria muito de agradecer pelos presentes maravilhosos.

 

-Tinha razão quando disse que os presentes eram idiotas. Sério, um urso de pelúcia. Depois vem dizer que eu te trato como criança. Ela podia ter trazido rosas e chocolate, seria perfeito.

 

-Mas não teria sido ela. Eu a amo tanto. O que mais ela falou?

 

-Já disse: queria pedir desculpas, mas aí não deixei ela entrar, ela ficou toda sentimental e chorosa e mediu pra te entregar os presentes.

 

-Ela tava chorando?

 

Camila não acreditou. Rafaela era a pessoa mais racional que conhecia, nunca a tinha visto chorar. Sentiu-se mal por isso.

 

-Tava sim, parecia meio desolada, quase a deixei entrar.

 

-Eu a magoei também.

 

-Não, você fez o que achou certo.

 

-Eu fui egoísta. Podia ter conversado civilizadamente, falado que amanhã era nosso aniversário e que ela precisava repensar suas prioridades. Ela teria entendido e agora estaríamos em casa, em paz. Mas aí eu quis dar uma de dramática e mal amada, querendo que ela lesse meus pensamentos. 

 

-Ora, ela precisava disso. Sentir como é ter os sentimentos menosprezados.

 

-Acha que isso é certo? Pagar na mesma moeda? É um relacionamento, Carla. Ela nunca me prometeu um mar de rosas e nem que nunca iria me magoar.

 

-Foi isso o que ela disse, e acho ridículo. É preciso ter uma garantia, um voto, uma promessa, sei lá, para que você tenha confiança.

 

-Não. Todas as outras me prometeram fidelidade e amor, e olha no que deu. Rafaela é diferente. Ela me dá tudo o que pode, sem promessas, sem avisos, sem medo.

 

-Ok, se você tá defendendo ela, o que está fazendo aqui?

 

Algo se acendeu dentro de Camila. Precisava ir atrás de Rafaela enquanto ainda era tempo. Pegou os presentes e saiu correndo porta a fora.

 

-Vai entender essas duas.

 

Camila olhou pela rua à procura de sua mulher, mas não havia sinal de ninguém na rua àquela hora. Foi aí que viu um carro estacionado e uma mulher com a testa apoiada no vidro do lado do passageiro pelo lado de fora. Rafaela. Aproximou-se e a tocou no ombro. Ela se virou rapidamente, com os olhos vermelhos.

 

-Eu... me desculpa, Camila...

 

Antes que pudesse dizer mais alguma coisa Camila a beijou profundamente, imprimindo em cada toque a saudade e o amor que sentia. Rafaela a abraçou e deixou que o amor de sua mulher lhe preenchesse para que pudesse preenchê-la com o seu. 

 

Depois de alguns segundos se separaram.

 

-Me desculpe por Carla não ter te recebido e por ter saído de casa.

 

-Não, Camila, não se desculpe. Não me faça me sentir pior. Eu que errei, ok? Eu mereci esse choque de realidade para perceber o quanto eu tenho que agradecer por ter você na minha vida.

 

-Certo, vamos parar de nos desculparmos.

 

Camila disse ainda nos braços de sua amada, lhe acariciando os cabelos do jeito que ela gostava. ficaram alguns segundos aproveitando o deleite de estarem juntas. Se aproximaram e sorriram.

 

-Eu não sabia que você fosse tão romântica. Adorei os bombons e o James.

 

-James?

 

-Sim, nosso filho de pelúcia, já esqueceu?

 

-Não.

 

-Como você comprou tudo isso tão tarde da noite?

 

-Tive sorte, eu acho.

 

Beijaram-se mais uma vez, relutantes em se separarem.

 

-Ah, ainda tem mais uma surpresa.

 

-Acho que morri fui pro céu. Este é de longe o melhor aniversário que a gente já passou.

 

-Até agora. Aposto que ano que vem vai ser melhor.

 

-Tenho que pegar as minhas coisas lá na Carla antes de irmos.

 

-Deixa lá, senão vamos perder nossa reserva.

 

-Reserva? Vai me levar pra jantar? Quem é você e o que fez com Rafaela.

 

-Não brinca, estou falando sério.

 

-Ok,ok. Vamos?

 

-Espera.

 

-O quê?

 

-Eu te amo.

 

FIM 

Fim do capítulo

Notas finais:

Espero que tenham gostado da leitura :)

Eu tinha postado este conto primeiramente no abcles uma semana antes de fechar kkkk 

Por sorte a Cristiane criou o lettera e assim as minhas esperanças como escritora se renovaram.

Em breve voltarei com novas histórias, bjos a todas ;)


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Comentários para 1 - Capítulo Único:
Cacavit
Cacavit

Em: 31/05/2020

Olá autora!

Menina, eu amei esse conto, o ruim foi ele ter sido tão curto, fora isso eu achei um encanto. A estória, a escrita tudo esplêndido.

Por favor volte a postar logo novas estória assim maravilhas OK!

Gratidão por compartilhar!

Até!.


Resposta do autor:

Obrigada pelas palavras:)

Faz tempo que não escrevo nada kkkk Só agora vi seu comentário, desculpe a demorada. Vou pensar em algo legal, tomara que dê certo. Obrigada pelas palavras de incentivo, um bjao  para vc!!!

Responder

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julia28
julia28

Em: 18/08/2017

Eu que agradeço linda pela resposta do mesmo.

Espero que logo venha essa inspiração de que precisa,e com toda certeza terá sim meus comentários..

Tudo de melhor para você também linda!!

Responder

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julia28
julia28

Em: 17/07/2017

O conto foi bem simples e verdadeiro.Lembrei-me de alguns relacionamentos que tive,com promessas não cumpridas.Não se pode prometer aquilo que não se pode cumprir não é mesmo?E o dialogo é esencial em um relacionamento.

 

Gostei muito,espero que volte logo com mais contos!!Beijos

Nota 10 pois não tem mil ...rss


Resposta do autor:

Olá, Júlia, como vai?

Tava com tempo q não olhava os comentários, e veja só q surpresa incrível. Muito obrigada pelo comentário, e fico feliz que tenha gostado da história. Espero ter alguma inspiração em breve para voltar a escrever. Quando isso acontecer espero ter outra surpresa boa com outro comentário seu ;)

Bjo, linda,desejo tudo de bom pra ti!!!!

Responder

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cidinhamanu
cidinhamanu

Em: 20/01/2017

Nossa estou sem palavras!!
Que final foi esse? Foi sensacional do começo ao fim.
É incrivel como uma literatura escrita tão bem, como essa, pode nos tirar tantas emoções. Me encontrei tanto em algumas palavras.. e falar de amor verdadeiro é sempre muito tocante na sociedade em que vivemos, onde sabemos o quanto sofremos pela violência do dia-a-dia. Só quero agradecer à autora pelo conto incrível.

Obrigada pela ótima leitura, que você tenha muito sucesso nessa vida.
Espero reencontrá-la aqui em breve.

Super beijo Gata!
Cidinha.


Resposta do autor:

Olha só, que massa!!! Fico muito feliz que tenha gostado, não sabe como esse feedback é especial pra mim. Obrigada pelos elogios e desejo tudo de bom pra vc tbm, espero que quando eu escrever outras histórias vc apareça de novo... sério, valeu mesmo pelo comentário e um suuuuuper bjo, Cidinha :)

Responder

[Faça o login para poder comentar]

thays_
thays_

Em: 20/07/2016

Oi Helena! Sei que é só um conto, mas dá muita vontade de continuar lendo sobre as duas, ia dar um ótimo "primeiro capitulo" hahah já pensou nisso? você escreve muito bem, podia se aventurar a escrever mais, pois o resultado será bom! Gostei muito, estou acostumada a ler histórias em que os casais se formam no decorrer da trama, encontrar um casal já formado e com uma longa história que precisava ser resgatada e "cuidada" para não se acabar pra mim foi o mais interessante. Parabéns! Espero ler mais trabalhos seus por aqui ;) Beeijo.


Resposta do autor:

Owwwww, eu fico toda besta quando pessoas que admiro muito me elogiam, não que isso aconteça com frequência. Eu estou muuuuuuuito feliz de vc ter comentado, sério mesmo, adoro ler críticas (positivas ou negativas) tanto de histórias minhas quanto a de outros escritores, isso dá um feedback legal e ajuda os autores a identificarem o perfil de leitores que eles atraem, os assuntos que trazem mais discussão e etc.

Quanto a uma sequência, tenho muitas dúvidas. Até pensei em escrever um capítulo explicando como elas se conheceram e tal, mas tbm estou com uma ideia de escrever um suspense, mas suspense é difícil demais pq vc tem que pensar em tudo tudo mesmo que pode acontecer. No quesito suspense, vc, thays, é mestra suprema e essa é uma das razões que me fizeram virar tua fã.

Valeu mesmo pelo comentário e parabéns pelo "O Dia", continue escrevendo maravilhosamente bem.

Bjos ;)

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lis
lis

Em: 19/05/2016

lindo parabéns


Resposta do autor:

Muito obrigada, Lis!!!!

Demorei responder pq eu nem tava mais olhando as estatísticas do meu conto. Quando vi seu comentário fiquei exultante, sério mesmo. Todo autor gosta de um retorno dos leitores, é sempre bom escutar críticas, valeu mesmo!

Bjos e se cuida ;)

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patty-321
patty-321

Em: 14/11/2015

Amei. Lindo o conto. As vezes isso acontece. Queremos q a outra pessoa adivinhe nossos sentimentos. Bj
Resposta do autor em 06/12/2015:

Oie, patty, fico feliz por ter gostado da história. Vc conseguiu captar a essência do conto, que é imaginar q as pessoas conseguem ler os pensamentos umas das outras. Todo mundo faz isso, eu faço isso o tempo todo, se expressar é difícil, mas acho q vale a pena tentar, com palavras, olhares, presentes, um carinho... vale a pena, mesmo q a gente se magoe...

Bjs e até a próxima história.

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Cassilia
Cassilia

Em: 20/10/2015

Adorei, ficou ótimo seu conto. gostei da história, a forma como você escreveu, simplesmente me apaixonei pelas personagens.

Ansiosa por outras histórias.

Bjs.


Resposta do autor:

Oie, Cassilia, muito obrigada pelo comentário. Adorei que você gostou do meu conto, escrevi com muito carinho, acho que passei um pouco desse carinho para os personagens. Em breve espero escrever um novo conto e vou torcer que eles seduzam leitores como você.

bjos

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Cristiane Schwinden
Cristiane Schwinden

Em: 10/09/2015

Ficou lindinho! Adorei! Fluiu deliciosamente, seu texto funciona muito bem. Continue sua carreira de escritora, ainda quero ler muito de você, viu? Parabéns!


Resposta do autor:

Oie, Cristiane... eu nem acredito que você comentou no meu primeiro conto. Estou exultante!!! Eu sou sua fã, você sabe, né? Desde de a Lince e a Raposa que eu tenho você como ídola com seus contos ultamegapower criativos e viciantes, além do mais, vc sempre foi paciente com as leitoras e bastante receptiva e isso é de longe uma das suas características mais admiráveis. Muito obrigada por ter comentado, muito mesmo, foi bastante significativo para mim... Pretendo continuar nessa batalha que é ser escritora, muito obrigada pelas dicas de escrita do blog, sempre leio e guardo os ensinamentos, serviram para esta história e provavelmente servirão para todas as outras que eu escrever.

Bjs e estou morrendo de saudades da Theo e da Sam kkkk :)

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Sem cadastro
Sem cadastro

Em: 08/09/2015

LINDO


Resposta do autor:

Muito obrigada ;)

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Sem cadastro
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Em: 08/09/2015

Adorei o conto, inclusive achei pequeno para a minha vontade de continuar lendo sobre Camila e Rafaela. Espero para o meu deleite outros contos. Bjs


Resposta do autor:

Quando pensei na história pela primeira vez percebi que um capítulo só era suficiente para expressar tudo o que queria, em parte porque eu não tenho experiência como escritora e não queria arriscar demais correndo o risco de a história se perder pelo caminho. Porém, depois que acabei de escrever este conto me veio outra ideia bem interessante, não quero dar falsas esperanças, mas acredito que você lerá mais um pouco sobre Camila e Rafaela em breve. Obrigada pelo comentário, Marie Claire, sinta-se a vontade para me elogiar ou me xingar kkkkk

 

Bjos e até o próximo conto.

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Sem cadastro
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Em: 08/09/2015

Olá Helena, bom dia. 

Gostei muito desse conto. Parabéns! 

Elê faz com que reflitamos algumas atitudes que tomamos achando certo e com isso magoamos a quem tanto nos ama.


Resposta do autor:

Há muito tempo que queria escrever uma história, expressar alguns dos meus pensamentos, mas sempre deixava pra depois. Quando criei coragem para escrever pensei em mostrar uma história romantica diferente de tudo que existe, mas acho que não existe diferença nenhuma no amor, então pensei  que o melhor seria mostrar o amor concretizado ao invés de mostrar ele surgindo. Acho muito legal ter conseguido passar uma mensagem com minha história, obrigada pelo seu comentário, Catrina, bjos e até o próximo conto:)

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