Capítulo 6
- Precisamos conversar.- foi o que ela me disse assim que eu abrir os olhos. Minha mae apareceu na porta do quarto, e olhei assustada para cris que sorria para minha mae.
- Filha, que susto você nos deu. Liguei pra você e a cris disse que você tinha passado mau como o pai dela é medico ele lhe atendeu. Ainda bem que vocês estavam juntas no shop. Agora vou ter que voltar para o trabalho. Tem almoco pra vocês na cozinha. Cristina , você cuida dela?
- Claro, Dona Suzane. Pode deixar que serei uma enfermeira pra ela.
- Nao precisa do dona. E muito obrigada novamente. Beijos. - deu-me um beijo na testa e outro em Cris.
Minha mãe era uma figura, ainda escutamos a porta da entrada bater. E cris levantou e sumiu porta afora, voltando com um copo de água. Agradeci, mesmo com receio de tudo que poderia acontecer. Ela voltou para a poltrona em frente em minha cama, e esperou.
- Cris, por que não me matou?
- Por que eu me apaixonei, nunca tinha visto uma criatura tao bela como você, sua pele morena, seus cabelos negros, seus olhos negros como a noite. E seu cheiro não é só apetitoso, como o mais gostoso que eu poderia provar. A única coisa que sabia é que você será minha pra vida toda, mas só aceitaria isso se você me quisesse.
Não sabia se me assustava mais ou ficava tranquila, ela era um encanto, mas ainda assim algo que eu não poderia entender tão fácil. Então a perguntei, o que você é?
- Para você entender melhor seria o que vocês decifram como vampira, mas eu não vou virar pó ao sol. Fui modificada geneticamente quando fui criada. Fui transformada por um vampiro já modificado então eu não precisei de muitas alterações.
- Quem fez isso com você? Por que te mataram?
- É como uma seita minha linda, eu peguei uma sessão deles e acabei tendo que ser transformada por isso. Meu tio fez isso comigo, e hoje eu trabalho para ele.
- Por isso não me matou? Ele precisa autorizar?
Ela se aproximou de mim, lentamente. Sentou na cama, próxima a mim. Alisou meu rosto co aquelas mãos geladas, mas estranhamente gostosas. Se inclinou, e seus olhos tornaram-se vermelhos. Eu gelei, mas seus lábios rosados me atraiam.
Foi o beijo mais doce de minha vida, não que eu tenha beijado muito. E estranhamente não era tao quente. Senti suas mãos irem a minha nuca e meu corpo ir aproximando do seu, acabei sentada ao seu lado. Aquele beijo calmo e lento. Olhei em seus olhos que vermelhos continuavam.
Puxei para mim, agarei seu pescoço e suguei sua boca rosada e gelada. Passei minha perna por sua cintura, sentando em seu colo. Eu não sabia o que faria mais precisava respirar mas seu doce era magnético. Mas então senti ela se afastando de mim. Olhei-a assustada.
- Não fique atônica mas por favor respire.
Só então notei que estava a bom tempo sem respirar desde que senti o doce de seus lábios. Como aquela boca era incrível. Puxei o ar devagar e olhava sua boca suculenta, querendo cada vez mais. Quando ia avançar nela novamente ela me segurou, olhei-a sem entender.
- Você está entorpecida pelo meu sabor, é uma das minhas mutações eu não só seduzo facilmente mas um beijo pode matar, você nem sentiu que deixou de respirar e acho que nem percebeu que está em meu colo.
Olhei onde estava e me envergonhei, eu nunca tinha comportado assim. Desci de seu colo. E fui para a cozinha atrás de mais água. Ela já estava em pé com o copo na mão. Sua velocidade era incrível. Preparou meu prato para me alimentar, afirmando que estava precisando. Não saia como mas aceitava cada condição que ela explicava.
Só então soube, eu estava perdida, a queria e nem mesmo sabia por que.
Fim do capítulo
Obrigada todas que leem. E todas que comentam. Se possivel comentem mais. Se gostou ou nao?
E me digam o que acham que julia fara para manter o controle?
Beijos e ate o proximo.
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