Capítulo 1
Na penumbra da noite
Em um telhado modesto
No vermelho da tua alma
Percebi o que eu era
Saltasse a mim
Em um simples piscar
Inebriada esta
E um frio na espinha veio
Quando desejaste meu sangue
A minha alma
Antes buscava a sabedoria
Agora nem sabia quem era
E nem a sua imagem
Apenas sabia que sumi!
Foram segundos alheios
Ou eram dias brancos
Não se tinha noção
Pois nada era interessante
E tudo era impressionante
Uma rápida transformação
Onde os olhos não explicam
Um tempo ardido correu
Mas o que importa se tudo foi
O seu egoísmo me alegra
Foi assim que te conheci
Foi assim que me transformei
Na criatura mais linda assustadora
Assim como ti, sempre serei.
- Uau, Júlia. Seu poema é intrigante, não sei ao certo o que entender, mas sei que as palavras fluem como musica. Um belo poema!
- Ah, agradecida Fábio. Eu te explico,... - o sinal do fim intervalo tocou teríamos que voltar para sala – assim que poder, vamos para sala. E me diga como anda os estudos de psicologia?
- Esta engatinhando. Eu não sei como colocar pra frente, mas sei que preciso mostrar tudo isso ao mundo.
- Concordo. – fomos para a sala, e logo estávamos concentrados na aula. Apesar de algo me intrigar. Como conduzi Fabio para a verdade. Ele era um ótimo amigo, mas como explicar quem sou sem assusta-lo.
Contudo antes deve contar minha pequena historia.
Dois meses atrás
- Filha, você vai ficar ai. Não é perigoso trabalhar essa hora?
- Não se preocupe minha mãe, não acontecera nada. Depois que terminar eu entro em casa.
Estava na parte de trás da casa trabalhando com algumas peças de artesanato, algo para ajudar em casa. Uma pequena encomenda tinha que esta pronta em alguns dias. Enquanto escutava uma das minhas musicas preferidas, um frio na espinha me percorreu e foi ai que o ser mais magnifico eu vi. Meu cachorro ao lado não pensou a mesma coisa, e avançou, contudo ele estava preso e não chegou perto o suficiente.
Os olhos azuis que apareciam na penumbra da noite encarou meu cachorro, Negão, que ao ver o cintilar dos dentes correu para o mais longe possível. Nesse instante peguei uma tesoura enorme que estava ao meu lado, o ser olhos a minha mão e sorriu. Não sei se por medo, mas seu sorriso me fez desistir da tesoura.
Então o ser saiu por trás de algumas palhas de coco que cobria boa parte sua, saltou do telhado do casebre de ferramentas e já estava na mureta do terraço me observando. Em meus ouvidos o fone tocava uma musica que me fazia hipnotizar em seus olhos, “Wake up inside - Evanescence”. Log após as primeiras notas, um sorriso nasceu em seus lábios e falou.
- Bela musica.
Tirei o fone de ouvido e falei. – como você sabe?
- Escutei daqui é das musicas que você mais escuta.
- E como sabe que gosto tanto dessa musica.
- Porque você a escutava quando eu ia te matar.
- então você não vai me matar agora?
- Só se você deixar.
Um som nos tirou do momento virei olhando para a grade do terraço e quando voltei meus olhos para onde o ser estava ele tinha voltado para o telhado, e me sussurrou “eu volto”. Sorri.
Foi depois desse dia que não tive mais noite em paz.
Fim do capítulo
Comentar este capítulo:
Ana Carolina
Em: 29/12/2015
Eeeeeiii , como acaba assim ? E o restante? Injustiça... Autora má, merece apanhar na bunda ! Kkkkkkkkk Adoreeeeeeii ! Aposto que é uma vampira gata ! Ou um demônio meio anjo @-@ alguma coisa assim ! Beijos quero mais capítulos ;)
Resposta do autor em 29/12/2015:
Concordo, que autora má. Hahahahahahha suas apostas estão valendo. O que vai apostar? Hahahaha. Logo postarei mais capítulos. Vou tenta deixar todos com gostinho de quero mais. Obrigada por ler. Beijos.
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