Capitulo 51 Punição
Ver manequim caminhando em nossa direção com a maleta de dinheiro da arrecadação em uma mão e na outra um facão ensanguentado me fez gelar ao sentir que algo em mim tinha morrido. Aquela noticia sobre minha mãe me afetou mais do que qualquer suspeita sobre mim. Ver ele me encheu de raiva pois eu sabia que se isto fosse verdade a culpa era dele. Toda dele.
--corram!!--mandei e no mesmo instante,Melo,Isabela e os pirralhos seguiram pela minha esquerda disparando no corredor e foi quando soltei a mão de Isabela e a deixei ir.
Eu vi seu olhar arregalado temendo o pior mas manequim iria sentir meu ódio hoje.
O iluminei com meu celular e manequim correu na minha direção e controlei minhas pernas ansiosas quando ele soltou a maleta de dinheiro e ergueu o facão.
Quando ele chegou ao corredor desviei de sua lamina o fazendo errar o golpe mas rápida o empurrei contra a parede,soltei o celular e contra ataquei com minha furia dando uma cotovelada e depois vários socos para quebrar aquela máscara e mesmo que a voz de todos desesperados gritavam por mim e nos iluminava naquela escuridão eu fui consumida pela vingança. Foi um ritmo frenético de adrenalina que o deixou acuado,quase encolhido de tão surpreso pelo meu ataque que somente parou quando ele me chutou na barriga e me empurrou para o piso.
sua lamina se moveu na horizontal tentando me acertar mas recuei pelo piso e quando percebi ele estava de pé com sua lamina no alto tão brilhante como a noite em meio a escuridão.
--HEYYY!!!--O grito de Pablo chamou a atenção de manequim que voltou sua atenção ao grupo alguns metros no corredor.
Pablo controlou seu drone que voou veloz contra a máscara de manequim me dando tempo de correr até eles. O drone atingiu na mosca mas o enfureceu.
Me juntei a eles e corremos pelos corredores escuros tendo apenas os celulares para iluminar o caminho.
--não parem!!!--gritou Melo mas assim que olhei para trás vi ele nos seguir.
o corredor vazio e o cliques dos nossos saltos em desespero a correr ecoavam por todo o local mas em nosso ritmo não chegaríamos a tempo a saida por isso a primeira sala aberta entramos e fechamos a porta.
a mascara aterrorizante surgiu no vidro nos encarando e o soco potente também veio de surpresa.
o garoto trancou a porta e junto a mim e a Melo seguramos a porta.os chutes que esta desgraça dava contra a porta me fez pensar no porquê os fechos de porta eram tão minúsculos. Não ia suportar por muito tempo.
depois do quinto chute ele parou.
--nao abram!--falei me afastando um pouco da porta.
--fala sério,você viu o tamanho da faca que essa porr* tinha?--Natalie estava ofegante mas já puxava uma mesa para por contra a porta.
--eu preciso saber se isso é verdade!minha mãe não pode ter morrido.--minha voz até falhou ao pensar na possibilidade da minha mãe estar viva mas a lembrança daquela lâmina do manequim estar suja de sangue me fazia perder minhas próprias esperanças.
--calma abby. a gente vai procurar ela.--Isabela veio a mim e tentou me acalmar mas eu não podia ficar ali escondida.
--eu tenho que sair!--falei e Melo me olhou desacreditada.
--e se for uma armadilha?
--que se foda!!!eu preciso achar minha mãe!
destranquei a porta e abri.o corredor estava vazio. os outros criaram coragem da sala e sairam e viram o mesmo.
--vou ligar para a delegacia.eles vão ter que me ouvir.--Melo já digitava quando me separei do grupo.
--não precisa com certeza ja devem estar vindo atrás de mim.--falei mas Isabela tomou minha frente e me parou.
--para com essa merd*!!você não vai ser presa! Eu não acredito nessa droga!!a gente vai achar sua mãe.
assim que saimos vi o delegado deixar seu carro e caminhar com mais dois policiais atrás dele.posso ate dizer que vi um sorrisinho em seu rosto por estar repleto de câmeras e flashes.com toda certeza sua fama o agradava e quando chegou a mim retirou as algemas do cinto.
--pela ordem que foi a mim concebida,e pelas pistas apresentadas,Abigail Collins esta presa por matar Amélia Collins,sua mãe com vinte e dois golpes de facas.
--isso é mentira!!!!!eu não fiz isso!!!--assim que me exaltei os dois policiais me seguraram e ja me contiveram com aquela algema,certificando bem que estavam presas e apertadas no meus pulsos e naquela situação eu não conseguia nem olhar para Isabela que parecia ficar confusa com alguns detalhes que pouco me importava agora.
--Collins??por que Collins!?não!!não podem prender a summer!!!--disse ela tentando segurar um dos policiais.
--(rs) summer nao é seu sobrenome verdadeiro. Collins é o verdadeiro.devo perguntar porque o sobrenome falso aqui na frente de todos??--Gates me chacoalhou para responder.
olhei para Isabela e ela estava tão confusa e duvidosa sobre mim.como eu falaria disso na frente de tanta gente!!?meu contrato com daniel era quase um voto de silêncio mas naquela situação eu não tinha porque não contar.
--eu não sou a assassina!!alguém matou minha mãe e você ta aqui me falando merd*!!!eu jamais faria isto a ela!eu jamais mataria minha mãe!!--respondi ele aos gritos.
--então vamos ter uma longa conversa na delegacia mocinha.porque eu tô muito curioso para entender você.
--não,eu quero ver minha mãe!!agora!!!
--não podem levar ela assim,ela não fez nada!!--Isabela protestou a nós seguir quase a chorar.
--diretora não deixa!!--Natalie implorou desesperada mas até Melo estava sem reação. Ela simplesmente ficou ali.
--Isabela!!--chamei Isabela temendo não ver ela mais mas Gates me apressou.
--vamos!!!--ele me empurrou para dentro do carro dele e eu vi o desastre que eu deixava para trás. Isabela desesperada,Natalie e pablo a chorar implorando para a diretora fazer algo e Melo paralisada vendo fortcastle se tornar uma cena de crime.
--chama o daniel!!!por favor chama o seu pai!!
****
As grades deslizaram na minha frente e o barulho do metal batendo contra o trinco me encheram de raiva. minha mãe podia estar morta por ai e eu estava ali presa.
do meu lado uma velha me encarava dos pés a cabeça graças ao meu vestido da festa enquanto não segurava minhas lágrimas e tentava me fazer de forte..
--cinderella,o baile deu errado?--riu ela com um bafo de cachaça no ar.
--ei!!Eu tenho direito a um telefonema!!!--gritei na grade pedindo atenção aos vários policiais na sala.
--agora não.--disse um deles registrando minha entrada.
--eu quero dar um telefonema agora seu desgraçado!!!!--bati minhas mãos na grade causando um forte impacto no metal.
--continue querida.eles adoram isso.ficam ate de p*u duro.--a velha riu mas eu estava odiando tudo aquilo.
o guarda suspirou e voltou a mim.
--um telefonema.
vi ele pegar as chaves e eu mal conseguia esperar ele abrir aquela porta para ligar para o meu pai.
o guarda me guiou ate um dos telefones e me tremi esperando ouvir a voz do meu pai mas tudo que ouvi era a chamada tocar e tocar. onde ele estava????!
--pelo visto não tem ninguém em casa.--disse ele em um tom debochado.
--não,espera!só mais um minutinho!!
--Alô!
--pai!
a voz dele apesar de fria me deu uma ponta de esperança.podia ser um engano. eu queria acreditar.
--pai,por favor..cadê a mamãe?eu tô na delegacia.todo mundo acha que eu a matei!!diz pra mim que é mentira pai!diz pra mim..
--ela esta morta..eu devia ter tirado ela desse lugar quando tive chance..--sua voz era quase inaudível,um sussurro quase em pranto.
--pai..pai por favor,eu preciso que venha aqui.
ele desligou me deixando sozinha mais uma vez.
--ja pode voltar para a cela.--mandou o policial tomando o telefone da minha mão.
--não para a cela,mas para a sala de interrogatório.--o delegado entrou na sala e já me levou para outro local,uma sala onde paredes cinzas me cercavam e um grande espelho me lembrava os clássicos filmes policiais.
ele escolheu seu lado da mesa para sentar e fiquei com a cadeira a sua frente.me atentei aos papéis em suas mãos e agora foram postos sobre a mesa.
--o que vamos começar aqui será gravado, por isso espero que escolha bem as palavras que vai usar.--disse ele a ligar o gravador.
--eu nao matei minha mãe.
--vamos começar..Você entende por que está aqui, não é? Sua mãe está morta, e encontramos evidências que ligam você ao crime.
--eu não matei minha mãe!
--esta foto mostra uma gaze suja de sangue encontrada na cena do crime.As evidências não mentem.
eu não entendia como isso foi parar ali logo naquele lugar e as lágrimas caiam e minha mente perturbada não raciocinava.
--e-eu estava no hospital..tinha machucado minha mão ajudando Isabela no meio de uma crise..eu amava minha mãe!
--seus vizinhos diziam que vocês sempre brigavam?alguns me contaram que voce sumia por horas..as vezes dias..foi por isso que mudou de nome e endereço?Como você explica isso?
--discutimos quando ela me viu com a minha namorada..ela não aceitou a gente.
--foi por isso que a matou?
--eu não fiz isso!!!!discutimos sim!todo o parque dos visitantes sabia disso mas logo voltavamos a conversar e na segunda nos falamos e nos resolvemos.sempre foi assim..as vezes demorava e outras vezes era mais rápido do que eu pensava..
--tem quem comprove isto por você?--olhei incrédula para ele. Ele sequer estava me ouvindo apenas fazendo protocolo e me irritando a cada pergunta.
--claro que tem,Isabela e daniel.pode perguntar!
--foi a última vez que a viu?
--deveria procurar quem fez isso.enquanto esta perdendo tempo aqui deveria procurar quem a matou???
--não me respondeu.
--foi porr*!foi a ultima vez!
--..deve ser difícil mas..eu preciso saber.preciso eliminar as posibilidades de que você seja a suspeita principal.
--ah,depois de tudo isso sou apenas uma suspeita?!
--há toda uma comunidade lá fora horrorizada com o que está acontecendo. Preciso mostrar a todos que estão protegidos. Se não é a culpada...mostre para mim. Me convença.
--eu não sei como minha gaze foi parar la..
--é bom lembrar porque isto é o que vai definir minha decisão.sem contar o fato que sua namorada ficou bem confusa senhorita Collins.. por que esta usando nome falso?quando nos conhecemos se apresentou como Abigail Summer.
--ja leu minha ficha.ja sabe muito bem o porque.
O delegado olhou bem para mim e desligou a gravação do aparelho sobre a mesa.seus olhos se arregalaram e raiva o resumia.
--pelo visto ser prostituta estraga muito sua vida social não é?me enganou direitinho.quero saber se também a engana. o que foi? ch*par picas nao é mais interessante?vinte e duas facadas é muito ódio.
de repente a porta atrás de nós se abriu e era Melo e toda sua beleza e elegância invadiu a sala.
--Desculpe a interrupção, mas essa garota não matou a mãe.--disse ela calmamente atrás de mim.
--então será o alibi dela?--perguntou ele sem tirar os olhos de mim. Deveria estar se perguntando o que fiz para ter justamente Melo em minha defesa.
--sei que deve estar pensando que ela a matou de alguma forma mas é impossivel.
--achamos gaze dela com sangue na cena do crime diretora melo.
--desde que se machucou summer não saiu da casa de isabela.antes disso esteve no hospital que é um lugar altamente movimentado e público.qualquer um poderia ter pego algo assim senhor.
--(rs) então esta sugerindo que alguém já tinha isto em mente?quem?
--ora quem?esquece que há um assassino a solta nesta cidade?assassino este que ja tentou matar ela e sua amiga não so um dia mas hoje também. Estou de prova com meus próprios olhos..neste momento se me lembro bem não a procurou né?
o delegado parecia perdido nas próprias provas.se deu por vencido assim que lembrou deste momento assustador que vivemos. Ele sabia que isto era incontestável.
--e quanto ao nome falso?
--coisa de garota tentando impressionar outra.--disse Melo com a maior tranquilidade e isto me fez encarar ela mais que espantada.
--Você está liberada, mas continuaremos investigando o caso,então não pense em fugir da cidade. Se tivermos mais perguntas, entraremos em contato.--disse Gates vencido por Melo.
--muito obrigada delegado.cuidarei dela a partir de agora.ah,a propósito,há muitos repórteres querendo saber mais do caso..poderia manter a sexualidade da minha aluna em sigilo?o assunto ainda é um problema para Daniel.--disse ela e encarei Gates a espera de sua resposta. Melo estava sendo minha advogada e ele sorriu desafiado.
--essa história se torna mais interessante toda vez que alguém abre a boca.vá.não direi nada.--ele recostou suas costas na cadeira e deu sua ordem.
o guarda tirou minhas algemas e Melo me guiou a saida junto a ela.
--espero que não tenha dito nada.--disse ela baixinho para meu ódio.
--tipo o que?minha mãe morreu e você ta preocupada com essa merd* de segredo da gente?porr*!
--me perdoe..sei que não diria nada mas..eu tive que vir.
--por que??!!
--...você é aluna de Fortcastle!tenho todo o direito de estar aqui.
--pff agora eu sou né?!!!--meu sarcasmo doloroso não me ajudou e claro fez Melo perceber o quanto sua rejeição em Fortcastle me afetou.
Melo não tinha palavras contra isso e apenas me encarou.
--cadê o daniel?
--a cidade esta apavorada com você.
--de mim?eu perco a minha mãe e sou eu a vilã da história?esse povo é uma piada.
--para onde vai agora?
--pra casa.
--eu te dou uma carona.
--não precisa.
--depois de hoje garota,vai precisar mais do que pensa.daniel nao ficou confortável com essa historia.levou Isabela que estava mais ainda perdida pra casa as pressas porque todo mundo o encheu de mil perguntas sobre você.isso para ele deve ter sido um tormento e do jeito que Isabela é a esse momento deve estar implorando por respostas.e ele não dirá a verdade,ja tentei convencer-lo a isto e ele acredita que Isabela jamais o perdoaria e a você também.
--eu vou para casa.me da uma carona?
--claro.
Melo me levou para o parque dos visitantes e mesmo tendo em meu celular inúmeras ligações da Isabela e dos pirralhos eu não queria atender. quando cheguei em casa não achei meu pai e minha casa vazia me deprimiu.
eu não a veria mais por ali e isso me destruiu.sentei no degrau da entrada e chorei.Melo me assistiu sem mover um único músculo mas era tudo que eu precisava. botar para fora quem eu era.
--vai ficar aqui?posso te levar para a casa de Isabela se quiser.
--eu vou ficar.
--sua mãe morreu próximo daqui é perigoso.
--para de fingir que você se importa Melo!!eu não vou contar merd* nenhuma pra ninguém e se quer saber eu tô cheia desses segredos!!eu só quero ficar sozinha!!!--explodi mas Melo não estava surpresa.
--sendo assim..
Melo partiu e ficar sozinha me fez perceber que eu construí um império sobre a minha mentira. eu conheci um mundo novo e que sempre quis participar e de bônus eu ainda ganhava dinheiro para a minha familia mas isso tirou minha mãe. o ódio me preenchia e eu não ligava se seria alvo fácil dessa merd*,eu queria olhar nos olhos de quem a matou e por um fim nisso.
dessa vez eu perdi e me vi lembrando dos dias que implorava para partir e nunca mais olhar para trás e agora estava ali,contando os fios de cabelo perdidos em suas roupas,o cheiro dela e a falta do seu sorriso.
o delegado não me procurou,meu pai não apareceu e vi minha mãe ser enterrada sozinha com um padre rezando sua missa apenas para mim numa tarde nublada. eu nem sei quanto tempo fiquei ali encarando sua lápide e ao mesmo tempo notando Isabela e os pirralhos me vigiar ao longe. eu via o quanto ela sofria por me ver tão vazia daquela forma,com seu olhar ansioso para me ter nos braços mas eu ja estava destruída,em pedacos demais para juntar,e com a chuva fina que caiu sobre nós pensei que todos tinham partido quando vi os pirralhos correrem mas senti sua mão em meu ombro. Era Isabela.
--sei que quer ficar sozinha e entendo..eu só queria dizer que lamento pela sua mãe e que tô aqui por você..se precisar.
--eu não matei ela..
--eu sei que não.
foi o pior dia da minha vida.sentir a terra molhada em meus dedos que agora guardava minha mãe embaixo de sete palmos me fez perceber toda a força que eu ainda tinha esmagando-a,um punho cheio de ódio por aquela figura que assombrava meus pesadelos.o fato agora,era que eu não tinha mais medo.
Fim do capítulo
Que confusão foi esse capítulo. A summer realmente achava que poderia ser uma mentira toda essa história sobre a mãe dela e no fim encontrou o pior.
Outro ponto foi ver que querendo ou não o contrato de daniel com summer estar a um fio de ser descoberto.
O que vocês acham?Isabela vai ou não continuar ao lado da summer?
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