* A curiosidade sobre a dinâmica entre as duas mulheres.
* A exploração de sentimentos e descobertas.
* A promessa de um romance em desenvolvimento.
Estilo de Escrita: Descritivo, focando nas sensações e emoções da protagonista.
CapÃtulo 1â??para você
Ainda sentia o nervosismo da partida, e a ansiedade se intensificou quando o táxi finalmente parou no destino. Retirei o dinheiro da bolsa e paguei a corrida, sentindo o peso do olhar do motorista. Ele agradeceu e me devolveu o troco. Assim que o recebi, saí do veículo, lutando para manter as pernas firmes no asfalto quente. O calor me atingiu como um tapa. Cobri o rosto com as mãos e expirei profundamente, tentando dissipar a névoa de apreensão.
Peguei meu celular e acessei o registro de chamadas. Liguei para o número dela e fui atendida no mesmo instante.
- Oi, já cheguei! - murmurei, a voz estranhamente pesarosa, como se as palavras fossem impostas por outra pessoa.
- Está bom, estou indo. - Ela desligou abruptamente.
Guardei o aparelho. A atenção indesejada de alguns transeuntes me deixava ainda mais insegura. Puxei a bainha da saia para baixo e ajeitei o cabelo. A maquiagem que aplicara com tanto esmero agora ameaçava escorrer pelo rosto; meu perfume brigava com o vento quente, e meu estômago se revirava em nós.
Não sei se foi alívio ou um novo tipo de pavor quando a vi, do outro lado da rua, saindo de um prédio e acenando como se fosse a única pessoa sã no mundo.
Forcei um sorriso para disfarçar meu mal-estar e atravessei a estrada. Ela me deu um abraço rápido, que retribuí com timidez. Ao nos afastarmos, ela fez um gesto para que eu a seguisse. Entramos no prédio, ela na frente, eu logo atrás.
- Não foi tão difícil chegar até aqui, foi? - perguntou ela, com um tom leve.
- Só um pouco.
Ela sorriu e tirou uma chave do bolso, presa a um pequeno boneco. Vestia uma bermuda preta, chinelos e uma blusa sem mangas. O cabelo parecia ligeiramente úmido, e sua pele exalava um cheiro forte de sabonete.
- É complicado no início, mas você vai se acostumar. - As quatro últimas palavras foram ditas com uma entonação estranha, um timbre que enviou um calafrio súbito pelos meus ombros.
Entramos no elevador e o silêncio se instalou, denso, até a porta se abrir no sétimo andar. Engoli em seco; agora, não havia mais como voltar, mesmo que eu quisesse. Ela destrancou a porta do apartamento e me deu passagem. Assim que cruzei o limiar, senti seu olhar fixo e nada discreto focado em minhas nádegas. Virei-me rapidamente para encará-la.
- Gostei do teu perfume. - Ela se aproximou depois de trancar a porta. Minha respiração falhou, e os dedos começaram a tremer.
- Obrigada! - respondi, dando um passo para trás instintivamente. - Você poderia me oferecer um copo d'água? Estou morrendo de sede.
- Claro, como você quiser. - Ela sorriu, um brilho vitorioso em seus olhos, e se dirigiu à cozinha.
Suspirei, liberando um pouco da tensão que me sufocava. Varri o olhar pelo apartamento. Era pequeno, mas impecavelmente limpo. A sala era confortável, com uma vista agradável para a varanda. Ao lado, duas portas que presumi serem o banheiro e o quarto dela.
- Você tem um apartamento bonito - comentei, observando-a encher o copo sob a torneira.
- É, mas não foi barato - ela respondeu, fechando o registro e me estendendo o copo. Agradeci e bebi o mais lentamente possível, tentando controlar o tremor das mãos.
- Há quanto tempo mora aqui? - perguntei, buscando prolongar o momento de distração.
- Uns cinco meses, eu acho. - Ela desviou o olhar para a varanda, e a sombra de melancolia em seu rosto durou apenas um instante. - Quer mais alguma coisa?
A pergunta me gelou. Senti uma necessidade urgente de ir ao banheiro, mas sabia que era apenas o nervosismo extremo. Ela já percebia meu desconforto.
- Estou bem, obrigada - menti, depositando o copo sobre a bancada da cozinha e me forçando a sentar no sofá, ao lado dela.
- Você é mais linda de perto.
- Obrigada. - Sorri, num gesto automático, jogando uma mecha de cabelo por trás da orelha. Meu nariz estava formigando, e minhas bochechas ardiam.
Ela se aproximou, e então sua mão pousou sobre a minha coxa. O contato da pele dela contra a minha provocou uma descarga elétrica que percorreu meu corpo inteiro. O ar pareceu rarefeito em segundos. Forcei-me a encará-la, lutando contra a vergonha que me dominava. Não conseguia mover os lábios nem piscar direito.
- Está tudo bem mesmo para você? - A voz dela se tornou séria, e notei as pupilas dilatarem, absorvendo toda a luz do ambiente. O fascínio que ela exercia roubou de mim um sorriso, desta vez genuíno.
- Sim! - respondi, quase gaguejando.
- Posso?
- Sim, pode.
Ela se inclinou ainda mais. Consegui sentir sua respiração quente perto dos meus lábios e fechei os olhos para evitar o constrangimento de encará-la.
Quando nossos lábios se tocaram, esperei me afastar, fugir. Mas permaneci imóvel, tamborilando os dedos no couro do sofá, tentando ignorar a realidade de estar beijando uma mulher.
Ela usou a língua para abrir um caminho úmido em minha boca. Senti a textura dela dentro da minha, e nossos dentes tilintaram, como se celebrassem um acordo selado. Não resisti e abri os olhos.
Os dela estavam fechados, firmes, como se soubessem exatamente para onde a conduziam. Um calor intenso começou a se espalhar pelo meu corpo, concentrando-se nas palmas das mãos, sob as axilas e em lugares que eu preferia não nomear. Meu coração, antes contido, agora saltava no peito, gritando em um ritmo frenético.
As mãos dela deixaram meu rosto e brincaram com meus cabelos, aprofundando o beijo. Derrotada pela onda de adrenalina e pela súbita rendição ao momento, fechei os olhos novamente, permitindo que a loucura me levasse para longe. Eu não sabia o que fazer, então apenas segui a deixa dela. E, para minha surpresa, gostei da sensação.
Quando ela se afastou, senti como se tivessem me servido um doce proibido. Queria mais, antes mesmo de perceber. Abri os olhos e encontrei seu sorriso convencido, vitorioso.
- Então, como foi!? - ela perguntou, a voz rouca.
- Normal - menti, incapaz de confessar que aquele beijo fora meu primeiro e que havia me derretido de uma maneira tão vergonhosa.
Ela se levantou e coçou a cabeça, como se estivesse tentando aliviar uma dor de estômago súbita.
- O que foi? - perguntei, alarmada.
- Não é nada - ela respondeu, mas vi que era mentira.
- Tem certeza? - insisti.
Ela deu de ombros, mas logo mudou o tom, voltando a sorrir de forma magnética.
- Antes de continuarmos, que tal comermos algo?
Concordei com a cabeça, e ela retornou à cozinha. Levantei-me também e a ajudei a preparar um hambúrguer para cada uma. Com a refeição, senti-me estranhamente mais à vontade, e percebi que ela havia se tornado ainda mais bela à luz da sala.
- Posso te fazer uma pergunta? - deixei escapar após um gole de vinho que ela me servira. Ela se endireitou, me encarando com atenção.
- Claro, o que quer saber!?
- O que você acha de mim?
- Como assim?
- Apenas responda.
- Bem, eu acho que você é uma garota legal e inteligente.
Sorri.
- Então você me vê como uma garota legal?
- Há algum mal nisso?
Fiquei em silêncio, ponderando.
- Você me queria apenas para mais uma história, ou você realmente gosta de mim?
- Que pergunta é essa? É claro que eu gosto de você. - Ela tocou minha mão esquerda e me olhou com uma intensidade cuidadosa.
- Sabia que você é a primeira mulher que eu beijei!
- Está na cara - ela disse, sorrindo.
- Não foi tão ruim assim - confessei.
- Quer tentar de novo!?
Respirei fundo, sentindo o peso da decisão.
- Sim, mas desta vez vamos devagar.
Fim do capítulo
Querido leitor(a),
Chegamos ao fim de "O Meu Primeiro Beijo". Espero que esta história tenha tocado em você de alguma forma, despertando sentimentos e reflexões.
Agradeço imensamente por ter me acompanhado nesta jornada. Sua leitura é o combustível que me impulsiona a continuar criando e explorando novos universos. Se você gostou desta história, saiba que há muito mais por vir.
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Obrigado por fazer parte deste sonho. Até a próxima história!
Com carinho,
Quituxe Meputo
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Quituxe Meputo Em: 28/01/2026 Autora da história
Obrigado pelo seu comentário! Fico feliz que você tenha notado a cadência e o controle da personagem. Essa dinâmica foi intencional, e é ótimo ver como ela ressoou com os leitores. Espero que continue acompanhando o meu trabalho!