Capítulo 1

Sonhos premonitorios

de O menino que voltou dos mortos, por Zanja45

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Estava eu e Manu nos campos de Colorado Springs, no estado do Colorado, nos EUA. Quando ela está indo embora, pergunto se ela conheceu o menino que voltou dos mortos. E minha pergunta ecoa no infinito do universo, sem uma resposta. Ela desapareceu em meio às brumas. - Quando tomo conhecimento que era para escrever sobre isso. - Sou transportada para um tempo em que espírito e matéria faziam parte de uma mesma constituição. Masculino e feminino viviam de maneira equilibrada. Entretanto tudo mudou quando uma pessoa resolveu criar, sem a anuência do Uno, mas arrependendo - se do que fez, imbute no ser uma centelha do pleroma .

Estava ali reunida com várias pessoas ao redor, um rapaz sobre uma cama que se assemelhava a um paralelepípedo na sua forma. Estava inerte, enquanto pessoas velavam seu corpo e se despediram dele, alguém muito familiar se despede dele, dando um beijo na testa, mas eu estava relutante em prestar as últimas homenagens a ele, me segurava para não me despedir dele, ficava a imaginar que se me demorasse muito, em beijá - lo, não sentiria mais o calor do corpo dele, mas frieza da morte - depois que o sangue esfriasse do corpo.

 

Fiquei ali a observá - lo de forma profunda, internalizando todas as emoções que aquele momento trazia, dor da perda, sofrimento, vazio nas almas ali presentes. Até que meus olhos voltaram para o menino, e visse que começara a tremular nos membros inferiores e nos membros superiores. Só que ninguém conseguia ver isso, além de mim. Ele se erguia, sentava sobre as pernas, na posição de lótus,e conseguia ver nele algo muito estranho, nos seus olhos sombreando tinha uma luz muito forte que formava o símbolo do infinito e era uma energia tão forte que queimava a própria pele do indivíduo. Ele voltou do sono de Morfeu e trouxe consigo poderes incontroláveis, parece que faltava alguma coisa nele. - Porque ele tinha o olhar fixo no vazio. - Como se não lembrasse. Depois que renasceu. Como se tivesse perdido a memória. Como se estivesse fragmentado. - Meu peito ardia, como se fosse minha própria chama a queimar nele.Sabia que ele era alguém muito próximo a mim, pois conseguia ver a mãe, tia e eu provavelmente tinha um parentesco com ele também. Não sabia como explicar isso, mas por que somente eu o notava sendo que havia muita gente naquele local? .

 

Fim do capítulo

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