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  • O Mundo Secreto da Senhora M.
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O Mundo Secreto da Senhora M. por thays_

Ver comentários: 2

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Palavras: 3060
Acessos: 1977   |  Postado em: 30/03/2024

Capitulo 1

Eu tinha atravessado a cidade em meio a chuva torrencial daquela segunda-feira para encontrá-la. Ela usava um vestido preto e minúsculo de couro e uma meia arrastão 7/8 que deixava suas coxas deliciosamente sensuais. Seus seios volumosos praticamente saltavam para fora do corset preto com detalhes em vermelho. Seus cabelos eram longos e negros contrastando com sua pele branca, quase pálida. Usava um batom magenta, sombra preta, lápis preto. Suas unhas curtas e bem-feitas tinham a coloração vermelha. 

A vida tinha me trazido a Senhora M como um presente de Natal adiantado e embrulhado com o mais belo laço, só que o laço nesse caso era de couro. 

O mínimo de contato visual. O máximo de respeito. 

Eu imediatamente dirigi meu olhar para o chão. Olhei para seus pés, ela usava o Louboutin preto. Aquele. O que eu mais gostava. Nunca fui uma dessas doidas por pés, mas aquele par naquela mulher me deixava inebriada. O poder e confiança que ela emanava em cima dele... O barulho do salto contra o chão a cada passo que ela dava... A sensualidade emanando por seus poros.... Minha vontade de imediato foi de me jogar de joelhos aos seus pés, mas não o fiz, fiquei apenas parada esperando suas ordens. 

Ela era mais ala e mais velha que eu em quase 17 anos. Experiente. Já devia ter tido inúmeras submissas ao seu dispor ao longo de sua vida, mas para mim ela era meu primeiro flerte com esse mundo do BDSM. Estávamos “juntas” há um ano. Não sabia como descrever esse relacionamento que tínhamos, não era como um namoro comum, mas também não era apenas uma sessão, não era apenas sex*, não era apenas nossa forma de alimentar e saciar nossos desejos. Havia comprometimento entre nós, confiança, cuidado, lealdade, entrega, respeito, devoção e amor. Por que não amor? 

Meu guarda-chuva estava pingando em seu piso de madeira laminado. Ele estava com algumas hastes quebradas do pequeno embate que tive contra a forte ventania, devia tê-lo jogado fora antes de pegar o elevador de seu edifício de luxo. Observei seu olhar inquisidor para a pequena poça d’água que estava se formando ao meu redor. Parecia uma afronta ao ambiente daquela sala-de-estar perfeitamente alinhada e sóbria. Uma das paredes era repleta de livros. Em cima do sofá na parede oposta, havia um brasão medieval de madeira com um leão entalhado, nele tinham dois machados cruzados e uma espada passando por eles ao centro. Ela era aficionada por armas brancas, principalmente espadas, e era possível encontrar algumas delas pela casa.  

 - Vá se aprontar. E jogue essa porcaria no lixo. Você tem dez minutos. 

 - Sim, senhora M. 

Eu sentia um prazer orgástico em obedecê-la, servi-la, agradá-la, seguir à risca suas ordens, ser dominada, treinada, domada, cuidada e acima de tudo, pertencer a ela. Quando me apresentou nosso contrato para que eu o analisasse (como se fosse um processo judicial tamanha seriedade com que o tratou), minha primeira exigência foi que eu queria ser sua única posse. Para minha surpresa ela aceitou, na verdade nem relutou. Naquela época eu ainda era apegada demais, carente demais, insegura demais para me imaginar tendo uma irmã de coleira e dividir minha Dona com outra pessoa. Mas no futuro quem sabe eu cogitaria mudar de ideia. 

Rapidamente fui até o banheiro (que era maior que meu quarto) e tirei toda minha roupa. Contava os segundos de minuto em minuto mentalmente para não me perder. Eu deveria me apresentar a ela nua, banhada, depilada e com meus longos cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo. Deixei a água quente cair em meu corpo, aquecendo-me novamente da chuva fria que tinha acabado de tomar. Ensaboei-me milimetricamente e enxuguei-me. Então caminhei nua, com as mãos cruzadas em minhas costas, até o cômodo onde ocorriam nossos jogos.  

Era um quarto comum, tinha um gaveteiro e um armário de madeira (obviamente trancados para evitar olhares curiosos da empregada), uma cama no centro com lençóis branquíssimos e bem alinhados. De frente para ela, uma poltrona preta de couro que era praticamente seu Trono. A única coisa diferente de um quarto usual eram alguns ganchos no teto e na parede que serviam para suspenderem uma pessoa, mas isso era apenas um detalhe. 

Pelo canto de meu olho eu a vi sentada de pernas cruzadas em sua poltrona. Ela estava com uma taça de vinho em uma das mãos e me olhava atentamente. O ambiente como sempre estava na penumbra, iluminado apenas por velas. A chuva continuava sem trégua do lado de fora deixando tudo ainda mais aconchegante. Tocava uma playlist sexy de fundo. Ela estava absurdamente linda, como sempre. Mesmo se pudesse, eu mal conseguiria sustentar meu olhar muito tempo no dela. Ela tinha certa aura de poder quando estava em seu papel de Domme que me deixava completamente à sua mercê. Eu não tinha medo, pelo contrário, eu confiava minha vida (de olhos vendados, boca amordaçada e corpo imobilizado) a ela. Tudo era consensual e seguro e ela tinha um cuidado e responsabilidade muito grande comigo. 

Ajoelhei-me no chão, em minha posição usual de submissa, o rosto voltado para a parede, cabeça baixa, os braços cruzados em minhas costas. Aquilo por si só já mexia comigo em níveis inimagináveis. Eu sempre tinha sido muito insegura com minha aparência física, tal como grande parte das mulheres que eu conhecia, nunca me achei bonita o bastante para os padrões femininos impostos socialmente. Porém, desde que a conheci comecei a me sentir mais à vontade comigo mesma. 

 Sua voz então rompeu o silêncio que pareceu ter durado uma eternidade. 

- Qual tinha sido minha ordem antes de você vir para cá?  

- Que eu viesse de Uber. 

- E posso saber por que a senhorita não veio e chegou aqui naquele estado deplorável sendo que depositei dinheiro na sua conta para esse fim? 

- Eu não consegui carro. Está chovendo muito. Não queria me atrasar ainda mais. Eu... 

- Shhh... - Me cortou. 

- Só queria chegar logo para ver você... - Não consegui segurar aquelas palavras presas em minha garganta. Fazia dias que não nos víamos. Nossas agendas não estavam se encontrando.  Ela quem estava com um volume alto de trabalho. Ouvi seu respirar profundo, como se estivesse pensativa, analisando minhas últimas palavras. Então emitiu um pspspsps estalando os dedos chamando a gatinha dela (no caso, eu). 

 - Venha aqui... 

Senti meu coração se aquecer. Virei-me e fui engatinhando até ela, lentamente, sensualmente. Ao me aproximar o suficiente, beijei o dorso de seu pé, lambi, subindo até sua perna, suas coxas, enchendo-a de beijos, não consegui segurar o gemido preso em minha garganta ao sentir seu perfume, a saudade que estava do contato de sua pele na minha. Esfreguei meu rosto em sua mão, tal qual um animalzinho querendo carinho.  Senti seu toque suave em meu rosto, num carinho sereno. Eu fechei os olhos imersa naquela sensação.

- Da próxima vez eu mesma irei te buscar em casa. Estamos de acordo? 

- Sim, senhora M. 

Ela pousou sua taça de vinho no gaveteiro ao seu lado. 

- Tenho algo para você. Fiquei analisando se te entregaria hoje ou não devido ao seu atraso, mas como vem se comportado muito bem nos últimos meses, decidi relevar os acontecimentos recentes.  

- Obrigada, senhora. - Permaneci imóvel em sua frente de cabeça baixa. Eu era uma escrava muito bem-comportada, modéstia à parte. Ouvi o abrir de uma gaveta do móvel ao seu lado, ela descruzou as pernas e então pousou em seu colo uma caixa de veludo preta.  

- Abra. - Disse. 

Eu a abri um pouco insegura. Dentro da caixa havia uma coleira de ouro branco com pequenos diamantes cravejados. O anel ao centro da coleira (que tinha a função de prender uma corrente) tinha orelhas de gatinho. Era bem delicada, bonita e discreta. Era perfeita. Meu coração disparou, eu mal podia acreditar. Ao contrário da de couro mais grosseira que eu geralmente usava em nossas sessões, essa eu poderia usar em qualquer lugar, era uma coleira social. Tínhamos conversado sobre isso há algum tempo, mas não pensei que ela tivesse realmente disposta a dar esse passo. Aquela joia era como um anel de compromisso. Percebi que ela tinha gravado algo na parte interna. 

Monize.  

 Aquilo sim foi uma surpresa. E das grandes.  

- Ainda está de acordo com isso? - Murmurou ao notar minha expressão surpresa. 

- Sim, senhora. 

- Olhe para mim. - Ela pediu, levantando o meu rosto com um dedo. Seus olhos então me tragaram para dentro dela. Disse firme: - Estou falando com a Sofia.  

Senti meu corpo estremecer ao ouvir meu nome saindo de sua boca. Não consegui controlar o gemido preso em minha garganta, aqueles lábios tão convidativos perto dos meus, tão atraentes. Ela tinha um magnetismo impossível de resistir... Impossível. Segurei em seu rosto e a beijei, desejando ardentemente ter ela dentro de mim. 

Ela retribuiu o beijo na mesma intensidade, não se importando com minha atitude impulsiva, já que ela mesmo tinha dado um pause em nosso jogo. Nossas línguas se enroscaram, suas mãos em meu rosto, meus olhos marejados. Ela então encostou sua testa na minha e disse firme, apertando o play novamente: 

- Você é minha, gatinha. 

Sentei-me em meus calcanhares, com o olhar para o chão,  senti suas unhas e dedos em meu pescoço, colocando a coleira nova em mim.  Beijei e lambi suas mãos completamente agradecida. Esfreguei meu rosto em sua pele, em suas coxas, enchendo-a de beijos, descendo por suas pernas, seus pés, lambendo sua pele, o tesão crescente dentro de mim. Queria me esfregar inteira nela, deixar meu cheiro por seu corpo todo. 

- Completamente sua, senhora M. 

Ela entreabriu as pernas. Eu entendi o que ela queria. Minhas mãos percorreram suas coxas, subindo um pouco mais seu vestido. Sua respiração estava ofegante. Ela estava sem calcinha. Segurou nos braços da poltrona e colocou uma das pernas sobre meu ombro direito. Sem rodeios a percorri com minha língua de forma sedenta. De baixo para cima, sentindo seu gosto delicioso direto da fonte. Ela jogou a cabeça para trás e segurou meu rabo de cavalo, esfregando meu rosto nela inteira. Eu amava quando ela fazia aquilo. Segurei-a pelas coxas a trazendo ainda mais para perto me servindo dela, deliciosamente molhada, quente.  

Enfiei minha língua em sua entrada, subi até seu grelo durinho, ch*pando, prendendo-a em meus lábios, fazendo-a gem*r de uma forma deliciosamente perfeita. Ela começou a mexer o quadril, acompanhando o movimento de minha língua, a respiração descompassada, o tesão transbordando. Não precisou de muito para goz*r, eu já tinha aprendido como ela mais gostava, a intensidade exata que ela gostava.  

Depois de se refazer me afastou delicadamente e lambeu meus lábios, beijando minha boca, nossas línguas se entrelaçando com seu gosto. Senti sua mão indo até meus mamilos, um de cada lado, apertando de leve. Gemi gostoso. Naquela altura eu já estava toda molhada e dura. 

- Sente-se na cama. – Ela mandou.  

Ela abriu seu armário e pegou os prendedores de mamilo. Aquilo, por mais incômodo que pudesse parecer aos olhos comuns, me davam muito, mas muito prazer. Ele tinha três correntes. Duas para os mamilos e a terceira ela prendia na coleira em meu pescoço (havia quem o prendesse entre as pernas, mas eu não gostava assim).  

Ela me deitou na cama, lambendo meus seios, mordiscando, ch*pando. Passou um bom tempo apenas brincando com eles, me deixando ainda mais tonta de prazer. Depois colocou o grampo em um, depois em outro, regulando a intensidade da pressão, sem tirar os olhos de mim.  

- Não se mova. 

A vontade se me esfregar era enorme. Estava latejando de tanto tesão. Levantou-se e voltou ao seu armário. Pegou seu chicote com tiras de couro e se aproximou. Senti aquelas tiras roçando em minha pele, causando arrepios por meu corpo inteiro. Desceu as tiras por entre minhas pernas, lambendo meus lábios inchados, eu levantei o quadril, querendo aumentar o contato. 

- Quietinha. 

Ela continuou naquela tortura, roçando o chicote por meu corpo inteiro, fazendo-me contorcer de desejo. 

- Vire-se. 

Eu me virei prontamente. Ficando de quatro para ela. As tiras roçavam minhas costas, minha bunda, fazendo-me empinar ainda mais, adorava me sentir como uma puta. Apoiei-me em meus cotovelos, totalmente exposta. Senti seu dedo deslizando facilmente por mim, sendo enfiado na sequência, depois colocou mais um. Em seguida ela o tirou de forma abrupta.  

Sem que eu me preparasse para aquilo ouvi o barulho do couro contra a pele sensível de minha bunda, seguido de um ardor delicioso no local. Gemi alto com todas aquelas sensações misturadas. Logo em seguida senti outro ardor do outro lado esquerdo, seguido de dois dedos entrando em mim, depois saindo, depois entrando bem no fundo. Então como se não fosse nada demais, abriu minha bunda, lambendo atrás. Dessa vez demorou-se por algum tempo, eu queria muito goz*r daquele jeito. Muito. 

Quanto maior o tesão, menor a dor.  

Senti outra avançada agora um pouco mais forte.  

Implorei num murmúrio: 

- Por favor, posso me tocar, senhora?  

- Não.  

Outra. 

Gemi alto novamente, uma mistura muito doida de dor e prazer ao mesmo tempo, era como uma droga percorrendo meu sangue. Meu clit*ris duro, doendo, eu estava escorrendo, extremamente molhada. Ela voltou a me lamber atrás, entrando e saindo de mim na frente de forma ritmada. Tocando bem no fundo, saindo, entrando, deliciosamente agonizante. 

- Não goze. 

Senti outra avançada dela e mais uma na sequência. Eu não lembro de nunca ter precisado usar a palavra de segurança com ela. Não sei se ela pegava leve comigo ou se eu estava me tornando mais resistente com o passar do tempo. Parecia que a cada dia ela dava um passo a mais, ela sempre queria mais, sempre buscava mais de mim. 

Senti seus dedos me lambuzando atrás com um lubrificante gelado. Mordi o travesseiro de sua cama, prevendo seu próximo passo. Delirando de prazer a senti introduzindo o pequeno plug lentamente, até estar perfeitamente encaixado. Ouvi novamente o barulho do couro rasgando o ar e indo de encontro a minha bunda.  

Mais uma vez.  

E outra. 

- Por favor, senhora. – Implorei novamente. – Me deixa goz*r... por favor. 

Ela voltou a me comer na frente, agora com um ritmo mais certeiro.  

- Não para, não para, por favor... 

Ela continuou comendo, deixando meus pedidos soltos no ar. Entrando, saindo. Até que finalmente disse: 

- Você tem minha autorização.  

Comecei a me tocar de forma precisa e em menos de um minuto g*zei, forte, alto, demorado, aquela onda de prazer dominando meu corpo inteiro, fazendo-me perder as forças e desfalecer na cama. Senti sua língua percorrer minhas costas, beijando minha pele. Ela tirou o plug de mim lentamente, gemi mais uma vez com a sensação dele saindo de mim, meu corpo se contorcendo de prazer ainda com os efeitos pós gozo. Virou-me, deixando-me de barriga para cima. Tirou os grampos, primeiro um, beijando meu mamilo esquerdo, depois o outro, beijando o direito.  

Eu adormeci e acordei algum tempo depois com meu corpo coberto por um lençol. As velas ainda queimavam, a chuva tinha passado, a música tinha cessado. Olhei em volta. Ela estava sentada em sua poltrona me observando. Estava sem sapatos, um pouco mais relaxada, completamente nua de pernas cruzadas.  A garrafa de vinho ao seu lado estava vazia. 

- Por que está tão longe? 

- Não queria te acordar.  

Levantei-me lentamente e caminhei até ela.  

- Deixe-me ver. - Seus dedos suaves percorreram a pele sensível de minha bunda. - Vamos passar alguma coisa aí?  

- Agora não. Eu tô precisando de você.  

- Venha aqui. - Estendeu sua mão para mim e sentei-me nua, de frente em seu colo. Ajeitei-me com minhas mãos passando pelo seu pescoço, meus braços pousando em seus ombros. Ela soltou meu cabelo, deixando que ele caísse como uma cascata pelas minhas costas.  

- Gostou? - Ela perguntou, olhando para a coleira nova em meu pescoço. 

- Eu amei. - Respondi. - Não vou tirar por nada.  

Beijou meus lábios e perguntou: 

- Você está bem?  

- Está tudo bem. 

- Como estão as coisas em sua casa?  

Eu respirei fundo antes de responder: 

- Mesma loucura de sempre.  

- Conte-me.  

- É uma briga atrás de outra. Meu irmão está cada dia pior. Chega noiado, meu pai começa a brigar com ele, minha mãe só sabe chorar. 

- Sei que você não gosta que eu fale assim, mas ele é um caso perdido.  

- Você não pode tentar ajudar ele de novo? - Perguntei insegura. 

Ela ficou em silêncio analisando meu pedido. 

- Depois da última internação ele ficou quantos dias limpo? 60? 

- 63. – Respondi. – Mas nosso cachorro morreu, ele era muito apegado a ele. Ele ficou arrasado. 

- É difícil a gente ajudar quem não quer ser ajudado. 

Pedi novamente: 

- Só mais uma vez. Só mais essa vez. Por favor. 

Ela pareceu incomodada com aquela situação. Ajeitou-se na poltrona. 

- Por que nunca me deixa de te ajudar, mas quando é para seu irmão você nem hesita em pedir? 

- Porque ele precisa mais do que eu. E eu não gosto de pensar que estou usando seu dinheiro em meu próprio benefício. Como se estivesse me aproveitando de você. Não quero que nossa relação seja assim. 

Ela sorriu e balançou negativamente a cabeça.  

- Querida, eu quem morro de medo de estar me aproveitando de sua inocência.  

- Tenho 23 anos, deixei de ser inocente faz tempo. Sei muito bem onde estou pisando. 

- Deixe-me ajudá-la. – Pediu mais uma vez em seu tom de voz sério. - Você destranca sua matrícula, eu te coloco como estagiária na minha empresa.  

Fiquei pensativa. Não era como se eu não quisesse aceitar aquela proposta. Eu pensava nisso desde a primeira vez que ela sugeriu. Eu tinha perdido meu emprego e não consegui mais pagar a mensalidade. Faltava apenas mais três semestres para me formar em Direito. Só mais três. 

- Minha função em nosso contrato além de tudo é cuidar de você, zelar pelo seu bem-estar físico, emocional e financeiro. E você sabe disso, pois concordou com esse termo. - Ficamos em silêncio. - Vamos fazer o seguinte. - Ela disse por fim. - Eu vou ajudar seu irmão mais uma vez. Só mais essa vez. Mas você vai voltar a estudar. 

Fim do capítulo


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Comentários para 1 - Capitulo 1:
Andreia
Andreia

Em: 31/08/2024

Autora de continuidade nesta linda história vc escreve muito bem elas merece um linda história  delas duas pensa com carinho.

Responder

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Lea
Lea

Em: 04/04/2024

Adoraria ver o desenrolar dessa história  e/ou até,ver como tudo começou.

Thays, você escreve maravilhosamente perfeito!


thays_

thays_ Em: 04/04/2024 Autora da história
Essa foi uma das minhas dúvidas também, Lea, se eu fosse desenvolver uma continuação se eu voltaria pro passado ou se continuaria a partir dali. Veremos se um dia eu dou continuidade!

Obrigadaaaaa s2 :D



Aelis

Aelis Em: 02/12/2024
Amei! Gosto da tematica, tenho mihas curiosidades, gostaria muito que vc continuasse e olha pode ser antes e depois rs


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