Bebo um gole de café fervendo
Sinto o líquido queimar por dentro
E vomito um poema na folha branca
Na ânsia de esquecer essa angústia
Me embebedo desse líquido preto
E me liberto do que dói e foi dito
Do sabor amargo do desamor
E do peso morto do ponto final
—Café, por favor!
É o que minha mente roga inquieta
E me arrasto para ir buscar
E em cada noite insone
Sob o porre de cafeína, poetizo
Essa merda de dor que me agoniza.
Fim do capítulo

Andreia2024
15/09/2024 às 05:17
Esses versos realmente poetizaram um instante de crise...Parabéns, belos versos!!!