Eu bebo os versos e me afogo Na poesia densa, intensa e âmaga
Na esperança de esquecer de tudo
O que me dói na minha pele preta
Nesse porre poético é que me sinto
Um pouco menos incapaz de ser
Amada, desejada, acarinhada como
Tantas outras mulheres bonitas
Me vicio nessa embriaguez que é
Beber versos soltos no papel e me
Entorpecer de uma realidade cruel
Me vicio nessa embriaguez que é
Uma fuga (in)consciente de um
Mundo que odeia quem eu sou.
Fim do capítulo

Andreia2024
15/09/2024 às 04:54
Que riqueza poética. Parabéns!!!