Capitulo 16
Sisuwan
- O que você quer? - Perguntei seca para ele, estava muito brava com Ploy e Dao naquele momento, eles tinham estragado as coisas comigo e com Anong, talvez tudo iria se esclarecer naquele beijo que não demos e talvez nem sei se vai ter outra chance ela deve estar me odiando agora.
- É assim que você fala comigo? Seu marido? - Perguntou minha veia saltou na mesma hora do pescoço, respirei fundo para não enfiar minha bolsa na sua cara.
- Você não é meu marido Dao, já falei mil vezes que não vou me casar. - Falei calma, mas queria berrar com ele, me olhou com uma cara indignada.
- O que você disse? E a empresa Som, sua mãe como fica, lembra da promessa que fez para o seu pai? E eu? - Perguntou desesperado tentando se aproximar, respirei fundo.
- Você não tem direito de falar do meu pai, esquece esse assunto, não vou me casar sem mais… - Falei e sair andando então parei bruscamente quando ele gritou a frase que me fez perder totalmente a cabeça.
- Ela passou a outra metade para mim Som, precisamos casar para você ter a outra parte! - Cerrei meus punhos, era a minha mãe, mas ela estava fazendo minha vida um inferno.
Sai andando a passos largos, entrei no meu carro e dei a partida, senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto, comecei a dirigir que nem uma louca contornando os carros, iria resolver isso de uma vez por todas, não só por mim, mas pela pessoa que estava perdidamente apaixonada, não tinha nem como mentir para mim mesma, Anong não era só minha amiga, era mais que isso, só estava me enganando para não ter que enfrentar isso, com medo, mas agora que tenho certeza do que quero, vou lutar por isso. Cheguei na casa da minha mãe batendo a porta do carro com força, entrei sem ser anunciada, os empregados me olhavam espantados, não me importei com a falta de educação, entrei na sala e ela estava lá sentada no sofá tomando seu chá da tarde, meu sangue ferveu mais ainda.
- O que pensa que está fazendo? Como você pode? - Gritei nervosa, ela me encarou séria arqueando a sobrancelha.
- Hora agora é britânica? - Perguntou sarcástica, bufei.
- Não fuja do assunto, porque passou a outra parte da empresa para o Dao? - Perguntei e ela deu risada dando de ombros.
- Você ainda pergunta? Óbvio que ele vai ser seu marido, vocês vão compartilhar tudo juntos. - Fechei e abri as mãos sentindo tudo formigar, queria berrar, gritar.
- Eu não vou me casar com ele, já disse isso mil vezes, não insista. - Falei tentando ficar calma, ela me analisou com seus olhos frios, limpou a boca com o guardanapo do jeito elegante de sempre, revirei os olhos.
- Vai se casar com quem, aquela mulher que você tem um caso? - Sua pergunta me pegou de surpresa, como ela sabia da Anong?
- Como você sabe dela? - Perguntei e ela sorriu de canto, cruzou as pernas e se apoiou no queixo.
- Não tem nada que não saiba Somwang, sei de tudo, escuto de tudo. - Falou se levantando e vindo na minha direção, estava totalmente sem saber o que fazer. - Você acha mesmo que vou deixar você viver essa vida de depravação, acha que ela vai te dar uma vida, me poupe, ela é pobre Somwang, somos de uma classe mais alta. - Ela se assustou quando apontei o dedo na cara dela raivosa.
- Não fale da senhorita Wongsa, você não a conhece, mais respeito, se for o caso, irei sim me casar com ela, mas não agora, então não chegue mais perto de mim ou dela. - Falei ameaçadora, mamãe começou a gargalhar.
- Então fique sem sua empresa, te dei uma chance, já que quer assim. - Falou eu a olhei sem acreditar em como ela se transformou naquele ser cruel, ainda queria que me tornasse igual ela.
Sem dizer nada sai a passos largos indo embora, meus olhos estavam banhados de lágrimas assim que entrei no carro, bati várias vezes no volante raivosa. " Merda de vida!" Pensei chorando descontrolada, como ela era capaz de querer tirar tudo de mim, a única coisa que me fazia feliz era aquela empresa, desde que meu pai morreu prometi cuidar e ser uma grande CEO do ramo da moda, aqueel era o único patrimônio que ele tinha, meu dever era preservar e cuidar, agora meus sonhos estavam tudo escorrendo para o ralo, tudo por conta de um maldito casamento, era pedir demais querer ficar com quem a gente amava, era assim que a sociedade nos via, como uma depravação como ela disse a mim. Liguei meu carro e pisei fundo no acelerador precisava sair dali, não aguentava mais viver essa vida, dirigi feito uma louca, as ruas estavam mais vazias e estava começando a escurecer, acabei derrubando meu celular no chão do carro quando ia desbloquear para mandar uma mensagem para Anong, abaixei-me para pegá-lo e esqueci de olhar a visão da direção, quando me levantei meus olhos se arregalaram, quando pisei no freio parando bruscamente em cima de alguém.
- Ei, você está bem? - Perguntei saindo do carro, fiquei estática quando vi que era ela. - Anong o que faz aqui? - Perguntei preocupada, ela me olhou com fúria.
- Está maluca! Quer me matar porr*? - Nunca a vi falar palavrão e nem bêbada, era novidade para mim ouvir tais palavras da boca do meu anjo.
- Você bebeu? - Perguntei me aproximando, mas ela se afastou deixando meu coração em pedaços, ela estava muito brava comigo e tudo era minha culpa.- Venha eu te levo. - Falei e ela balançou a cabeça frenética.
- Não vou a lugar nenhum com você! - Seu olhar de desprezo me pegou desprevenida, passei minhas mãos nervosa pelo cabelo e suspirei, olhei para cima e começou a cair um temporal, meu sentido de alerta apitou, ela estava sem blusa, só com a fina do escritório, iria pegar um resfriado.
- Ei, por favor, está chovendo, entra no carro. - Pedi novamente calma, ela ficou me olhando começando a tremer e resolveu entrar, mas fechei os olhos quando ouvi ela bater a porta.
Não trocamos uma palavra durante o caminho, fui direto para minha casa, ela não se opôs a reclamar. Quando chegamos, ela saiu raivosa na minha frente subindo as escadas, dei risada, então a segui sem dizer nada. Anong abriu meu guarda roupa com raiva pegando um roupão de seda que tinha comprado para ela e foi direto pro banheiro se trancando lá, respirei fundo, me sentei na cadeira para não molhar a cama, estava toda ensopada e não tive tempo de entrar com ela no banheiro, fiquei um tempo ali pensativa esperando ela sair, até que a maçaneta virou e ela saiu ainda brava comigo.
- Vai ficar assim? - Perguntei, ela só me olhou e se deitou rápido, ela ainda parecia brava, então resolvi tomar meu banho em silêncio.
Assim que saí do banheiro, vi que ela dormia tranquila, sorri boba, ela realmente era muito linda, fofa, Anong chegou na minha vida para transformar tudo em uma montanha russa, ela conseguia despertar o melhor que existia em mim. Me aproximei da cama, me curvei deixando um beijo nos seus cabelos, então terminei de me vestir e me aconcheguei na cama, ela se virou na mesma hora colocando seus braços na minha cintura, fiquei estática no lugar, respirei fundo quando percebi que ela estava dormindo ainda, desse jeito acabei adormecendo também.
Não era comum que levantasse tão cedo, mas hoje resolvi estar de pé bem cedo, fiz um chá do jeito que ela gostava, coloquei algumas frutas na mesa, fiz tudo que sabia que gostava, sorri satisfeita olhando a mesa posta. Ouvi barulho de alguém descendo as escadas e meu coração começou a saltar.
- Acordada tão cedo? - Perguntou, não ousei me virar, estava distraída cortando morangos.
- Não consegui dormir mais. - Falei secando as mãos no pano de prato. - Fiz as coisas que você gosta. - Meu sorriso morreu quando a vi vestida arrumada parecendo que ia embora, franzi confusa.
- Parece bom, porém tenho que ir embora. - Cruzei os braços indignada, pelo visto ela ainda estava muito brava comigo, me deixando sem saber o que fazer.
- Sério que você vai? Fiz tudo isso para você. - Falei suplicando com os olhos para ela ficar, ela suspirou.
- Você acha que eu sou o que Somwang? Algum estepe, vai atrás do seu marido, não sou um passa tempo de ninguém. - Fiquei confusa, "Porque ela estava falando comigo desse jeito?", me aproximei mais dela, mas acabou se afastando. - Fique onde está, não gosto de ser usada por ninguém. - Só deu tempo dela terminar de falar, Anong saiu correndo para fora de casa.
- DROGA! - Gritei comigo mesma, fui tão burra de não ter percebido antes.
Passei o dia todo trancada no quarto, não saí para nada, lágrimas rolavam descontrolada pelo meu rosto, não sabia o que fazer, se ia atrás dela, ou se ficava aqui na minha fossa chorando por não ter coragem de me abrir.
- Obrigada por ter vindo me encontrar. - Falei já na terceira garrafa de vinho, liguei para a única pessoa que me ouviria uma hora dessas, Ploy rapidamente se prontificou a vir.
- Acho que vi uma cena dessa noite passada. - Falou e franzi a encarando confusa, ela sorriu. - Anong estava entornando uma garrafa de Soju noite passada. - Arregalei meus olhos e fui pra cima dela segurando a gola de sua camisa forte.
- Então você estava com ela e não teve a capacidade de levá-la para casa Ploy! - Falei entre dentes, ela engoliu em seco.
- Desculpa Som, ela não deixou, eu insisti. - Respirei fundo e a soltei, estava me segurando para não quebrar a cara dela. - Sabe que não iria deixar Anong ir sozinha para casa, mas ela quase quebrou uma garrafa na minha cabeça, eu ia fazer o que? - Não tive como não rir, fiquei imaginando aquela carinha de anjo bêbada com uma garrafa ameaçando alguém, era Ilário.
- Ela é tão fofa bebada. - Falei tomando outro gole da bebida.
- Sim ela é… - A fuzilei e ela sorriu com a mão levantada em rendição. - Relaxa amiga você também é uma fofa bêbada, ainda mais quando está apaixonada. - Suspirei virando o resto do vinho no copo, estava totalmente embriagada.
- Não sei o que fazer Ploy, ela não quer me atender, além disso fiz um café da manhã incrível, ela recusou, foi embora magoada comigo, sei que não fiz nada por merecer, mas de verdade, não sei viver mais sem ela, está doendo muito em saber que a magoei, e dói ainda mais em pensar na possibilidade de não a ter mais na minha vida.- Confessei, ela deu um tapinha no meu ombro.
- Irei te ajudar, tenha calma amiga. - Falou e concordei tomando todo o líquido.
Depois de ter bebido todas, Ploy tinha já ido para sua casa, me encontrava sozinha na cama me remexendo de um lado a outro, me sentei passando minhas mãos no rosto agoniada, então tive a ideia mais idiota de todas ,peguei minhas chaves do carro na mesinha, sai apressada quase caindo da escada por estar ainda bêbada, peguei meu carro e sai a milhão pelas ruas desertas. Não demorou para estacionar na frente da casa dela, precisava que ela me perdoasse.
- ANONG! - Gritei, mas nem sinal, vi um vizinho acender a luz da casa do lado e olhar pela janela, sabia que já era tarde, mas precisava conversar com ela. - ANONG POR FAVOR ME ATENDE! - Gritei de novo.
- Ei senhora já é tarde, vai embora! - Gritou um velho da janela, olhei para ele com cara de poucos amigos.
- Não enche! - Disse mal humorada. - ANONG! - Gritei de novo e ninguém respondeu.
- Dona eu vou chamar a polícia, vá para casa, não tem ninguém nessa casa! - Falou de novo o velho rabugento, bufei vencida, entrei dentro do meu carro e sai buzinando bem alto provocando aquele velho chato, ele me deu dedo em desaforo, só não devolvi para não ser denunciada.
Fim do capítulo
" Oi,oi, volteei meninas, para começar mais uma semana!"
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Marta Andrade dos Santos
Em: 23/10/2023
Tá complicado em meninas desenrola.
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Marta Andrade dos Santos
Em: 23/10/2023
Tá complicado em meninas desenrola.
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