Capitulo 8
Sisuwan
Depois que cheguei e tomei meu habitual banho da noite, enchi um copo de vinho e estava sentada na cama vendo alguns relatórios no notebook, resolvi mandar uma mensagem para Anong, precisava saber se ela conhecia alguém para trabalhar conosco, que sabia também mexer com audiovisual, logo Hange iria se afastar para sua lua de mel, precisaria de alguém competente para substituí-la.
Anong: Sim, minha amiga Ayla trabalha com isso, se você se interessar.
Você: Claro que sim, amanhã passo para buscá-la, vamos tomar um café e conversamos sobre.
Anong: Certo!
Depois da sua resposta ela não falou mais nada, fiquei inquieta, queria estender a conversa, mas sabia que estava tarde para isso, ela precisaria acordar cedo, além de não saber o que dizer. Peguei o celular e vi o online, algo dentro de mim se incomodou, tomei um longo gole de vinho, então na cara e coragem resolvi mandar mais uma mensagem.
Você: Vai dormir, já está tarde!
Anong: Está querendo se livrar de mim senhorita Sisuwan?
Dei uma sonora gargalhada, ela definitivamente estava querendo me provocar, era incrível como só ela conseguia fazer aquilo e eu não reagir sobre isso, Anong estava começando a me mudar.
Você: Eu sou a chefe, eu posso!
Anong: Você também deveria dormir, senhorita Sisuwan acordamos cedo amanhã.
Você: Não consigo dormir, talvez seja que não tenho companhia.
Anong: Posso lhe fazer companhia se quiser, quer que te ligue?
Impressão minha ou ela estava flertando comigo, pensar naquilo fez meu coração bater rápido e forte, engoli em seco, tomei meu último gole de bebida, como tinha bebido um pouco era melhor encerrar aquele assunto, estava com medo de falar demais naquela ligação.
Você: Acho melhor não, irei tentar dormir agora, boa noite senhorita Wongsa.
Me arrependi de ter mandado aquela mensagem, esperei um bom tempo e ela não me respondeu, respirei fundo acalmando meus nervos, coloquei meu notebook no cômodo ao lado e me deitei, fiquei um tempo olhando para o teto, até que adormeci, pela primeira vez.
Acordei com uma disposição que nunca tive, coloquei uma roupa mais leve essa manhã, meus óculos na cabeça e sair, resolvi nem levar bolsa era volume demais. Não demorou para que estacionasse na frente da casa de Anong, desci do carro e fiquei encostada esperando, mandei uma mensagem que logo foi respondida.
- Bom dia senhorita Sisuwan! - Falou animada me olhando dos pés a cabeça, fiquei um pouco sem graça, mas também a analisei, ela estava linda com sua saia cor lápis, uma blusa social rosa , seu cabelo preso em um rabo de cavalo e uma maquiagem leve, com batom rosado.
- Bom dia senhoritas. - Falei cordial as comprimentando, até que a amiga de Anong não era feia, tinha mais traços brasileiros.
Abri a porta do passageiro para que entrasse e Ayla foi no banco de trás, dirigi até um restaurante não muito caro, deixei que elas escolhessem primeiro, enquanto isso meu celular começou a vibrar, era uma mensagem de Ploy perguntando onde estava, revirei os olhos e respondi, ela prontamente se convidou para comer conosco, torci a boca em desagrado, gostava da minha amiga, mas as vezes ela me irritava por ser incoveniente.
- Algum problema? - Perguntou Anong me observando, dei de ombros colocando o aparelho na mesa.
- Ploy está vindo para cá, não que tenha convidado, ela mesmo se habilita a vir. - Disse mostrando meu descontentamento, ela sorriu.
- Não seja tão rabugenta, Ploy é sua amiga. - Semicerrei meus olhos para ela que ficou sem graça.
- Está corajosa hoje Anong, sabe que posso demiti-la. - Falei fingindo estar falando a verdade, ela engoliu em seco e abaixou a cabeça. - Sorte sua que estou de bom humor hoje.- Ela me olhou confusa, uma tensão se estabeleceu na mesa, até que uma voz se fez presente.
- Cheguei minhas queridas, para a felicidade de vocês. - Ploy se sentou e logo franziu confusa em ver Anong e eu nos encarando. - Perdi alguma coisa? - Perguntou curiosa, dei de ombros.
- Nada, quero lhe apresentar a amiga de Anong, agora nossa companheira de trabalho, a senhorita Ayla Franco. - Ploy deu um sorriso largo, me aprecia que ficou interessada, pelo menos assim ela desencana da Anong.
- Fico feliz que vamos ter mais uma linda mulher para nosso time. - Piscou, balancei a cabeça suspirando.
- Nada de romance dentro da minha empresa! - Disse firme e ela bufou rindo divertida, Ploy nunca me levava a sério. Meu celular começou a tocar, suspirei ao ver o nome da minha mãe no visor. - Licença preciso atender. - Levantei da mesa apressada.
" Oi, mamãe!"
" Está falando assim comigo porquê?"
"Km2;hxthosm2;e7; thī cm2;hn41;n kn43;ln41;ng prachum xyūl8;!" (Desculpe, estava em uma reunião!)
"Xokhe cm2;hn41;n tm0;xngkār hm2;ım0; khum51; mā cn41;dkār reo09;m2;l8;xng ngān tæl8;ngngān dāw xyūl8; thīl8; nīl8;." ( Ok, preciso que venha resolver algumas coisas do casamento, Dao está aqui.)
"Tm0;xng pĕn txn nīm0; ley hm2;e rx?"( Tem que ser agora?)
"Chıl8; mī xarn3; sm2;n43;khn41;o25; kn09;ā thīl8; tm0;xng thn43; xīk hm2;n3;m? Mā rĕw «nīm0;!"(Sim, tem algo mais importante para fazer? venha logo!) - Suspirei, definitivamente ela não facilitava para mim.
"Cm2;hn41;n ca pn3; thīl8; nn41;l8;n rĕw «nīm0;!" (Logo estarei aí!)
Após desligar o telefone, voltei para a mesa apressada e me despedir das meninas dizendo que precisava resolver algumas coisas, deixei avisado para Ploy a levá-las para empresa, também apresentar nosso projeto para senhorita Franco, vi que Anong ficou curiosa para saber o porquê estava tão apressada. Dei partida no carro e coloquei meus óculos, novamente meu humor estava sombrio, aquele casamento, ir ver minha mãe me deixavam de mau humor.
- มันเอาสมหวัง! (Demorou Somwang!) - Repreendeu mamãe assim que apareci em sua casa, estava ela e Dao sentados no sofá com um book aberto.
- ฉันมาแล้วใช่ไหม?! (Estou aqui não estou?!) - Ela torceu a boca em desgosto pela minha grosseria.
- เกิดอะไรขึ้นดูเหมือนคุณไม่อยากแต่งงาน. (Qual problema, até parece que não quer se casar). - Sorri irônica e ela me olhou com a sobrancelha arqueada tirando seus óculos de grau.
- ฉันมีทางเลือกหรือไม่? (Tenho alguma escolha?) - Perguntei, fez um sinal de reprovação.
- เราคุยกันเรื่องนี้แล้ว เรามีข้อตกลงสมหวัง! (Já conversamos sobre isso, temos um acordo Somwang!) - Fiz cara de poucos amigos e me sentei na poltrona, cruzei minhas pernas.
- เอาล่ะ มาจบเรื่องนี้กันดีกว่า ฉันมีเรื่องต้องจัดการ. (Ok, vamos acabar com isso logo, tenho algo pra resolver). - Ela balançou a cabeça novamente não gostando da minha resposta, não tinha muito o que fazer, ela sabia que não queria me casar, sempre deixei bem claro, tudo por conta de um maldito acordo.
Passei o dia todo olhando catálogo sem ânimo algum, mamãe e Dao pareciam se divertir como velhos amigos, era tão tédioso ve-los daquela forma. Continuei respondendo monogâmica para cada pergunta de como que queria o vestido, como que iria ser a entrada, e todas dizia um sim e não somente, minha mãe algumas vezes me repreendia para ser mais animada, mas impossível quando se estava casando forçada. Meu celular fez um barulho que havia chegado mensagem, era uma de Anong perguntando onde estava, resolvi não responder, não por maldade, mas por que estava de mau humor e o tempo todo sendo vigiada, mas logo uma outra mensagem chegou, suspirei quando vi que não era ela.
Ploy: Onde você está Rainha do gelo?
Você: Na casa da minha mãe resolvendo assuntos tediosos!
Ploy: Anong está preocupada que você desapareceu, posso dizer onde você está para ela ficar mais tranquila?
Meu coração começou a bater rápido quando li aquela mensagem, então quer dizer que ela se importa comigo de verdade, nunca tinha sentido aquela animação, era como se tivesse ganhado um brinquedo do papai noel, suspirei e resolvi responder.
Você: Não diga nada, só certifique que ela esteja bem, tudo que precisar na empresa pode autorizar a ela.
Ploy: Você gosta mesmo dela não é?
Você: Não irei responder a isso faça o que te pedi!
Ploy: Ok, ok mau homorada, irei levar comida também a ela, não comeu o dia todo.
Franzi quando li, porque será que ela não tinha comido ainda, ia responder quando minha mãe fez um sinal com a garganta me chamando atenção, olhei-a entediada, não aguentava mais ficar naquele lugar, queria ir para minha casa.
- คุณยังไม่สนใจเลยจนกระทั่งตอนนี้ สมหวัง เกิดอะไรขึ้น? เขาใช้เวลาทั้งวันกับโทรศัพท์มือถือเครื่องนั้น! (Você não deu a mínima atenção até agora Somwang, qual o problema? Ficou o dia todo nesse celular!) - Resmungou irritada, me levantei impaciente, já estava na minha hora, não iria ficar nenhum minuto mais naquela tortura.
- คุณรู้ปัญหาของฉัน! ฉันกำลังจะไป! (Você sabe meu problema! Vou embora!) - Anunciei já quase me virando, mas ela me chamou atenção.
- เราได้พูดคุยกันหลายครั้ง ใช่แล้ว คุณจะแต่งงานโดยไม่มีข้อโต้แย้งใดๆ เพิ่มเติม หากคุณไม่อยากถูกทิ้งให้อยู่โดยไม่มีบริษัทนั้น! (Já conversamos diversas vezes, você irá se casar sim, sem mais objeções, se não quiser ficar sem aquela empresa!) - Respirei fundo, minha mãe sabia como me atingir, aquela empresa era tudo que tinha, sei que uma parte era dela, mas essa chantagem estava acabando comigo, tudo para ter o que ela queria.
- ฉันไม่มีทางเลือกใช่ไหม? (Não tenho escolha né?) - Perguntei me virando, dei um sorriso sarcástico, ela queria me matar com o olhar pela minha audácia, mas ignorei e me virei novamente para sair. - Se me derem licença estou com enxaqueca. - Apressei-me para ir embora, abri a porta e senti uma mão tocar meu braço.
- Posso te ajudar se quiser Som. - Dao sempre aparecia nas horas inoportunas.
- Se quer mesmo me ajudar, desista desse casamento! - Disse irritada, ele me olhou ofendido, sabia que ele nutria sentimentos por mim, mas não sentia nada, nunca senti.
- Sinto muito linda não posso fazer isso. - Disse arrumando meu cabelo atrás da orelha e me afastei dele. - Mas posso te propor algo, se nos casarmos vejo com sua mãe de me passar a outra metade da empresa, não quero me meter nos seus negócios, assim poderei te entregar tudo, sou seu amigo também Som, me deixe ajuda-la. - Bufei de raiva, que proposta mais imunda.
- Não vejo tantas vantagens, mas vou pensar nisso, mais alguma coisa? - Perguntei impaciente, minha cabeça já estava dando voltas, ele balançou a cabeça, então entrei no carro e sai a milhão.
Parei bruscamente no farol fechado, bati várias vezes no volante com raiva, não aguentava mais aquela pressão, aquela parte da minha vida que odiava, casar-me com Dao era meu inferno, além disso tinha que fazer tudo que minha mãe queria para não perder meu império, na cabeça dela mulher nenhuma comandava empresas, vivia em mundo com pensamentos antigos, mas não era essa vida que escolhi, viver sendo dona de casa não era meu portifólio e sim ser independente, estudei e me esforcei para isso, amava estar no poder. Desviei meu caminho e fui direto para a empresa, já se passava das sete e provavelmente não tinha mais ninguém por lá.
Não demorou para que estivesse na frente do prédio, dei minhas chaves para o porteiro estacionar, subi direto para o meu escritório, mas logo parei na porta estranhando a luz ligada, suspirei imaginando que Anong tinha esquecido de desligar, mas o meu susto foi ouvir um barulho estrondoso do lado de dentro,apressei-me para entrar e logo a vi caída desacordada no chão.
- ANONG! - Gritei e nada dela reagir.
Fim do capítulo
" Ola, voltei com mais.um capítulo para vocês, espero que estejam gostando, otimo feriado!"
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