Capitulo 1
Meu nome é Anong Wongsa, sou um pouco tailandesa e outra brasileira, nasci na Tailândia, mas acabei indo para o Brasil por conta do emprego do meu falecido pai, ele era um homem incrível, cuidava muito bem da família, além de ser um ótimo pai, porém um acidente trágico o levou, hoje só ficou minha mãe Malee Wongsa, minha melhor amiga, fazíamos tudo juntas, todos os meus segredos contava a ela, sempre foi uma ótima ouvinte, além de ter me aceitado como sou, achei que teria sérios problemas quando revelasse que gostava de garotas, porém ela levou numa boa. Mamãe acabou se casando de novo com Jhon, não tinha o que reclamar dele, era uma pessoa muito boa com ela, nos dávamos muito bem também, foi bem triste no dia que tive que me despedir deles para voltar a Tailândia, consegui um intercâmbio e me formei em administração, então tive que fazer essa viagem em busca do meu futuro. Hoje em dia moro com a minha melhor amiga Ayla Franco, ela é brasileira, nos conhecemos na viagem, por alguma coincidência do destino, Ayla também estava indo para Tailândia se formar, ao contrário de mim, ela tinha alguns parentes por aqui, então acabamos nos tornando melhores amigas e colegas de apartamento.
- Eei Anong! Vai se atrasaar! - Gritou me chamando, estava terminando de passar meu batom, hoje tinha uma entrevista na empresa famosa da família Sisuwan , minha mãe conhecia eles por se tratar de pessoas muito importantes, quando contei que tinha conseguido uma entrevista, ficou mega feliz.
- Já estou pronta Ayla. - Falei na ponta da escada descendo, ela estava sentada na mesa e abaixou a xícara me seguindo a todo momento, quando parei no último degrau.
- Olha vou te contar que a Sam perdeu uma mulher muito gata, você está linda de morrer amiga. - Meu rosto esquentou um pouco com seu elogio, não sabia muito bem lidar com esses tipos de comentários e ficava encabulada.
- Obrigada. - Falei sorrindo e me sentei.
- E aí nervosa? Ouvi muito sua mãe falar dessa família, me parece ser pessoas muito importantes. - Fiquei um pouco pensativa antes de responder.
- Sim, estou bem nervosa, mas tenho confiança de que vou conseguir essa vaga, já vai ser bom para meu currículo mesmo que não seja na minha área. - Falei me servindo de chá.
- Ouvi dizer que a chefe de lá é a pior, tenho algumas amigas que me contaram, ela assumiu a empresa desde nova, porém ninguém consegue ficar por não agrada-la. - Suspirei, tinha pesquisado um pouco sobre a família Sisuwan, realmente li algumas notícias nada boa sobre ela, mas enfim, precisava daquele emprego. - Não vou me agarrar a isso, tenho certeza que vou conseguir. - Falei com convicção, Ayla sorriu.
Consegui pegar o táxi a tempo de chegar na hora marcada, entrei em um prédio grande, suspirei quando o elevador aptou no andar, olhei uma última vez no espelho para ver se estava tudo em ordem e sorri confiante, assim que se abriu vi algumas pessoas alvoroçadas correndo de uma lado para o outro com papéis na mão. Segui reto pelo corredor e elas pararam para me analisar, fiquei sem graça na mesma hora, minha confiança foi toda para o brejo como diz no Brasil, no final do corredor uma mulher muito bonita e elegante saiu da sala e logo me viu parada perdida, vi algumas pessoas cochichando e rindo, não sei se era de mim ou de alguma coisa. A mulher veio caminhando até mim e parou perto me analisando de cima a baixo.
- Então você deve ser Anong Wongsa! - Estendeu sua mão, rapidamente a apertei confirmando, ela riu. - Sou Ploy Thongkham, sou gerente de RH daqui irei fazer a sua seleção hoje, pode me seguir por favor. - Concordei e ela começou a andar na minha frente, todos ainda nos olhavam, estava ficando bem incomodada com toda aquela atenção em mim.
Entramos em uma grande sala, olhei em volta tinha alguns tons de azul marinho com cinza, tinha sofás e estantes de livros, era uma sala bem decorada e elegante, mostrando totalmente o nível daquela empresa, Ploy se sentou na sua cadeira, apontou para a da frente da mesa para que me sentasse, rapidamente o fiz.
- Fiquei analisando seu currículo, gostei muito do seu perfil senhorita Wongsa, percebi que não é daqui. - Falou e concordei dando um meio sorriso.
- Sim, eu vim do Brasil, porém nasci aqui mesmo na Tailândia, meu pai é brasileiro e minha mãe tailandesa. - Falei e ela concordou, não podia deixar de notar que Ploy era uma linda mulher, com seu cabelo curto disfarçado na lateral, um brinco para deixar bem elegante, além de estar com um terninho bonito preto, dobrado as mangas mostrando suas tatuagens no braço.
- Já fui para o Brasil, é um ótimo lugar, amo aquela cultura, quem sabe não irei novamente! Tem algum parente por lá? - Perguntou cruzando os braços.
- Sim, minha mãe e meu padrasto. - Respondi ela concordou, respirou fundo e soltou o ar.
- Bom, vou ser bem sincera com você, não é fácil, não é comigo que irá trabalhar e sim diretamente com a presidente da empresa, ela não é uma pessoa fácil de se lidar e nem tolera atrasos, além de gostar de eficiência, um trabalho impecável. - Concordei, mas fiquei me perguntando por que ninguém conseguia trabalhar ali. - Certo comigo está tudo ok, irei passar seu portfólio para ela ainda hoje, iremos fazer uma experiência com você. - Sorri abertamente, queria chorar de alegria por ter conseguido passar na entrevista.
- Muito obrigada senhorita Thongkham! - Falei animada, ela deu risada.
- Não me agradeça ainda, amanhã iremos avaliar se consegue passar na prova de resistência. - Arregalei os olhos ficando um pouco assustada. - Certo, muito obrigada, até amanhã senhorita Wongsa. - Assenti e nos despedimos com apertos de mão e sai da sala alegre, mal podia esperar para chegar o dia seguinte.
Cheguei no portão de casa feliz, porém meu sorriso morreu quando vi a pessoa que estava desejando não ver, minha ex namorada. Sam estava com seu habitual estilo, blusa larga, calça apertada e um jordan, nem acredito que me apaixonei por essa mulher, era mesquinha, além de ter me traído.
- Thn43;mn3; m89;hex tm2;ho09;ng xyūl8; thīl8; nīl8;? ( O que faz aqui?) - Perguntei cruzando meus braços batendo o salto no chão nervosa, ela me olhou de cima a baixo e sorriu de canto.
- Khum51; dū sm2;wyngām. ( Você está linda). - Respondeu se aproximando de mim e dei um passo para trás, ela franziu. - Khwām rn41;k km2;hxng cm2;hn41;n kho09;m2;x xarn3; khum51; ca mn3;l8; yk thosm2;e7; hm2;ım0; cm2;hn41;n. ( Qual é meu amor, não vai me perdoar). - Dei risada da cara de pau dela de vir com uma dessa, a pessoa que me trai, ainda vem querer perdão.
- Khum51; mn41;n hm2;elo09;m2;xcheo09;m2;l8;x cring«sæm khum51; thrym9;m2; cm2;hn41;n læa mā km2;hx km2;hmā khum51; mn41;n pra sm2;āth cring«. ( Você é inacreditável Sam, me trai e vem pedir perdão, cara de pau mesmo). - Ela me olhou sentida. - Hm2;ım0; mn41;n xyūl8; nı hm2;n41;w km2;hxng khum51; n09;ā mn41;n cb lng læm0;w xxk pn3; sa. ( Coloca na sua cabeça que acabou, agora vai embora). - Estava tentando não perder a paciência com essa mulher.
- Pord rn41;k. (Por favor amor)! - Suplicou com as mãos estendida na frente, seus olhos já estavam marejados, se fosse antes teria caído nesse teatro dela, porém não é mais a mesma coisa, Sam fez o favor de jogar meu amor no lixo, agora tudo que sentia por ela resumia a nada.
- Pn3; hm2;ım0; pĥn sæm! ( Vai embora Sam!) - Falei uma última vez desviando dela e entrando pelo portão.
- Khum51; ca yn41;ng khng pĕn km2;hxng cm2;hn41;n xīk khrn53;ng xān xng cheo09;m2;l8;x cm2;hn41;n sm2;i! (Você ainda vai ser minha de novo Anong pode acreditar! ) - Gritou no portão, continuei caminhando pela trilha e balancei a cabeça em negação, suspirei, meu dia
estava ótimo até essa pessoa tirar minha paz.
Fim do capítulo
Comentar este capítulo:
Marta Andrade dos Santos
Em: 04/10/2023
Eu em ninguém merece trai e ainda é vítima.
Resposta do autor:
Ola! Realmente ninguém merece, mas vai dar o que fale em! Kkkk
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