Capitulo único
Hoje ela está com 26 anos. Mora com a mãe Maria e a cachorrinha Jade em uma cidade interiorana e trabalha como terapeuta ocupacional realizando seu maior sonho profissional, motivando jovens meninas, encarceradas no sistema socioeducativo, a serem tudo que o mundo lhes impôs que elas não poderiam ser... Bem sucedidas!
Sua jornada de autoconhecimento foi dura e triste, abusos sexuais permearam sua infância dentro de casa e inúmeras violências relacionadas a sua sexualidade foram vividas fora dela. Hoje, é uma mulher lésbica convicta da luz que carrega dentro de si e irradiando sua luminosidade sabe queimar quem precisa e iluminar quem merece.
...
Mora em Itapevi, interior. Sua única companhia, além dela mesma, é uma cachorra preta enorme... Linda! Decidiu dar esse nome a companheira porque desde que a viu filhotinha só conseguia pensar em como era linda. As duas vivem felizes e libertas como uma ótima dupla familiar, mas Prirla sente saudade de algo que nunca viveu... Uma relação romântica real e saudável.
Sábado, 21:40h:
- Beijo, meu amor. Bom divertimento, sempre com cuidado e se precisar me liga.
- Beleza. Antes que pergunte, estou com meu documento dona Maria... rs. Vou com Uber e volto também, quero tomar uns goró... {Deu um beijo na testa preta e peluda de Jade} Tchau filhota, mãe te ama!
Na casa de Prirla e Linda...
Prirla deu um longo cheiro e um beijo em Linda e lhe disse "Tchau preguiçosa, eu te amo e volto em breve. Hoje a mamãe sairá para flertar com alguma bela
A noite interiorana estava muito boa, céu completamente estrelado com o calor próprio do verão. Quando Prirla chegou ao novo Bar Dellas admirou-se, o lugar era lindíssimo. As luzes turquesa e violeta exaltavam as diversas bandeiras feministas cuidadosamente penduradas nas paredes. Simultaneamente misturavam-se ali luxo e simplicidade, era como estar em casa dentro de uma balada... Estonteante. Contudo, o que realmente a fez ficar deslumbrada foi avistar uma bela moça que estava sentada, sozinha, em um lindo sofá caracol de cor verde-água. Foi até o balcão, cumprimentou Saíra, dona do bar, e lhe pediu duas taças de champagne rosé. Retirou o pedido, respirou fundo e foi até a mesa com sofá em que Helyr estava sentada, já saboreando um delicioso vinho tinto suable...
Helyr de costas não a viu chegando, mas sentiu uma ótima energia no ambiente. Beyoncé era a trilha sonora do momento.
- Boa noite moça bonita, aceita companhia?
- Esse é meu nome. Como sabe?
Prirla sentou-se ao lado dela, nervosa...
- Aceita esta taça com espumante? Lindas mulheres merecem lindas bebidas...
- Aceito com muito gosto, professora rs.
- Sou eu!!!
Prirla relembrou 10 anos atrás quando conheceu a então menina, que na época a fez se excitar e se repreender milhares de vezes por sentir aquilo por uma aluna do colegial.
- Ah eu amava as aulas de português e, além da matéria, você era a causa... Me sentia muito bem contigo e aprendi bastante naqueles anos. Hmmm a bebida está uma delicia, agradeço.
- Está mesmo... Me diz, está acompanhada aqui?
- Não, querida... me divorciei. Aquele relacionamento foi horrível.
- Sinto muito que tenha vivido algo ruim, Pri. Eu sentia que você não era feliz... também vivi momentos tortuosos até chegar aqui, na liberdade!
- Sinto muito por você também, mas ainda é jovem e terá muitos momentos para ser feliz.
- Já sou feliz. E você, é feliz agora?
- Sou, muito! Sou livre, vivo em paz.
Neste momento, olharam-se e sorriram.
- Quer dançar, professora? Adoro essa música da Liniker!
- Contigo com certeza quero. Bora...
No som a música que tocava era Baby 95. Emaranharam seus corpos num abraço dançando de formas excitantemente sensuais, até que Helyr perguntou ao ouvido de Prirla se podia subir seu vestido e tocar sua vulva discretamente enquanto dançavam. {Desde que havia se divorciado, Prirla não permitirá que ninguém lhe tocasse, por medo, mas confiava em Helyr porque a conheceu ainda menina e sabia o belo, amoroso e forte coração que aquela agora deslumbrante mulher tinha}. Assim que permitiu, a mais nova tocou-lhe a vulva carinhosamente por cima da calcinha e disse baixinho "Desde que te conheci queria estar assim contigo, professora. Não disse antes porque você era casada e por naquele tempo eu ainda estar aluna e ser menor de idade. Mas você me excitava como nenhuma outra mulher conseguiu até hoje... e agora percebo que continua me fazendo molhar, sua gostosa!!!!" Gem*u baixo no ouvido da mais velha enquanto acariciava toda a extensão da sua vulva, que deliciando-se com aquelas carícias olhou em seus olhos e a beijou na boca apaixonadamente. Assim que pausaram o beijo a convidou: "Vamos para minha casa, Helyr? Ainda tenho muito a te ensinar..."
Fim do capítulo
Gracias, leitoras!
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