Whitout me por Kivia-ass
Sua Noiva!
POV THEODORA
-Theo? Você vai descer ou prefere que eu traga seu almoço aqui? – Kelly perguntou ao entrar no meu quarto.
-Traz até aqui, por favor? – Me acomodei melhor na cama. – Meus pés estão me matando.
-Claro, já subo. – Ela se retirou enquanto me acomodei melhor na cama.
Estou entrando no meu nono mês de gravidez, e minha única vontade por esses dias, é passar o dia deitada. Minhas costas queimavam, meus pés inchados e fora o desconforto na barriga, não imaginava que seria tão difícil, mas tem as partes boas, não há como explicar a sensação de ter meu filho chutando dentro da minha barriga.
-Mamãe, posso almoçar aqui? –Luna entrou correndo quase derrubando a bandeja na mão de Kelly.
-Cuidado, meu amor. – Minha filha pulou na cama e Kelly deixou a bandeja na cama.
-Pode deixar ela aqui, Theo? – Assenti com a cabeça e a mulher se retirou.
Luna e eu almoçamos em um clima gostoso, minha filha sempre me fazia companhia, me animando de todas as formas, principalmente quando Catarina não estava em casa. Por falar na minha noiva, ultimamente ela tem trabalhado demais e isso é motivo para algumas discussões pequenas, desde que ela assumiu o lugar da minha mãe, ela mal tem tempo pra ficar em casa, até mesmo nos fins de semana.
Depois do almoço me esforcei pra descer um pouquinho, Luna insistiu pra brincar no parquinho do condomínio. Andamos até lá, e como eu já estava cansada, me sentei e observei Luna brincando com as outras crianças.
-Filha, fica onde a mamãe possa ver você. – Luna acenou e continuou brincando, Kátia estava comigo e me ajudava a cuidar dela.
-Daqui uns dias tem mais um pra dar trabalho. – Uma senhorinha se sentou ao meu lado e apontou pra minha barriga. –Menino ou menina?
-Menino, meu Bernardo. – Alisei minha barriga e ela sorriu.
-Que alegria, que Deus proteja a sua hora. – Agradeci e começamos um papo animado.
A senhorinha era uma simpatia, me deu várias dicas e ficou surpresa quando contei minha história com Catarina. A mulher me disse que meu gesto era nobre e viu como Luna e eu tínhamos uma ligação intensa, mesmo sem termos laços sanguíneos. Acabei a convidando para um café lá em casa e ela aceitou, conversamos mais um pouco até que ela se despediu.
-Vamos tomar banho, porquinha? – Chamei Luna, que pulava intensamente em seu cavalinho pula-pula.
-Não "quelo", vou dormir sem tomar banho. – Ela gritou, me fazendo gargalhar.
-Credo, que nojeira. – Brinquei com ela e Kátia foi tentar pegar Luna. – Anda porquinha, se não eu não deixo você deitar na minha cama.
-Tá bom, mas eu escolho o desenho. – Concordei e segui com elas pro banheiro.
Katia ajudou Luna com o banho e eu desci pra ajudar Kelly com jantar, Já se passavam das sete e meia, sei que seria mais um dia com Catarina chegando tarde em casa. Fizemos algo rápido e nos sentamos pra jantar, desde que dona Gê e Cadu se mudaram pra Goiânia, a casa fica silenciosa, exceto pela falazada de Luna.
-Deixo o jantar da Catarina separado? – Kelly perguntou me tirando dos meus pensamentos.
-Não precisa, não sei que horas ela chega. – Suspirei chateada. – Vamos subir, até amanhã, Kellynha.
Nos despedimos e subi com Luna até seu quarto, minha filha estava elétrica e eu sei que ela não dormiria por agora, deitamos e ela escolheu um desenho, alcancei meu celular e tentei ligar para Catarina, queria saber que horas ela pretendia voltar pra casa. Liguei, mas a chamada foi direto pra caixa postal, liguei no ateliê, mas me avisaram que ela estava em reunião, agradeci e bufei deixando o celular de lado.
-Mamãe, que dia o Bê vai sair da sua barriga? – Luna tirou a atenção da tv e me encarou.
-Daqui uns dias ele sai, tá ansiosa? – Minha filha balançou a cabecinha. – A mamãe também está.
Fiquei ali com a minha filha até que ela pegou no sono, deixei um beijo em seus cabelos, puxei sua coberta e segui pro meu quarto. Eu estava chateada, Catarina anda pisando na bola com esse lance de horários, justo agora que estou quase perto do meu parto, na última consulta ela não pode comparecer, minha mãe quem me acompanhou, e parece que não adiantava o que eu dizia, ela continuava focada no trabalho.
Terminei meu banho, penteei meus cabelos e deitei tentando retomar minha leitura. As horas foram passando e eu já estava ficando preocupada, liguei novamente pra Catarina, mas ela não atendeu, deixei mensagem, mas sem respostas também.
Acabei pegando no sono, nem vi que horas eram quando Catarina entrou no quarto na ponta dos pés segurando os saltos.
-Perdeu o celular? – Me virei fazendo ela se assustar com a pergunta.
-Oie, não queria te acordar. – Fechei o cenho e ela se aproximou me deixando um selinho.
-Olha a hora, Catarina?– Cruzei os braços suspirando. – Eu te liguei, liguei pro ateliê, custava atender.
-Me desculpe amor, fiquei envolvida em provas de tecidos que deram errado. – Ela se sentou na cama. – Eu prometo que não vai mais acontecer.
-Você disse o mesmo, na semana passada. – Me deitei e puxei o edredom. – Espero que você atenda o telefone quando o seu filho resolver nascer.
-Você está sentindo alguma coisa? – Catarina disse de forma preocupada. – Você passou o dia bem?
-Agora não importa, preciso dormir. – Me virei irritada.
Ela suspirou e seguiu pro banheiro, tentei não chorar, não queria brigar justo agora por esses dias, mas estava difícil. Desde o pedido de casamento Catarina e eu tivemos alguns atritos, primeiro por ela querer casar só quando o Bernardo estivesse maior, então discutimos por ela ter feito o pedido e agora brigamos por ela sempre estar envolvida em algo do ateliê e esquecer que precisa voltar pra casa. Sequei os olhos quando senti o colchão afundar e Catarina me abraçar pela cintura.
-Baby, eu te amo. – Ela deixou um beijo no meu ombro, mas eu nem me mexi.
Acordei no dia seguinte e a cama estava vazia, me sentei passando a mão no rosto. Me levantei com cuidado e senti um desconforto na barriga, respirei fundo e andei até o banheiro, hoje seria um dos dias em que passo o dia deitada. Tomei banho pra ver se eu me despertava melhor, ainda estava chateada com Catarina, e hoje ela nem fez questão de me acordar antes de sair, bufei irritada e desliguei o chuveiro. Vesti uma roupa confortável e desci pro café, a essa hora Luna já estaria na escola e só me restava a companhia de Kelly durante o dia.
-Bom dia Kelly. – Me sentei me servindo o café.
-Bom dia, Theo. – A mais velha disse sorridente. – Isso chegou pra você.
Kelly me entregou um enorme arranjo de rosas vermelhas e uma pasta preta. Deixei a xícara de lado e fui ver o que era.
"Meu amor, eu peço desculpas se ando te decepcionando, eu sei que ando trabalhando além do normal, mas é por uma boa causa.Estou trabalhando na minha peça mais importante, e isso tomou muito o meu tempo. A peça em questão é um vestido, e tudo que eu criava não chegava aos pés da beleza da noiva, mas observando você enquanto dormia, eu percebi que você pode estar enrolada em um pano de prato, que continuará linda. Não vejo a hora de poder dar vida a essa croqui, mas estou ainda mais ansiosa para chamá-la de minha esposa. Eu te amo Theodora Abreu Barcellos(em breve Avellar). "
-De sua noiva Catarina Avellar
Fim do capítulo
Relevem a menina Catarina
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