Parte final
Depois daquela noite espetacular com a Raquel, eu mudei completamente a minha visão sobre sex*. Eu percebi o quanto eu era leiga no assunto, apesar de sempre ter sido uma praticante assídua.
Tivemos alguns outros encontros posteriormente, sempre no mesmo estilo, apenas sex*, sem qualquer tipo de envolvimento emocional. O fato de eu ainda não ter conseguido beijá-la, me deixava um tanto quanto frustrada. Mas a base para qualquer relacionamento, mesmo aqueles baseados apenas em conjunções carnais, era o respeito. Estava claro que beijo na boca era o tipo de intimidade que ela não queria compartilhar. Eu apenas respeitei e não tentei novamente. Eu aprendi tanta coisa com essa mulher, tantas formas de levar alguém ao orgasmo, tantas posições diferentes, tantas fantasias foram realizadas...
Minha primeira experiência com ela foi marcante, sem dúvidas. Foi onde eu tive todos os paradigmas sobre sex* quebrados. As outra vezes também deixaram suas marcas ( literal e figurativamente ), mas a última foi realmente especial. Foi nesse dia que eu testei os meus limites e me descobri.
Eu tinha tido um dia cansativo, com problemas no trabalho e só queria ir pra casa, tomar um banho e esquecer que eu havia acordado pela manhã. Já na saída do prédio, observei aquela silhueta inconfundível da Raquel encostada na lateral do carro. Ela usava um sobretudo preto, com botas de cano alto e salto fino. Os cabelos desalinhados pelo vento frio daquele fim de tarde. Quando eu cheguei perto, ela me fez uma pergunta que me pegou totalmente de surpresa: “Qual o limite do seu prazer?”.
Eu a encarei, o retrato da confusão. Não tive resposta, nem reação. Ela abriu a porta do carro e disse : “ Vem comigo!”. Aquele mesmo tom de voz que não aceita negativas. Eu apenas entrei, ansiosa pra saber o que aquilo queria dizer. Fomos para o apartamento dela em completo silêncio. Dois corpos e um desejo, era o que tinha dentro daquele carro.
Ela morava no último andar de um prédio de 23 andares, e assim que as portas do elevador se fecharam, ela se virou pra mim e abriu o seu sobretudo. A visão daquela mulher vestida com um espartilho vermelho, e botas até a altura dos joelhos, me deixou ligeiramente taquicárdica. Minto, totalmente taquicárdica! Eu já a havia visto completamente nua, mas aquilo era diferente. Era sexy, sensual, luxurioso e excitante pra caralh*. Tinha tanta intensidade no seu olhar, que daria pra cortar com uma faca.
Ela mordeu levemente a boca e depois passou a língua pelos lábios. Particularmente, não achei aquilo justo da sua parte, mas tentei não focar nisso. Ela chegou mais perto e me prensou contra a parede do elevador. Beijou meu pescoço e deslizou a mão pela minha barriga, achando o caminho pra dentro da minha calça. Eu pouco me importei com a luzinha vermelha da câmera que piscava atrás dela, como um alerta. A mão dela encontrou uma bocet* molhada e sedenta. Começou a me masturbar devagarinho, aumentando o ritmo aos poucos.
Atrás dela, eu via o marcador dos andares subir. Doze... Eu gemi quando ela enfiou o dedo do meio em mim e tirou de novo. Quinze... “Gostosa”, ela falou ofegante no meu ouvido. Foi a conta deu revirar os olhos, dezoito... A essa altura minha perna já estava enganchada na cintura dela. Vinte... Ela aumentou o ritmo da masturbação, e eu gemi mais alto. Vinte e um... “Goz* pra mim!”. Aquilo foi demais. Ela me penetrou novamente e fez pressão, e quando eu ia me derramar pra ela, vinte e três. Antes que a porta se abrisse ela tirou a mão de dentro da minha calça e amarrou o seu sobretudo, num movimento quase que uniforme. “A noite tá só começando”. Se virou e saiu do elevador, deixando pra trás uma Júlia incrédula e pronta pra explodir.
Pela primeira vez, ela me levou até o seu quarto. O lugar tocava uma música de fundo, e estava iluminado apenas por uma lâmpada vermelha, que permitia uma boa visão de tudo e dava ao ambiente um ar de “quarto do sex*”. Ela havia deixado tudo pronto antes de sair, deixando claro suas intenções para aquela noite. Ela abriu novamente o seu sobretudo e o deixou cair aos seus pés, revelando o seu corpo perfeitamente desenhando dentro daquela lingerie. Depois de já ter visto aquela mulher fazendo coisas inimagináveis, com ela e comigo, confesso que eu estava em êxtase, tamanha a expectativa para o que viria. Eu tinha certeza de que não seria nada menos que excepcional. E eu não me decepcionei!
Raquel me conduziu até uma cadeira no centro do quarto e me induziu a sentar. Prendeu as minhas mãos atrás do encosto com uma algema, logo depois de tirar minha blusa e me deixar apenas de sutã, e disse: “ Vamos testar você um pouco”. Um calafrio percorreu a minha espinha, e eu respeitei fundo. Os olhos atentos a cada movimento dela. Absorvendo toda aquela energia, o desejo pulsando nas veias e na bucet*. Depois de tirar também a minha calça, fiquei presa naquela cadeira apenas de calcinha, sutiã e tesão.
Raquel se sentou no meu colo e começou a rebol*r no ritmo lento da melodia que tocava ao fundo. Enquanto rebol*va a bunda em cima do meu sex*, ela me alisava. Era uma tortura não poder tocá-la e sentir aquele corpo com as mãos. Ela se levantou de repente e começou a dançar de pé, enquanto tirava lentamente, peça por peça do seu espartilho. Era lindo de ver aquela mulher sexy, e muito gostosa, tão confortável com a sua sexualidade e tão consciente dela. Minha bocet* se emocionou!
A única peça que sobrou foi a sua bota. Ela sentou novamente no meu colo. Enfiou a mão no meu cabelo, e segurando forte, me fez ch*par os seus seios. Seus mamilos duros e arrepiados dançavam na minha boca, e minha língua apreciava aquela textura. Ela puxou minha cabeça pra trás e eu gemi em reprovação, não estava satisfeita ainda. Ela manteve meus cabelos entre seus dedos, me obrigando a olhar o que ela faria a seguir (como se eu conseguisse tirar os olhos dela, de qualquer forma).
Com a mão livre, ela acariciou seu corpo e a escorregou para o seu sex* tão encharcado quanto o meu. Penetrou sua bocet* com dois dedos, e depois os ch*pou. Lentamente, um por um. Isso me fez goz*r. O sorriso que ela deu foi perverso. Um sorriso de quem sabe exatamente o que fez e não se arrepende. Ela lambeu desde a base da minha clavícula até a orelha, depois deu uma leve mordida e se levantou. Deu a volta e me soltou da cadeira.
Eu automaticamente me levantei e quis imediatamente jogar aquela delícia na cama, e ch*par aquela bocet* até nenhuma de nós duas aguentar mais. Mas ela foi mais rápida do que eu e me empurrou sob a cama. Ela se sentou na cadeira onde eu estava, com as pernas abertas. Da minha posição na cama, era possível ver o brilho da sua excitação escorrendo pela perna. Eu salivei com a visão. “Tira a calcinha e o sutiã”. Eu senti que escorri quando ouvi esse comando.
Lentamente, eu me levantei e comecei a tirar as peças, meu corpo acompanhando a música, involuntariamente. Joguei a minha calcinha eu seu rosto e ela gostou disso. Aspirou aquele cheiro de sex* e deu um meio sorriso. “ Eu quero que você se toque pra mim, até você goz*r “. Aquilo me pegou de surpresa, e eu sentei na cama, a encarando. Eu nunca fui de sentir prazer me tocando. “ Raquel, eu...”, ela me interrompeu. “ Apenas comece. Pensa em como você gosta de ser tocada e reproduz com as suas mãos “. Eu olhei pra ela relutante, não era o que eu queria. Eu queria que ela me comesse e me fizesse goz*r. Mas ela não se comoveu com a minha cara de desolação, e começou a me incentivar.
Começou a tocar os seus seios, apertando, acariciando, deslizando as mãos até seu sex* molhado e trazendo de volta até os seios. Ver aquilo já era o suficiente pra eu ficar enlouquecida. “ Imagina que as minhas mãos estão em você. O que você gosta que elas façam? “ Eu pensei em todas as vezes em que ela me tocou, de todas as sensações maravilhosas com que suas mãos me presentearam.
Comecei timidamente a me tocar. Ela se recostou na cadeira, e me observava com os olhos de um felino que cobiça a sua presa. Olhar atento, perigoso, e de quem está pronto pra dar o bote. Aos poucos, minhas mãos ganharam vida própria e eu fechei os olhos. Elas passeavam pelo meu corpo, como se estivessem fazendo isso pela primeira vez.
Inicialmente tive dificuldades em manter a excitação, mas sempre que eu começava a esfriar, a Raquel dizia algo que me colocava de novo no caminho da luxúria. “ Você precisa conhecer o seu corpo. Ele é a fonte principal do seu prazer”. “Sente sua bucet* molhada. Afunda seus dedos nela e começa a se foder”. “Isso, gostosa”. “Mergulha em todos os cantos desse mar de prazer”. “Mais rápido, vai!”. “Não para!”... Não demorou muito pra que eu encontrasse o ponto onde as sensações eram mais intensas, e comecei a me penetrar com mais força, agora mantendo o contato visual com aquela deusa a minha frente.
Ela começou a se penetrar junto comigo, o olhar fixo no meu. Eu comecei a sentir as ondas... Aquela sensação entorpecente que antecede o orgasmo. Estávamos agora no mesmo ritmo, e a música baixa de fundo, se misturou com nossa respiração ofegante, gemidos, o som da fricção dos nossos dedos durante a penetração... Eu ia goz*r. “Segura. Não goz*. Prolonga essa sensação o máximo que você conseguir. Quando chegar no seu limite, segura mais um pouco”. Isso foi dito de forma entrecortada. Ela mesma seguindo sua própria orientação.
Eu que até então estava apoiada sobre um dos cotovelos, me deixei cair na cama, já sem forças. Comecei a me esfregar cada vez mais rápido, a gem*r cada vez mais alto, e a me contorcer com mais intensidade. A voz grave dela no fundo, dizendo: “Não goz* ainda. Leva seu prazer ao limite”, me deixava cada vez mais louca, porque eu entendi ali que eu não sabia qual era esse limite, e queria descobrir a todo custo. Me apoiei no cotovelo novamente, sem parar de me masturbar. Olhei aquela mulher se tocando na minha frente, com o rosto extremamente vermelho, a cada minuto passado, falando com mais dificuldade...Não pude mais me conter. Foi a minha vez de falar: “Goz* comigo!”.
Ela jogou a cabeça pra trás e soltou um gemido que até então eu não tinha ouvido dela. Alto, forte e rasgado. Como se estivesse preso a muito tempo e finalmente encontrado uma brecha pra sair. Quando ela me olhou novamente, ficou claro que, assim como eu, ela não aguentava mais segurar. Goz*mos juntas. Nossos corpos convulsionando, totalmente energizados, apesar de não termos forças. A violência com que aquele orgasmo nos atingiu, nos deixou imóveis por algum tempo. Eu fiquei surpresa em saber que era possível sentir um prazer tão intenso, apenas com uma masturbação bem feita. “Uau!”. Foi só o que eu consegui dizer. Pude sentir que ela sorriu de onde estava.
Ficamos alguns minutos em silêncio, apenas acalmando nossas respirações. Depois de um tempo, ouvi um movimento pelo quarto e me arrepiei quando senti a boca deliciosa da Raquel beijando minhas pernas. Ela começou a escalar meu corpo, deixando marcas de saliva por cada canto dele. Era incrível como o prazer nunca tinha fim com ela! Quando já estava totalmente por cima de mim, ela me olhou com firmeza e disse assim: “É a última vez que estamos fazendo isso!”. Eu fiquei calada, esperando ela terminar de falar. “Eu geralmente não tenho tantos encontros com a mesma pessoa, e com você já foram vários. Eu fiz uma escolha na vida, de aproveitá-la ao máximo, mas sem me envolver. Então, vou parar por aqui com você”. Ela deu uma pausa, acho que esperando eu falar alguma coisa.
Não vou negar que fiquei um pouco chateada em saber que não desfrutaria mais dos prazeres de Raquel. Eu com certeza sentiria saudades de todas as experiências que ela me proporcionou. Mas desde o início eu sabia que era apenas sex*, então eu apenas podia me sentir grata por tudo que ela me ensinou. “Já que não vamos mais fazer isso, talvez você ainda tenha uma coisa ou outra pra me mostrar, aproveitando que estamos nuas aqui”. Eu pisquei pra ela, e a gargalhada que ela deu foi maravilhosa. “Tenho certeza que ainda tenho alguns truques na manga”, ela disse, ainda rindo.
Eu enfiei uma mão nos seus cabelos e apertei. A outra, eu desci até sua bunda e a pressionei mais contra mim. O sorriso sumiu do seu rosto, dando lugar a feição selvagem que eu adorava. Por breves segundos, ela fechou os olhos e mordeu o canto da boca, como se avaliasse algum pensamento. Quando abriu novamente, ela tinha um brilho diferente no olhar. Algo que eu ainda não tinha visto. Ela tirou os olhos dos meus e encarou a minha boca, e pra minha surpresa, ela me beijou.
O beijo daquela mulher tinha um contraste intrigante com toda a fúria sexual do seu corpo. Sua boca era macia, do jeitinho que eu imaginei que fosse. E o beijo era doce, calmo e curioso. Era nítido que ela não fazia isso com muita frequência. Sua língua explorava os cantos da minha boca, do mesmo jeito que fazia com a minha bocet*. Era a mesma sensação de quando ela me ch*pava, uma mistura de quente e frio.
Eu não sabia o que pulsava mais, meu coração ou meu sex*. Nossas bocas se afastaram por um instante, e eu tive que perguntar: “o que foi isso?”. Ela deu de ombros, tentando não fazer parecer grande coisa. “ Achei que fosse uma forma justa de te agradecer pela confiança.” Foi só o que ela se permitiu dizer. E aquilo bastou pra mim. Não tinha mais nada pra ser dito, mas muito pra ser sentido.
O resto da noite foi coroado por vários orgasmos, inúmeras descobertas e sensações que ficariam gravadas em mim pra sempre. A Raquel foi um furacão na minha vida, que mexeu com tudo que eu dava como concreto. E eu sempre serei grata a ela por ter feito de mim uma mulher livre pra explorar a minha sexualidade. Graças a ela, eu descobri que o prazer não tem limites!
Fim do capítulo
Muito obrigada por chegarem até aqui, e agradeço por todo o incentivo.
Beijos e até a próxima!
Comentar este capítulo:
Rosa Maria
Em: 13/09/2022
Karol...
que bom ter continuado, merecia ao menos mais uma parte parabéns, definitivamente acabei percebendo também que o "Prazer não tem Limites" é tudo questão de se permitir...agora um beijo para terminar não poderia faltar, confesso que já estava ficando angustiada...kkk
Parabéns
Beijo
Rosa Maria
Resposta do autor:
Ei, Rosa.
Realmente, não poderia faltar um beijo pra selar esse encontro que foi marcado por intensidade e confiança.
O prazer é algo muito pessoal, e vc disse bem, se permitir é sempre o caminho.
Grande beijo
Karol Rodrigues
Lea
Em: 16/08/2022
Júlia tem um emocional bem definido,eu teria me apaixonado por essa mulher desde a primeira transa.
Raquel é excepcional,que mulher!
Gostei do insentivo a masturbação. Sou igual a Júlia antes da Raquel,zero prazer na masturbação. Acho que nasci com defeito! Kkkk
*
Adorei a continuação do conto Karol, muito bem escrito!
Boa tarde!
Resposta do autor:
Ei, Lea.
Não se preocupe, não sentir prazer em masturbação não é defeito. Muitas mulheres realmente não se identificam com essa prática e tá tudo bem. Com certeza vc sente prazer de inúmeras outras formas. O importante é estar confortável dentro do que está sendo feito.
A Júlia realmente é diferenciada kkkkk se apaixonar pela Raquel seria super fácil.
Obrigada por sempre me acompanhar e deixar sua opinião ??
Grande beijo ????
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