Whitout me por Kivia-ass
Oie voltei!
Quero sua mãe aqui
POV THEODORA
Depois que minha mãe foi embora, eu consegui me divertir mais. Luiza descolou vodka pra nós, então eu me joguei na pista. Dancei, cantei e comi bastante. De fato Bianca sabia como dar uma festa.
-Theo, está tudo bem? – Ester, irmã do Enzo, se aproximou.
-Está sim, obrigada! – Provavelmente minha mãe pediu que ela me vigiasse. — Vamos pra frente do palco, Laura vai cantar.
-Vamos. – Fomos pra frente do palco e vi Laura e a garota de olhos verdes em cima do palco.
Eu estava ansiosa para ver a Laurinha cantar, e enquanto ela organizava os equipamentos, Ester foi me apresentar para as amigas dela.
-Meninas, essa aqui é a Theodora Barcellos. – Duas morenas belíssimas me cumprimentaram. – E essa é a Luiza.
-Barcellos? – A morena de olhos claros perguntou sorrindo.
-Só Theo, pra você. – Respondi com um sorriso de lado. – E qual é o seu nome?
-Me chamo Isis. – Ela se aproximou e me deu um beijo no rosto. – E essa é a Mari.
-Prazer, Mari. – Abracei a outra moça e um garçom trouxe alguns drinks.
Peguei um drink e um copo de shot, virei de uma só vez e Ester negou com a cabeça.
-Você tem idade pra beber? – Isis perguntou me encarando.
-Claro que tenho, tenho até idade pra beijar você. – Respondi e a deixei sem palavras.
-Mas é galã demais. – Ester disse de forma debochada e Laura deu boa noite pra galera.
Me aproximei de frente ao palco e as meninas ficaram ao meu lado. Luiza ficou ao lado de Ester e eu achava graça da cara de boba da minha amiga. Isis ficou ao meu lado e Laura começou os primeiros acordes de “Camiseta”. A Tampinha cantava muito bem e eu estava feliz por ela, a voz dela era linda. Outra coisa que era linda também era a garota de olhos verdes, era uma pena ela ser tão chatinha e esnobe.
-Estou esperando o beijo que você ia me dar. – Isis me abraçou por trás e sussurrou em meu ouvido.
Me virei sorrindo e os lábios de Isis se juntaram aos meus, a língua dela pediu passagem e o beijo aconteceu de forma ousada. O beijo dela era bom e por mim eu passaria o resto da noite ali. Nos afastamos dando pequenos selinhos, quando o ar nos faltou. Sorrimos e eu me virei pra terminar de ouvir Laura cantar, e para o meu estranhamento a garota de olhos verdes estava nos encarando.
-Vou querer repetir isso. – Isis disse me segurando pela cintura.
Laura cantou umas seis músicas e eu amei muito ouvir aquela tampinha talentosa, mas no momento eu tinha coisas mais legais pra fazer, assim que Laura encerrou seu pequeno show, Isis me puxou pela mão e me levou para um lugar mais reservado. Nem sei por quanto tempo ficamos ali trocando amassos, só nos separamos quando ouvimos algumas vozes alteradas vindo do jardim.
-Rafael, eu já disse que eu não vou embora com você! – Era uma voz feminina que eu conhecia.
-Para de onda e vamos embora Catarina. – A voz masculina eu não conhecia, mas era uma voz bem irritante. – Já permiti que você viesse à essa festa.
-E desde quando você tem que me permitir algo? – A garota disse irritada e Isis e eu nos aproximamos do casal.
-Eu sou seu namorado e você tem que ir comigo. – Quando nos aproximamos vi que quem estava ali era a garota de olhos verdes, com um rapaz que mais parecia um boneco.
-Eu já disse que irei com Laura. – O homem segurava o braço dela e aquilo me irritou.
-Algum problema aqui? – Perguntei encarando o homem.
-Está tudo bem, Cat? – Isis perguntou e a menina acenou com a cabeça.
-Está tudo ótimo, só estamos conversando. – O tal Rafael disse abraçando Catarina, e ela abaixou o rosto. – Vamos amor?
-Cat? – Isis a chamou tentando comprovar que estava tudo bem.
-Está tudo em, Isis! – Ela abraçou o próprio corpo e eu senti algo estranho dentro de mim. – Já estamos indo, até mais.
Catarina saiu sendo puxada pelo namorado e aquilo me incomodou de alguma forma, estava claro que ele era um babaca, e que ela estava desconfortável com a atitude dele.
-Não sei como a Catarina aguenta esse cara. – Isis deu os ombros. – Cara chato.
-E feio. – Isis deu uma gargalhada escandalosa e voltamos para onde as meninas estavam.
A galera conversava animada, exceto Ester e Luiza que estavam de braços cruzados e com uma tromba enorme.
-Theo, vamos embora? – Luiza perguntou mal humorada.
-Mas agora que a festa ficou legal. – Isis se sentou e me puxou para o colo dela.
-Essa festa já deu pra mim. – Luiza cruzou os braços e Ester revirou os olhos. – E o seu motorista já está lá fora.
-Tudo bem, vamos embora. – Isis segurou meu rosto e meu deu mais alguns beijos. – Nos vemos na segunda?
-Claro que sim, linda. – Me levantei e despedi do resto da galera, Enzo preferiu ficar com a irmã e Luiza e eu fomos em direção a saída.
Luiza não falava nada, apenas andava marchando em direção ao carro. A tromba dela estava enorme e eu sabia que tinha rolado algo.
-Vai me contar o que está acontecendo? – Questionei assim que entramos no carro.
-Não aconteceu nada. – Ela bufou e entrou no carro. – Onde você se meteu, ein?
-Isis e eu estávamos nos conhecemos melhor. – Respondi sorrindo e ela balançou a cabeça.
-Conhecendo o íntimo dela, né? – Gargalhei e Ramires nos encarou pelo retrovisor.
-Cala boca Luiza. – A cutuquei e ela pareceu entender. – Mas me conta o motivo de você e Ester estarem emburradas.
-Ester estava beijando uma cara que mais parecia uma espiga de milho e eu acabei derramando bebida nele, sem querer. – A encarei desacreditada e comecei a gargalhar.
-É desse jeito que pretende conquistá-la? – Luiza suspirou e deitou a cabeça em meu ombro.
-Agora ela não quer me ver nem pintada. – Sorri de lado e seguimos para a minha casa.
O resto do fim de semana passou voando, minha mãe precisou viajar no domingo de manhã e isso deixou meu dia mais animado. Luiza, Enzo e eu fizemos a farra na piscina, e ainda pegamos algumas bebidas do estoque pessoal de Malvina.
Segunda de manhã eu já estava pronta para aula, mesmo sem vontade eu faria um esforço. Hoje estava frio em São Paulo, então me agasalhei com um moletom da Nike e um tênis da mesma marca. Tomei meu café sozinha, já que Claudia se recusava a sentar comigo, pois segundo ela se minha mãe descobrisse ela estaria demitida.
Em poucos minutos Ramires dobrava a esquina da universidade e eu pedi que ele me deixasse descer um quarteirão antes, queria comprar um Jornal. Passei na banca de revistas e fui para a entrada da universidade, onde Tassia e Layla já estavam escoradas no muro.
-Não sabia que o Brás estava em promoção? – Tassia me olhava com desdém e eu passei direto. – Vou separar algumas roupas para doar, posso lhe dar algumas, bolsista.
-Me deixa passar. – Layla e Tássia se colocaram em minha frente. – Quantos anos vocês tem?
- Por que eu deixaria? – Tassia me empurrou pelo ombro. – Eu ainda não me esqueci do banho que você me deu na festa.
-Se quiser, posso te dar outro. – Falei com deboche e Layla cuspiu a água que tinha tomado em mim. – AAAH SUA IDIOTA!
-Estamos quites.
Fui pra cima delas e nós três começamos a puxar o cabelo uma da outra, quando dei por mim já estávamos rolando no tapa enquanto um bolinho de curiosos se formavam ao nosso redor
-O que é isso aqui? – Tassiano e Geralda vieram correndo me tirando de cima da filha dele. – Vocês querem me explicar que confusão é essa aqui?
-Ela quem começou, pai! – Tássia disse na maior cara de pau e eu fui pra cima dela novamente, mas Geralda me segurou.
-Senhorita Barcellos, pare com isso. – Tassiano me repreendeu e eu tentava arrumar meu cabelo. – As três na minha sala agora!
Alguns curiosos nos encaravam e eu bufava de raiva, eu estava cuspindo ódio, só me faltava essa, brigar com duas idiotas que nem me conhecem direito. Entramos na sala de Tassiano e ele logo ordenou que nos sentássemos.
-Eu não admito esse tipo de comportamento em minha instituição. – Tassiano espalmou as mãos na mesa.
-Foi essa bolsista, quem começou. – Tassia respondeu novamente.
-Calada Tássia! – Sorri de lado e Tassiano me encarou. – Layla, você está suspensa pelo resto da semana, Tassia você também está e em casa iremos conversar.
-Mas pai...
-Não tem, mas... – Ela abriu a gaveta e pegou alguns papéis de suspensão. – Senhorita Barcellos, como você ainda é menor de idade, quero ver sua mãe aqui amanhã.
-O que? Não! – Malvina vai me matar. – Eu prefiro a suspensão de um mês.
-Não tem negociação Theodora, quero sua mãe aqui. – Ele disse me entregando a suspensão.
Eu estou ferrada, Malvina vai acabar com a minha raça.
Fim do capítulo
Deu ruim pra Theo
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