Whitout me por Kivia-ass
Espero que gostem!
Catarina
Março de 2015 - São Paulo
POV CATARINA
-Catarina, acorda filha. – Ouvi minha mãe bater na porta do meu quarto e eu praguejei por ter ido dormir tão tarde. – Você vai se atrasar meu anjo.
-Já estou de pé, mãe. – Me levantei com os olhos pesados e respirei fundo.
-Já estou indo, vê se não atrasa. – Minha mãe colocou a cabeça por dentro da porta para se despedir. – Esquente a comida quando vocês chegarem, seu irmão já saiu.
-Tá bom, mãe. – Fui até ela e deixei um beijo estalado em sua bochecha. – Te amo.
-Também te amo meu amor. – Minha mãe deu tchau e eu fui em direção ao banheiro.
Entrei no banho e comecei a pensar sobre a minha vida, e em como eu desejo mudá-la. Sou Catarina Ferreira Avelar e tenho 19 anos, moro com minha mãe e meu irmão Pedro, meu pai foi embora de casa há alguns anos e não tenho tanto contato com ele assim. Meu desejo de mudar de vida vem desde o dia em que meu pai passou por aquela porta e minha mãe teve que se desdobrar para cuidar de mim e meu irmão, a pobre mulher teve que começar a trabalhar com faxina e eu sabia do esforço dela para não deixar que nada nos faltasse. Não culpo meu pai por essa fase ruim, mas também não quero aceitar que ele viva confortavelmente em sua fazenda com sua nova esposa, enquanto seus filhos precisam dar um duro danado para sobreviver.
Eu sempre fui muito sonhadora e para conseguir realizar meus sonhos eu me esforço bastante, sempre estudei muito e consegui bolsas de estudos, para não explorar minha mãe ainda mais, atualmente eu curso moda em uma das universidades mais conceituadas de São Paulo e estou no primeiro período. Na parte da tarde eu trabalho em um brechó da mãe da minha melhor amiga e confidente Laura, não ganho muito, mas pelo menos consigo algumas roupas de grife a um preço mais em conta. Desliguei o chuveiro e fui me produzir, já estava com o tempo corrido e nem conseguiria tomar meu café.
Escolhi uma calça jeans com uma lavagem clara, um cropped e um Blazer Oversize, estava frio em São Paulo, para completar o look coloquei uma boina e um tênis nos pés. Passei um pouco de maquiagem apenas pra disfarçar minhas olheiras, e não chegar tão abatida no meio das minhas amigas. – Nota mental: Não ficar até de madrugada assistindo pela milésima vez "coco antes de chanel".
Sai do meu quarto quando ouvi a buzina do lado de fora, tranquei a casa e desci correndo, se eu perdesse a carona de Laura, ela me mataria.
-Bom dia amiga. – Dei dois beijinhos de comadre e o motorista dela arrancou com o carro.
-Bom dia Cat, que cara abatida é essa? – Mesmo de olhos na tela de seu iphone 5 ela reparou meus olhos caídos.
-Dormi tarde amiga, e me ferrei por isso. – Sorri de lado e ela balançou a cabeça. – Mas o que você tanto olha nesse celular aí?
-Estou convencendo o Zé Roberto a me dar um celular novo, não aguento mais ficar com esse celular ultrapassado. – Ela revirou os olhos e eu nem ousei em tirar meu pocket de dentro da bolsa. – Torce por mim amiga, se eu conseguir eu até te passo esse aqui.
-Você vai conseguir amiga, e não precisa se preocupar comigo. – Apesar de ser uma patricinha mimada, Laura tinha um coração de ouro.
Em poucos minutos Fernando, o motorista particular de Laura estacionava em frente a universidade, a maioria dos alunos já estavam aglomerados na entrada e eu só queria ir pra minha sala logo, mas logo avistamos nosso grupinho de amigos, que tagarelava eufóricos. Marcelle e Geovana falavam algo enquanto Eduardo olhava fixamente para um grupinho do outro lado da rua.
-Bom dia galera. – Cumprimetei todos e Edu me encarou sorrindo.
-Bom dia Deusa, Bom dia Laura. – Ele se levantou e me beijou no rosto. – Já tenho fofoca pra vocês.
-Bom dia Cat, bom dia Laura. – As meninas falaram juntas e eu abracei todas elas.
-Vocês não vão acreditar. – Eduardo falava empolgado e olhando para as meninas do outro lado da rua. – A Bianca Barbosa está distribuindo convites pra festa de aniversário dela.
-Eu já recebi meu convite, mas eu não irei nessa festa. – Laura disse sem tirar a cara da tela do telefone.
-Como assim Laura? Todos os calouros estão morrendo por esse convite. – Confesso que queria muito poder ir nesse evento que eram as festas de Bianca Barbosa. – Fala para ela ir e levar a gente, Catarina.
-Baby, você sabe que a Laurinha não gosta desses eventos. – Tentei convencer meu amigo, mas torcendo para que Laura mudasse de ideia. – Mas como assim você já tem o convite?
-Meu pai é amigo do pai dela, e até pediram pra eu cantar lá, mas não estou afim. – Laura dificilmente mudaria de ideia, então essa festa ficaria só de imaginação.
-Entendi. – Dei os ombros e continuamos falando da tal festa.
Estudo em uma universidade particular, a melhor de São Paulo e por aqui a galera tem um poder aquisitivo lá em cima, isso não me incomoda muito, mas também não preciso deixar que saibam que eu sou filha da faxineira e que tenho bolsa de estudos, a única que sabe disso é a Laura, e eu tenho certeza que ela jamais contaria isso para alguém.
-Hey Catarina, espera aí. – Estava entrando quando ouvi uma voz atrás de mim. – É Catarina mesmo, né?
-O..oi.. sim, é Catarina. – Bianca Barbosa sabe meu nome? Como assim?
-Então linda, não sei se você está sabendo, mas sábado vai rolar uma festinha. – Ela tirou um envelope da bolsa e me entregou. – Selecionei alguns calouros e gostaria que você aparecesse por lá, pode levar seus amigos, além do convite tem cinco pulseiras de acesso ai.
-Você está falando sério? – Perguntei desacreditada.
-Claro que sim! Pode não parecer, mas eu reparo muito nas gatinhas desta universidade. – Ela piscou pra mim e saiu rapidamente se juntando ao grupinho de Iasmim, Alice e Mari.
-CATARINA DO CÉU. – Eduardo disse desacreditado, da mesma forma que eu estava. – Eu não acredito que Bianca Barbosa flertou com você.
-Amiga, não acredito que vamos na festa da Bia. – Marcele pulava de alegria e Geovana batia palminhas.
-Calma que o convite é meu e eu ainda não selecionei quem vou levar. – Falei despretensiosamente e Eduardo quase pulou em mim.
-E quem você levaria além da gente? – Ele me encarou arqueando a sobrancelha. – O boneco de cera?
-Edu, já pedi pra parar com esse apelido. – Meu amigo não suportava meu namoro com o Rafael, então colocava apelidos desagradáveis no pobre coitado.
-Não tá mais aqui quem falou. – Ele passou um zíper imaginário nos lábios. – Mas sério Cat, nós precisamos ir nessa festa, isso é muito importante pra nós.
-Eu ainda não sei Baby, mas vamos entrar já estamos atrasados. – A primeira aula era de história da arte e a professora Silvia não tolerava atrasos.
Concordamos e subimos de braço dado, Laura já havia ido para a sua sala, ela cursava Música. Geovana e Marcele já tinham ido para o prédio de publicidade. Dei um oizinho discreto para a minha mãe e ela sorriu de lado. Estávamos distraídos andando pelo corredor quando senti alguém esbarrar em mim e nem ao menos pedir desculpas. Olhei pra trás massageando meu ombro e vi uma garota passando como um furacão.
-THEODORA EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ! – Ouvi uma mulher gritar de dentro de uma das salas e pude sentir a raiva vindo de lá.
Fim do capítulo
Até mais, volto logo com um novo capitulo!
Comentar este capítulo:
Lea Castro
Em: 14/07/2022
Se quer um conselho, você resume excessivamente, fica cansativo, ai parei de ler na metade da narrativa, fica chato, não se prolongue tanto na sinopse, pq tira o gostinho, um resumo bem feito, não entra em pormenores.
um abraço.
Resposta do autor:
Cara leitora peço desculpas se não lhe agradei, essa sinopse não é nem uma parte de tudo que acontece na historia, tenho quase noventa capitulos escritos, e eu busco o maximo entregar o melhor e sem dar spoiler do que vai acontecer. Espero que fique e acompanhe, é uma historia emocionante! Boa leitura!
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