Revisto-me do meu caráter.
Minha nudez não é nada comparada à intimidade da minha essência.
À minha volta trago luz gerada pelas minhas atitudes, e sombra remanescente das minhas vergonhas.
Vejo cores inomináveis misturadas a tons que não cabem em palavras.
Na verdade, os significados transbordam por aqui.
No céu vejo gráficos nítidos, cíclicos, rítmicos. Há setas, metas e retas.
Instruções com introduções, precauções e implicações.
As nuvens são a verdade e o porvir.
Os sentimentos, assim como elefantes, não cabem em prateleiras.
E etiquetas são demasiadamente pequenas para rotulá-los.
As palavras têm limite visível a olho nu.
Por isso, nem tudo se explica.
Fim do capítulo

rhina
15/09/2020 às 16:11
Nem tudo se explica.
Mas se Sente. E no sentir vem o desatino por não encontrar meios pra explicar. Sem poder explicar fica quase insuportável aceitar.......somos resultado do óbvio. Do contrário não somos ainda que existimos e isso pira.
Rhina
Resposta do autor:
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