OI meninas, tudo bem por ai?
POr aqui tá bem.
Capitulo 11 Qual é a dela?
POV RAFA
Eu preciso conseguir controlar as sensações que Natália causa em mim, esse olhar que parecem me atravessar. Ela não tirou os olhos dos meus até que Sofia nos chamou a atenção.
-Vamos amor, não posso me atrasar hoje. – Ela se despediu dos pais e da prima, e acenei em um tchau coletivo.
Deixei Sofi na entrada do campus e segui pra minha casa, ia tirar o dia pra estudar, não posso perder meu foco, não quero que nada me atrapalhe. Ser investigadora sempre foi meu sonho desde muito novinha. Meu pai dizia que isso era perca de tempo, pois isso era profissão pra homens e que eu não teria sucesso na carreira que eu escolhi, mas foi com muito esforço e empenho que eu cheguei onde estou hoje.
Quando meus pais descobriram que eu era lésbica, depois de apanhar muito eles me puseram pra fora de casa, eu tinha apenas dezessete anos e sem nenhum recurso. Minha madrinha me acolheu quando eu bati na casa dela totalmente sem rumo, ela não concordava com o tratamento que meus pais davam a mim e ao Renato, graças a ela não fiquei na rua, e foi a ela quem eu prometi que estudaria e seria alguém na vida, e ela me ajudou muito. Quando ela faleceu ela me deixou esse apartamento onde eu moro hoje e eu sempre serei grata a tudo que ela me ajudou.
Passei o dia com a cara nos livros e nas apostilas, me sentia preparada pra prova, mas eu não quero vacilar. Carlinha me ligou perguntando se podia ir até minha casa e eu fiquei na espera por ela.
-Oi amiga, tudo bem? – Ela tinha uma carinha de cansada. – Eu estou morta, tive um dia daqueles.
-Estou bem sim amiga, passei o dia estudando. – Ela entrou e retirou os saltos. – Quer pedir algo pro jantar ou quer que eu prepare algo pra nós?
-Ai saudades do purê de batatas com omelete recheado. – Ela cruzou as mãos em suplica para que eu fizesse.
-Só vou fazer, pois sei que você está cansada. – Carla me abraçou por trás e fomos pra cozinha.
Conversamos sobre o dia dela que foi exaustivo, ela me contou sobre um caso que estava lhe dando dor de cabeça e ela estava quase desistindo. Carla era advogada criminalista, umas das melhores e só eu sei como é difícil essa área do direito.
-Eu devia te convencer a desistir. – Eu mexia os ovos para a omelete. – Pois eu prendo e você os solta.
Ela gargalhou e me ajudou a terminar o jantar. Carla e eu não tínhamos segredos e eu precisava dividir com ela o que tinha acontecido entre Natália e eu, mas eu estava meio sem jeito de falar uma coisa dessas pra ela. Sentamos pra comer e eu pensava em uma forma de iniciar a conversa.
-O que foi ein? – Carla me conhecia como ninguém. – O que você quer me falar e está sem coragem?
-Detesto quando você faz isso. -- Sorrimos e eu continuei. – Eu, bem é que... eu
-Fala logo.
-Natália quase me beijou e eu não sei o que pensar. – Falei de uma vez e ela largou o garfo no prato surpresa.
-Como assim Rafaela? Ela quase te beijou? - Suspirei e dei um gole no suco. – Anda me conta a historia toda, quero os mínimos detalhes.
-Calma. – Contei ela tudo o que tinha acontecido, não escondi nenhum detalhe e ela ficava surpresa cada vez mais.
-Puta que pariu amiga. – Carla levou a mão até a boca. – Olha eu sei que ela é uma deusa, e que pode ter mexido com seus extintos, mas não magoe a Sofia.
-Carla, eu nem pensei nisso. – De fato eu não tinha pensado em trair a confiança da minha namorada. – Eu vou continuar trabalhando normalmente, eu não quero nenhum um tipo de aproximação com ela que não seja sobre trabalho.
-Jamais passou pela minha cabeça que ela fosse cheia de atitude assim. – Ela parou pra pensar um pouco. – Se bem que lá no sitio ela deu umas escorregadas, e principalmente quando eu perguntei sobre a atração em alguém da rodinha.
- Eu nem reparei nisso, mas eu preciso manter distância Carla. – Minhas mãos estavam em minha cabeça. – Mas agora Sofia cismou que temos que mostra-la a cidade, pois ela não tem amigos por aqui.
-O grande problema está em você vê a tentação todos os dias.
-Nem me fale.
-Mas vocês tiveram mais algum contato depois do ocorrido?
-Ainda não, mas eu vou fingir que nada aconteceu. – Terminamos o jantar e começamos a recolher a louça.
-Mas será que ela vai esquecer mesmo? – Espero que sim, não quero ficar nessa tensão sexual toda vez que a gente se encontrar.
-É o que eu espero! – Lavei a louça enquanto Carla guardava. – Sábado Sofi quer que a gente vá a uma boate, você está intimada a ir conosco.
Combinamos como seria nossa ida á tal boate, escolhemos um filme e acabamos dormindo pela sala mesmo. Carla preferiu dormir em minha casa, já estava tarde pra ela ir embora. Terça cedo já estávamos preparadas pra sair e ela reforçou o concelhos.
-Cuidado com a diaba loira. – Ela me deu um beijo e saiu dentro do taxi, subi na moto e fui pro trabalho.
A semana seguiu se arrastando, como eu desejei Natália não tocou no assunto e nem ao menos conversou comigo a não ser sobre assuntos da delegacia. Ela me tratava com a arrogância de sempre e eu já estava acostumada com isso. Quem estava penando na mão da loira era o Joaquim, o coitado já não sabia mais o que fazer, pois sempre estava levando esporro pela delegacia a fora.
-Hoje eu estou estressado. – Ele sentou ao meu lado na gora do almoço. – Essa mulher é o capeta em figura de gente, preciso relaxar.
-Ela está pegando no seu pé mesmo em cara.
-Deve ser tesão recolhido. – Ele falava emburrado. – Deve ser falta, e quer descontar em mim.
-Ou às vezes você está dando motivos. – Ele mostrou o dedo do meio e meu telefone tocou.
Era Sofia querendo saber se eu tinha convidado Carla pra sair e que já tinha os convites. Joca ouvia minha conversa e assim que eu desliguei ele veio me interrogar.
-Poxa Rafa, achei que éramos amigos. – Ele fingiu tristeza. – Você vai sair com a Deusa Da Carla e nem pra me chamar.
-E você acha mesmo que tem chances com ela? – Gargalhei chamando atenção de alguns presentes. – Você não se cansa de levar foras?
-Eu sou brasileiro e não desisto. – Joaquim tinha tentando conquistar Carla algumas vezes, e sempre recebia um não como resposta.
-Hahaha, vai achando. – Recolhi minha bandeja e o chamei pra voltarmos ao trabalho logo.
Estávamos sentados cada um em suas respectivas mesas trabalhando no tal esquema de trafico que estava dando dor de cabeça quando Natália chamou Joaquim até sua sala, ele levantou apressado e foi até lá. Ele ficou lá dentro cerca de uns dez minutos e quando saiu tinha uma expressão indecifrável.
-O que aconteceu lá? – Perguntei ele assim que ele sentou.
-Ela me chamou pra sair amanhã. – Ele parecia mais confuso do que eu. – Ela disse que tem me tratado muito mal por esses dias e queria se redimir.
-Como assim? – Senti uma fisgadinha no peito imaginando os dois saindo junto.
-Não é bem um encontro, pois ela disse que sua namorada e você também vão.
O que será que ela quer ein? Primeiro me agarra se insinua pra mim e depois chama o Joaquim pra sair? Essa mulher realmente é um perigo e com certeza e não quero pagar pra ver o que ela quer.
Fim do capítulo
Vamos esperar pra ver o que vai acontecer nessa boate. Eu qyero pagar pra ver hehehe
XOXOX
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