Manhã de quarta-feira. Dessas mais brancas, quando o sol parece brilhar diferente. O céu está meio esbranquiçado por conta das nuvens, ralas, mas visíveis. Um som de serra, chato, insistente, se faz ouvir (uma obra eterna cujos sons já começam a fazer parte da rotina). Um pássaro preto (talvez um urubu) voa, lá ao longe.
O trabalho se acumula sobre a mesa. A preguiça se desenvolve sob a pele. Na boca, o gosto do café. Na mente, o desejo de voar. E ela ali trancada entre aquelas paredes forradas de toda a soma de seus pensamentos e sentimentos. Mergulhada em suas projeções e lembranças. Soterrada de esperanças e desejos.
O dia parece comum, mas como todos, é extraordinário.
Fim do capítulo

rhina
16/08/2020 às 12:59
Soterrada de esperança e desejo.
A prisão das paredes jamais vencerão as prisões da mente.
Rhina
Resposta do autor:
Exato! É na mente que a gente se prende!