Guerra & Paz por Etoile
Capitulo 39
Cecília nos olhava apavorada enquanto Mirela saia do contato calmamente. Mia tentava se soltar mas eu apertava seu corpo ainda mais contra o meu.
-- Calma Mia, não vamos perder a cabeça.
-- Não é isso Lauren, eu não sei com o que me indignar. E mãe, a senhora tem o direito de fazer o que bem entende, mas não está em sua casa e a moça está no trabalho dela. E você Cecília, poderia pensar nisso. Nossa, que vergonha alheia, não pela situação, mas pela atitude de vocês. E mãe a adolescente sou eu.
Se desvencilhou dos meus braços e saiu pisando forte.
Olhei sem reação e abri os abraços em rendimento.
-- Desculpa, Lauren - falaram juntas.
-- Eu não tenho nada a ver com isso gente, a dona da casa nem ligaria, mas o Ricardo daria piti.
-- Antiquado -- soltou a sogra.
-- Eu sei que estou errada, no meu local do trabalho. -- Cecília andava de um lado para outro.
-- Ai Lauren, ficamos conversando e sei lá, ficou quente, ela é uma enfermeira deliciosa.
Disfarcei minha cara de pasma e pedi licença.
-- Vou ver como ela está.
Subi rapidamente os degraus de dois em dois e corri para o quarto de Mia, abri devagar e estava tudo nas escuras. Entrei sem fazer barulho.
- Mia?
Nem sinal.
Andei pelo quarto com cuidado e chamei mais um vez. Nada.
Entrei no banheiro e ela não estava.
Peguei meu celular no bolso e depois de duas chamadas...
-- Oi amor, onde você está?
-- Aqui no playground.
-- Quer conversar?
Suspirou.
-- Vem.
Desci e o porteiro no hall estava distraído assistindo novela. Sorri e entrei no acesso que da entrada a área verde do condomínio. Avistei de longe Mia no balanço, mexendo no celular. Andei rapidamente ao seu encontro.
-- Oi - minha respiração estava ofegante.
-- Oi, desculpa, eu estava sufocada naquele apartamento.
Sentei no balanço ao lado.
-- Porque ficou tão chateada? Eu sei que é muita coisa, mas quero conversar e entender o que se passa aí dentro - apontei para o seu coração.
-- Ai amor, acho que subiu tudo, a presença da mamãe, o lance de querer que eu fosse, estresse! E agora ela e a Cecília, porr*, outro dia ela se jogava pra ti, agora pra cima da mamãe, se bem que minha mãe, Deus me livre, é...
-- Puxou ela - sorri e Mia me olhou sério.
Levantei e me abaixei em sua altura.
-- Amor, tem todo direito de ficar chateada, isso é ciúme?
-- Talvez. Acho que tpm também.
-- Então achamos o motivo. Vamos lá pra casa? Vem comigo? Mando mensagem pra Lara e digo que vou dormir lá.
Mia sorriu e me abraçou.
-- Eu ainda imagino Cecília te massageando os braços e tenho vontade de te socar.
-- Ai, para, pode parar de ser louca e vamos. Vai avisar sua mãe? - peguei suas mãos ajudando a levantar.
-- Vou mandar mensagem. Vamos direto, vai subir? Eu vou te esperar no carro, tá?
-- Tudo bem, Mia. Vou pegar minha bolsa e as chaves. Ja volto.
***
Fizemos a viagem em silêncio, apenas ouvindo a rádio que tocava baixinho. Não quis mais encher a paciência da minha namorada, ela ja estava chateada demais e eu so teria que respeitar.
Entramos no meu apê quase 00h e Mia foi se atirando na cama. Tirei minha roupa, vesti um roupão e sentei ao seu lado.
-- Ei, olha pra mim. Eu amo você. -- fazia carinho nos seus cabelos.
Mia me olhou ternamente.
-- Eu que te amo e agradeço por te ter nesse momento.
-- Vai passar, viu e eu estarei aqui, sempre. Eu vou tomar um banho, estava tão quente que eu preciso urgente.
-- Tudo bem, vai lá que vou depois.
Beijei seus lábios calmamente e tratei de tomar um senhor banho.
Acho que perdi a hora no banheiro e devo ter demorado muito, passava hidratante enquanto olhava Mia que ressonava tranquilamente, na mesma posição que havia deitado. Vesti um vestidinho justo e fino, deitei devagar em seu lado, liguei o ar condicionado e mais uma vez suspirei e não vi a hora quando peguei no sono.
***
A convivência com mãe de Mia era quase rara. Quase 20 dias que ela estava instalada na casa da minha irmã, mas nos víamos apenas nos fins de semana, onde almoçávamos juntos. Durante esses dias trabalhei demais, quase não tinha tempo, muitas palestras, congressos, consultas. Mia eu nos víamos apenas poucas horas a noite. Eu estava esgotada mas tentava acompanhar os preparativos do aniversário dela.
Sábado a tarde, almoço a beira da piscina, eu havia acabado de chegar das consultas, Hugo e Íris a tira colo.
-- Boa tarde família!!!!!
Cheguei me jogando na espreguiçadeira. Dor no corpo e nas mãos, cansaço total.
Todos estavam comendo e se divertindo, de repente lembrei que Mia tinha a confraternização das aulas pendentes em uma casa não sei de quem, eu estava com sono demais para prestar atenção quando ela me contou.
-- E a Mia? - Íris indagou.
-- Tem uma festinha e lembrei que daqui a pouco ela pediu para eu ir buscá-la. Vocês vão ficar? Eu vou tomar um banho e depois vou indo. Quando eu sair do banho volto aqui, tenho que da um cheiro no Luc, to só cheiro de consultório.
Joguei um beijo no ar para meus amigos e para Lara que estava do outro lado da piscina. Notei que Mirela não largava o celular e Ricardo comia petiscos conversando com Hugo.
Tomei um banho foi renovador e vesti uma regata amarela junto com um short jeans curto preto, meti uma sandalinha de dedo e coloquei óculos escuros. Por mim, pus o cabelo em um coque frouxo.
Desci para falar direito com o pessoal e ficar um pouco com meu pimpolho. Mimei, abracei, beijei, muito dengo. Conversei amenidades com o povo e segui para buscá-la.
O trânsito estava tranquilo e menos de 20 minutos estacionei no endereço que Mia me enviou mais cedo por localização no WhatsApp, antes do celular dela morrer. Desci e travei o alarme. Um casarão próximo a praia, música eletrônica alta e toquei a campanhia. Esperei uns 5 minutos e logo a porta fora aberta por uma menina mais ou menos da idade de Mia, pouca coisa mais baixa que eu.
-- Boa tarde, Mia está?
-- Oi, claro! Entra.
-- Pode chamá-la por favor, diga que é Lauren.
Me olhou de cima a baixo e sorriu.
-- Claro.
Segui a menina magra que tinha os olhos cor de mel e uma boca carnuda. Próximo a churrasqueira Mia estava acompanhada de amigos e assim que me avistou, abriu um lindo sorriso enquanto eu me aproximava.
-- Oi? - falei baixinho.
-- Oi amor - Mia tascou um beijo tão sensual que me segurei em seu corpo firme para eu aguentar o impacto que foi o beijo.
Parou entre o beijo e sorriu olhando para os amigos.
-- Essa que é a Lauren, a minha namorada.
Sorri tímida e todos estavam boquiabertos, ninguém esperava por aquilo, nem eu esperava.
Todos me cumprimentaram com abraços e sorrisos.
A menina da boca carnuda olhava de longe e sorria bebendo um drink, nossos olhos cruzaram e eu desviei sem graça, Mia percebeu e falou baixinho no meu ouvido enquanto estávamos enlaçadas em um abraço.
-- hoje ela me disse que tem um tesão absurdo por ti.
Sorri nervosa.
-- Por isso o beijo?
-- Claro que não, mas você tem a mim - sorriu maliciosa.
-- É o que mais quero. Vamos pra casa, Mia?
-- Sim, quando chegar, eu quero te provar com aquele brinquedo. Eu estou salivando.
Meu sex* pulsou e eu senti vontade de tê-la naquele momento, mas eu tinha una dignidade a zelar em frente as pessoas.
Nos despedimos e a menina carnuda veio dizer tchau. Mia olhava de longe e eu com o cu que não passava um sinal de wi-fi.
-- Prazer em conhecê-la Lauren.
-- Prazer... - olhei em dúvida.
-- Stela.
-- Stela. Obrigada e linda festa.
Ja no carro Mia não parava de me olhar.
-- Que foi amor? - indaguei.
-- Se você fosse namorada de alguma amiga minha, eu entenderia a Stela.
-- Ué, ta dando em cima da namorada alheia?
-- Não, claro que não Lauren, mas tu é linda e gostosa demais, é incrível e eu te amo
Sorri tão aberto, apaixonadamente.
Chama a Ludmila, que é hoje.
Fim do capítulo
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Comentários para 39 - Capitulo 39:
nany cristina
Em: 27/12/2019
a mãe é pior do que a filha Não duvido nada que ela tem agarrado a babá
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Marta Andrade dos Santos
Em: 25/12/2019
Nossa kkkkk a mãe da Mia é igual a filha kkkk
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