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Passos de luxúria por millah

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Palavras: 3567
Acessos: 834   |  Postado em: 16/12/2019

Capitulo 5 nosso jeito de ser

                                                  *  LEX  *

É inevitável,ela não é nada e consegue me deixar sem fala.

O que ela tanto discute com Elizabeth??toda alegrinha e animadinha.é claro que não é boa coisa.será mesmo que minha mãe,daquela simples piada de muda-la vai tornar isto real??

 

--Então??não vai me dizer??--perguntei e Claire calada engoliu seco abaixando sua cabeça.que atitude patética a dela.pff ela continuava a mesma estranha de sempre.

 

--Claire??(rs) deixei-a entrar Lex.--disse Elizabeth empolgadinha na sala e como eu já estava de saída resolvi apenas ir,deixando a porta aberta para aquela loirinha intrigante.

 

Passei o dia inteiro no hospital pensando nisso.meu desempenho e atenção estava debilitada com ela em minha mente.aquilo me irritava. Eu não parava de me ver na frente dela,olhando aquela cara de boba dela,sentindo seu perfume enquanto ela passava por mim. Era uma sensação estranha que nunca havia sentido e que estava me viciando. Mentiria para mim mesma dizendo que não e que minha vontade era voltar ate a casa de minha mãe para descobrir mais sobre aquela estranha figurinha.

 

--quem você pensa que é Claire?—dizer seu nome me arrepiava e eu estava tão imersa nas minhas lembranças dela que não percebi a mulher parada a minha porta.

 

Congelei por um segundo ate ver que eu era assistida por uma das residentes do hospital.ela segurava firme contra o peito sua prancheta e mais alguns papeis. o nome dela era Alice se me lembro bem.sim, eu tinha que saber cada nome dos funcionários daquele hospital.era minha obrigação como diretora.

Deveria ter minha idade.cabelos loiros e lisos em uma trança,pele branca como algodão,magrinha com aquele grande jaleco sobre o corpo e um semblante nervoso.claro que isto parecia ser visto apenas diante da minha presença.

Caminhei ate ela e isso é claro a fez tremer. Com uma cara indignada tentei voltar aos problemas do meu trabalho.fingir que nada tinha acontecido e que não estava ali matando tempo pensando naquela coisinha.

 

--Eu bati.--disse ela referindo-se a porta antes que eu sequer abrisse minha boca.eu era exigente quando se tratava da entrada de funcionários em meu escritório.

 

--Bata mais forte da próxima vez.—falei apenas.

 

--Claro, baterei mas..sua mãe esta ai.

 

--O que?—aquilo era uma novidade.dificilmente ela me visitava no Hospital Saint Ross.

 

--Elizabeth quer falar com a senhora.ela se encontra na recepção.

 

--O que ela quer desta vez!?

 

Segui ate a recepção e encontrei minha mãe com uma cara pálida e preocupada.

 

--O que foi??—perguntei curiosa como nunca ela havia me deixado.

 

--...podemos ir para um lugar mais reservado?—perguntou ela verificando cada lado ao nosso redor.

 

Suspirei pesadamente mas a levei ate um dos quartos vazios daquele andar e ela.bem, ela conseguiu me assustar.

Um lenço com sangue.foi o que ela me entregou em mãos.

 

--Isso tem acontecido com que frequencia Elizabeth?

 

-–...aumentou ultimamente.

 

--Eu falei pra você que se não se cuidasse isso apenas pioraria!!

 

--Tenho câncer de pulmão Lex!!.nada me faria melhorar!..se ao menos Alex estivesse aqui..--disse ela saudosa pela filhinha que foi morar no interior por causa da namoradinha e esqueceu da vida.ela tinha mesmo que fazer isso na minha frente?!!

 

--Claro.sempre Alex..sempre ela!

 

--Não estou dizendo que você não é importante Lex.

 

--Só me lembrando disso!!--retruquei aumentando minha voz.

 

--Tenho feito de tudo para não transparecer isso a todos na sede Ross e principalmente..

 

--A sua nova bonequinha estranha?se não fosse tão imprudente Elizabeth não estaria nessa situação.uma cirurgia seria a melhor solução e..possivelmente uma melhora considerável.

 

--Eu não vou aceitar isso Lex!!

 

--Como pode ser tão cabeça dura!!??não me faça ligar para Alex e tirar ela do seu conto de fadas naquele fim de mundo caipira dela por sua causa!!

 

--Tudo vai ficar bem..apenas me dê alguns medicamentos para minha perda de apetite, a dor no corpo e a tosse.(rs) vamos superar isto.darei meu jeito.

 

--(rs) as coisas vão piorar se não decidir Elizabeth..espere aqui,tem alguns remédios que podem te ajudar.

 

Fui buscar os remédios e foi inevitável não parar naquele deposito solitário e analisar toda essa situação.

Ela só podia estar fazendo tudo isso de birra.só podia!!O que ela estava pensando??que estava com uma virose??!ela pode morrer!nada do que eu dizer vai mudar sua opinião sobre um tratamento e do jeito que os sintomas já começaram a aparecer tão fortes e evidentes ela iria precisar de ajuda.A partir de agora era para valer.

Voltei ate ela tentando não me preocupar com tanta negligência.

 

--Pega..vou te dar um horário e ordem para seguir tomando cada um e por favor, alimente-se bem..pelo menos ate se decidir sobre a cirurgia.

 

--Elizabeth Ross...com câncer de pulmão.já viu alguma noticia sobre mim e isto?esta ficando cada vez mais difícil esconder de todo mundo!é frustante ver esses sanguessugas por noticias tentando me ferrar em cada pagina de jornal ou site na internet.“O que esta acontecendo com a dama da moda??”“o que esta prejudicando a saída de novos trabalhos??” “ela esta doente?” arrghr odeio a forma como eles me retratam,uma coitada!

 

--É a vida.escolheu não se tratar e agora eles só vão te afundar na lama caso isso fique público e deveria ter mais cuidado com aquela lá,aspirante a jornalista.—brinquei falando mal de Claire,como se adiantasse.minha mãe abriu um sorriso irônico e desafiante.

 

--(rs) creio que ela já desistiu desta ideia.mostrei a ela o outro lado da moeda.—disse Elizabeth toda satisfeita.ate parece..Claire era a garota mais mal arrumada que já encontrei e medrosa do jeito que era jornalismo nunca daria certo.

 

--E você??esta desistindo de tudo que tanto prezou com esse câncer?—perguntei e claro seu sorriso se fechou.

 

--Já disse que não vou passar meus dias internada em um hospital.

 

--Mas prefere passar os dias fingindo esta bem.eu nunca vou te entender.

 

--É melhor do que ser iludida por uma causa que sei que não posso ganhar!

 

--Ter uma chance de tratamento é uma probabilidade e não uma ilusão Elizabeth.

 

--Certo.pense o que quiser..

 

--É por causa da mídia não é?

 

--O que?!não!!

 

--É claro que é.(rs) você sempre põe a opinião dos outros na frente da sua realidade!

 

--Eu não..faço isto.—ela morria mas não admitia.

 

--Esta fazendo agora.vai morrer porque tem medo do que eles vão dizer.

 

--Eles vão me tornar uma fraca,uma coitada a beira da morte!!e uma coisa que Elizabeth Ross não é..é isso.

 

Controle-se Lex..ela é sua mãe e uma idiota.

 

--Se piorar..ligarei para Alex.você querendo ou não.--a deixei e voltei para meu escritório.tinha uma bagunça para limpar.

 

Em meus passos e pisadas firmes contra o piso avaliei toda aquela situação.nunca, nenhuma vez fracassei com um de meus pacientes e a primeira não iria ser Elizabeth!era por isso que me deixaram no comando.por ser a melhor.isso estava fora de questão.

contudo em meus mais profundos pensamentos me deparei com o par de olhos que já me seguiam desde meu escritório e eu não podia negar a atenção de alguém tão doce como aquela moça.ela estava pedindo..

 

Me virei e encontrei Alice em outro corredor escondida a me observar.ela tinha o medo em seu olhar e o abaixou perante minha surpresa.ela me lembrava alguém..

Me aproximei dela o suficiente para fazer ela encostar as costas na parede do corredor e respirar pesadamente ao se deparar com meu perfume, tão intenso e tão próximo ao seu corpo.

 

--Queria minha atenção??..conseguiu.--a beijei e naquele vazio corredor desbravei sua boca.

 

Eu não fazia isto com qualquer uma daquele hospital.Eram poucas que conheciam este meu lado,nenhuma que o compreendia.eu só queria esquecer todo drama da minha mãe e Alice pelo visto sabia bem me atender nesse quesito.

Não havia câmeras aonde estávamos,eu conhecia cada detalhe daquele hospital mas evitar encontros desnecessários era o que eu mais fazia.

Logo a puxei pela mão ate meu escritório e lá vi o quanto minha presença a assustava.

Por que todos sentiam isto??

Por que eu gostava tanto de ver todos tremerem diante de mim??

tranquei a porta e ela já a me desejar com seu rosto enrubescido retirou seu jaleco como se pudesse ler meus pensamentos.

 

Caminhei ate ela e alisei seu rosto frio com meus dedos, e ao me aproximar com o polegar a boca rosada dela a vi engolir e ch*par meu dedo.ela era minha,disso eu não tinha duvidas.

 

--Sabe o que terei que fazer depois disso não é??--perguntei a ela calmamente e controlada, e com aqueles olhos já tomados pela ardência do desejo ela soltou meu dedo e me encarou.era obvio que não poderíamos trabalhar juntas depois daquilo.eu não ia admitir que todo hospital falasse de nós e isto me poupava tempo e dinheiro com aquelas que realmente queriam uma aventura comigo.

 

--Eu não ligo.--para minha surpresa ela respondeu de imediato e agarrando minha cintura puxou meu corpo ao encontro ao dela e nos beijamos.

 

Agarrei seus cabelos com uma das mãos e puxei forte,levantando seu rosto inocente a mim.adorava ver como elas ficavam totalmente dominadas nas minhas mãos.

mordi seu pescoço lentamente e a ouvi gem*r intensa e assim que a joguei sobre o sofá montei sobre ela tomando para mim tudo que já estava entregue.

Enquanto a beijava, descia minhas mãos ate os botões do seu jeans e facilmente enfiei minha mão por dentro deste.

Ela soltou sua boca da minha e me fitou com bravura pois enquanto eu a massageava em seu sex* aumentando cada vez mais minha intensidade sobre ela eu via Alice desfrutar.

Ela apenas gemia baixinho durante suas respirações comportadas.ela queria ser forte sem ser.como se ela pudesse se segurar comigo.foi inevitável não querer torturá-la.

 

--Espera..--disse ela.esperar??me perguntei.

 

--Não.

 

Aprofundei minha mão e comecei a senti-la,mais umida e apertada e com dois dedos adentrei ao seu interior.ela gem*u mais alto desta vez e com meus movimentos de entra e sai,vi suas mãos largarem meu corpo e agarrarem-se no couro do sofá.ela estava adorando.seus olhos fechados me davam por um momento um alivio.

Por que eu estava fazendo aquilo mesmo???ah o drama da minha mãe.

 

                                               *       ELIZABETH      *

 

Dirigia como uma louca ao pensar no que eu havia me tornado depois dessa doença.medo,apreensão.nem foco mais tinha para meu trabalho.Beat,minha garota estava cuidando de tudo sem nem ao menos saber..como se fosse fácil contar.

 

Ao parar no sinal já era de se esperar.uma tosse me invadiu e claro sangue manchou minhas mãos.o ar me faltava e uma crise surgiria.

O sinal logo ficou verde mas foda-se ele, eu estava ali quase sufocando naquele terrível pesadelo onde o grupo de carros logo atrás de mim buzinavam e deus eu mal os ouvia.eu estava deixando de ouvi-los.

 

Será que minha hora tinha chegado??morreria ali sozinha sendo esculhambada por motoristas furiosos e apressados??minha visão escureceu-se e quando dei por mim estava sendo acordada por um senhor apoiado em minha janela.

O que havia acontecido?

 

--Tudo bem senhora??--ele me perguntou não me reconhecendo por sorte, tendo em seu semblante a curiosidade diante do meu pavoroso momento.Na rua alguns pedestres ate me lançavam olhares indignados e uns ate diziam pobre mulher.não fiquei mais um minuto ali.segui para a sede Ross e lá me limpei bem e evitei mostrar aquele olhar espantado que tinha em meu rosto.

 

O bom de estar doente era o lado religioso que acabamos descobrindo.quero dizer eu tinha meus momentos de rezar, agradecer, mas quando se tem trabalho a fazer todo dia em um ambiente tão corrido e cheio de luxuria e egos inflados, pensar em Jesus ou em Deus é complicado.

Sempre fui dessas que na hora da necessidade se apegava a qualquer santo mas agora era diferente.

Meus pulmões estavam podres e eu era a única culpada disto.eu não sabia se rezar iria me fazer menos culpada.na verdade eu sequer estava pensando em mim mas em todas a minha volta.Alex com certeza choraria,minha pequena chorona.Lex poderia fazer minha autopsia sem derramar uma lagrima,disso eu tinha certeza.Luana minha pequena modelo brilhante e cunhadinha querida teria que ser forte para confortar minha Alex..mas e Beat??minha fiel assistente,eu tinha que avisá-la.

 

Entrei no prédio,cumprimentei o porteiro como sempre com um sorriso no rosto e subi de elevador preparando bem o que diria a ela.eu sabia que o prédio era alto e não levava mais de uns minutos para se chegar ao meu andar mas tudo estava indo tão lentamente que quando as portas do elevador se abriram nem percebi.

fiquei lá pensando..

 

Que vexame..avancei meus passos pelo andar e encontrando alguns funcionários que precisavam de mim para tirar algumas duvidas de próximos desfiles eu a vi,sentadinha a mexer em seu notebook em um local reservado ao descanso dos nossos duros trabalhadores.ali tinha de sofás confortáveis,puffs,prateleiras de livros e musica boa sem contar os fliperamas que ela tanto me implorou para colocar.era seu cantinho de paz e seu modo de dizer não me perturbe.eu não podia dizer isto pra ela.

 

Resolvida as duvidas me aproximei dela e Beat logo me lançou seu belo sorriso.

 

--Chefe.bom dia!(rs)—disse ela como todos os dias feliz e animada.isso ia ser doloroso.

 

-–...bom dia Beat..ah..pode vir comigo ao escritório.temos uma coisa para conversar.—falei e claro meu sorriso não era tão intenso como o dela.

 

--Tão cedo??se for brigar por causa do Enzo eu..

 

--O que tem o Enzo??—perguntei e minha nossa não ouvia esse nome desde do incidente com Luana e sua tentativa de seduzir minha cunhada.Enzo era um dos meus melhores modelos mas envolvido com mais uma polêmica seria meu fim naquele dia.

 

--Ele..pediu férias.depois de toda aquela confusão com Alex e Luana meses atrás ele..achou melhor tirar um tempo para pensar e eu permiti sua ida a Itália visitar os pais..fiz mal??

 

--Nah tudo bem.isso vai mesmo aliviar a cabeça dele dos problemas da sede.vamos?temos que tratar de um assunto.

 

Ela fechou o notebook e me acompanhou ate meu escritório.eu não conseguia parar de ficar séria ou exibir um sorriso falso para ela.Beat me conhecia como a palma da mão e entre nós não havia segredos.

agora não tinha volta.

deixei minha bolsa sobre a mesa e cansada caminhei para minha cadeira.

 

--..algum problema chefe??--preocupada ela me observou sentar e diante do meu olhar incomodado ela depositou seu notebook sobre a mesa e venho ate mim contornando a mesa.

--Elizabeth..

 

--Tem algo que há tempos me incomoda e não acho justo que não saiba.—falei não escondendo minha tristeza.

 

--E o que seria??por que se tem algo errado aqui na sede ou algo que eu possa te ajudar eu..

 

--Estou doente Beat.--falei antes mesmo dela terminar pois já em sua voz eu sentia o medo que ela guardava apenas em pensar em ouvir aquelas palavras.

 

--...(rs) como pode estar doente??!pra mim parece ótima!..se isto é algum tipo de brincadeira Elizabeth não tem graça.--como era doloroso pra mim.seu sorriso já não tinha mais o belo prazer que exibia antes destas palavras.

 

“estou doente.”

 

--Não é piada Beat.eu tenho câncer..câncer de pulmão e você será a ultima pessoa para quem contarei isto.

 

--Como assim??Lex, ela sabe??!e quanto a Alex!?!

 

--No começo Alex desconfiou..Lex soube desde do começo.

 

--Mas ela sabe??

 

--Não!!!

 

--Precisa falar para Alex!ela é sua filha Elizabeth!

 

--Não!!!eu não vou falar para a Alex coisa nenhuma Beat!!

 

--Mas se Lex sabe ela esta te ajudando com..--tossi e diante disso Beat se calou e era claro que eu estava nas ultimas.

 

--Ela queria que eu fizesse uma cirurgia para a execução de um transplante mas eu sei que isto não resolveria,eu sinto!essa coisa parece que já se espalhou e eu nem percebi..sem contar que eu não ficaria andando por ai com um tanque de oxigênio,como uma doente,eu não quero passar o resto dos meus dias presa a essa imagem.capa de toda revista, fotografada para dar pena.eu..não senti nenhum sintoma ate agora e Lex vem me dizer que estou em estado lamentável??(rs) eu não!enquanto eu estiver bem tudo estará bem.

 

--Prefere morrer então?!!prefere morrer e nos deixar??!me deixar?!!--perguntou ela se ajoelhando diante da minha cadeira e ali acariciei suas madeixas.ela derramara uma simples lágrima que correu pela sua bochecha e antes de cair eu a impedi.limpei todo o trajeto que ela fizera.odiaria vê-la com sua maquiagem borrada.eu não queria que ela chorasse também por mim.

 

--Lembra do dia que te conheci??--perguntei.

 

--Por favor não mude de assunto..--disse ela a corar.

 

--(rs) você era teimosa e rebelde.nem gostava daqui.igualzinha a Alex..se não fosse por aquela festinha maluca da qual fiquei mais bêbada do que uma garota de faculdade, e por você ter me defendido de um playboyzinho dando um soco na cara dele que o desmaiou você não teria sobrevivido, eu..não teria conhecido a pessoa maravilhosa que você é.

 

--Agradeça a policia que me fez virar sua sombra para me esconder deles e daquele paspalho.(rs) eu não quero te perder..e creio que Alex diria o mesmo.melhor,ela te faria superar isto!!esta se deixando levar pelas garras da morte chefe!!—dissera ela desesperada.

 

--Beatriz!!--me exaltei e ela sabia bem o que significava quando a chamava de Beatriz.ela baixou o olhar e me doeu o coração.eu não estava irritada de verdade eu só queria que ela parasse de tentar falar sobre minha doença para Alex.--eu quero que Alex lembre-se de mim como a mulher forte e generosa que sempre fui.a mãe cheia de vida que ela sempre admirou!não essa Elizabeth medrosa e temerosa com o que virá.eu não quero que ela torne isto destino para si mesma.

 

--Então dê a ela a chance de se despedir..ou pra sempre ela vai te odiar por não fazer isto.

 

As palavras de Beat me pegaram desprevenida.Alex iria me odiar para sempre??como alguém descansaria em paz sabendo que deixaria a filha magoada a ponto de um ódio perpetuo?!?eu tinha que pensar em algo.

 

Peguei meu celular da bolsa enquanto que Beat apenas me observava cautelosa com seu olhar vidrado a cada movimento meu.liguei para Alex e assim que ouvi sua voz meu sorriso apareceu confrontando minha enorme vontade de desabar a muralha que construí.

eu não podia chorar..

 

--Alôô??--disse ela insistindo quando eu na verdade segurava meu choro para que ela não o ouvisse.

 

--Oi filha..sou eu a mamãe.Como estão as coisas??—tentei me mostrar empolgada mas somente Beat via o quanto era difícil para mim.

 

--Ótimas mãe!(rs) deveria ter vindo e visto como ficou a casa grande depois da reforma.

 

--É mesmo filha..

 

--Luana e eu tivemos que aturar algumas broncas do Vitor.eu falei pra senhora não me enviar essas revistas da Ross pra cá mas por alguma razão você nunca me escuta.(rs) ele pirou vendo as fotos dela na capa.

 

--Tenho que me lembrar o quão rabugento esse homem é (RS)...

 

--Mãe??...ta tudo bem???--que droga.ela estava percebendo minha voz.eu tinha que disfarçar.

 

--S-sim filha.esta sim..só estou com saudades.

 

--(rs) mãe..não tem nem alguns meses que nos despedimos.

 

--Que filha ingrata.—brinquei sem graça alguma.

 

--(rs) ok ok..Luana queria deixar isso em segredo ate irmos ai mas, terminei meu livro!—disse ela em um sussurro animadíssimo.

 

--Sério mesmo??

 

--Sim.quem diria que escrever sobre meu romance com Luana venderia.cinco editoras já me ligaram perguntando se não faria acordo com elas.com isso estarei por ai no fim de semana!!não é ótimo?!!meus livros em todas as livrarias..(rs) isso é demais!

 

--Que..incrível minha filha!!estarei esperando por você.

 

--(rs) desta vez chegarei mais rápido do que enfrentar essas estradas de terra.graças a editora que vou conversar primeiro que vai mandar um helicóptero nos buscar.

 

--Maravilhoso e acredite Beat esta ansiosa para te ver.--já que ela me colocou nessa beat tinha que participar desse reencontro mesmo aparentando negar..por que??

 

--O que??--disse Beat.abafei o celular assim que a vi reclamar.Beat estava um nervosismo em pessoa.

 

--Você vai!--ah ia.

 

--Beat??(rs) é logico que minha melhor amiga vai ter que me ver.aviso quando estiver chegando.--disse Alex satisfeita.

 

--Tenha um bom dia filha..

 

--...digo o mesmo...

 

Desliguei antes que ela pudesse me perguntar novamente aquela tão famigerada pergunta.

“esta tudo bem mãe?”claro que não estava.estou morrendo.

 

--Satisfeita??!--perguntei nervosa a Beat.

 

--Não!!eu..não quero ir.—dissera ela mas de todas Beat era a pessoa que mais queria ver minha filha novamente.Alex se tornou a melhor amiga dela depois de mim é claro.

 

--Por que isso agora??!—perguntei curiosa esquecendo minha tristeza.

 

--Luana e Alex estão de boa agora.

 

--E você não tem nada haver com isso..você é minha assistente ou não é mais??

 

-–..(rs) claro chefe.

 

--Quero que fique comigo.--segurei firme suas mãos e fitei aqueles olhos preocupados.

 

--Toda hora??--perguntou ela boba.

 

--Sempre!

 

Por que esta necessidade??por que eu não queria largar aquelas mãos??ela sorriu e isto me fizera admirar aquele seu jeito de menina.

 

--Elizabeth,será que ainda não percebeu que sempre estou ao seu lado.por qualquer motivo,por qualquer loucura?--disse ela erguendo-se mas sem soltar minhas mãos.

 

Na verdade aquele movimento me assustara,ela estava vindo em minha direção com seu corpo e sua boca viera direto a minha testa.fiquei boba sentada em minha cadeira.ela deixou meu escritório me deixando com meus pensamentos cheios de duvidas para me entreter.

 

--O que foi isso??

Fim do capítulo


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Comentários para 5 - Capitulo 5 nosso jeito de ser:
Brescia
Brescia

Em: 17/12/2019

           Bom dia mocinha.

 

A Lex não conseguiu evitar e pelo jeito está se apaixonando, só que é cabeça dura e muito ciumenta e esse usar as pessoas está chegando ao fim, pelo menos é isso que espero. Quanto a Elizabeth, parece que a Beat tem mais sentimentos por ela do que imagina.

 

        Baci piccola.

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