Capítulo 5 Sob a luz da lua
Parei o carro em frente a praia, e seguimos andando. Apenas a luz da lua iluminava o lugar, a noite estava perfeita, lua cheia e as estrelas brilhavam deixando o céu ainda mais bonito. O vento da noite fazia com que as mechas dos meus cabelos cobrissem o meu rosto me obrigando a prendê-los em um coque frouxo. Olhei para Giovana que caminhava admirada com a beleza do lugar, dava pra ver pelos seus olhos que brilhavam e um sorriso espontâneo desenhava seu rosto, ela era linda e quando sorria eu tinha uma pequena impressão de que já conhecia esse sorriso de algum lugar, me causava tanta paz estar com ela, me preocupei com o horário e perguntei se não a colocaria em saia justa, já que ela morava com os pais e de qualquer forma devia satisfações a eles.
—você está bem de estar aqui comigo? — falei me posicionando em sua frente e segurando suas mãos
— E porque eu não estaria? — ela respondeu olhando timidamente em meus olhos
— você e essa mania de responder minhas perguntas com outra pergunta — falei rindo e balançando a cabeça — Sei lá, eu só gosto de ter certeza das coisas e, além disso, não quero te colocar em situação difícil com seus pais, eu ouvir quando você disse que já iria para casa, em tanto veio até aqui comigo. Podemos marcar outro dia pra sair, é claro se você quiser.
— Não se preocupe. Com meus pais eu me entendo. Não sou nenhuma garotinha em defesa embora pareça. Mas se você prefere, podemos sair outro dia sim
— Não disse que era, apenas acho que eles podem ficar preocupados já que você falou que iria para casa, e como deixamos nossos celulares no carro se eles ligarem você não vai ver. Aconteceu com sua prima ontem e a sua tia quase surtou.
— verdade. você tem razão. Mas como eu disse eu me entendo com eles, pode ficar tranquila. A não ser que você queira que eu vá, entendo perfeitamente que você tem que trabalhar amanhã, deve ter muito trabalho pela frente
— a puxei para sentar na areia, ficamos de frente para o mar e com nossos corpos bem próximo, como ventava bastante eu entrelacei meu braço pela sua cintura a protegendo do vento — Não quero que vá, só estava realmente pensando por essa parte. Mas estou adorando estar aqui com você, e de fato seus pais tem razão de se preocupar, afinal eles têm uma filha linda, parece uma rosa, muito bela, delicada e muito cheirosa também — Dei um cheiro em seu pescoço fazendo-a arrepiar
— Ela sorriu e descansou sua cabeça em meu ombro — você é muito mais
— Posso te fazer uma pergunta? — falei encostando minha cabeça na dela
— Claro — ela segurou minha mão, acariciando-a com as pontas do seu dedo
— você conversou algo sobre nos duas com sua prima?
— por que?
— pela reação dela ao nos pegar aos beijos, tudo bem que ela é sempre bem discreta e super gente boa, mas agiu tao naturalmente, como se já fosse acostumada em nos ver assim, ou como se tivesse torcendo por isso, sei lá achei bem estranho, mas engraçado
— Ela é assim mesmo, você deve conhecer bem. É bem discreta e não costuma ser invasiva, somos melhores amigas, então com certeza iremos conversar sobre isso depois.
— Concordo. Realmente ela é um amor. Fiquei curiosa, oque vai falar pra ela?
— Oque realmente aconteceu. Não esconderia nada da minha confidente, sempre contei tudo, não vai ser diferente agora.
— Bacana. Acho lindo esse tipo de amizade
— E você.. também tem uma confidente?
— Certamente. Todas nós precisamos de uma não é mesmo, a Cris é uma das minhas confidentes, a primeira amiga que tive quando cheguei aqui na capital e depois a Olivia, essa é meu braço direito, elas são completamente diferentes, mas são as melhores amigas que alguém poderia ter.
— e as duas também são?
— são lésbicas? — não contive o riso ao notar sua falta de jeito ao não terminar a frase
— Isso — ela também acabou rindo
— A Cris sim, como você já deve saber. E a Olivia não, ela não é lésbica, é hetero.
— Eu também era, á uns dias atrás, acho que perto de você é um pouco difícil ser apenas hétero, você é linda e esses olhos são apaixonantes — ficamos tanto tempo ali conversando que já estávamos mas, próximas e a vontade pra falarmos oque tínhamos vontade.
–— São? "Quando ela pensou em responder a puxei para um beijo, que foi se intensificando a cada toque, já não era possível sentir aquela ventania ou frio ali, nossos corpos estavam em sintonia e tínhamos a mesma temperatura, nossas línguas brincavam uma com a outra lentamente numa sinfonia totalmente excitante, sua timidez pareceu ter dado uma trégua e vez ou outra ela arriscava uma caricia ousada me obrigando é claro a responder a altura, Deus do céu, meu sex* já estava totalmente encharcado o beijo ficou mais ofegante e ainda assim não parávamos para pegar um folego, meu corpo estava em chamas, com o impulso do momento deitei por cima dela e intensifiquei o beijo, fui descendo até seu pescoço fazendo-o se arrepiar por inteira, enquanto ela apertava minha cintura encaixei minha coxa entre suas pernas e pressionei contra seu sex*, fazendo-a abri um pouco suas pernas me deixando livre para pressionar meu corpo sobre o seu, sua respiração irregular e intensa me causava um friozinho gostoso na barriga, o coração palpitava forte. Deslizei minha mão por dentro do seu short sentindo seu sex* completamente molhado, afastei sua calcinha com a ponta dos meus dedos e a toquei passando meu dedo levemente — Ela segurou minha mão por cima do short me impedindo de continuar com as caricias — Quer que eu pare?
— desculpa — vir seus olhos marejarem e então retirei minha mão imediatamente de dentro do seu short — eu fiz algo que você não gostou?
— Claro que não. Sou eu mesmo, acho que não estou preparada, você entende?
— Perfeitamente — dei-lhe um selinho que pareceu tirar a tensão da sua face, em seguida sair de cima dela e levantamos ao mesmo tempo
— Melhor eu te levar para casa, não faço nem ideia de que horas seja — falei enquanto tirava o excesso de areia do meu corpo, olhei pra ela que fazia o mesmo, quando nossos olhos se encontraram, começamos a rir da situação. Depois que nos recompomos fomos embora dali, a noite estava mais fria e o céu tinha ganhado uma nova cor, um azul escuro. Dei partida no carro assim que olharmos a hora, já tinha passado da meia noite e para um domingo, era tarde pra caramba, deixei ela na frente da sua casa, que na verdade parecia mas um castelo, um enorme portão com alguns seguranças na parte de dentro que nos observava de longe, mas certamente não estava nos vendo, pois o vidro do meu carro era escuro.
Abaixei o vidro e assim que eles á reconheceu, abriram o portão. Parei em frente a sua casa, que diga-se de passagem, era uma bela casa, com um lindo jardim, algumas iluminarias estava ligada do lado de fora clareando o jardim, e apenas algumas janelas acessas na parte de dentro, que significava que tinha alguém acordado e certamente era seus pais, notei quando uma mulher de aparentemente uns 40 anos chegou da sacada e nos observava, é logico que ela não estava nós vendo, mas parecia tentar enxergar algo.
— Parece que tem alguém te esperando — fiz um sinal com a sobrancelha fazendo-o a olhar por debaixo do vidro
— Ela sorriu e balançou a cabeça — É a minha mãe, certamente está a minha espera
— E pela cara, acho que você não escapa de uma boa bronca hoje
— Não, ela é bem calminha. Meu pai que é terrível, é super protetor e tudo mais, ela deve está ali fugindo dele que certamente está lhe oportunando por causa de mim
— Eu posso descer e explicar que você estava comigo, me apresento a eles, pode ser que assim eles fiquem mais tranquilos
— Imagina, não sera preciso, foi brincadeira quando disse que o meu pai era terrível, a gente se entende. já esta bem tarde, e não é bom que você saia por ai dirigindo a essa hora
— Preocupada comigo? — Deitei minha cabeça no banco do carro olhando pra ela
— Claro que sim . me avisa assim que chegar em casa — Ela acariciou meu rosto me dando um selinho demorado, logo em seguida se despediu e saiu do carro.
Verônica seguiu para casa. Chegando lá pensou em comer algo, mas decidiu tomar um banho antes, ainda estava suja de areia por todo o seu corpo , olhou-se no espelho e achou graça da situação em que se encontrada, suja de areia em plena madrugada, a tempos ela não fazia isso, ir a pria para namorar como se fosse uma adolescente de 15 anos. Enquanto tomava seu banho, lembrava do beijo doce e apaixonado que tinha dado na jovem ainda pouco, deixava a água escorrer pelo seu rosto e sorria atoa.
Quando terminou o banho, aprontou-se para dormir, colocou um vestido curto de alça, de tecido fino, azul escuro. Deitou na cama, agarrou-se a um travesseiro e esperou o sono chegar, enquanto olhava para o teto, sentiu seu celular vibrar e quando o pegou, tinha uma mensagem que dizia "Adorei passar o dia com você, desejo uma ótima noite de sono,dorme bem" e no final da mensagem, um coração vermelho. Um sorriso se desenhou no seu rosto, embora ela já tivesse lido e relido a mensagem, não respondeu em imediato, não queria parecer ansiosa.. alguns segundos depois ela finalmente respondeu .
" Gostei ainda mais, já estou com saudade, dorme bem" Devolvendo assim o coração vermelho. As mensagens não morreram por ai, ficaram a noite inteira conversando, verônica a convidou para almoçar no dia seguinte e o seu convite foi aceito sem questionamentos, as duas não conseguiam mais se largar.
Na manhã seguinte verônica acordou com o toque do seu despertador , ela mal conseguia abrir os olhos , tinha ido dormir muito tarde, mas como tinha muito trabalho pela frente, levantou-se com muito sacrificil, fez sua higiene diária e colocou uma roupa social, como de costume usava para ir a empresa. Uma saia colada, da cor preta que ficava um pouco abaixo da coxa, uma blusa branca com um colete preto. Um sapato de salto médio , cabelos soltos. Pegou sua bolsa e foi para a cozinha, a mesa do café da manhã já estava pronta, Angelina sua empregada chegava cedo e tinha a chave da sua casa, então quando verônica acordava, a mesa já estava pronta com tudo que ela comia pela manhã.
— Bom dia Angelina — falou bem entusiasmada
— Bom dia menina. Quanta felicidade
— E como não ficar feliz me diga. O dia está lindo, olha a luz do sol — apontou para a janela da cozinha que dava para o jardim da sua casa — como é bom poder enxerga-la, tenho você na minha vida que cuida tão bem de mim, só tenho motivos para ficar feliz
A mulher mais velha ficou ali parada olhando a morena se expressar, e pela sua experiencia de vida, logo percebeu que havia algo de diferente no brilho do olhar da jovem, não que ela não fosse sempre simpática e carismática, mas sua funcionaria a conhecia bem e a muito tempo, então sacou na hora do que se tratava.
—Vai me dizer o nome da responsável por esse brilho nesse olhar que não vejo a tanto tempo, ou se posso dizer que já os vi brilhar tanto assim.
— Como assim? — se fez de desentendida sorvendo um gole do seu café
— Vai mesmo tentar me enrolar — Angelina falou balançando a cabeça
— Ela até tentou se fazer de desentendida, mas logo confessou, pois não sabia mentir — está tão na cara assim?
— Completamente — a senhora ria enquanto tirava alguns legumes de dentro da geladeira
— A gente ficou de almoçar juntas hoje, mas apenas isso , não significa nada — falei pensativa
— Gostei dela, um almoço me parece um bom sinal. Não vou mentir pra você, foi muito bom não esbarrar com nenhuma delas saindo do seu quarto. Você acordou mais feliz do que quando dorme acompanhada e isso significa muita coisa
Angelina sabia dos seus gostos, e não tinha nada contra, amava a jovem como se fosse uma filha e tudo que queria ver, era a sua felicidade. Verônica ficou ali um tempo pensativa e depois que terminou seu café, despediu-se da mulher e pegou seu carro para ir até a floricultura, colocou o sinto de segurança e seguiu caminho, as ruas já estavam bem movimentadas, faltava apenas um quarterão para verônica chegar até sua empresa, ela fez uma curva e como num piscar de olhos sentiu um grande impacto no fundo do seu carro que fez seu corpo se inclinar para frente com muita força.
Fim do capítulo
Meninas espero que gostem, preparei com muito carinho pra voces. E mais uma vez desculpa pela demora. beijos
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