V
Os toques, as carícias eram agradáveis, muito mais agradável do que a menina Aline imaginara. Logo que entrou naquela casa, sentiu um profundo medo de não ser aquilo que queria, sabia o que a mulher desejava, pois via isso nos olhos de sua professora, e ela desejava o seu corpo. Contudo, naquele momento não sentia medo, não sentia arrependimento, Verena estava sendo agradável, e não forçava seus toques, ela conduzia o corpo da menina com uma leveza tão serena que Aline temia por não conseguir esquecer.
Mas não pensaria no depois, seus desejos estavam focados no agora.
- Vem comigo.
Foram sem pressa e subiram uma escada circular de madeira envernizada que poderia muito bem refletir os objetos. Verena a segurava pelas mãos e a levou até um corredor e entrou no último quarto bem ao fim.
Ao adentrar, os olhos de Aline fecharam por um momento, havia uma claridade da manhã bem ofuscante. Os olhos estavam semicerrados e pôde notar grandes portas de vidro que estavam abertas e por elas subiam uma ventilação natural e fresca de fora. As cortinas que revestiam as laterais dançavam ao movimento constante do vento. Havia uma enorme cama, com lençóis pretos e edredom alvo, parecia uma nuvem impecavelmente arrumado. A madeira no chão era embutida e fazia um contraste perfeito com as paredes, uma escrivaninha preta ficava ao canto e o lustre era em formato de comeia. O quarto era muito arejado e dava uma paz a quem entrasse ali, dando vontade de nunca mais sair. Aline não tinha vontade de sair.
A professora fechou a grande porta vidraçada e deixou apenas as duas janelas abertas para o vento correr. Aline arregalou os olhos no momento em que Verena tirou o sobretudo e relevou um vestido colado ao corpo, cinza escuro de alça transpassada. Como ela era linda.
- Venha cá. - Verena a chamou enquanto sentava em um estofado cor de violeta.
O sorriso da professora era espontâneo, devia ser a primeira vez em que a via sorrir daquela forma, a boca era levemente carnuda, e o furinho no queixo a deixava com o ar de sensual e ao mesmo tempo doce.
Aline parou bem a frente daquela mulher e Verena a puxou em um beijo que a fez cair sentada em sua coxa.
Olharam-se por um momento.
- O que você deseja?
- Eu desejo você.
- Venha, mostre-me.
Aline torceu levemente os lábios pensativa, depois que olhou para o corpo daquela mulher. Realmente não fazia a mínima ideia de onde começaria.
Outro beijo foi surgindo, a menina beijava o canto dos lábios, mordiscava-os e os sugava, a cada momento sentia vontade de mais, de muito mais. Escorregou os lábios pelo pescoço, ora pelo ombro, voltava a boca da professora e a possuía com desejo. Verena apenas gemia baixinho e tomava posse da cintura da menina que estava sentada toda entregue só para ela.
O pescoço de sua professora estava inclinado para trás e Aline os tomava com beijos e leves ch*padas. De repente tomou coragem e beijou toda a extensão do colo da mulher, fazendo caminho de beijos naquele decote e na curvatura dos seios por cima do vestido.
Não aguentando mais, os libertou daquele tecido fino, descendo pelo ombro as alças do vestido, devagar, parou no momento em que as alças pararam na altura do cotovelo da professora, deixando os braços semi-imóveis colados no corpo. Em cada movimento apenas se olhavam e um sorriso de satisfação escapava dos lábios da mais velha.
Aline desceu e se ajoelhou ficando entre as pernas da professora. Afastou para trás do ombro as mechas do cabelo comprido que teimavam em cair sobre o seio. Olhou mais uma vez nos olhos da professora, os verdes estavam escuros e os lábios muito vermelhos, parecia sangue vivo.
Isso foi um convite para Aline que assim que abaixou a cabeça, a boca quente foi de encontro com os seios da mulher, era delicioso, macio e convidativo, tinha algumas apagadas marquinhas de sardas. Ch*pava-os com volúpia, beijava-os em carinho e alternava entre um e outro, não imaginaria que um seio possuía aquele sabor, sabor do prazer. A boca da menina ja estava dormente, Verena estava com os braços descansados ao corpo e pouco podia se mover, mas a excitação era tanta que agradeceu por estar com os braços quase presos pela alça do vestido, não queria correr o risco de machucar a menina com a fome que sentia. A professora ja arfava e quando Aline decidiu parar tomou um susto com o que fizera. Os seios estavam com filetes de sangue preso pela força que ela os ch*pava e estavam muito rosados, o colo estava todo marcado. Não acreditara que ela mesmo fez aquilo tudo. em torpor.
- D-des-desculpa, doeu? Eu te machuquei? Me perdoa.
A menina realmente estava apavorada, não queria ter machucado tanto, não fazia ideia que aquilo a machucaria.
- Não se preocupe Aline, isso foi bom. Agora me ajude a soltar meus braços do vestido, agora será a minha vez.
A voz da professora saiu como um sussurro e Aline tremia enquanto libertava os braços da mulher. Teve medo da professora revidar e sentir a mesma dor que ela possivelmente sentira, não poderia chegar com aquelas mesmas marcas em casa.
A mulher envolveu a cintura da menina e trocou de lugar com ela. Aline respirava rápido e seu coração batia frenético.
- Calma, fica calma não irei machucar você, minha menina.
Tentou acalmá-la com um beijo terno e doce, deitou-a o corpo suavemente no estofado, era grande e largo, cabia perfeitamente o corpo pequeno da menina.
Aline mantinha as mãos no rosto da mulher segurando os cabelos dela para que não atrapalhasse o beijo.
Ela devia amarrar iguais aos meus, que estão em rabo de cavalo, porém nesse momento, o meu deve estar todo desalinhado, mas ela fica linda com os cabelos caindo como em cascata pelo corpo . Pensou.
Verena em um só movimento abriu o zíper da calça da menina e isso fez Aline cair na realidade no que estava prestes a acontecer. A menina parou o beijo e a olhou com um semblante sério, parecia ter medo. Os olhos da menina marejaram, até aquele momento estava adorando aquele contato, mas o coração apertou quando sentiu que faria realmente o que deveria fazer pessoas adultas. E lembrou-se do pai, que em algumas conversas e conselhos que deu a menina, ela deveria estar pronta para ter sua primeira vez. Lembrou-se da mãe, ela se sentiria orgulhosa por saber que a filha estaria pecando com a própria professora? Aline sentiu seu peito apertar e o que crescia dentro dele, escorreu pelos olhos.
Culpa.
Verena estava por cima da menina analisando-a e a cada possível pensamento que a menina deveria estar tendo, a deixou mortificada, a pior das pessoas. E ao se deparar com lágrimas da pequena rolando e indo de encontro com sua pele, teve certeza que algo estava errado.
Aline não conseguia se conter, as lágrimas vinham e vinham mais fortes, mais espessas e pôs a mão no rosto, tentava abafar o choro, sentia-se envergonhada por ela, por seu pai, por sua mãe e por Verena, sentia-se uma fraca por não conseguir dar a sua professora o que ela tanto queria. A sua professora deveria achá-la uma menina inútil. Pensou.
A mulher ja havia vestido as alças e tentava uma forma de abordar a menina, não tinha jeito com esses rompantes.
- Aline, olha pra mim.
A menina tirou lentamente a mão do rosto e Verena sentiu o coração doer por quase ter cometido uma loucura. Os olhinhos da menina estavam inchados, estavam muito vermelhos e o lábio inferior dela tremia.
Verena sentou-se na extremidade do estofado e a trouxe para junto de si. Encaixou uma almofada nas pernas e colocou a menina com a cabeça acomodada no travesseiro, fazia carinho nos cabelos desarrumados dela, nenhuma palavra fora dita, apenas o silêncio de ambas nos próprios pensamentos fora partilhado.
Fim do capítulo
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