Guerra & Paz por Etoile
Capítulo 36
Fazia tempo em que eu não tinha Mia em minha companhia por muitas horas, acordamos tarde, curtimos muito uma à outra. Nossa manhã foi preguiçosa, fizemos amor pela manhã e sempre é algo revigorante tê-la em meus braços, faz com que eu agradeça todos os dias aos céus por ter vivido até aqui nesse presente momento. É tão incrível como o sentimento por alguém pode ser arrebatador, sei lá, coisas bobas, sabe? Mudar coisas pequenas pra não interferir, ser paciente com a contradição, sentir quando o outro não está bem. Quando ela fica naqueles dias, pego-a no colo e a mimo, cuido quando sente dor. É um sentimento inenarrável, que quando penso no início quando nos conhecemos e passamos a conviver juntas, eu entendo o porquê de ter sido tudo muito intenso, havia muito por debaixo do que uma demonstrava à outra. Essa peste me tirou tanto do sério que eu não entendo a vida, hoje eu aqui olhando esse rostinho de anjo mas é um demônio me fazendo dirigir até o sex shop.
Acabou todo romantismo que citei a cima.
-- Tem certeza que é por aqui? - olhava de um lado pra outro pra me situar.
-- Sim amor, o gps que tá mostrando - virou o telefone pra mim.
-- Mia, ver direitinho se não vamos acabar em uma bocada de drogas e sequestradas.
-- Lauren aqui é o centro, tá cheio de loja e gente, deixa de ser doida. Olha é logo entrando nessa rua, mas acho que tá cheio de barraca de vendas.
-- Vou estacionar aqui e vamos andando.
-- Ali tem um rapaz chamando pra vaga - apontou.
-- Vem minha patroa, pode ficar sussa que aqui é segurança - o flanelinha com o nipe de bob marley acenava dando ordens pra eu estacionar.
Saímos do carro, agradeci ao rapaz e Mia segurou meu braço para atravessarmos a rua.
O dia estava infernalmente quente, eram 14h da tarde e o centro estava lotadaço, muitas pessoas na nossa frente e muita gente gritando, chamando pras lojas, oferecendo chip da vivo, querendo comprar ouro. Aaah o centro. Mia olhava com curiosidade e tudo que a ofereciam ela queria comprar.
-- Meu amor, se você for dar ouvidos de um por um vai sair daqui falida.
-- Mas Lauren eu quero ajudar, aqui é muito agitado.
-- É o centro amor, é assim mesmo.
-- Ali - apontou para a fachada mais a frente.
-- Travessuras Sex Shop - li pausadamente.
Ai Jesus Cristo, onde eu cheguei....
Olhei de um lado pra outro com receio de ter algum paciente ou conhecido, havia uma moça entregando panfletos na entrada e seguimos por uma escada estreita, em cima havia um corredorzinho, uma galeria e o sexshop ficava logo na entrada do corredor.
Mia parecia se divertir, curiosa olhava tudo que aparecia em sua frente. A loja era completa, havia fantasias, objetos de safadeza como correntes, vendas, chicotes... Acreditem, era a primeira vez que eu entrava em um. Ja usei coisas como aquelas bolinhas que espocam e lubrificam, passava dias saindo aquele oleo e eu odiava. Ja usei alguns óleos de massagens com um ficante e aqueles troços esfria e gela. Mas sempre Iris me trazia pois ela sempre anda nesse antro de perdição.
Uma senhora veio até nós e nos recebeu com entusiasmo, extrovertida e profissional.
-- Boa tarde meninas, no que posso ajudar? Algo específico? - perguntou cordialmente.
-- Boa tarde - eu estava prestes a me enterrar mas eu queria passar uma imagem normal.
-- Boa tarde, tem aquelas cintas com prótese? - Mia foi direta e eu arregalei os olhos.
-- Sim senhorita - foi em direção a um armário pequeno e colocou no balcão várias cintas pretas - Temos essa que é de material resistente - motrava uma a uma - Há vários modelos, tamanhos, materiais. Pode ser em couro, nylon, tecido, apenas com prótese, com vibrador, plug, prótese simples ou dupla. Qual a preferência de vocês?
- Por enquanto a simples, tamanho de cinta média sem ser couro. - Mia se mostrava como uma pervertida, eu apenas olhava tudo aquilo sem balbuciar nada.
-- Essa, veja! - entregou a Mia uma e eu desviei o olhar para outras coisas que nem sei o que é e apenas ouvi as explicações. - Essa cinta vem sem o dildo, ele é fora parte.
-- E ele? Quais vocês tem?
-- Temos variados de tamanhos, cores, sabores. São de silicone e de fácil movimento - colocou sobre a mesa - Esses são de 18 cm, os com cheirinho de frutas são 58,00 R$, esse tradicional - mostrou um enome cor de pele - custa 45,00 R$.
-- O que acha desse Lauren?
Mia mirava em mim com os olhos brilhantes e um negócio em mãos cor de rosa, olhei desconfiada e meneei a cabeça timidamente.
Cheguei mais perto e falei relativamente baixo
-- Pega um menor, 15cm.
-- Tem de 15 cm? - Mia perguntou à vendedora.
-- Sim, temos esses. - mostrou um a um.
-- Esses de 18 cm são ótimos. - a vendedora insistia.
-- Eles são muito grandes - falei de rompante.
-- Eles só parecem, mas depois acostuma, vocês vão gostar.
Mia me olhava esperando eu decidir.
-- Esse de 15cm mesmo. - eu so quero sair daquiiiiiiii.
-- Esse cor de pele, amor?
-- Sim.
-- Também temos camisinhas é bem melhor e facilita a entrada, temos lubrificantes, óleos que proporciona prazer - colocava no balcão os produtos e Mia olhava de um a um, oras mostrava pra mim.
-- Camisinha Lauren?
-- Sim, escolhe. - eu devia estar vermelha, nao sei por que diabo eu tô tão constrangida.
Menta e tutti frutti foi as camisinhas que minha namorada escolheu, dava pra ver na cara dela que ela estava se divertindo me vendo naquele estado.
-- Eu quero levar um lubrificante a base de água e esse óleo picante.
ALGUÉM PÁRA ESSA MENINA.
Meu grau de vergonha estava tão alto que eu apenas concordei e a vendedora e Mia conversavam como se fossem melhores amigas, a moça dava dicas de limpeza e manuntenção dos produtos.
-- A parte que é introduzida na vagin* ou no ânus deve ser limpa antes e depois do uso. A forma de limpar depende do material utilizado, por isso, façam sempre como o fabricante recomenda. O dildo pode ser limpo com materiais específicos ou apenas com água e sabonete neutro, sempre secar com um pano antes de guardar. A cinta pode lavar, pode passar produtinhos também que aqui vendem, manter a higiene é fundamental para a conservação deles.
-- Muito obrigada pelas dicas e qualquer coisa sempre voltaremos aqui.
-- Eu quem agradeço, vou finalizar a continha de vocês - fez os cálculos no pc - Deu 120,00. É crédito ou débito?
-- Débito - finalmente falei.
Tirei o cartão da carteira e na hora de introduzir na maquineta errei umas duas vezes pra enfiar. Eu quero infartar agora.
As duas fingiam que estava tudo bem e que não viam meu desespero e finalizei a compra e Mia se despediu da vendedora e agradeci pelo atendimento.
Quando descemos a escada parece que senti meu sangue voltando ao corpo e respirei fundo. Eu sentia minhas bochechas quente, Mia ria baixinho. Eu tinha a sensação que todos sabiam o que tinha comprado apesar da embalagem ser discreta.
-- Pensei que tu fosse ter um ataque cardíaco - zombava de mim.
-- Amor pelo amor de Deus, a minha voz não conseguia sair, meu cérebro não formulava uma frase se quer.
-- Eu percebi, porque ficou com vergonha?
-- Eu não sei, só fiquei, parecia que sei lá, eu só queria sair dali - ri de nervoso - A atendente foi super relaxada, tão que eu nem conseguia respirar.
-- É o trabalho dela amor, ela tem que ser assim pra deixar as pessoas a vontade eu super gostei.
-- Ela é uma ótima vendedora.
-- Você gostou das coisas? - olhava-me curiosa.
-- Sim, gostei das fantasias também, te imaginei em várias. - gargalhei.
-- Pervertidaaaa - fingiu indignação.
Entramos no carro e antes de dar partida, Mia me enlaçou em um beijo demorado, explorei cada cantinho daquela boca massageando sua língua na minha.
-- Eu quero chegar logo na sua casa - sussurrou em meu ouvido.
-- Não vejo a hora de ter você - meu sex* pulsava e sentia meu líquido invadir minha calcinha.
Arranquei com o carro e eu me sentia como aqueles tarados que não conseguia se conter. Meu constrangimento havia dissipado e deu lugar a uma vontade tão grande que minha mente fervilhava e so conseguia pensar em putaria. Ri da minha mente e segui o caminho mais rápido que eu pude.
Chegando em casa, corremos para o banheiro e ali mesmo começamos as preliminares, tirei rapidamente minha roupa e a menina fez o mesmo.
Entramos no chuveiro e começou nosso jogo de sedução, Mia mordia o lóbulo da minha orela, sussurrava palavras sacanas e me deixava louca pra tê-la o quanto antes.
Com um só movimento a virei de costas pra mim fazendo-a ficar de cara pra parede se apoiando com as mãos e os seios. Ela empinava seu bumbum e eu esfregava meu sex* devagar enquanto minha mão passeava pelo seu sex* e tocava delicadamente seu clitóris que estava pulsante. Fiz caricias leves me controlando pra não tomá-la ali mesmo.
A menina gemia, cravava seus dedos fazendo força como se pudesse atravessar as cêramicas do banheiro com sua mão. Mordi seu pescoço com força ela gem*u manhosa com dor. Diminui a força e tirei meus dentes de sua carne depositando em seguido um beijo carinhoso.
-- Amor, eu não aguento mais, quero você. - implorava a menina.
Saímos do banheiro, me enxuguei rapidamente e ela fez o mesmo, deixamos as sacolas em cima da minha cama e fui ao alcance delas, Mia deitou na cama e ficou observando cada movimento meu. Tirei os produtos da embalagem e fui ao banheiro higienizar como a vendedora informou, sequei rapidamente com uma toalhinha limpa e fui ao encontro de Mia, deixei os acessórios em cima da cama e começamos novamente a nos estimular de todas as formas. Deitei por cima de Mia, depositando beijos por seu pescoço, ch*pões rápido em seu colo, ela respirava pela boca e seu cabelo desalinhado a deixava incrivelmente sexy. Meus olhos percorreram seu corpo e vi de relance a marca da mordida que deixei na lateral do seu pescoço, ficaria feio depois. Deixei um beijnho no machucado.
-- Desculpa eu perdi um pouco o controle - olhei em seus olhos.
-- Amor eu gosto de mordidas, me excita ainda mais, gosto quando você perde o controle - sussurrou.
-- Não quero te machucar, Mia.
-- Você não vai, é gostoso.
Tomou meus lábios e seu corpo estava quente, os nossos seios se encontravam e friccionavam aumentando ainda mais nossa tentação. Beijei todo caminho de sua barriga levando meus lábios àquele lugar que tanto tirava meu juízo, ela estava entregue, cabia a mim proporcionar o que ela merecia.
Beijei sua virilha com carinho deixando leves mordidinhas e pequenos ch*pões, me excitava ver sua pele marcada por minha boca.
Abocanhei sem cerimônia seu sex* e ali tomei com voracidade o que a mim pertencia, fazia movimentos de vai e vem com minha boca em seu nervo que pulsava e ch*pava em seguida, Mia ja arqueava o corpo e rebol*va devagar, diminuí a intensidade do movimentos da língua e levantei a cabeça para contemplá-la.
-- Não goz* agora, amor - eu disse sorrindo.
-- Eu não vou aguentar, tô com muita vontade - falou entre respiração pesada.
Subi meu corpo e fui em direção a sua boca deixei um beijo calmo.
-- Você quer? Posso? - fixei meus olhos nos seus.
-- Pode amor, eu quero bem gostoso.
Sorri maliciosamente e saí devagar de cima dela indo apanhar nossos brinquedinhos, peguei a cinta e ajeitei as fivelas e vesti, Mia observava com os olhos faíscando. Peguei o dildo e o introduzi na abertura indicada, eu deveria ter colocado ele antes de vestir a cinta eu acho. Mas ok.
Subi de volta na cama e deitei em seu lado, nos beijamos e Mia me olhou dando permissão para continuar.
-- Como eu faço, amor? - me questionou.
-- Fica assim mesmo, eu vou ficar por cima de você, tá? Vai ser mais confortável.
-- Tá bom, Lauren.
-- Vamos ver qual posição fica melhor, se tiver desconfortável e doendo me fala, por favor.
Beijei aquela boquinha vermelhinha e inchada pelos beijos anteriores, suguei mais de seus seios deixando ela mais confortável, apesar da excitação, Mia estava um pouco tensa.
Fiquei de joelhos na cama e peguei as camisinhas
-- Tutti frutti - escolheu.
-- Certo - sorri.
Rasguei o envelopinho e pus em toda extensão do pênis em seguida abri o lubrificante e passei na parte superior do "membro".
Me apoei com as mãos ao lado de seu corpo e Mia abriu as penas pra mim, me coloquei bem alinhada ao seu corpo e apromixei da sua cavidade, colocando assim o acessório próximo a sua entrada, penetrando e forçando devagar e com todo cuidado, sempre atenta e observando as expressões e as respostas que ela expressava.
-- Ai Lauren, para um pouquinho - pediu baixinho.
-- Tá desconfortável amorzinho?
-- Um pouco, pera, deixa eu me ajeitar.
Tirei o pouco que havia entrado e Mia se ajeitou na cama abrindo mais as penas, pus mão em sua coxa.
-- Já amor, coloca, mas devagarinho.
Baixei a cabeça e beijei sua boquinha novamente.
-- Se tiver muito ruim me fala que eu paro.
Entrei novamente com o pênis, colocava e tirava devagar para acostumar mais os movimentos que eu fazia. Mia estava de olhos fechados e vez ou outra franzia o cenho, retesava o corpo e eu parava os movimentos, ela indicava que eu podia e eu continuava. Ainda não tinha entrado nem metade e Mia estava tensa, devia ser pela dorzinha e desconforto.
Parei com os movimentos e saí de dentro dela.
-- Amor vamos fazer assim, levanta rapidinho, senta.
Mia sentou e pus os travesseiros na direção de sua costa e cabeça pra ficar mais alto e dar acesso pra minha boca.
Deitei devagar o seu corpo nos travesseiros e novamente me coloquei na mesma posição anterior, Mia ficou na posição em que estava e fui entrando devagar com o dildo, debrucei um pouco meu corpo e pus minha boca quente em seu seio, os travesseiros faziam ela ficar mais próximo de mim. Minha boca abocanhou e ch*pou fazendo com que a excitação dela a relaxasse e deixasse sua cavidade mais acessível para eu colocar mais fundo o acessório .
Mia relaxou e seu sex* ficava a cada movimento mais molhado e deslizava no pênis, a cada momento eu colocava mais a fundo e ela arfava, seus seios ja estavam marcados e subi meu corpo tendo a visão mais excitante... Mia estava com os braços abertos e as mãos puxavam o lençol com tamanho tesão que ela se encontrava, o dildo estava praticamente todo dentro dela quando eu intesificava a penetração.
-- Ai Lauren, amor... faz mais forte, mais rápido. Tá gostoso.
Mia ja havia tomado partida e seu corpo vinha de encontro com minhas estocadas proporcionando a ela mais desejo de chegar no clímax.
Meu corpo estava insandecido de vê-la assim por minha causa, meu tesão era tanto que eu tinha vontade de fundir nela, meu líquido escorria pela minha perna de vê-la naquele estado.
Mais eu queria mais. Dá mais a ela.
- Amor, fica de 4 pra mim? - implorei.
-- Claro - esbaforida de cansaço.
Mia levantou devagar e virou pra mim, empinou e ficou de 4 apoio lentamente, aquele gesto me deixou com uma vontade enorme de me masturbar olhando pra ela.
Me posiciei atrás dela e tive uma certa resistência para penetrá-la.
- Calma meu amor, relaxa, dá pra mim, vai?
Mia empinou mais seu corpo e fiquei com os joelhos mais afastados um do outro, pus minha mão livre em seu sex* massageando com meu dedo indicador e o anelar abrindo seus lábios para tocá-la com meu dedo do meio e ali fazer carícias até Mia relaxar, enquanto sentia meus dedos umedecerem ia penetrando devagar e intensificando o toque aumentando e deslizando meu dedo em seu clitóris e estocando fazendo vai e vem ao mesmo tempo, desci meu corpo colando ao dela.
-- Tá gostando? - sussurrei em seu ouvido.
-- Me morde - ela disse pressionando os dentes.
Mordi meus lábios e tirei minha mão do seu sex* fazendo um coque rápido em seu cabelo. Desci novamente minhas mãos alcançando o seu prazer e observei aquela costa, ombros, nuca só pra mim, abri minha boca e a posicinei na curvatura do seu pescoço, apertei meus dentes e fiz uma força mediana tentando controlar meus instintos, Mia gem*u, penetrei com mais força e aumentei a velocidade dos meus dedos tocando aquele nervo. Mia estava fora de si, pedia pra eu modê-la com mais força e mordi toda sua costa, seu ombro. Mordi sua nuca e prendi sua carne entre meus dentes, aumentei a velocidade das estocadas, seu cabelo desalinhado caía pela costa e pela lateral de seu corpo por nossos movimentos frenéticos e o coque desfeito, mordi com mais força Mia prendeu a respiração e tremeu em um orgasmo que a deixou sem ar, gem*u alto e fui soltando devagar sua nuca e diminuí a velocidade até que parei. Mia estava mole, e foi deitando do jeito que estava, enquanto tirei devagar o dildo de dentro dela. A menina ficou de bruços do jeito que deitou, permaneceu.
Tirei a cinta e deitei em seu lado, ela estava de olhos fechados e seu semblante era sereno, contemplei aquela cena e fazia cafuné.
-- Você tá bem, Mia?
Ela assentiu.
-- Você não consegue falar de cansaço?- sorri.
Novamente assentiu.
Ela tentava controlar a respiração, olhei no relógio do criado mudo que marcava 19h30. Assustei com a hora, passamos muito tempo fazendo amor.
Cheguei perto do seu corpo e a coloquei de lado, ficamos de conchinha, fazia carícia em sua barriga e beijava seus cabelos. Olhei rapidamente a costa estava muito marcada das mordidas, beijei cada uma das marcas.
-- Acho que eu morri - finalmente ela falou.
-- Sim, você está no céu com a anja mais gostosa que existe. Eu.
-- Ah, tá! - deu uma risada nasal - que horas são? Temos que jantar com a Lara e o Papai.
-- 19h38, passou voando.
-- O quê? - falou alto.
-- Eu também fiquei passada com a hora.
-- Lauren, eu quero dormir - fez manha.
-- Amor a gente precisa ir na casa da mana, desde ontem não damos as cara e nossa tarde tórrida demorou mais do que o planejado.
-- Mas amor, eu tô com preguiça, tô molinha. - virou de frente pra mim e me abraçou.
-- Oh meu bem, eu sei, imagino... mas prometemos que iríamos. A gente janta e eu durmo contigo no seu quarto, tá bem?
Ver aquele sorriso, eu iria até o inferno para tê-lo.
-- Tá bom, vamos tomar um banho rápido e a gente vai, antes que eu me entregue pro sono.
Mia estava visivelmente cansada, estava manhosa e queria mimo o tempo todo. Nossa tarde foi maravilhosa, eu temi um pouco por ser uma primeira vez dela desse jeito, é desconfortante mas que bom que deu tudo certo e fico aliviada por ela ter gostado e por tudo sair como queríamos. Eu ainda estava com desejo, não havia goz*do mas ia me controlar, eu queria que ela me comesse de um jeito safado. Mas não tínhamos tempo essa noite.
Se controla Lauren... me auto repreendia.
¤¤¤
Estacionei na minha exclusiva vaga de visitante, entramos no hall de mãos dadas e o porteiro songamonga nos olhou e logo se atentou no jogo da tevê. Mia estava com uma calça de moleton e uma blusa de mangas compridas, fazia muito frio e eu estava com um vestido transpassado com mangas soltas até o cotovelo. Entramos no elevador e Mia apertou os botões indicando o andar.
-- Lauren, tenho a impressão de tá andando aberta.
Gargalhei.
-- Como assim, amor?
-- Não sei tô com a sensação do negócio aqui, parece que quando ele saiu ficou o lugar onde ele estava.
-- Mia é por causa que você nunca tinha feito. Seria a mesma coisa se tivesse sido com um cara de verdade, nossa anatomia se adequa a essas coisas.
-- Você ficou assim quando um pênis de verdade entrou em você?
-- Uhum, foi estranho, desconfortável, doeu bastante, e demorou uns dias pra eu me acostumar quando eu e ele trans*va, mas depois passou.
-- Ele era seu namorado?
-- Mais ou menos. A gente se gostava.
-- Sei. - me olhou desconfiada.
-- Ei, pára, isso foi há mil anos atrás.
-- Por isso você soube fazer direitinho....
-- Na verdade eu me coloquei no seu lugar e fiz o máximo de cuidado pra não te machucar nem ser horrível pra você como foi pra mim. -- o elevador parou e eu saí primeiro.
-- Ei - me parou e me puxou e olhei em sua direção - Desculpa , fui idiota.
-- Tudo bem, eu sei como é, ciúmes bobos.
Mia fez uma careta.
-- Claro, vocé é minha. - ergueu queixo em vitória.
Girei a maçaneta e dei passagem para Mia entrar primeiro.
-- Isso são horas de regressar à tua casa Milany Charlton?
Parei no instante em que ouvi a voz autoritária e seca.
Uma figura igual Mia, talvez Mia do futuro tivesse vindo no passado pra me matar do coração. Olhei de relance e Lara estava com os olhos enormes segurando Lucas e Ricardo parecia pensar sentado na poltrona.
Eu devia tá que nem aquelas pessoas que participavam de pegadinhas que uma hora a câmera iria aparecer com um repórter zoando da minha cara com um imenso microfone.
Mas a voz da menina me tirou dos meus devaneios loucos e quase tive uma síncope quando ela quase gritou.
-- Mãe!?
Fim do capítulo
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Comentários para 36 - Capítulo 36:
Resposta do autor: Logo terá as respostas do furacão que chegou no Brasil rss. Beijos, obrigada pelo carinho, Cacau :)
CacauSantos
Em: 21/02/2019
Adoro a história, continue autora! Esperando pelo destino das duas com a chegada da mãe de Mia. hahaha
Resposta do autor: Logo terá as respostas do furacão que chegou no Brasil rss. Beijos, obrigada pelo carinho, Cacau :)
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