Capítulo 1

Capítulo 1

de O peso da alma é quase nada, por Ana Pizani

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As vielas escuras contrastavam

                                                  [com os seus olhos

Perdida na escuridão

                                       [suprema

que eu mesma atraí para mim.

  

As luzes dos postes estavam quebradas

Assim

como as minhas expectativas.

 

E sem perceber eu fui morrendo

(aos poucos)

a cada renascimento

impreciso.

Indeciso.

 

Todas as madrugadas o frio

me toca 

    me sufoca

                           um

                                          pouco

                                                             mais.

 

 

Meus pulmões se enchem

                                                [de mar

enquanto TUDO

explode.

 

Já posso sentir o cheiro

                                            [agridoce

do seu perfume

E x t a s i a n d o

todos os meus sentidos

 ou a ausência deles.

 

Talvez fosse a hora certa de te pedir um beijo

Talvez a hora certa não exista...

 

Ou quem sabe você esteja

rindo de mim

agora.

 

Como duas almas engessadas

me movo

                                    [em silêncio

 na contramão dos seus olhos.

 

Quem estará presente a minha chegada?

Afinal

O peso da alma

De qualquer alma

 

É quase nada.

 

 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
V

Val Maria

28/03/2019 às 21:46

Muito bom esse texto.

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