Desculpa o atraso meninas, tive um pequeno contratempo com a saúde... :(
Felizmente está tudo ok agora... De volta com mais um caps... Provavelmente, teremos mais um para finalizarmos... Ainda essa semana postarei... Certeza!!
Desde já, agradeço a paciência e a companhia de todas!!
6º Caps. – O aniversário
Naquele final de semana não abriria a Clínica por conta da festa do Coronel, então no sábado passamos a manhã juntas antes de seguirmos para o Recanto Bela Vista, onde me ofereci para ajudar.
A festa foi enorme como de costume, nos divertimos muito e nos cansamos também, no mesmo dia os donos da casa receberam as visitas que ficariam o final de semana, o aniversário do anfitrião seria no domingo, portanto, até cantarmos os parabéns eu estava exausta. Fugi para o estábulo quando encontrei brecha e fiquei com Gitana por alguns minutos, quem me encontrou foi Raquel, que aliás, estava fugindo também com uma moça, não entrei em detalhes, ela só gritou antes de sair:
– Sua namorada está te procurando. – sorri agradecendo, quando estava saindo do estábulo, dona Laura estava vindo com algumas garrafa sorrindo alegre, fui até ela para ajudar, e antes que eu a alcançasse um carro parou e um homem saiu dele, ela quando o viu, deixou as garrafas caírem, corri em sua direção perguntando:
– A senhora está bem dona Laura?
– Estou sim minha filha. – me olhou passando a mão de leve em meu rosto, olhando novamente para o carro de onde saiu também uma mulher, ambos pareciam perdidos, perguntei:
– A senhora os conhece?
– É meu filho mais velho. – olhei novamente no instante em que ele nos olhou, vindo em nossa direção, fiquei nervosa, seriam eles os pais da Duda?
– Olá mamãe! – a senhora saiu de meus braços e recebeu o filho, que se debruçou apertando a senhora forte, em seu rosto a feição de tristeza: – Desculpa não ter vindo antes, a senhora me perdoa?
– Oh meu filho!
Foi difícil segurar a emoção, lentamente me retirei para não atrapalhar aquele reencontro, estava dando a volta na casa quando Duda apareceu se jogando em meus braços, me beijando e dizendo em seguida:
– Onde você estava, te procurei em todos os lugares? – animada, sorri dizendo:
– Me escondendo no estábulo, vou ser sincera, organizar uma festa não é nada fácil.
– Estamos no fim já meu bem, daqui a pouco vamos cantar os parabéns. – jogou os braços em volta de meu pescoço e beijou meu rosto carinhosa, sorri dizendo:
– Olha! – olhei para trás e voltei minha atenção para ela dizendo séria: – Estava ali com sua avó, e acho que seus pais acabaram de chegar.
– O que? – se afastou um pouco de meus braços e antes que eu dissesse alguma coisa dona Laura surgiu com o casal logo atrás de nós, disse boquiaberta: – Não acredito...
Não saiu de meus braços como esperado, pelo contrário senti que ela estava meio tremula e sussurrei:
– Amor, você está bem? – balançou a cabeça apenas, ainda olhando para os pais, nem deu muito tempo porque no minuto seguinte dona Laura estava me apresentando a eles, estiquei a mão cumprimentando o casal, primeiro a mulher, Estela, depois o homem que levava o mesmo nome do pai, Antônio. Inspirei fundo dizendo na sequência:
– Um prazer conhecê-los!
– Quando saímos do Brasil, você tinha uns dez anos e morava aqui com sua tia, Maria, se não me engano.
– Sim senhor. – ele parecia ser gentil, mais ainda estava tensa, Eduarda séria ao meu lado perguntou:
– O que fazem aqui? – sentia uma certa tensão no ar, ela não parecia muito feliz em ver os pais, sorri dizendo:
– Acho que vocês querem conversar, eu vou...
– Por favor Bia, fique. – me olhou sorrindo e depois para os pais dizendo: – Você é minha namorada e também faz parte da família. – desviei os olhos dela para os pais que me olhavam, ao contrário de surpresos estavam curiosos, sorri e ela continuou: – O senhor me disse ano passado que nunca mais voltariam ao Brasil, porque mudaram de ideia?
– Filha, sei que brigamos e dissemos coisas que nos magoaram, tanto que afastei você de nosso convívio. – parecia sincero em cada palavra, a mãe dela quem continuou:
– E por te ver longe de nós, nos demos conta do quanto a magoamos afastando você do convívio com seus avós e toda a família. – olhou para o marido que a abraçou forte concluindo:
– Deixamos o orgulho de lado e viemos pedir desculpa, aliás, eu vim pedir desculpa para meus pais e se você aceitar, gostaria que nos perdoasse também.
Senti o corpo dela estremecer, a segurei firme e sem saber como agir diante daquela situação, limpei uma lágrima que correu pelo seu rosto ainda sério. A situação não melhorou em nada quando o Coronel apareceu todo sorridente, um tanto alto pela bebida que havia tomado, nos encarar e parar de sorrir na hora dizendo:
– O bom filho a casa torna!
– Olá papai, vejo que o senhor está muito bem? Feliz aniversário!
– Estou levando como posso, seguindo a vida como se nada tivesse acontecido.
Os dois se encararam, aproveitando que a atenção sobre nós foi desviada por alguns instantes sussurrei para Duda:
– Você está bem? – ela me olhou sorrindo, passou a mão em meu rosto dizendo:
– Estou surpresa, não esperava ver meus pais aqui.
– Percebi que ninguém esperava. – olhamos para onde os dois casais estavam conversando, disse: – Você me apresentou como sua namorada. – nos olhamos e ela sorriu dizendo:
– Pois você é, oficializamos ontem, lembra? – sorriu me abraçando e sem controlar o sorriso disse:
– Sim, mas nem seus avós sabiam ainda e... – ela se afastou e conclui: – São seus pais néh, eles podiam me botar pra correr.
– Eles não fariam isso, por dois motivos. – segurou minha mão cruzando nossos dedos: – Primeiro, sou independente e sigo minha vida sem eles e segundo, eles sabem que sou lésbica.
– Que bom que tudo ficou esclarecido agora. – sorri a tranquilizando-a, perguntando em seguida: – Desde quando?
– Namorei por quase dois anos com uma das advogadas que trabalha com meu pai, chegamos a morar juntas por alguns meses, mas acabou que não demos muito certo, e eu não morava mais com eles na ocasião.
– Entendi, por isso não ficaram surpresos como imaginei que ficassem. – sorri, comentando: – Advogada é? Patricinha também?
– O que é isso, ciúmes? – sorriu cruzando os braços e eu tentei disfarçar, mas meu rosto me entregou, jogou os braços em volta de meu pescoço rindo e dizendo: – Não precisa ficar com ciúmes meu amor, você foi a melhor coisa que me aconteceu desde que cheguei aqui no Brasil.
– Agora estou um pouco feliz. – sorri ganhando um beijo, naquele instante ela foi chamada pela mãe. Sorri dizendo: – Vocês precisam conversar, se não se importar, gostaria de me manter neutra dessa vez.
– Sem problemas, só não some está bem! – beijou meu rosto seguindo para onde os pais e os avós estavam ainda dizendo: – Procuro você em alguns minutos.
– Estarei logo ali te esperando! – pisquei e a deixei ir seguindo para o lado oposto.
No barzinho improvisado pedi uma cerveja, olhei para trás e vi que eles seguiram em direção a casa, quase duas longas horas depois, senti o toque dela em minha cintura, ao me virar vi que havia chorado, a abracei forte e ficamos assim por alguns instantes até perguntar baixinho:
– Você está bem? Precisa de alguma coisa?
– Só preciso que me abrace... Forte...
Sorri a prendendo em meus braços, por sobre seus ombros vi que pai e filho retornavam abraçados para festa, o brilho de felicidade nos olhos do coronel era ainda maior, dona Laura e a nora vinha logo atrás com o bolo em mãos, foi anunciado que seria cantado os parabéns. Em momento algum Duda saiu de meus braços, embora não falasse nada bateu palmas com todos.
Fim do capítulo
Bjs, até a próxima meninas!!
Bia
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