Capítulo 12 - A Volta.
Na semana seguinte, Bruna teve um pesadelo, e justo com quem, Rafael. Sonhou que ele havia torturado e matado Malu e ela via tudo. Acordou assustada e com algumas lágrimas saindo de seus olhos.
-É apenas um pesadelo Bruna, para de imaginar coisas. Disse ela a si própria.
O médico do hospital foi visitar Bruna e ver a sua situação, que já não estava tão ruim. Ela já conseguia andar e fazer suas coisas sozinhas e já não sentia mais dor, porém o médico preferiu deixar ela em casa mais uns 2/3 dias, só por via das dúvidas e falou sobre alguns cuidados que Bruna teria que ter.
Depois que o médico foi embora, Bruna deitou na cama e pensou no pesadelo que tivera na noite anterior. Aquilo não saia da sua cabeça, e decidiu ligar para Malu pra saber como ela estava. Tentativa falha, caiu na caixa de mensagem e decidiu mandar uma mensagem.
-"Oi Malu, queria saber como você tá. Quando puder ver essa mensagem, me ligue "
Bruna não perdeu tempo e já ligou pro hospital para ter notícias de seu pai, que estava estável e respondendo bem ao tratamento do câncer. Ligava todos os dias, e a resposta era sempre a mesma.
A semana foi se adentrando, e nada de Malu aparecer e nem responder às mensagens de Bruna, que começou a ficar preocupada com a situação. Mas não demorou tanto pra ela responder a Bruna e assim tudo ficar bem.
Como Bruna tinha parado de dar aulas na faculdade, não teria que ir pro campus, ah não ser que a contratassem novamente, então como já tinha tido alta do médico responsável, ela foi pra clínica pra ver como as coisas andavam. Chegando lá, já encontrou de cara Mariana e foi logo dando um abraço bem apertado de saudade. Mariana não tava visitando muito Bruna porque estava com muito trabalho na clínica.
-Ai meu Deus, não acredito que você tá aqui! Que saudade Bru! Disse isso ainda abraçada a amiga.
-Nossa, não sabia que você me amava tanto assim Mari. Eu sei que eu fiz falta. Disse e foi saindo do abraço e fez uma cara de metida.
-Ah eu vou te bater garota, para de se achar. Fez cara de emburrada e revirou os olhos.
-Hahahaha preocupa não meu amorzinho, eu estava morrendo de saudade de você também. Sei que aqui na clínica estaria muito corrido e você bem ocupada.
-Pois é Bru, essa clínica sem você não é a mesma. Você bota ordem e manda isso aqui pra frente, a gente precisa de tu aqui. Mas ainda bem que você voltou.
-Voltei de vez agora, não vou deixar que me aconteça mais nada, inclusive com a Malu. Aliás, onde está ela?
-Semana de provas Bru, ela tá em casa estudando, dei uma folga pra ela, ela tá se esforçando muito aqui na clínica e tá aprendendo muito.
-Entendo Mari, você fez bem em dar a folga pra ela.
-Sei que sim, então fiz o que você fazeria. Apesar da gente fazer isso com todos os estagiários, com ela é diferente.
-Nossa amizade tem muitos anos, você me entende muito bem. Bruna falou e deu outro abraço em Mariana.
-E por sinal, aquela Malu fala de você e pergunta de você todos os dias Bruna, pelo amor de Deus eu to ficando com ciúmes já uai.
-Ei calma, sério isso?! Bruna não estava acreditando no que Mariana tinha falado.
-Muito sério Bru. Fala e pergunta de você toda hora quase. Disse e deu uma risada.
-Eu não sei nem o que fala Mari, não quero ter conclusões precipitadas.
-Ei, para com isso. Pelo que eu tô vendo, ela gosta de verdade de você, Bruna. Ninguém me enchia tanto o saco quanto aquelas peguetes suas, que se apaixonaram por você. Porém eu vejo que com ela é diferente, entende. Sei lá, eu também não quero tirar conclusões precipitadas sobre isso.
-Pois é, vamos ver o que dá. Mas se depender de mim, eu faço o que for pra ficar com ela, sei que ela é diferente de todas e todos, e se ela estiver gostando de mim, quero fazer a coisa certa dessa vez. E eu tô gostando muito dela, como nunca gostei de ninguém e além do mais, ela é tão cuidadosa comigo.
-Aff, minha amiga pegadora tá apaixonada??? Não acredito nisso hahahaha. Pois é meus amigos, milagres acontecem. Mariana deu uma longa risada.
-Ah não Mariana, para com isso mulher. Ela é diferente e eu tô gostando de verdade dela, admito...
De repente uma pessoa bate na porta do escritório, era Malu. Mariana percebeu que a porta tinha ficado aberta, e que possivelmente Malu tivesse escutado toda a conversa delas.
- - - Malu - - -
Como Mariana usava o escritório de Bruna também, Malu foi até lá porque sabia que ela estaria lá, porém ainda não sabia que Bruna tinha voltado. Quando chegou, viu as duas conversando e não sabia se ouvia a conversa ou se falava logo sobre a emergência, decidiu ouvir a conversa um pouco. E ouviu algumas partes que até gostou de ouvir, dava sorrisos bobos sem nem ver.
-Desculpa interromper, mas chegou uma emergência grave. Malu disse num misto de alegria e preocupação.
-Qual o caso? Bruna perguntou séria.
-Atropelamento de um equino, possível hemorragia interna e algumas lacerações.
-Mas espera, você não estava de folga Malu? Mariana perguntou curiosa.
-Sim, porém estava voltando pra casa quando me deparei com um acidente e um animal atropelado, e meio que ajudei o pessoal a trazer ele pra cá.
-Bom, o contexto não importa tanto agora, precisamos ir rápido Mari. Bruna já disse pegando seu jaleco.
-Vamos salvar mais um paciente, doutora Bruna Simão. Disse Mariana já pegando seu jaleco também.
Quando Bruna ia pegando seu jaleco, olhou para Malu que a olhava meio tímida, pensou que talvez Malu tivesse ouvido a conversa que teve com Mariana, mas não tinha certeza. Então decidiu tentar esquecer essa hipótese.
-Você vai nos auxiliar hoje, estagiária Maria Luiza. Bruna disse e deu um lindo sorriso para Malu.
-Que bom que você voltou doutora Bruna... digo, Bruna. Fico feliz que esteja de volta. Essa clínica precisa de você. Soltou um belo sorriso para a veterinária também.
-É bom voltar a ativa e rever as pessoas que gosto...
Depois dessa frase, Bruna ficou olhando diretamente nos olhos de Malu, que por sinal ficou tímida e abaixou a cabeça. Gesto que foi repetido por Bruna também.
-Então... vou indo lá ver o estado animal e já preparar os exames e para a cirurgia, vocês podem ficar conversando aí. Mariana disse e já foi saindo, mas com um enorme sorriso de ter deixado as duas sozinhas no escritório.
Bruna e Malu ficaram em silêncio durante algum tempo. Mas logo a veterinária decidiu quebrar aquele gelo todo.
-Como você tá? Tá tudo bem? Como anda as provas da faculdade? Bruna disse em meio a timidez e felicidade em estar sozinha com a mulher que começava a gostar.
-Minha vida tá muito corrida, e se resume principalmente em faculdade, minha sorte foi que Mariana me deu algumas folgas pra estudar. Mas não queria folgar tanto assim, eu trabalho igual a todos aqui e ainda sou nova nessa clínica, não sei se mereço folgar tanto assim.
-Não diga isso, sempre que é preciso fazemos isso com os estagiários. Já fomos estudantes e sabemos o quão importante é folgar na época das provas. Você se dedica muito a essa clínica, e o mínimo que podemos fazer por você, é dando essas folgas. Bruna disse e sorriu.
-Obrigada de verdade Bruna, vocês estão sendo tão importantes pra mim, que nem sei como agradecer vocês.
-Não precisa agradecer, Malu, apenas tentamos ajudar aos que tentam ter um futuro na profissão.
-Mas afinal, como você está Bruna? Essa semana não tive tempo de te ligar e nem de te responder...
-Estou bem sim, o médico me deu alta e a partir de hoje já poderia voltar a minha rotina normal, mas tenho que tomar alguns cuidados.
-E quais cuidados são esses? Malu perguntou séria.
-Não pegar muito peso, não se esforçar muito, não ficar muito em pé, são coisas poucas, nada demais.
-São demais sim, você tem que tomar cuidado, é a sua saúde que está em jogo. E vou te ajudar nisso, tenho uma parte de culpa por você estar assim, então acho que devo te ajudar.
-Você não tem parte de culpa nenhuma nisso, não pensa assim. Aconteceu porque tinha que acontecer. Não se culpe.
-Mas mesmo assim Bruna, por minha causa você foi para um hospit...
-Ei, Malu, você não tem culpa, para com isso, por favor.
-É... Que bom que está bem e que está de volta Bruna. Soltou um sorriso lindo para a veterinária.
-To feliz de ter voltado também, é ruim ficar longe dessa clínica. Você veio de carro?
-Não, hoje fui para a faculdade de ônibus, porque?
-Como hoje é sua folga e te disse que poderia nos auxilia na cirurgia, te deixo em casa depois que acabarmos, tudo bem?
-Não precisa Bruna, eu vou de ônibus ou a pé, sem problemas.
-Não senhora, já se passa das 17h e nem sei quando é que essa cirurgia acaba, é muito perigoso.
-Não vai adiantar se eu falar não, não é? Malu deu uma gargalhada.
-Você sabe que não hahahaha. Depois que acabarmos, te levo em casa sem problema algum Malu. Bruna sorriu e fez cara de metida.
-É... Vamos? Mariana já deve ter feito os exames necessários no animal, e ele já deve estar pronto pra cirurgia. Bruna disse séria, mas com uma carinha de quem queria ficar ali.
-Sim, vamos. Minha primeira cirurgia de atropelamento, que emoção. Malu disse toda alegre e apreensiva ao mesmo tempo.
As duas iam saindo, quando Bruna colocou a mão na porta e virou para Malu, os olhos se encontraram e a respiração acelerada de ambas as partes. Bruna colocou sua mão esquerda no rosto/nuca de Malu, olhou no fundo dos olhos da menor e foi chegando devagar, com medo de ser rejeitada... e foi o que aconteceu. Malu se esquivou e saiu de pressa, quase correndo, deixando Bruna com um carão e morrendo de vergonha do que tinha feito.
Fim do capítulo
Oi meninas!! Demorei mais um cadim mas estou de volta hehe, e hoje teremos mais um capítulo na parte da tarde!! Só vou fazer uma observação, que antes eu estava fazendo os capítulos grandes, e isso dava trabalho pra fazer e editar, agora vou fazer capítulos menores, que eu consigo fazer e editar mais rápido e assim deixo vocês com mais capítulos durante a semana, e acredito que assim a história tenha mais capítulos e dure mais tempo!!!
Beijos e até mais tarde hehe!!
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