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  • Capítulo 11 - Pra que mentir, fingir que perdoou, tentar ficar amigos sem rancor

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Por Acaso | A história de duas mulheres e seus acasos por Poracaso

Ver comentários: 3

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Palavras: 1676
Acessos: 3262   |  Postado em: 10/07/2018

Capítulo 11 - Pra que mentir, fingir que perdoou, tentar ficar amigos sem rancor

Acabei me atrasando para sair do escritório e, quando cheguei ao café, Carol já estava lá.

- Desculpa pelo atraso! - pedi.

- Fique tranquila, imaginei que tivesse tido problemas para sair do escritório. - riu ela, levantando-se e me abraçando.

Sentei na cadeira à frente dela e abri o cardápio em busca de algo que matasse minha fome, mas, principalmente, fugindo de encará-la diretamente. Penso que minha indiscrição foi tanta, que ela, ao perceber minha movimentação, disparou:

- Muita fome?

- É que só comi uma salada no almoço e como já são quase 8 da noite... - tentei disfarçar.

- Quer pedir logo, então? - perguntou ela também disfarçando.

- Se você não se importar? É que também não queria demorar muito. Estou cansada - emendei.

- Você quer ir embora? Podemos marcar para outro dia? - perguntou, conciliadora.

- Não, desculpa. Só estou cansada do dia - expliquei.

- Lu, a gente fica até a hora que você quiser - disse ela, colocando a mão sobre a minha, como se tentasse conter minha agitação.

- Obrigada. Você já escolheu? - perguntei, mudando de assunto, aproveitando para tirar a minha mão de baixo da dela, com medo de me deixar levar por aquele cuidado quase maternal que me fazia baixar a guarda.

- Eu vou querer o de sempre e você? - quis saber.

- Também!

Ela então chamou o garçom e pediu com total certeza, sem que eu precisasse dizer uma só palavra:

- Um chá preto de limão, um quiche de alho poró, uma soda italiana de maçã verde e um sanduíche de queijo do reino.

Ela perguntou como tinha sido meu dia, eu fiz um breve relato sobre isso e, em seguida, emendamos uma conversa sobre um livro que ela estava lendo.

Levantei para ir ao banheiro e quando voltei vi que havia um homem em pé ao lado da nossa mesa, conversando com Carol. Como não conhecia, não quis me aproximar, e fui até o balcão, junto da mesa, pedir uma água. De lá, pude escutar uma parte da conversa, em que ele perguntava sobre Mariana e sobre "como tinham ficado as coisas entre elas".

Ouvir aquilo foi como um banho de água fria, como se eu tivesse sido novamente tragada pela realidade. Me concentrei na resposta dela: "não tivemos mais contato desde antes de eu sair de Londres. Isso pra mim é página virada". Tive medo de ela ter me visto e só ter dito isso para tentar me convencer. Bom, àquela altura, não sabia mais qual era o meu próximo passo. Na dúvida, voltei para a mesa.

- Lu, lembra de Chico? Vocês se conheceram quando você esteve lá em Londres - apresentou ela.

Lembrei. Era o amigo da tal mulher.

- Lembro sim. Tudo bem? - perguntei, cumprimentando-o.

- Tudo ótimo. Não tinha reparado como você é linda! - observou ele.

- Obrigada! - eu disse sentando na cadeira, sem saber o que aquela frase queria dizer. Seria um conforto, tipo: você foi traída, mas o que isso importa, você é linda!; ou se era uma constatação, tipo: gente, com essa mulher linda, por que ela foi procurar outra?

Seja lá o que fosse, uma coisa era oficial, eu havia sido traída e as pessoas sabiam disso.

Eles se despediram e Chico foi embora. A partir dali, a noite não seria mais a mesma.

A comida chegou e remexi no prato calada e assim fiquei o resto da noite. Minha cabeça tentava processar a retomada de uma história que eu já estava há tanto tempo tentando esquecer ou, pelo menos, superar.

Carol tentou puxar conversa de todas as formas:

- A comida não está boa?

- Perdi a fome - respondi

- Mas você estava morrendo de fome, Lu! - observou.

- Foi, mas passou - disse já sem muita paciência.

- Tome pelo menos o chá, você está sem comer desde o almoço! - disse ela.

- Já disse que não estou com fome - falei empurrando o prato.

- OK. Vou pedir para embalar, aí você leva e, se tiver fome, come mais tarde, tá bom? - sugeriu.

- Vou à livraria ver se tem um livro e já volto - falei, sem responder à pergunta dela.

- OK - disse ela.

Voltei depois de 20 minutos folheando livros diversos, até me pegar com um sobre raças raras de cães. Carol já havia acabado de comer. Quando sentei ela disse:

- Lu, o que está acontecendo? Sei que você está cansada e tal, mas, além disso, tem mais alguma coisa? - perguntou desconfiada.

- Não.

- Lu, veja só, a gente já passou por tanta coisa e ainda está passando, será que não é melhor nos ajudarmos para conseguirmos seguir em frente, seja como for? - disse ela paciente.

- Pra você tanto faz, né? - falei com raiva.

- Você sabe que não. Eu amo você e quero você bem e comigo. Se você não me quiser, vou sofrer pra caralh*, mas quero que você fique bem do mesmo jeito. Então, deixa eu te ajudar. - falou segurando a minha mão.

Eu, novamente, puxei a mão e escondi meu rosto com ela, apoiando os cotovelos na mesa.

- Eu ouvi sua conversa com Chico. Eu não queria, mas foi inevitável. Eu ouvi ele te perguntando como tinha ficado a sua situação com aquela mulher. Todo mundo sabe o que aconteceu e eu sou uma idiota nessa história toda. - descarreguei, com os olhos cheios d'água.

- Lu, vê só, você não quer ir conversar em outro lugar? - perguntou.

- Pra você tentar me convencer que não me traiu? - falei enquanto as lágrimas pingavam sobre a mesa.

- Lu, eu nunca tentei nada em relação a isso. Assumi meu erro desde o começo e, embora entenda sua raiva, não acho justo que você faça isso. Essa situação é desconfortável pra nós duas, não só pra você. Eu sempre estive disposta a conversar e estou aqui mais uma vez, mas se você continuar agindo como uma criança mimada, o máximo que vamos conseguir é sair daqui brigadas! - disse com firmeza.

- É porque ainda dói muito!

- Eu sei. Dói em mim também, e como dói! Mas temos que decidir o que será daqui para frente, senão vai doer muito mais, meu bem - disse ela arrastando a cadeira pra perto de mim.

- Olha - continuou - você quer ir conversar na sua casa? - propôs.

- Você me deixa no escritório para eu pegar meu carro? Eu vim a pé.

- Melhor, você deixa o carro no escritório e vai comigo, amanhã você pega o carro de volta. O que você acha? - sugeriu.

- Pode ser.

- Então vamos - disse ela já de pé.

Fui o caminho inteiro dispersa, perdida nos meus pensamentos. De vez em quando Carol me fazia alguma pergunta e eu fingia atenção.

Carol estacionou o carro na vaga que costumava ser dela na garagem quando começamos a namorar, o que me provocou uma mistura de medo com incômodo. Quando entramos em casa, a sensação continuava. Era a primeira vez que eu ficava sozinha com Carol desde que tudo havia acontecido.

O incômodo começou a virar impaciência e joguei minha bolsa em cima da mesa. Carol sentou calmamente no sofá e olhou para mim como se esperasse que eu recobrasse a tranquilidade.

Fui até a cozinha pegar um copo de água e acabei deixando-o cair no chão. Definitivamente, eu não estava à vontade com aquela situação. Carol foi ao meu encontro e recolheu a maior parte dos cacos de vidro que se espalharam pelo chão, enquanto eu pegava a vassoura e a pá para limpar o restante.

Ela me observava encostada no balcão até que o silêncio foi quebrado.

- A gente pode conversar? -perguntou.

- Pode - respondi encostando do outro lado do balcão, de frente para ela.

- Queria saber o que você pretende fazer com a gente daqui pra frente - perguntou ela.

- E sou eu que sei? - rebati com raiva.

- Luísa, será que podemos conversar como pessoas adultas? Eu já assumi meu erro, admito que foi a maior merd* que eu já fiz em toda a minha vida. Entendo toda a sua dor, porque toda vez que te vejo sofrer dói em mim também. Tô morrendo de medo de perder você pra sempre, mas porr*, Luísa, preciso que você colabore para avançarmos, nem que seja para acabar com isso de uma vez por todas!

Ela estava certa, durante todo esse tempo eu não estava sendo razoável. Aquelas palavras serviram para me trazer de volta à realidade. Ela mal acabou de falar e eu já não conseguia mais segurar o choro. Me joguei nos braços dela como se aquilo fosse me proteger do que estava acontecendo.

Ela me abraçou forte como sempre fazia quando eu chorava. Eu passei cinco minutos soluçando sem que tivesse controle sobre isso. Ela acompanhou tudo calada, somente passando a mão na minha nuca. Depois de algum tempo, ela me afastou devagar empurrando meus ombros para longe do corpo dela.

- Lu, que tal você tomar um banho, tirar essa roupa? - sugeriu.

- Não quero, eu tô bem.

- Luuuu, para de ser cabeça dura. - pediu ela. Vamos, eu levo você até lá em cima.

Ela me deixou na porta do banheiro e disse que estaria me esperando do lado de fora.

Tomei um banho menos demorado do que eu queria, mas útil para o que eu precisava. Saí do banheiro enrolada na toalha e encontrei Carol sentada na ponta da cama.

- Tá se sentindo melhor? - perguntou ela.

- Humhum

- Bom, então acho que já posso ir embora. Só quero que assim que você puder, me diga o que pretende fazer para que eu também possa tocar minha vida. - pediu, enquanto levantava da cama e vinha em minha direção.

Ao se aproximar de mim, ela me abraçou e disse no meu ouvido:

- Eu vou te amar pra sempre.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 57 - Capítulo 11 - Pra que mentir, fingir que perdoou, tentar ficar amigos sem rancor:
patty-321
patty-321

Em: 12/07/2018

Foda.

Responder

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mtereza
mtereza

Em: 11/07/2018

Agora a decisão é inteiramente da Lu a questão é ela irá conseguir tomar essa decisão


Resposta do autor:

Ixe! ai é que tá o problema: Lu tomar decisões. Mas, quem sabe a maturidade não vem com o sofrimento?

Responder

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NovaAqui
NovaAqui

Em: 11/07/2018

Carol! Sinceramente eu acho que Lu não está disposta a esquecer o que aconteceu. Você traiu a confiança dela e ela não consegue te perdoar.

Você está tentando,, ela não está querendo. Quando um não quer, dois não brigam.

Estava torcendo para vocês voltarem, mas parece que por enquanto não será isso que acontecerá.

Siga sua vida e bola para frente

Abraços fraternos procês aí!


Resposta do autor:

O Brasil saiu da Copa, mas a torcida por Caro e Lu não pode parar!! Senta, que tem muita história por aqui!

Responder

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