Capítulo 8 - Eu a quero.
Nossos encontros continuaram por aquele mês inteiro e toda vez era o mesmo martírio, eu me engasgava toda vez que olhava aqueles olhos negros em cima de mim, e aquele sorriso continuava a me tirar o chão, na minha casa as coisas iam ficando difíceis a medida que cada dia mais eu me encantava com Helena, minha cabeça sabia que era inútil que eu deveria me por distante disso, porem meu corpo cada dia que passava queria mais e mais proximidade com ela, claro que ela não me dava bola, apesar de notar as vezes os olhares curiosos dela. Camila continuava as gracinhas de sempre, tudo bem que eu achava até engraçada e se fosse em outra época talvez teria acabado dando uma voltinha com ela.
Helena?! Helenaaaaaaaa.
Oi- disse uma distraída Helena.
- Senhor você anda no mundo da lua ultimamente, o que ta acontecendo? Perguntou Camila.
- Nada Cá, só estava distraída.
-Sei, até parece. Você tem dias que está assim. Saudades da baixinha sexy? Disse fazendo, graça .
Tinha uma semana que não nos víamos, Milena estava em projeto novo, e desta forma estávamos somente a equipe interna tocando o projeto e um assessor dela, estranhamente eu sentia mesmo falta do cheiro dela, e seu olhar delicado e firme em mim, mas isso era coisa que eu nunca iria admitir para Camila, pois se assim o fizesse estaria perdida.
- Não senhora, respondi, tenho mais a me preocupar do que pensar na Milena.
- Que bom então chefinha, por que eu to com saudades dela e assim que tivermos outra reunião vou convida-la para sair.
- Como é que é?! Camila ela é comprometida você sabe disso.
- Sei sim, mas o que tem, quero só dar uma voltinha, ela é muito gata e gente boa.
- Para de graça Ca, você não vai chamar ela para sair não. Disse uma emburrada Helena.
A chefinha tu esta caidinha pela Milena, e está de graça, pois vou te tirar da zona de conforto quero só ver. Camila sabia que na faculdade Helena tivera uma experiencia lésbica, lembrava bem que ela havia ficado balançada com o beijo que a garota deu nela na calourada, mas certinha e centrada do jeito que era tratou logo de fugir, mesmo quando a garota continuou tentando.
- Você vai ver se não vou chamar, você reparou que nos últimos encontros ela estava esquisita, aposto que brigou em casa, vou consola-la quem sabe não dou sorte. disse zombeteira.
_ Amanhã que ela volta ne?! Assim matamos a vontade de vê-la.
- Aff Camila, você cismou mesmo heim, credo. Aqui quem te vê falando, parece que sou solteira, livre, desimpedida e gay! Não sou nada disso.
- Isso eu sei, chefe, mas sei também que você é uma mulher.
- E o que isto tem a ver , Jesus. Disse irritada. Eu não sinto nada por Milena, a não ser admiração pela profissional que ela demonstra ser.
- Falou chefe, se é assim que ótimo, não terei rival. Deu um meio sorriso.
- Mudando de assunto , e em casa tudo bem? Como anda minhas gatinhas? E o Fábio?.
_ Tudo ok, as meninas estão lindas como sempre, e Fabio também está ótimo. A irmã dele chega do exterior daqui a 20 dias, e teremos um daqueles jantares enfadonhos que já me tiram o humor desde já.
É amiga se não fosse suas filhas você já tinha separado, não sinto nenhuma firmeza nesta sua vida.
Milena
Minha vida estava naquela encruzilhada, a entrada de Helena nela, me fez refletir que eu estava me enganando, andava tão insatisfeita com tudo, e irritada aos extremos. Eu havia morrido com o episódio de Marina e me iludindo em um casamento frio e sem amor.
Eu ansiava pelo romance, pelas borboletas, pelo sex* selvagem e prazeroso, mas eu sabia que isso também era um risco, pois você as vezes acha que tem isso e na realidade não tem nada.
4 anos antes.
Depois de nossa ida ao motel, passamos os dias conversando pelo telefone, nos vendo e nos amando, eu estava cada dia mais encantada por aquela menina, e meu coração cada dia ia se tornando mais dela. Eu achava tudo aquilo estranho e meio surreal nossa vida era tão diferente ela era muito mais nova, descolada, cheia de amigos e vim a saber que sua classe social também era bem diferente da minha.
Seu niver estava se aproximando e ela me convidou para ir oficialmente.
- Meu bem você vai no aniversario ne?
_ A linda não sei, não conheço ninguém vou ficar deslocada.
- Vá com a Alex, leva algum amigo seu aí você terá companhia, por que você sabe né meus pais estarão lá e eu te darei pouca atenção no início, por que eles nem sonham que a filhinha deles é lésbica. Falou me dando aquele sorriso travesso que eu amava.
- Sim eu sei, você me disse. Acho que minha expressão não foi boa, porque ela ficou me observando e falou.
- Ta chateada?
_ Não linda, estou só preocupada.
_ Relaxa, vamos curtir, ser leve, vamos pensar em problema não. E me puxou para um beijo quente, já me deixando molhada.
Tirei a roupa dela em segundos, estávamos na minha casa, ela era mais baixa que eu, deliciosa, desci minha boca nos seus seios volumosos e suguei deliciosamente, mamei com sofreguidão, ela arqueou o corpo em minha direção e eu já enfiei dois dedos dentro dela, ela estava sempre pronta para mim, estocava em um ritmo alucinante enquanto ela me falava coisas obscenas que me deixavam ainda com mais tesão, me ajoelhei e comecei a mamar seu grelo enquanto meus dedos entravam e saiam de dentro dela, ela rebol*va cada vez mais rápido nos meus dedos, coloquei sua perna em meu ombro me dando uma acesso maior ao paraíso, sugava, fodia e para fechar coloquei meu dedão em seu anus, fazendo ela gem*r, enlouquecer e me presentear com um orgasmo pleno, me levando junto mesmo sem me tocar.
-Milena?! Carla me chamou me tirando das lembranças cada dia mais constantes de Marina.
- Oi, respondi.
- Acho que estamos precisando conversar ne?! Você anda estranha e distante de mim.
- Sim, precisamos, mas Carla vou ser sincera nem eu sei o que quero da vida, então não temos o que falar.
- Mas Milena, não dá para viver uma vida a dois sem dialogo, não nos falamos mais e tem mais de 15 dias que não temos nada e você nunca foi assim. Me diz o que ta acontecendo? Tem outra pessoa?
Ela me perguntou na lata, e eu fiquei sem reação, e isso fez com que ela percebesse que tinha me perdido.
-Acho que precisamos de um tempo, disse ela em lágrimas.
-Desculpa, Carla, estou perdida.
- Acho que você nunca se achou, e eu me enganei que podia tirar ela dá sua memória.
- Não tem na a ver com Marina, ela é passado, sou eu mesmo, eu estou estranha.
- Bom entro de férias e vou para a roça com meu pai então você terá tempo para ver o que quer, sabe que eu te amo, mas você sabe que não vou tolerar isso mais.
Meu coração estava partido, mas eu sabia que cedo ou tarde isso ia acontecer.
- Sim eu sei.
Depois de uma semana iria ver o motivo de toda a reviravolta na minha vida. Arrumei com esmero, coloquei um terninho e passei meu perfume deixei meu cabelo solto, geralmente vou de coque, ou cabelo amarrado. Estava ansiosa para vê-la.
Me dirigi a empresa e chegando lá, uma sorridente e espevitada Camila veio me receber.
- Oi Milena, como estamos? Você ótima como sempre. Me deu aquele olhar descarado de cima abaixo.
_ Tudo bem Camila, vamos nos reunir onde hoje?
_ Na sala de Helena, ela já esta nos esperando, a sala de reunião esta ocupada, vamos? Me puxou pela mão.
Ela bateu na porta e me puxou para dentro ainda com a mão entrelaçada na minha. Eu entrei e a Helena ainda estava de cabeça baixa olhando os papeis, quando ela levantou os olhos, sua cara fechou ao notar Camila comigo.
_ Oi Camila, oi Milena.
- Oi Helena.
Peguei Milena no corredor, vamos ficar aqui mesmo não?
-Sim, podemos ficar aqui hoje.
Me dirigi a cadeira, desfazendo o contado com Camila. Que não demorou muito a falar novamente. Antes de começar a trabalhar, Milena queria te fazer um convite, sexta minha turma irá fazer um Hapy, num barzinho muito legal, quer ir?
Já começava a pensar que esta Camila devia ser doida, mas ao notar a cara de poucos amigos de Helena que ficou vermelha com o convite resolvi provocar percebendo que ela tinha ficado bolada, queria ver qual é.
- Uai podemos sim, falei dando meu melhor sorriso, podemos combinar, saindo te passo meu telefone.
- Uebaa respondeu Camila.
_ Bom vou deixar você com Helena, vou preparar algumas coisas daqui a pouco volto com o café, precisa de mim Lena?
_ Não. Respondeu seca. Ok então, fui.
- Bom vamos trabalhar né? Falei olhando para os olhos negros que me matam.
-Sim. Você está diferente hoje.
- Diferente falei espantada, diferente como?
_ Não sei, deve ser o cabelo. É pode ser, respondi feliz.
Gente, que delicia me reparando, nossa assim você me mata linda, este seu cheiro, este seu olhar quente e está cara brava está me deixando ainda mais apaixonada.
Ficamos trabalhando e alinhando os progressos que a equipe dela tinha feito na semana que me ausentei. Como estávamos na sala dela em um dado momento tive que ver algo no computador, fiquei atrás dela, desci meu corpo para me aproximar da tela e meu cabelo que estava solto roçou em seu pescoço, pude ver que ela se arrepiou e olhou por cima do ombro para mim, fazendo nossos rostos ficarem tão próximos que eu sentia sua respiração, meu coração acelerou e meu corpo tremeu e pensei Meu Deus como pode ser tão linda. Só que ela me perguntou o que você disse?
Só aí me dei conta que tinha pensado alto e meu rosto ficou rubro de vergonha e gaguejei falei nada. Mas ela olhou nos meus olhos e pegou minha mão que estava no mouse e perguntou de novo, o que você disse?
Suspirando eu disse baixo, que você é linda.
Ela roçou o dedo em minha mão, e umedeceu os lábios e eu desci mais meu rosto, eu não ia resistir muito tempo àquela mulher, Deus como eu a quero, quero ela para mim. E quando eu ia beija-la, Camila entra na sala.
- Hora do café meninas, eu assustei e dei um passo para trás tropeçando e caindo contra a parede atrás de mim.
Seria cômico se não fosse trágico, eu completamente rubra e sem graça, sem fôlego e Helena sem saber o que falar. Logico que Camila percebeu o clima mas se fingiu de morta.
- Um café é tudo que preciso mesmo, falei.
Fizemos a pausa para o lanche com Helena silenciosa e sem graça, Camila falando igual matraca e eu tentando conter o tesão que tinha instalado pelo meu corpo inteiro.
Voltamos a trabalhar e desta vez Camila permaneceu na sala até dar o horário de minha saída.
Quando estava saindo ela me cobrou e aí qual o telefone da gatinha?! Falou com aquele jeito debochado de sempre. Helena ficou observando o que iria fazer mas como tinha já prometido passei o numero e Camila ficou de ligar para combinar a saída.
Despedi delas e saí do escritório com a sensação de perda, do quase, da vontade. Senhor que tortura.
- E ai chefinha pode me explicar agora o que era aquilo?
- Aquilo o que Camila?
- Qual é Helena, vocês estavam quase se beijando quando eu entrei e você vem me perguntar o que ainda? Diga para mim você está se sentindo atraída pela Milena, num tá?
_ Camila você ta doida? Você canta a menina na cara dura e eu que to atraída por ela? Sério?
- Eu acho ela gata e gostosa, mas sei que ela tá afim é de você, falou rindo, e você dela.
-Aff Camila, para com estas coisas absurdas, imagina se alguém escuta você dizer uma coisa desta, muita gente aqui conhece o Fábio e não tem cabimento isso.
_ Bom estamos só nos duas aqui, e você pode mentir para você mas eu te conheço. Há e se quiser pode ir na sexta conosco. Saiu da sala me soprando um beijo.
Meu Deus, o que foi isso mesmo? Eu ia mesmo beijar a Milena? Será que to perdendo o juízo de vez? Isto não pode acontecer de jeito nenhum. Mas ela é tão linda e cheirosa e aquele olhos que faíscam estão a me deixar doida. Será que ela ta afim de mim mesmo? Que vou fazer? Preciso do Fábio urgente.
Naquela noite dei para meu marido de um jeito alucinado, lógico ele ficou doido e atingi um orgasmo como a muito eu não tinha com ele, porém o atingi pensando em um par de olhos castanhos e a boca mais sensual que já tinha visto e desejado. Sim eu a queria, finalmente admiti.
Fim do capítulo
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AmandaRoiz
Em: 12/07/2018
Eita que essas duas não vão se segurar mais ... Adorando a história ... \ //
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