Capítulo 6 - Uma Notícia Não Tão Boa.
No hospital
Os médicos estavam demorando para dar notícias a Bruna e Ana Maria, e ambas estavam ainda mais preocupadas.
-Porque essa demora toda mãe?!
-Calma minha filha! Vai dar tudo certo!
Mariana e Maria Luiza chegaram juntas, e viram Bruna e sua mãe conversando. Bruna avistou as duas de longe e soltou um largo sorriso que foi percebido pela sua mãe.
-A quanto tempo não via esse sorriso lindo minha filha! Está gostando de alguém? Dona Ana Maria perguntou à filha. Estava alegre com aquele sorrisão da filha.
-Ah mãe, não sei. Confesso que uma certa moça aí anda mexendo comigo viu. Disse a médica sorrindo para a mãe.
-Pois é minha filha, e ela é linda viu. A mãe de Bruna tinha acabado de ver Mariana e Maria juntas, indo em direção delas.
-Ah quanto tempo se conhecem filha? A mãe estava curiosa.
-A dois dias... Riu Bruna.
-Como assim Bruna? A dois dias só??! Você não toma jeito mesmo em! Dona Ana Maria riu.
-Mas mãe, eu sinto que agora é diferente, nunca senti nada por alguém assim antes, te juro.
-E ela sabe disso Bruna?
-Não, e não pode ficar sabendo tão cedo. Tenho medo da reação, ela namora um garoto aí, nem sei se ela curte mulheres. Bruna disse aquelas palavras e abaixou a cabeça.
A relação entre Bruna e sua mãe era bonita, a mãe sabia de tudo da filha e concordava que ela deveria ser feliz, independente de qualquer coisa. Digamos que Ana Maria Simão (mãe de Bruna), era muito mente aberta. Maria e Mariana chegaram perto de Bruna e a mãe, rapidamente a médica se levantou e foi dar um abraço em sua melhor amiga, enquanto Maria cumprimentava a mãe de Bruna.
-Que bom que você veio Mari, sua presença aqui é muito importante pra mim. A médica já com lágrimas nos olhos e ainda abraçada a amiga.
-Claro que eu iria vir Bru, nunca te deixei na mão antes. Mariana falou já deixando o abraço da amiga e limpando suas lágrimas.
Desfizeram o abraço, Bruna olhou Malu e Mariana disse no ouvido de Bruna: “-Ela que quis vir”. E logo foi dar um abraço em dona Ana Maria. Aquelas palavras soaram lentamente na cabeça da médica. “Ela que quis vir? Mas porquê?”. E de novo aquele turbilhão de pensamentos se fez na cabeça de Bruna. “Bruna, Bruna, Bruna, para de pensar esse tanto de coisa”, pensou ela e logo deu um sorriso. Foi andando em direção a Malu.
-Oii... A médica disse sorrindo para Malu.
Malu rapidamente à abraçou, um abraço que foi contribuído á altura por Bruna. A médica não conseguiu segurar as lágrimas, e chorou abraçada a Malu. Depois de um tempo abraçadas, a mais nova desfez o abraço, limpando as lágrimas da mais velha, gesto esse que foi percebido por Mariana e Ana Maria.
-Vai dar tudo certo Bruna! Disse ainda limpando as lágrimas do rosto da médica.
-Obrigada por estar aqui, de verd...
Bruna mal conseguiu dizer a última palavra e um dos médicos a apareceu na recepção chamando a família do Sr. Alfredo. Bruna e a mãe rapidamente foram para encontro do médico, que pediu para elas o seguirem até o quarto onde Alfredo estava.
-Bruna Simão e Ana Maria Simão, certo? Perguntou o médico.
-Sim sim doutor. Bruna disse rápido.
-Bom, vou fazer algumas breves explicações a vocês duas sobre o Sr. Alfredo Simão.
-Claro doutor, pode dizer tudo. Respondeu a mãe de Bruna.
-Fizemos alguns exames, e ficou constatado que o Sr. Alfredo tem câncer na traqueia, por isso a queixa de falta de ar as vezes, ainda está em estágio I, um estágio quase que inicial do câncer. Podemos curá-lo ainda, porém estamos desconfiados que o câncer já atingiu o sistema linfático, e, portanto, pode estar e outros órgãos. Precisaremos fazer mais exames para constatar se isso é verdade ou não.
-Ai meu Deus! Câncer?! Não pode ser, mãe, não pode ser! Disse Bruna chorando e já abraçando a mãe.
-Doutor, mas ele ainda pode se curar desse câncer? Disse uma Ana Maria com a filha nos braços e chorando também.
-Bom dona Ana Maria, sempre há esperanças. Mas se constatarmos que o câncer já tenha comprometido o sistema linfático, ele provavelmente já vai ter se espalhado. A traqueia dele já não está nem 20% da sua funcionalidade, teremos que optar por outra forma de oxigena-lo. Ou seja, localmente, na traqueia, o câncer já está bem avançado.
-Doutor, por favor, faça de tudo para salvar o meu Alfredo. Não podemos perde-lo. A mãe de Bruna chorou ainda mais.
-Correto senhora, vamos leva-lo agora para fazer mais alguns exames, porem esses exames demoraram mais a chegarem os resultados, creio que apenas amanhã os resultados fiquem prontos. Explicou o médico.
-Certo doutor, mas podemos ficar com ele hoje, aqui no hospital? Perguntou Bruna, um pouco mais calma, mas não menos preocupada.
-Hoje não senhora Bruna, a partir que os exames ficarem prontos, poderemos ver se é viável acompanhantes com ele ou não. Porem visitas rápidas de mais ou menos uns 5 minutos cada, podem ser aceitas.
-Certo doutor, cuide bem do meu pai por favor. Salva ele... Disse Bruna, apertando a mão do médico, e já saindo com abraçada com a mãe.
Os médicos levaram Sr. Alfredo para fazer os exames necessários e as duas saíram e foram rumo à recepção.
Na recepção, Mariana e Maria ficaram conversando muitas coisas enquanto aguardavam Bruna e a mãe com notícias. Em uma hora, Mariana ficou séria.
-Maria, posso te fazer uma perguntar um pouco quanto íntima? Perguntou uma Mariana quase que envergonhada.
-Claro que sim. Deu uma gargalhada ao ver a cara de Mariana.
-Você ainda está namorando aquele rapaz? Ficou mais vermelha que um pimentão.
-Essa era a pergunta intima Mariana?! Novamente a estagiária caiu na gargalhada.
-Para de graça, oxe. Mariana riu também.
-Tá bom, parei. Riu e ficou séria.
-Então, a gente teve uma briga e terminou. Disse e abaixou a cabeça.
-Calma, então esse roxo em seu rosto foi seu namorado que fez??!
-Ex namorado... Sim foi ele, me deu um tapa bem dado. Falou com a cabeça abaixada ainda.
-Que canalha, covarde... Digo, ele não podia e nem tinha o direito de fazer que fez Maria. Falava uma Mariana indignada.
-Eu pensei que ele era uma pessoa diferente, mas pensei errado. E eu não aceito ninguém me encostar a mão Mariana.
-E não deve aceitar mesmo não! Ta certinha. E à propósito, pode me chamar Mari se caso achar melhor.
-Ta bom, Mari... E pode me chamar de Malu também, acho o “Maria” muito formal. Riu tímida.
-E eu acho o “Mariana” bem formal também. Mariana riu também.
-Malu, vai ficar tudo bem, seu ex namorado nunca mais vai te encostar a mão! Nem eu e nem Bru vamos deixar isso acontecer! Te prometo isso. Mariana falou e percebeu um lindo sorriso vindo de Malu.
-Obrigada de verdade Mari, vocês duas estão sendo muito importante pra mim! Bruna está sendo um anjo, não me cobrou nada do tratamento e cirurgia de Bob e ainda me deu um estágio, eu sinceramente não sei nem como agradecer ela. Disse sorrindo para Mariana.
-Às vezes você sabe sim, como agradecer...
Nem terminou de falar e viu Bruna e a mãe chegando, porém Malu ouviu aquelas últimas palavras e soltou um sorriso grande. As duas chegaram e Mariana foi a primeira a perguntar.
-E aí Bru? Como seu pai está? O que ele tem? Perguntou uma Mariana muito preocupada.
Bruna pediu para sua mãe se sentar, respirou fundo e explicou tudo para Mari e Malu, que ouviram atenta a todos os detalhes que a médica veterinária falou.
-Ai meu Deus não pode ser!! Falou uma Mariana com algumas lágrimas nos olhos.
-Infelizmente sim Mari, ele vai ficar internado aqui por alguns dias, não sei ao certo. Eu tenho que ficar alguns dias lá na fazenda para resolver algumas coisas ainda.
-Mas isso será por quantos dias? E a clínica Bru? Nós precisamos de você! Mariana estava confusa.
-Eu realmente preciso resolver essas pendências lá na fazenda. Será apenas uns 10 dias eu imagino, e além do mais, você já é uma veterinária excelente e tem uma estagiaria competente. Disse isso e olhou para Malu.
-Você irá quando então? Perguntou Mariana, com uma cara séria.
-Amanhã cedo, irei ficar por lá e só virei pra cá se precisar de algo. Disse e abaixou a cabeça.
-Então você e sua mãe precisam descansar, vamos pra sua casa e lá vocês descansam um pouco. Disse Mariana já levantando e chamando Bruna e a mãe.
-Realmente precisamos mesmo, vamos mãe?!
-Vamos filha.
Estavam andando até o carro de Mariana, mas ai a assistente se lembrou que Bruna veio de carro e que ela tinha vindo no carro dela com Maria.
-Espera... Bruna cadê seu carro? Perguntou Mariana.
-Deixei no estacionamento do hospital, de tanto eu xingar aqueles caras eles me deixaram estacionar lá.
-Então, eu e Malu viemos apenas no meu carro, porque era mais fácil achar vaga.
-Eita, mas eu consigo dirigir até em casa, sem problemas.
-Não senhora! Não vai mesmo! Disse uma Mariana decidida.
-Malu, você sabe dirigir, então guia o carro de Bruna, e ela vai com você lhe mostrando o caminho. Eu e a mãe da Bruna vamos no meu carro.
-Tenho outra escolha dona Mariana?! Perguntou Bruna, mas ficou feliz porque iria com Malu.
-Claro que não né Bru. Agora vamos, vocês duas precisam descansar.
E assim Mariana levou dona Ana Maria, e Bruna e Malu seguiram para o estacionamento do hospital. E foram a maior parte do tempo conversando.
-Mari, será que Bruna tem chance com aquela moça? Perguntou uma Ana Maria curiosa.
-Olha Ana, boa pergunta viu, não sei te falar isso, mas eu tenho essa esperança. A nossa Bruna precisa amar e ser amada de verdade pelo menos 1 vez na vida, ela ta precisando demais disso.
-Isso eu concordo com você Mari, hoje eu vi um sorriso tão lindo dela quando olhou aquela moça. Vamos torcer para que no final dê tudo certo.
-Claro, vamos rezar, fazer macumba, fazer de tudo, porque ela merece e muito. As duas caíram na gargalhada.
Em todo o caminho, Mariana estava tentando puxar assuntos aleatórios com Ana Maria, pois ela precisava relaxar um pouco, aquele dia tinha sido muito puxado.
Chegando na camionete, a médica deu a chave para Malu, e ambas entraram.
-Ai meu Deus Bruna, como que liga isso?!! Eu nunca dirigi um carro automático na vida antes! Disse uma Malu desesperada e viu a outra cair na gargalhada.
Rapidamente Bruna explicou para a mais nova e elas saíram rumo a casa da médica.
-Até que você aprende rápido dona Maria Luiza. Bruna riu e olhou para a mais nova.
-Até que sim viu, digamos que sou uma pessoa muito esperta senhora Bruna Simão. Sorriu e mostrou língua para a médica.
-Além de esperta, é abusada ainda. Bruna Revirou os olhos e caiu na gargalhada.
Foram o tempo todo conversando, Malu queria acalmar a médica, sabia que ela precisava pensar e muitas coisas em menos naquele acontecimento que houve com seu pai. Por outro lado, Bruna entendia que a mais nova estava tentando entreter ela com várias coisas, porém o que aconteceu ao seu pai, a preocupava demais.Chegaram na casa de Bruna, Mariana e a mãe da médica já estavam por lá.
Fim do capítulo
Oi meninix *-*, capítulo novo saindo, porém essa semana será de poucos capítulos, devido à minha faculdade :/
Mas prometo que mais uns 2 capítulos saem essa semana.
Fiquem bem, beijos e até a próxima!!
Comentar este capítulo:
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:
[Faça o login para poder comentar]