Capítulo 02 - Um extravio morno da minha consciência e depois eu sumo
Insisti para ficar no sofá, mas ela disse que eu ficaria mais confortável na cama. Como já tinha argumentado demais naquele dia, resolvi ceder logo de uma vez.
Dormi imediatamente - na verdade, acho que já estava dormindo mesmo antes de deitar. Acordei às quatro da manhã com muita sede, resultado do molho apimentado do macarrão.
Assim que abri a geladeira, ouvi:
- Onde você vai? - disse Solange, sentando no sofá.
- Beber água. Tá me vigiando, é? - perguntei.
- Não. Tô cuidando de você. Tá sem sono? - perguntou.
- Acho que esgotei todo ele - falei, me jogando ao lado dela no sofá - E você?
- Tenho sono leve, ouvi você levantar e acordei - explicou.
- Bom, então vou deixar você dormir. Quer trocar de lugar? Vai pra cama que eu fico aqui - propus.
- Não precisa. Estou bem aqui. Adoro esse sofá - disse ela, batendo com a mão no estofado.
Levantei para voltar para a cama, mas fui impedida por ela, que segurou minha mão e disse:
- Lu, como você está?
Respirei fundo, tomei um gole de água como para preparar o caminho para as palavras e disse:
- Me refazendo - respondi.
Ela me puxou pra junto dela, de modo que meus joelhos encostassem nos joelhos dela. Ela olhou pra mim e me puxou um pouco mais forte, forçando-me a abrir as pernas, sentando no colo dela. Ficamos frente a frente e ela colocou o meu cabelo para trás da orelha, enquanto me olhava e dizia:
- Lembra quando nos encontramos pela primeira vez? E eu disse que queria ver você voltar a sorrir? - perguntou ela.
- Lembro - respondi.
- Será que vou ter que dizer de novo? - indagou.
- Não é fácil, sabia? - disse eu.
- Eu sei, mas promete que vai se esforçar?
- Prometo - eu disse, erguendo a coluna e colocando a mão no peito em sinal de compromisso.
Ela passou a mão pela minha cintura e foi subindo pelas minhas costas até chegar a minha nuca. Meu corpo ficou arrepiado, não sei se por desejo ou pela sensação há tempos não sentida.
Ela aproximou meu rosto do dela de forma que nossas bocas ficassem separadas por alguns poucos centímetros, o suficiente para permitir que ela dissesse:
- Deixa eu te ajudar? - sussurrou.
Nossos rostos estavam tão perto que eu podia sentir a respiração dela esquentando o meu nariz. As mãos dela passeavam nas minhas costas, o que foi me deixando entorpecida.
O medo de me arrepender como na primeira vez em que isso aconteceu fez com que meu corpo se enrijecesse e fiz menção de recuar, mas fui impedida pela mão dela que a esta altura havia estacionado no meu pescoço.
Embora minha mente fizesse meu corpo vacilar, ele queria seguir adiante e eu já sentia o meu short emprestado ser tomado por um líquido viscoso.
Talvez fosse a hora de tirar a prova dos nove, resolvi me dar uma chance.
Encostei meus lábios nos dela e fui beijada com vontade. No entanto, minha resposta foi tímida, meio desconfiada.
Ela parou, segurou meu rosto e perguntou:
- Você tá bem?
Aquele cuidado me deixou mais à vontade. Naquele momento era só o que eu precisava, de alguém que me quisesse de verdade.
Fim do capítulo
Alguém tava precisando de colo e outras "cositas más"... O que vocês acham de Solange fazer Luisa se sebtirviva novamente?!
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Naiara Gopin
Em: 07/05/2018
Também não gostei. :( Sou do time da Carol, ela errou feio. Mas quem nunca errou? Para mim as duas devem ficar juntas.
Resposta do autor:
Vocês estão muito ansiosas meninas!
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