-- Então filha como foi? – Paula pergunta assim que a filha entra.
--Foi legal, só não foi melhor porque dois caras queriam bater no Junior. – Senta no sofá com a mãe
-- Mas o que ele fez para os rapazes quererem o bater?
--Nada mãe apenas esbarrou em um deles que ficou bravo porque uma bicha esbarrou nele. – falou com enfado
--Nossa que horror, mas então o que houve?
--A Deia o defendeu e colocou os dois para correr.
--Nossa, mas como assim? Ela bateu nos caras?
--Bateu, nos dois, só você vendo mãe ela é muito boa
--Mas isso é perigoso – Paula disse
--Eu falei, ela disse que só queria defender o Junior.
--Nossa espero que esses rapazes tenham aprendido a lição, nada a ver querer bater em uma pessoa por ela ser gay. – Juliana olhou para a mãe, agradecia muito por ter uma mãe tão diferente das mães de suas amigas, além de Paula ser uma mulher batalhadora era também uma mulher à frente do seu tempo, nunca teve preconceitos nem barreiras com nada.
--Deve ser difícil né mãe?
--O que filha?
--Ser diferente feito o Junior, ele já passou por tanta coisa.
--Sim, muito difícil, mas ele tem que enfrentar isso de cabeça erguida, não tem nada de errado ser quem a pessoa é.
-- Mãe e se eu gostasse de meninas? A senhora falaria o que? – Juliana perguntou na lata.
--Eu iria continuar lhe amando filha, mas você?
--Não, não eu não gosto de meninas – Ela falou rápido.
-- Então vai lá tirar essa roupa, ver se não acorda amanhã na hora do almoço.
--Isso eu já não garanto – Ela deu um beijo na mãe e saiu para o banho e ficou pensando naquilo que sua mãe disse, como saber se ela não gosta de garotas? Ela nunca ficou com uma para saber, ela sorriu e foi dormir com aqueles pensamentos.
-- Então minha mulher maravilha, como foi seu domingo? – Junior perguntou assim que Andreia entrou na escola com Juliana
--Passei estudando, revisei física e química
--Credo, domingo não é dia estudar. – Junior disse sorrindo
--Todo dia é dia de estudar Junior.
--Ela é uma CDF Ju – Juliana disse sorrindo – Entraram na sala e logo as aulas iniciaram, no final como já era de costume Andreia saia correndo para o seu trabalho, chegava no meio da tarde, mas ficava na casa de Juliana até o começo da noite.
--Lidia vamos fazer os seus exercícios – Andreia disse entrando no quarto e vendo a prima deitada na cama. –Ei preguiçosa não adianta fingir está dormindo, vamos estudar – Quando a prima levantou a cabeça viu no seu rosto a marca avermelhada. – Mas o que houve? – Ela levantou o rosto da prima para ver melhor a marca.
-- Ele me bateu – Lidia disse de cabeça baixa.
--Aquele miserável, ele vai se ver comigo agora – Ela saiu do quarto igual uma bala, encontrou o marido da tia deitado no sofá; -- Você é doido? Como faz aquilo com a Lidia? – Ela disse alto fazendo o homem sorrir.
--Abaixa a voz que essa é minha casa, se bem que você fica bem bonita assim, com raivinha – Ele matinha um olhar de cobiça para Andreia que estava com muita raiva.
--Seu imbecil , eu vou acabar com você – Quando ela iria avançar nele Lidia a segurou.
--Não prima, não faz isso.
--Mas olha para seu rosto, ele te espancou.
--Eu já estou acostumada, não faz isso, a minha mãe não vai gostar nada disso.
--Não encosta mais nela entendeu? – Ela disse com o dedo em riste e ele sorriu sarcasticamente.
--Vem Andreia, vem – Lidia a arrastou para dentro do quarto e trancou a porta.
-- Olha para você, eu vou acabar com ele -A menina mais nova pode ver os olhos dela mudarem de castanhos claros para um tom avermelhado.
--Eu estou bem, não fica assim – Lidia tentava acalma-la.
-- Eu vou quebrar a cara dele – Ela tentou abrir a porta mas não conseguiu – Abre essa porta Lidia.
--Não prima olha para você? Não vale a pena – Abraçou a Prima que respirava fundo como se estivesse tentando obrigar o ar entrar em seus pulmões. – Vem deita aqui – Lidia a fez deitar e ficaram ali abraçadas por um longo tempo.
--Lidia você é a única pessoa da minha vida é minha família, não posso te perder, não posso – Ela caiu em um choro doído e Lidia também chorava.
-- Eu não vou a lugar nenhum, estou aqui – Lidia alisava seus cabelos curtos, logo ela cochilou, no outro dia não encontrou o homem em casa, apenas a tia que veio a advertir que ela estava ali de favor e tinha que o respeitar, ela nada falou apenas pegou sua mochila e saiu, passaram-se alguns meses e ela naquela rotina, cada dia estava mais apaixonada por Juliana, porém estava saindo com Katia, ela ligou para a moça e conversaram por alguns minutos, ate consumir todo o cartão telefônico que Andreia tinha comprado, marcaram de ser ver e mais uma vez ficaram, sempre com a ajuda de Lidia elas saiam para o “culto” algumas vezes na semana, sempre Paula deixavam elas irem com a moto, algo que facilitava muito para elas.
Fim do capítulo

Lea
07/11/2021 às 18:30
Essa tia da Andréia é um lixo,junto com isso que chama de marido!!!
Thaci
20/04/2018 às 16:10
Boa tarde,autora !
Tem mulher que é cega. Não vê o monstro que tem dentro de casa. E tenho quase certeza que ele,abusa da filha e vai tentar fazer algo com a Deia. Parabéns pela estoria que está cada vez maravilhosa a cada capítulo postado. Nota mil.
Resposta do autor:
Nao Na melhor descrição que essa, monstro, mas vamos ver o que os próximos capítulos nos trará.
Obgda flor
BJS
Mille
20/04/2018 às 12:39
Olá Lili
Lili o que dona Marisa diria se o esposo a batesse no lugar da filha e a Deia a defendesse? Será que pediria para ela respeitar o bebum???
Creio que as duas serão sobreviventes de algo ruim que irá acontecer nesta família futuramente.
Bjus e até o próximo capítulo
Resposta do autor:
Infelizmente tem mulheres q passam por isso calada, sao sao coniventes a esses abusos, mesmo sendo absurdo, mas vamos lutando um dia nao veremos mais isso
Segue o barco, vamos ver o q espera para elas.
Bjs Mille
VNXPP
20/04/2018 às 09:13