Duas faces por ROBERSIM
Capítulo 29
Durando saímos da padaria pegamos um táxi, a avó de Valéria não morava tão distante de mim e em menos de dez minutos chegamos em sua casa . Valéria assistia a um desenho quando entramos, a senhora que nos atendeu era muito simpática. A menina quando me vê corre se jogando em cima de mim quase fazendo com que perdesse o equilíbrio.
-tia Vanessa que saudades!- me abraçava e beijava meu rosto, como se não nos víssemos há tempos- quando vou à sua casa de novo?- de repente ela para é me olha pensativa- Fui ao serviço da mamãe e tem uma mulher igual a senhora lá!
Bom não ia mentir pra criança, só não ia entrar em detalhes de toda a história.
-realmente vocês são iguais!- Katia, a namorada de Carol estava parada na entrada da casa, a senhora tinha deixado aberta e ninguém viu a mulher entrar-vocês são gêmeas, não são? – ela olhava de mim para Carol esperando por uma resposta.
-o que faz aqui Katia? -Carol pergunta, ela parecia surpresa com a presença da enfermeira.
-liguei pra sua casa e inúmeras vezes, para o celular e não atendia, então liguei pra dona Célia que me falou que Valéria estava aqui.
-Me desculpa Coral, não achei que pudesse dar algum problema-a senhora parecia preocupada.
-não tem problema nenhum dona Célia, não tenho nada a esconder!
-e então porque não me falou que sairia ontem com essa aí?- a expressão da enfermeira era de raiva, ciúmes para ser exata- e porque não falou no dia que fui a seu trabalho, que sua chefa tem uma irmã gêmea.
Se aquela garota engrossasse, ia escutar o que não queria.
-primeiro sai ontem porque quis, a Vanessa me convidou e eu aceitei, apesar de achar que não te devo satisfação- a mulher a olhava seria- ou você acha que eu engulo todos esses seus plantões- deu vontade de rir da cara de surpresa que fez- em segundo lugar, você não tem nada a ver com a vida da Vanessa e muito menos com a de Diana , esse é um assunto que só diz respeito às duas. E em terceiro, precisamos conversar. Vanessa tem como você ficar com minha filha por algumas horas, vou em casa com a Katia e depois vou pega-la.
Não gostei da ideia das duas juntas, e ainda por cima sozinhas mas confiava em Carol.
-Claro que posso, fico com ela o tempo que precisar.
-OBA VOU PRA SUA CASA TIA!- Valéria parecia realmente feliz com a possibilidade de passar algumas horas comigo.
-me liga assim que decidir ir pega-la.
-não vou demorar muito, ela tem uma mochila com roupas que trouxe ontem. Dona Célia entregue pra Vanessa, sei que a senhora deve está louca pra encontrar-se com suas amigas- pelo que Carol me falou que a ex sogra aos domingos, tinha sempre a mesma rotina, encontrar-se com algumas amigas.
-tá bom minha filha, o Fábio queria ver a filha, mas surgiu um problema em seu trabalho e desde ontem não retornou.
-peço pra babá traze-la essa semana aqui já esta de ferias da aula!
-tá bom, falo pra ele.
-Vanessa toma um táxi com ela, vou no carro com Katia.
Somente acenei em confirmação apesar do ciúme, não queria criar uma situação embaraçosa.
Já no táxi Valéria me olha como quem querendo perguntar algo, a menina parecia curiosa.
-o que foi Valéria?
-a senhora vai namorar a mamãe?- fiquei totalmente sem jeito, apesar de ter gostado da menina desde o primeiro encontro, não me sentia bem em conversar sobre aquele assunto.
-o que você acha sobre isso de eu querer namorar sua mãe?
-acho legal! Tia Katia e legal mais quase não vai nos ver, antes ela ia.
-então se eu começar a namorar sua mãe, não vai ter problema pra você?- ela somente sacode a cabeça, Valéria era criança especial, em algumas coisas podia-se dizer que aparentava ser mais adulta, do que a maioria das crianças da sua idade.
Como era ainda cedo pra que almoçarmos resolvi leva-la direto pra casa.
-você gosta de jogar vídeo games?-seus olhos brilharam- já vi que gosta, vamos jogar um pouco antes de almoçarmos.
-aquela moça do trabalho da mamãe, a que é muito parecida com a senhora , e sua irmã, não é?
-e sim, só que é segredo ninguém pode ficar sabendo.
-por quê?- me olhava confusa - não é bom ter uma irmã?
-e sim meu amor, mas no nosso caso houve muitos problemas que fizeram com que nos separasse, mas logo, logo isso vai deixar de ser segredo. Mas por enquanto é segredo tá!
Falei aquilo por conhecer Diana, ela já estava no limite e a qualquer momento enfrentaria o pai e me assumiria pra todos, ainda mais agora que estava apaixonada e não queria segredo com Jessica.
-tá bom tia, por isso não falei pra tia Katia que dormimos na sua casa.
Ri do jeito da criança que falou como se estivesse contando um enorme segredo.
Assim que chegamos meu celular vibra, pensei que fosse Carol avisando já ter terminado a conversa com a enfermeira, mas era Diana, estranhei já que minha irmã passaria o dia com Jessica.
-Aconteceu alguma coisa?
-não, só tô ligando pra saber como foi sua noite com Carol!
-mas é muito curiosa! Cadê a Jessica porque não está com ela?
- porque vim pegar roupa pra ela com sua mãe. Agora me fala o que aconteceu?
-Não dá pra falar agora, a Valéria está aqui comigo.
-aconteceu alguma coisa?
-aconteceu, mas depois conversamos.
Ela se despede prometendo me ligar em outra hora, que passaria o dia e talvez à noite com Jessica.
...
Liguei pra minha mãe avisando que Diana ia buscar roupa pra mim. Não quis comentar a respeito do porre, pois sabia que ia chamar minha atenção.
Estava aguardando Diana pra almoçarmos, superar do enjoo e por não ter comido quase nada mais cedo, meu estômago estava dando sinais de revolta.
Fiquei no quarta deitada, vem a minha cabeça as roupas que encontrei em seu guarda roupas enquanto procurava algo pra mim, outra vez vou no móvel e abro e me deparo novamente com as roupas, pego algumas peças, estavam separada em uma gaveta até calcinha tinha, novamente o ciúme me domina , em minha cabeça passava mil besteiras , imagino Diana com outra mulher , naquele quarto , naquela cama uma raiva fora do comum me domina. Antes que ela chegasse coloco de volta as peças na gaveta e vou pra sala pra parar de pensar besteiras.
- Oi amor, demorei muito?- Diana chega com uma bolsa que reconheci ser de minha mãe- sua mãe mandou um recado , disse que vai dar uma desculpa pro seu pai pra que durma aqui.
Ela sorria, parecia realmente feliz com minha permanência em sua casa, apesar do ciúme que me dominou mais cedo, fiquei mais aliviada com sua reação.
-vamos sair pra almoçar estou com muita fome.
-pelo visto a ressaca já passou, vai se trocar essa roupa enorme não caiu bem em você! -ri de sua expressão, a blusa que estava vestida parecia mais um vestido em mim.
Enquanto me trocava Diana resolveu ligar prós pais, que depois soube, ter insistido pra que ela fosse almoçar com eles. Fomos a um restaurante que Diana costumava frequentar, a garçonete a tratou com uma intimidade que não gostei nenhum pouco.
-você costuma vim bastante aqui, Não e?
-de vez enquanto, não gosto de cozinhar só pra mim- ela sorri pegando em minha mão que estava descansando em cima da mesa -mas nunca trouxe ninguém com quem fiquei aqui!
- seiii – olhava desconfiada- mas já trouxe alguém aqui?
-já sim, não quero que haja segredo entre nós. Trouxe uma amiga que conheço há anos, ela já veio várias vezes aqui comigo- meu ciúme era notado em minha expressão-ela é realmente uma amiga, que vou te apresentar assim que tiver oportunidade.
Apesar do ciúme, fiquei feliz com que me falou , conhecer as pessoas que faziam parte de sua vida, era uma prova que ela estava algo além de um namorico.
Almoçamos em um clima bem agradável, mas na verdade queria mesmo estar a sós com ela em seu apartamento. Antes de começar beber na noite anterior, minha intenção era de encontra-la , nos divertir e voltar pra casa e matar essa saudade que estava de senti- lá em mim.
Queria aproveitar o máximo de nosso final de semana, em alguns dias Marcos estaria de volta e as coisas se complicaram, não ficaria com ele, isso estava fora de cogitação, mas também sabia que ele não facilitaria as coisas pra mim, ainda mais tendo meu pai a seu lado.
-o que você quer fazer agora, queres ir em algum lugar?- ela pergunta quando sairmos do restaurante.
-na verdade quero ir pra casa-falo pra casa sem pensar, e ela me olha e sorri, pois sabia o significado que havia dado... De morarmos juntas!
-então vamos, ainda está ruim? Percebi que quase não comesse.
-estava com fome, Mas não estou conseguindo comer!
-em casa preparo alguma coisa pra você, já essa sensação passa.
Já no carro voltando para seu apartamento pouso minha mão em sua coxa, aquela sensação de sermos uma família era maravilhosa, Marcos nunca me inspirou aquele desejo, mas com Diana sabia exatamente que era aquilo que queria.
-o que foi amor, ficou tão calada!- pensei que estivesse concentrada no trânsito, mas me enganei. Ela me olhava pelo espelho parecendo estudar todas minha expressão.
-estava aqui pensando - ela não fala nada, mas continua me olhando e agora com uma interrogação no olhar- o que realmente você espera disso que estamos vivendo?
Ela parecia confusa. Fui mas específica.
-o que você quer comigo, sei que não me prometeu nada de duradouro, mas o que realmente quer!
- porque está perguntando isso?
- queria saber, todos falam sobre seus relacionamentos, tem a mesma opinião... Ou seja, a que você nunca se amarrou em ninguém.
- eu gosto muito de você Jessica, já falei que te amo...
-mas até quando?
Ela parecia não saber responder. Não queria pensar que aquilo que estávamos vivendo fosse passageiro e que de uma hora pra outra ela despertaria e descobriria que não era aquilo que queria pra ela.
-estou te perguntando isso porque eu quero me casar, ter filhos, construir uma família.
...
Enquanto falava a olhava, não entendia Onde Jessica queria chegar, já tinha deixado claro que a queria em minha vida.
-Aonde você quer chegar Jessica, com essa conversa.
-a lugar nenhum, só estou te falando que essa sempre foi minha meta, me relacionar, casar , ter filhos- aquela conversa já estava me dando medo, onde ela queria chegar- já te falei o que sinto por você Diana, mas quero estabilidade.
-mas minha intenção é de ficarmos juntas, por mim já estávamos morando juntas!
Na verdade por minha vontade todos já saberiam sobre nós. Não via a hora de vê-la sem Desculpas, sem obstáculos.
-você sabe que meu pai não aceitará tão facilmente, e que talvez o seu pai também não aceite numa boa.
Tem muita coisa que meu pai não vai aceitar numa boa, não é só meu relacionamento que está em questão.
-Jessica estou disposta a enfrentar nossos pais por você, sei que não é o que o Akira sonhou pra sua vida, mas ele tem que entender que é a sua vida que estamos falando , e você que terá que escolher quem te faz feliz e nesse caso... Sou eu!-
-mas é muito convencida mesmo!
- não sou convencida e só um fato sabe que você não consegue viver sem mim.
Sua gargalhada ecoa pelo carro, amava vê-la assim, descontraída. Realmente estava disposta a qualquer coisa pra te - lá a meu lado, moveria céus e terras pra tê-la comigo.
-eu te amo, sinceramente acho que sou eu que não sei mais viver sem você!
Sua expressão era de deslumbramento ao ouvir minhas palavras.
-eu também te amo Diana, sei que com você a meu lado sou capaz de enfrentar tudo.
Passamos a tarde de domingo deitas em meu quarto, assistindo alguns filmes GLS , ela o tempo todo aconchegada em meus braços , por mim o tempo poderia parar, nunca pensei que um simples programa caseiro, pudesse me dar tanto prazer.
A noite como havia prometido dormiu em minha casa de novo, eu estava louca pra fazer amor com ela desde que voltamos de nosso almoço, mas ao deitarmos ela se aconchegou tão manhosa em meus braços que ficamos somente agarradas.
Naquela noite fizemos amor carinhosamente, sem presa, descobrindo pontos de prazer nunca explorado, me entreguei totalmente a ela.
A toquei com infinita ternura, beijei cada parte de seu corpo, enlouqueci quando, enquanto beijava sua nuca , rebol*va sua banda contra meu sex*, empinando de maneira sensual, só sossegando quando finalmente me fez goz*r e me deixando mole , sem forças em seus braços.
...
P/VANESSA
Já havia passado da hora do almoço e Carol não dava notícias, já tinha tentando ligar para seu celular e nada dela atender. Valeria era uma criança maravilhosa, ficamos horas jogando e na hora do almoço fomos a um restaurante nas proximidades, estava com receio de sua mãe chegar e não nos encontrar, deixei recado na portaria do prédio mas tinha medo de haver algum desencontro.
Depois que saímos do restaurante tento ligar novamente, mas dessa vez consigo falar.
-até que em fim, o que aconteceu que não atende essa droga de celular- falo rispidamente, na verdade era puro ciúme, pois em minha cabeça só conseguia imaginar as duas juntas , em circunstâncias íntimas.
-calma, já estou indo pra aí, te explico o que aconteceu- ela é breve , só me deu chance de avisar Onde estávamos.
-Tia Vanessa a mamãe não vem?
- já está chegando meu amor, rua só está resolvendo algumas coisas e já vem. Porque não vai brincar no balanço, fico te olhando daqui-ela me da um beijo no rosto, o que me pegou de surpresa e se foi. Enquanto a olhava ficava pensando que aquela menina faria parte da minha vida, se dependesse de mim.
- não acredito! Bela e você mesmo- fiquei assustada com aquele homem a minha frente sabia que o conhecia de algum lugar , há muito tempo não ouvia aquele apelido- não está me reconhecendo , sou eu Lauro!
Fim do capítulo
Boa noie meninas!
espero que estejam gostando do rumo que estou dando aos personagens.
bjss
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NayGomez
Em: 01/03/2018
Ai cacete pq a Diana não conta logo pra Jéssica da irmã gêmeas e acaba com isso de uma vez, tenho pra mim que isso vai acabar dando merdas pq a Jéssica pode acabar vendo a Vanessa com a Carol e achar ser a Diana. Enfim obg pelo CAP.
Resposta do autor:
Boa tarde linda!
O problema é que Diana tem medo, afinal guardou esse segredo por anos e agora não sabe como Jessica vai reagir.
Bjsd
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patty-321
Em: 26/02/2018
Jessica ainda nao se sente segura com relação a Diana. Enquanto a Diana nao contar sobre a irmã vai pairar essa nuven sobre elas. A tal da Kátia e abusada, sera se aceitou de boa o término? E quem é lauro?
Resposta do autor:
Boa tarde!
Lauro e seguem do passado de Vanessa, como falar pra Jessica , se omitiu esse tempo todo.
Bjss
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