Capítulo 1

Capítulo UNICO

de Chocolate, por Katalyloa

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Eu havia ido lá para conversarmos, precisávamos colocar alguns pingos nos is. Depois que decidi ir embora aquela vez alguma coisa ficou no ar, e ela achava que deveríamos resolver para poder encerrar o assunto.

Ao chegar em sua casa, vi que estávamos sozinhas, eu entrei, ela me convidou para ir até seu quarto, ela sentou na sua cama, e eu na cadeira do computador, ficamos alguns minutos nos encarando, as palavras não saiam, nem minhas, nem suas. Até que ela finalmente abriu a boca.

– Quer chocolate? Vou buscar um pra mim. – Ela disse.

– Hm, chocolate cai bem, né!? Qual? – Perguntei meio sem dar importância, na minha cabeça passava outras coisas.

– Shot. – Respondeu.

– É o meu preferido. – Disse.

– Sério? É um dos meus também. – Ela respondeu já levantando e saindo do quarto.

Quando voltou, veio com duas barras de chocolate, se aquilo não era ser chocólatra, não sei o que é. Onde cada uma de nós comeria uma barra? Na verdade, havia um jeito bem interessante de comer toda aquela barra. Eu não consegui evitar o pensamento, e um sorriso cafajeste escapou dos meus lábios.

– O que foi? – Ela perguntou desconfiada.

– Hm, passou uma idéia pela minha cabeça. – Respondi ainda rindo.

– Ai, você e suas idéias. 

– Você nem sabe o que é. Poxa. E já me corta. – Disse vestindo a minha melhor fantasia de cafajeste.

– Então diz. – Ela pediu, ainda não muito certa se queria saber a resposta.

– Eu preferiria chocolate de outra forma. – Respondi cinicamente.

– Qual? – Ela perguntou um pouco mais a vontade.

– Preferia usar chocolate pra algo mais animado. Pensa comigo...

– Hmm?

– ... ele derretido sobre um corpo, e você lambendo ele todo. No caso, eu lambendo.

– Interessante. – Ela respondeu entendendo a indireta.

– Então...? – Insisti na resposta dela.

– Eu tenho uma idéia melhor... – Vi a malicia em seus olhos naquele instante.

– Qual? Perguntei ansiosa pela resposta.

–... por que derreter o chocolate, se tenho cobertura na geladeira? – Seu sorriso não negava sua intenção.

– Pode buscar se quiser.

            Ela então se levantou e saiu do quarto mais uma vez. Eu não sabia o que estava acontecendo exatamente ali. Eu a queria, mas não tínhamos mais um relacionamento, e ela? O que será que ela estava achando daquilo tudo. E a conhecia, conhecia sua índole, ela era tímida, era doce, mas entrou na minha onda. Por que será? Eu estava com medo, se algo acontecesse entre nós, o que viria depois? Eu teria que ficar de vez, eu poderia ir embora só deixando aquele momento vivo na minha mente, nós começaríamos do zero? O que?

            Perdida em pensamentos, fui desperta por ela passando pela porta com o pote de cobertura de chocolate na mão, e um sorriso na face. Eu então resolvi deixar meus pensamentos de lado, e aceitar o inevitável, nós nos desejávamos, seria difícil resistir, podia não ter dado certo antes, mas quando nos aproximávamos, o fato é que faíscas rolavam.

            – Eu passo ou você passa? – Perguntou maliciosa.

            – Prefiro que você passe, gosto de observar.

            Ela então se despiu, e começou a derramar o liquido que saia do pote em seu corpo, ela os esfregava em si, meio tímida, meio sem jeito, mas ao mesmo tempo, ansiosa pelo que viria. Com o corpo lambuzado de chocolate, ela se deitou sobre a cama, e ficou ali, esperando por mim. Eu tirei a blusa, e a calça, me deitei ao seu lado, e ainda tensa, acarinhei seus cabelos, os colocando atrás da orelha. Fiquei a olhando, até que comecei o ritual que eu mesma tinha dado idéia.

            Passei minha língua devagar pelos seus lábios, ela os entreabriu, mas eu não quis beijá-la, era só para tirar o chocolate que havia ali, passei a língua mais uma vez, e logo desci pelo seu pescoço, ela respirava alto, provavelmente pelas sensações que sentia com a minha língua quente sobre sua pele. Desci até o colo, onde fiquei algum tempo saboreando o chocolate e ela também, até que com fome, e vontade, cheguei aos seus seios, não resisti, ora lambia, ora chupava, confesso que até mordisquei. Ela soltou um gemido, e puxou o lençol, eu ri. Fui de encontro ao outro seio, onde passei minha língua pelo bico rijo, seu corpo tremeu embaixo de mim, e eu continuei a percorrer o caminho do chocolate, desci pelo abdômen, passei a língua levemente em torno do umbigo, passei minha língua pelo ventre, e nesse momento, a ouvi gemer alto. Adorei aquele som, eu estava ali, desvendando seus mistérios. Fui descendo pelo seu ventre, até que parei, e fui direto para sua panturrilha, a ouvi resmungando algo, achei hilário. Então segurei sua perna, e vim subindo por ela, passando minha língua em todo o caminho, o chocolate saia de sua pele, e nela ficava o rastro quente da minha saliva, quando cheguei em sua coxa, a mordi com vontade, ela gemeu alto, fui pra outra coxa, e beijei suavemente, subi com a língua até sua virilha.

            – Vira de bruços. – Eu ordenei.

            Ela então virou, eu deitei sobre ela, e comecei a beijar sua orelha, lamber sua nuca, e ela gemia gostosamente. Ela então com um fio de voz, disse.

            – Faltou um lugar.

            Eu ri alto, e desci com minha mão por debaixo de seu corpo, toquei seu sexo molhado, e respondi em seu ouvido.

            – Do jeito que ele está molhado, não precisa de limpeza.

            Ela então sentindo minha mão em seu sexo, aproveitou e começou a mexe embaixo de mim, minha mão como se tivesse vida própria, massageava seu sexo rijo e pulsante, ela gemia e mexia embaixo de mim, eu parei de massageá-la e desci beijando suas costas, lambi o caminho inteiro, até que quando senti sua bunda próxima a mim, apertei com força e mordi, ela gemeu alto, e disse.

            – Vem, tava bom, continua.

            Obedecendo sua ordem, voltei a me deitar sobre ela, e continuei a com a massagem em seu clitóris, a cada segundo, ela gemia mais alto, até que eu percebi que eu iria ter um orgasmo a qualquer momento, mas antes, eu queria tê-la como sonhei.

            – Te quero toda. – Falei ao seu ouvido.

            – Sou sua – Ela respondeu com a voz rouca e abafada pela fronha que ela mordia.

            Nesse instante, um click tomou conta de mim, e eu com a fome a muito guardada desci pelo seu corpo, e com ela ainda de bruços, procurei a entrada de seu sexo, ao encontrar, penetrei levemente, e ouvi um grito abafado sair de sua boca. Fiquei ali movimentando meu dedo dentro de seu sexo quente, e úmido, ela me ajudava com os movimentos, mexendo pra mim gostosamente. Minha fome crescendo me dominava, até que me posicionei atrás dela, e a penetrei com mais um dedo, seu gemido veio alto dessa vez, nossa sintonia era algo inexplicável, ela inclinou seu corpo todo para trás, e começou a rebolar em minha mão, eu mexia meus dedos dentro dela em movimentos circulares, e ora ou outra estocava meus dedos no movimento vai e vem. Sua respiração começou a acelerar, senti os músculos de sua coxa que vez ou outra encostava em mim, tremer, com a outra mão, segurei seu quadril e puxava seu corpo pra ajudar meus dedos invadirem seu sexo. 

            – Se você soubesse o quanto esperei por isso – Disse ofegante.

            Ela não respondeu, só gemia, mas pra mim, e isso era a melhor resposta. Aumentei a força das estocadas, ela se inclinou mais pra mim, e antes que pudesse pensar em puxá-la novamente, um gemido alto ecoou pelo quarto e seu corpo caiu sobre a cama. Meus dedos ainda dentro dela, foram ficando encharcados do liquido quente que escorria de seu sexo. 

            Tirei meus dedos de dentro dela, e deitei ao seu lado. Ela ainda respirava ofegante. Mas entre um suspiro e outro, sua reposta veio abafada.

            – Eu também queria isso, e você não imagina o quanto.

            Passei a língua pelos seus lábios, mas dessa vez, era pura provocação para iniciar um beijo quente e faminto. Minha língua encontrou a dela, e as duas dançaram juntas numa sintonia única, ficamos ali nos beijando demoradamente, minhas mãos novamente tomando o controle, desceram pelo seu corpo, acariciando cada pedaço de pele nua, ela foi virando o corpo e minha mãos foram acariciando mais partes descobertas, até que novamente em seu sexo minhas mãos repousaram, e antes de começar a massageá-lo, desci a boca para seus seios, e os chupei demoradamente, minhas mãos já em ação, sentiam ainda a quentura daquele lugar, então fui descendo meu corpo, até ficar de joelhos no chão, olhando assim, o local que queria lamber demoradamente. 

 

            Olhando seus olhos, percebi neles um consentimento, e então a penetrei com minha língua, ela remexeu na cama, e puxou o lençol, em faminta, a chupava com fome, desejo, tesão, subi para seu clitóris, e passei a língua em torno dele, logo em seguida, o lambi por minutos maravilhosos, e quando senti que ela estava quase tendo um orgasmo intenso, eu o chupei com força, chupei demoradamente, ela puxava o lençol, e gemia. E entre um gemido e outro, o orgasmo veio forte, e minha boca se encheu do sabor daquele gozo esperado por mim durante tanto tempo. Ainda lambi seu sexo mais algumas vezes, só para ver seu corpo ter espasmos do prazer tido á pouco. Então subi de encontro a sua boca, e a beijei com amor, sim, porque no fundo era o que eu sentia, amor. E a abracei. Adormecemos nuas em sua cama.

Fim do capítulo

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