• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Por Acaso | A história de duas mulheres e seus acasos
  • Capítulo 4 - O acaso

Info

Membros ativos: 9550
Membros inativos: 1642
Histórias: 1984
Capítulos: 20,618
Palavras: 52,341,497
Autores: 785
Comentários: 106,291
Comentaristas: 2559
Membro recente: Mony2509

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025
  • Livro 2121 já à venda
    Em 30/07/2025

Categorias

  • Romances (860)
  • Contos (475)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (227)
  • Desafios (182)
  • Degustações (30)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Srta Matsuzaki
    Srta Matsuzaki
    Por EmiAlfena
  • A Princesa & A Dama De Companhia.
    A Princesa & A Dama De Companhia.
    Por Tk_Oliver

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • Diga meu nome
    Diga meu nome
    Por Leticia Petra
  • A Seguranca
    A Seguranca
    Por Lena

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (860)
  • Contos (475)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (227)
  • Desafios (182)
  • Degustações (30)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Por Acaso | A história de duas mulheres e seus acasos por Poracaso

Ver comentários: 1

Ver lista de capítulos

Palavras: 576
Acessos: 5890   |  Postado em: 11/11/2017

Capítulo 4 - O acaso

Como o ser humano pode sobreviver trabalhando tanto. Tinha a nítida sensação que a minha existência se resumia exclusivamente ao trabalho. No meu caso, a frase “vivo para trabalhar” vinha bem a calhar.

Na minha hora do almoço – comendo uma salada em frente ao computador na minha sala do escritório –, parei para atender ao telefone. Do outro lado da linha, Marina praguejava sobre meu excesso de trabalho e minha mania de eficiência.

Eu concordava, sem a esperança de solucionar o problema, mas certa de que ela tinha razão. Ela fazia referência ao regime de castas, citava Marx, falava da necessidade de ascensão da classe média e todas as frases acabavam, invariavelmente, com “tá ligado véi”. Eu a ouvia, invejando aquela forma leve de levar a vida e, ao mesmo tempo, sem conseguir me imaginar dentro daquele estilo.

Ela acabou o telefonema lembrando um e-mail que eu havia ficado de enviar. Sim, claro, o e-mail que concordei em enviar para Carol. Respondi que ainda não tinha tido tempo para fazê-lo e ela me interpelou dizendo que a dinâmica capitalista tinha dessas coisas, colocava as pessoas dentro de uma roda viva, onde o dinheiro passava a gerir o tempo e o tempo passava a ser dinheiro. Segundo ela, as pessoas então não paravam para contemplar os pequenos instantes da vida e tudo se tornava efêmero.

“Meu senhor!” – pensei, mas o que falei foi:

– Acho que, de fato, essa fuga pela satisfação por meio do consumo torna o sujeito pós-moderno, um indivíduo fragmentado, alheio ao mundo real – teorizei.

– Pois é, e é isso que você está fazendo, rejeitando as relações sociais – diagnosticou.

– Por causa do e-mail? – perguntei

– Também. O e-mail é apenas mais uma reação sua às relações. Vejo que você julga tudo como relações líquidas, com as quais você nada pode aprender. Mas reflita, entenda que cada relação contribui para a sua transformação como ser humano – explicou.

– Sem dúvida. Prometo que vou mandar o e-mail e transgredir minhas concepções amargas de mundo – encerrei.

– Aguardo notícias – determinou.

– Pode deixar – afirmei.

Desliguei o telefone e lembrei porque eu era amiga de Marina: porque ela era única. Só ela conseguia simplificar o que havia de mais complexo no mundo e tornar complexo o que havia de mais simples no mundo.

Além disso, ela ainda era loira – embora eu não gostasse de loiras -, tinha olhos verdes, era linda e conseguia tomar chope e fumar sem que eu a odiasse.

Acabei de comer minha salada, pensando em largar tudo e ser hippie para vender minha arte na praia. Quem sabe o acaso não me reservava algo potencialmente interessante numa comunidade alternativa.

Embora fosse verdadeiramente apaixonada pelo meu trabalho, estava cansada emocional e fisicamente. Há 15 anos, vinha construindo uma carreira de sucesso dentro do Direito Privado, especificamente no que se refere ao Direito Empresarial, passando por inúmeros escritórios de advocacia. Agora, depois de muita luta, finalmente havia chegado ao topo, tinha me tornado sócia de um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil, com filial nas principais praças do país – isso explica minha peregrinação pelos aeroportos da nação – e contas de grandes empresas nacionais e internacionais.

Vivia em tribunais defendendo clientes, em sua grande maioria indefensáveis, perdendo e ganhando, sempre aos olhos cansados e, muitas vezes, dissimulados da justiça.  Sem saber o que, ao certo, era justo. Mas, bem, deixemos ao acaso.

Fim do capítulo


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 4 - Capítulo 4 - O acaso:
mtereza
mtereza

Em: 13/11/2017

Gostei da Marina ainda mais agora que minha empresa me comunicou que meu trabalho no feriado do dia 15 não vai me dar direito a folga no dia 24 típica apropriação da força de trabalho pelo capital agora respaldo pela nova lei trabalhista fazer ficamos impassíveis e deixamos acontecer 

PS: Quando vai rolar o reencontro ?


Resposta do autor:

Tereza, em sinal de protesto, vamos combinar o seguinte: você vai ler o capítulo de quarta, durante o expediente! Será que tem alguma cláusula da nova lei que condene esse comportamento?

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web