Capítulo 6

11º aniversário da Jeannine

de Dueto: perdurável, por May Poetisa

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Dueto: perdurável

11º aniversário da Jeannine

 

Numa quinta-feira, Jeannine se machucou no colégio e Luiz foi chamado para socorrer a sobrinha.

 

- Princesa, vai ficar tudo bem, ligo para as suas mamães e vou te levar ao hospital (ele explicou a pegando no colo e levando a pequena para o carro).

 

Depois de acomodar Jeannine, ligou para a irmã.

 

- Alô!

- Mana, tudo certo?

- Sim e contigo?

- Jeannine caiu aqui no colégio e se machucou. Vou levar ela no hospital, você nos encontra e avisa sua esposa que estamos indo para lá?

- Lu, o que aconteceu? Ai meu Deus! Ela está bem?

- Calma, não se apavore e nos encontre lá. Agora preciso desligar.

- Cuida dela e até já!

 

Eles desligaram e na sequência Layza ligou para Vitória.

 

- Amor, é urgente? Estou em atendimento.

- Nossa filha se machucou.

- Onde ela está?

- Com o Luiz e já estão indo para aí.

- Vou aguardar, mas o que aconteceu?

- Ela caiu. Estou saindo daqui. Até logo!

- Até. Beijo!

 

Layza não tinha condições de dirigir e pediu um táxi. Chegou ao hospital no mesmo instante que o irmão e a filha. Vitória já esperava por eles.

 

- Já lavamos o rosto dela, mas não para de sangrar (Luiz explicou).

- Obrigada Lu. Jeannine a mamãe vai cuidar de você (Vitória informou).

 

Layza e Luiz ficaram na recepção aguardando.

 

- Mano, me conta o que aconteceu?

- Ela estava brincando de pular amarelinha no intervalo. Tropeçou e caiu. Yanna e a inspetora que ajudaram ela. Em seguida a coordenadora me chamou para socorre-la.

- Estava sangrando muito.

- Foi bem na área do supercílio é comum sangrar.

- Ainda bem que ela está sobre os cuidados da melhor pediatra da cidade.

- Puxa saco!

- Mano, obrigada por socorrê-la viu.

- Nem precise agradecer, amo nossa princesa.

- Meu sobrinho está bem?

- Sim e crescendo muito rápido.

- E a Mieko?

- Tudo bem, já estamos planejando e em breve nossa família vai aumentar (contou feliz).

- Corajosos!

- Não queremos que as crianças tenham tanta diferença de idade sabe e a mamãe adorou.

- Imagino, ela sempre sonhou em ser avó, sempre nos pediu netos.

 

Os irmãos conversaram por um bom tempo, aguardando por Vitória e Jeannine. Uma hora depois a médica retornou.

 

- Vi, nossa princesa está bem?

- Sim. Precisou de sutura.

- Quantos pontos?

- Seis e o corte foi no supercílio. Ela está terminando de tomar a medicação, você fica um pouco com ela? Eu preciso fazer outro atendimento.

- Claro, fico sim.

- Bom, eu já vou indo e tenho que dar notícias para a Mieko. Qualquer coisa me ligue (Luiz falou se despedindo delas).

 

Lay ficou com Jeannine e uns trinta minutos depois foram embora. Já em casa a criança olhou no espelho e perguntou:

 

- Mãe Vi, porque teve que me costurar?

- Amor, precisou de pontos por conta do corte e precisamos unir as bordas do machucado. Se você sentir dor me avise! Não pode cutucar, coçar e nem mexer. Ok?

- Ok! Eu assustei quando vi um monte de sangue (contou).

- Já passou meu amor (Vitória a tranquilizou).

- Seu tio contou que você estava pulando amarelinha quando caiu (Lay comentou).

- Foi. Eu estava brincando com as amigas, perdi o equilíbrio e escorreguei.

- Seu cadarço estava amarrado? (Vitória quis saber).

- Mãe, eu estava de sapatilha.

- Entendi.

- Meu óculos quebrou, acho que a tia da escola colocou na minha mochila, mas ele está partido (lamentou).

- Não tem problema. Faremos outro, já estava próximo de trocar mesmo né Vi.

- Verdade e amanhã você consegue ficar com ela? Eu preciso acompanhar cirurgias.

- Vamos fazer assim, ligo para a minha mãe e peço um help de manhã. Mas no horário do almoço já retorno e passo à tarde com ela. Assim dá tempo de desmarcar os meus pacientes do período da tarde e atendo só no turno matutino.

- Ótimo!

- Eu não vou para a escola?

- Não. Você vai ficar em casa amanhã, seu rostinho precisa desinchar.

- E no balé?

- Também não, você precisa descansar.

- Poxa mãe (reclamou).

- Só até você melhorar, vai passar rapidinho (Vitória esclareceu).

 

Layza ligou para Conceição, que no outro dia madrugou na casa delas e preparou um delicioso café da manhã. Jeannine adorou os mimos da vó, que cuidou com muito carinho dela. Na sexta à noite, depois de Yanna insistir muito, Luciene ligou na casa de Jeannine. Vitória atendeu.

 

- Alô!

- Olá! Quem fala é a Luciene, mãe da Yanna.

- Oi Luciene, é a Vitória como vai?

- Estou bem. Vitória estou ligando, pois, a minha filha está toda preocupada com a sua. Ela melhorou?

- Sim, já está bem melhor. Agradeço por ter ligado.

- Elas podem conversar só um pouquinho?

- Claro! Vou levar o aparelho para ela.

- Obrigada!

 

Minutos depois as duas amigas já estavam conversando.

 

- Alô.

- Nine!

- Oi.

- Tudo bem? Melhorou?

- Tudo, melhorei sim.

- Você me deu um susto.

- Também assustei, saiu muito sangue né.

- Verdade e parou de sangrar?

- Parou, precisou de ponto.

- Nossa.

- Seis pontos.

- Doeu muito?

- Um pouco e meu rosto ainda está feio.

- Logo você melhora.

- É.

- Eu pedi para a minha mãe ligar, porque hoje você nem foi na aula da escola e do balé.

- Minha mãe não deixou eu ir, disse que tenho que melhorar.

- Entendi, fica boa logo!

- Obrigada de ter ligado.

- Nine, boa noite!

- Boa noite!

 

Com o passar dos dias Jeannine se recuperou e após a cicatrização a marca do corte ficou quase que imperceptível.

 

Certo final de semana, Layza e Vitória levaram a filha para passear no Parque Villa Lobos. Totó foi junto com elas e se divertiu bastante na área pet do parque estadual. Lay pedalou com a filha e percorreram boa parte do local em suas bicicletas. Enquanto Vitória optou por ficar lendo na sombra de uma árvore. Voltaram para casa no final do dia e já dentro do carro, Jeannine questionou:

 

- Mães, as mulheres não são iguais aos homens?

- Não (Vitória respondeu).

- Por isso que tem brincadeira de menina e de menino?

- Ai! Agora complicou (foi a vez de Lay se manifestar).

- Amor, ela tem idade para entender sobre igualdade de gênero?

- Não sei, mas já que ela está perguntando é bom explicarmos.

- Verdade!

- E então? (Jeannine aguardava pelas respostas).

- Filha, quando você olha para uma mulher e para um homem, você consegue perceber que são diferentes. Certo? (Vitória começou a elucidar).

- Sim!

- As diferenças são físicas, o feminino é diferente do masculino. Entendeu?

- Entendi.

- Minha linda, agora eu tenho uma pergunta (disse Layza).

- Qual?

- Você e a Vi, já falam o que é diferente. Você sabe o que é igual?

- Não.

- Somos todos seres humanos, homem, mulher, criança e idoso.

- Verdade.

- Agora respondendo sua outra pergunta, não existe brincadeira de menino e de menina. Brincadeira não tem sexo e as crianças podem brincar do que tiver vontade.

- Que legal! Se os meninos quiserem podem brincar de boneca?

- Podem sim.

- E eu posso empinar pipa e brincar de carrinho?

- Claro que pode minha princesa.

- Mães, no colégio chamaram o Bruninho de menininha porque ele gosta de balé.

- Isso é preconceito filha e não é legal.

- Não mesmo (a garota concordou).

 

Vitória observava encantada a forma como Lay conversava com Jeannine, entre elas existe uma amizade e cumplicidade maravilhosa. No começo a morena se atrapalhava um pouco e até se esquivava em responder as questões levantadas pela filha e sobrava para a ruiva. Porém, com tempo juntas, tudo foi melhorando muito entre elas.

 

- O que nós vamos jantar?

- Não sei. Vi o que você sugere?

- Lay, quero alguma massa hoje.

- Boa pedida. Eu topo!

- Eu também (Jeannine adorou a ideia).

 

As três jantaram em um restaurante italiano, no bairro do Bixiga, na região central da cidade de São Paulo.

 

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|11º aniversário da Jeannine| Layza e Vitória organizaram a festa no espaço recreativo de um fast food e as crianças brincaram muito.

 

“Amo-te mais do que a mim mesma, mais a cada segundo, imensuravelmente mais a cada instante”. |Priscila Ogg|

 

 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
M

Mille

29/10/2017 às 17:59

Ola querida amiga May

Muito lindo a Lay com a Mine e ver a amizade das duas é fofo, além da coleguinha que se preocupa com a amiga.

Bjs e até o próximo capítulo, uma ótima semana de paz.



Resposta do autor:

Oie, história evoluindo bem né e gosto muito de retratar a amizade. Que assim seja, que a nossa semana seja repleta de paz. Retorno na quarta e pretendo publicar um extra no feriado; merecemos não é mesmo? Rs Beijos! 

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