O acidente
-Filha da puta!
-Olha a boca garota
-Posso saber o porquê de tanta raiva ?
Lara se jogou no sofá tentando manter a calma, passou as mãos pelos cabelos enquanto sua mãe a olhava com os braços cruzados.
-É a Cecília
-De novo esse seu amor platônico por essa garota
Ester da às costas pra filha mexendo em sua pasta, não dando a mínima pra raiva da filha.
-Ela me disse que estar namorando a Amanda
-Amanda nunca ficaria com uma garota como ela disse dando desdém pro que a filha disse.
-Elas chegaram de carro, a Amanda veio me peitar é logo a Cecília saiu do carro é veio falar comigo dizendo que ama a Amanda.
Lara tentava conter a raiva, enquanto sua mãe ainda estava paralisada de costas pra filha olhando o vazio.
-Você vai ficar ai sem dizer nada mãe!
Ester se virou fitando a filha sorriu maliciosamente enquanto pegou a bolsa que estava ao lado do sofá.
-Sabe filha eu tenho duas cartas na manga, enquanto você a olhou de cima a baixo - Nem parece a minha filha.
-Não vou usar as mesmas armas que você, a Cecília é especial pra mim não posso machucá-la.
Ester apenas balançou a cabeça negando tudo o que a própria filha falava a deixou sozinha indo em direção a porta.
-Quando eu chegar conversamos.
-Marcio precisamos conversar disse Amanda entrando no escritório.
-Finalmente apareceu.
Amanda apenas revirou os olhos, fechou a porta atrás de si é encarou o marido que estava atarefado em meio aos papeis.
-Eu conversei com a Ester é ela me disse que a palestra contra a obesidade estar chegando.
-Marcio
Bufou o marido ao escutar Amanda.
-Em casa querida.
Amanda deixou o escritório pensando que isso não seria uma boa ideia, começou a trabalhar pensando apenas em sua mulher.
Enquanto Cecilia falava com o pai no telefone, sua mãe estava feliz por mais uma venda de uma casa.
Ao desligar o telefone ficou sentada no sofá assistindo um programa qualquer na televisão.
-Pedindo dinheiro pro seu pai ?
-Não mãe só com saudades
-Tenho que ir trabalhar agora, o mesmo esquema
Ao escutar a porta sendo fechada, suspirei fechei os olhos imaginando a noite passada logo sou surpreendida por uma batida na porta.
Deve ser a Lara pensei indo abri-la.
-Ester!
-Ola Cecília, será que eu posso entrar
Dei passagem pra mesma passar, disse que minha mãe não estava em casa mas ela não se importou muito com isso.
-Precisamos conversar disse me fitando de pé
-Sim ?
-Acha mesmo que é especial não é mesmo garota ? Eu soube do seu envolvimento com a Amanda.
-Ela é minha namorada é eu não vou permitir que você venha me afrontar
Ester a olhou incrédula com aquela posse toda da garota a sua frente, ela apenas sorriu debochada.
-Estar com muita posse, ela já te fez mulher ?
-Isso não te interessa! Agora saia da minha casa disse abrindo a porta
Ela veio caminhando até a saída mas antes de sair olhou em meus olhos e disse.
-Ela vai te usar, cuidado você não conhece a Amanda como eu.
-Obrigada pelo aviso
Fecho a porta com força, meu corpo todo estremes se só de pensar no que Ester me disse logo tento afastar esses pensamentos ruins indo tomar um banho.
Estava preparando o material pro estudo quando escuto uma batida de leve na porta, eu sabia que ela era corri pra atender.
Amanda sorria lindamente pra mim, quando ela entra me dar um beijo de tirar o fôlego, ao cessar peso um tempinho pra respirar melhor.
-Você fica uma gracinha ruborizada
-Culpa sua dou-lhe um tapa no ombro -Um dia desses vai me matar
-De prazer disse sussurrando em meu ouvido, meus pelos se arrepiam.
-Chega vem vamos estudar a pego pela mão levanto até a sala.
-O que aconteceu com o quarto me pergunta ao se sentar me fitando com um o olhar do gato de botas.
-Estar interditado por alguns dias, dou-lhe um selinho é me sento.
Começamos a estudar pra minha prova, ela começou a me passar exercícios difíceis a cada acerto ela me dava um beijo daqueles, a cada erro ela se negava a se aproximar de mim.
Passamos a tarde toda assim, quando terminamos ofereci um lanche, enquanto comíamos uns sanduíches meu amor se encontrava seria e pensativa, eu já sabia o por que.
-Vai ser hoje ela disse fazendo meu coração se apertar.
-Me prometa uma coisa disse me olhando seria.
-Não amor eu não posso .
-Cecilia!
-Não posso prometer.
-Eu não quero que ele te machuque, Marcio vai ficar descontrolado passou as mãos nos cabelos o jogando pra trás.
Eu apenas a abracei fazendo carinho em seus cabelos.
Não demorou muito ela se foi, fiquei andando de um lado pro outro esperando o cair da noite, não demorou muito escutei o motor do seu carro.
Quando Marcio entrou eu estava sentada na poltrona da sala, respirando fundo pra tentar me manter forte é rezando pra Cecília não intervir.
-Humm, minha mulher me esperando é assim que eu gosto disse se aproximando vindo me abraçar.
Logo me desviei de seus braços, indo pro outro lado da sala, clara não estava era seu dia de folga.
-Vem ca Amanda, eu quero sentir você.
-Marcio eu disse que queria conversar disse seria.
-Eu não quero conversar, eu quero minha mulher disse pegando em meu braço, seus olhos semi cerrados se fixaram num ponto especifico do meu corpo.
-O que isso ? disse tocando meu pescoço.
-Sua vagabunda! disse apertando meu braço
-Deu pra outro homem!
-Eu não dei pra homem nenhum, eu preciso falar sobre nossa separação
-Você acha que eu sou idiota! Separação eu nunca vou te dar a separação estar me ouvindo NUNCA!
Me jogou no sofá com tanta força, afrouxava a gravata Marcio estava com sangue nos olhos.
-Agora você vai dar pra mim, como uma boa mulher
-Eu já disse que eu não vou dar pra você! Eu quero me separar eu não te amo mais, não quero você ao meu lado, um homem imbecil machista é espancador.
Senti um tapa forte em meu rosto, ele queimava um gosto de sangue se fez em meu rosto.
-Sua Vadia! O seu lugar é aqui comigo é sempre será
Marcio gritava pra quem quisesse ouvir, ele apertava meus ombros eu mandava ele se calar enquanto suas mão estava ocupada em rasgar minha blusa pela metade.
-Agora chega desse assunto, você vai me dar pro bem ou pro mal.
-Solta ela!
Meus olhos se encontraram com o de Cecília parada na porta com um celular na mao.
-Mais que porr* é essa, Saia daqui! Gritou me jogando no sofá novamente.
-Se você voltar a agredi-la eu ligo pra policia é sua fama irar pro brejo.
Sua voz saia tremula seus olhos miravam Marcio com ódio as vezes nos olhávamos, eu suplicava pra ela ir embora.
-Olha parece que temos uma defensora aqui, escuta aqui garota saia da minha casa
Marcio se aproximava de Cecília a longo passou, num rápido movimento o impedi tentando detê-lo de chegar perto dela.
-Saia Cecília! O agarrei pelas costas
-Me solta sua vadia, a única coisa que eu senti foi algo atingindo minhas costas.
-Amandaaaaaa
Fim do capítulo
Comentar este capítulo:
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:
[Faça o login para poder comentar]