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Ironia e Traição por May Poetisa

Ver comentários: 3

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Palavras: 1539
Acessos: 1928   |  Postado em: 12/10/2017

Ironia e Traição

 

Sexta-feira, final de tarde, Flávia estaciona seu carro em frente ao consultório odontológico de Melina.

 

Na recepção, solicita:

 

- Por gentileza, eu quero falar com a Melina Mendonça.

- A senhora tem hora marcada? (Questiona a secretária).

 

Flávia consulta o seu relógio e informa:

 

- Tenho sim. Agora são cinco horas (fala com ironia apontando para o pulso).

- Senhora, desculpe se não fui clara. Perguntei se tem horário marcado com a doutora Melina. A senhora é paciente? (A atenciosa recepcionista perguntou).

- Com relação a Melina, tudo que eu mais sou é paciente. Ela me enrola há anos, tem exatamente uma semana que ela está me evitando, não me atende e nem me responde quando envio mensagens. Estou aqui para colocar um ponto final nesta nossa relação complicada, isso se ela não usar da persuasão para me engambelar novamente (contou em um desabafo sincero).

- Senhora, confesso que fiquei perplexa (afirmou colocando as mãos na cabeça).

- Pode me chamar de Flávia, tudo que não sou é senhora, bem que eu queria; porém enquanto eu estou em um relacionamento sério, minha namorada continua com a vida de solteira. A Melina é profissional em me enrolar (reclamou chateada).

- Compreendo. Flávia, meu nome é Paula e encerro meu expediente às 18 horas. Gostaria de conversar mais contigo, contudo, não posso o fazer aqui no meu ambiente de trabalho. Mas posso adiantar que você não é a única que ela enrola (comentou cabisbaixa).

- Paula, então quer dizer que você também é uma “paciente” dela. Vamos conversar sim, faço questão. Pode por gentileza anotar meu número?

- Sim.

 

Flávia informou seu celular, Paula anotou e combinou de ligar assim que saísse.

 

Apressadamente Flávia deixou o consultório, foi até o seu apartamento pegou sacos de lixo e colocou todos os pertences de Melina; tais como algumas peças de roupas, chinelo e produtos de higiene que a namorada havia deixado por lá. Aproveitou também para ensacar alguns presentes que tinha ganho dela durante os dois anos de namoro. Saiu da sua residência munida de dois sacos pretos e grandes. Não jogou nada na lixeira, daria outro destino para tudo aquilo, jogando no quintal da casa de Melina e assim o fez. Após a tarefa cumprida se sentiu mais leve, para completar dentro da caixa de correspondências deixou sua aliança acompanhada do seguinte bilhete:

 

Melina, passei dias te procurando para terminarmos com cordialidade, mas você se esquivou. Já perdoei traições e te desculpei em todos os seus erros. Cheguei no meu limite e acabou. Cansei de amar sozinha e quero ser feliz. Adeus! Flávia.

 

Já dentro do carro seu celular tocou e ela não conhecia o número.

 

- Alô!

- Flávia?

- Eu.

- É a Paula, acabei de encerrar meu expediente, podemos conversar?

- Sim. Pode ser pessoalmente?

- Claro.

- Chego ao consultório em quinze minutos.

- Ok.

 

Neste intervalo de tempo, Melina pegou seus pertences e se encaminhou para a saída.

 

- Paulinha, vamos embora?

- Sim. Boa noite doutora.

- Ei, só precisa me chamar assim na frente dos clientes, já te disse isso. Para ti sou só Mel e agora vou te levar para casa (falou marota).

- Não. Já tenho carona.

- Me trocando por outra em plena sexta-feira?

- Tenho um compromisso.

- Certo. Nem sou de insistir. Mas cuidado hein, talvez quando você voltar a querer, nem estarei mais disponível.

- Mais alguma coisa doutora?

- Não e você está estranha. Deve ser stress, se quiser relaxar me procure! Não quer mesmo que eu te leve?

- Não!

- Então tchau (falou com superioridade antes de sair rebol*ndo e acenando).

 

Paula estava indignada com a cara de pau da outra. Sempre soube que Melina não era uma das melhores pessoas que existem, mas nunca imaginou que era uma das piores. Como num filme começou a lembrar dos momentos juntas. No mês passado, tinha completado seis meses que ela trabalhava para Melina e desde o ingresso, já nos primeiros dias, tinha sido cortejada por ela; buscou manter o profissionalismo, todavia, Melina é muito galanteadora e depois de quatro meses trabalhando juntas, acabou caindo em suas garras. Foram vários almoços e jantares unidas. Quando foi convidada para conhecer a cama da chefe, de início se esquivou do convite, mas após várias insistências, não resistiu à tentação, se entregou e se apaixonou. Despertou dos pensamentos nostálgicos quando seu celular tocou, era Flávia, avisando que tinha acabado de chegar; enxugou as lágrimas teimosas que escorriam pela sua face e deixou o consultório.

 

- Boa noite! (Flávia a cumprimentou).

- Boa noite! Dona Flávia, eu não sabia que a senhora é namorada da doutora Melina. Eu trabalho para ela tem seis meses e ela tinha dito que era solteira. Peço desculpas de qualquer forma e eu sinto muito.

- Você não precisa se desculpar. Suponho que ela deva ter te enganado.

 

Paula de cabeça baixa não disse nada, estava muito entristecida com tudo aquilo.

 

- Eu deixei meu carro no estacionamento do shopping, na rua aqui de trás. Podemos ir até a praça de alimentação para conversarmos um pouco. Pode ser?

- Pode.

 

As duas mulheres caminharam lado a lado e em silêncio. Voltaram a conversar somente quando já estavam acomodadas.

 

- Paula, te agradeço por ter se prontificado a falar comigo. Bom já que você nem sabia da minha existência, deixa eu te explicar: namoro com a Flávia tem cerca de dois anos.

- Nossa, bastante tempo.

- Durante este tempo, tivemos muitos problemas, ela é infiel e dissimulada. Muitas coisas relevei, desculpei e perdoei. Sim, fui tola. Compreenda eu estava apaixonada.

- Eu entendo.

- Mas tudo nesta vida tem limite e eu cansei. Já tem dias que quero terminar com ela, mas como ela bem sabe que nossa relação está desgastada, fica me evitando. Ela gosta de levar uma vida de solteira, mas ao mesmo tempo quer ter alguém que espere por ela.

- Que ruim isso.

- Muito, pois com tudo isso, eu que sofri durante todo este tempo, chorando pelos cantos e me privando de ser feliz. Foram dois anos colecionando chifres e dando novas chances. Por isso estou conversando contigo com toda esta calma, você não é a primeira. Mas eu aprendi que não adianta brigar com as outras e nem mesmo com ela; nem vale a pena, não gastarei mais minhas energias com o que não me faz bem. Minha terapeuta tem me ajudado muito, venho resgatando minha autoestima e amor próprio.

 

Paula não aguentou e começou a chorar. Flávia nada disse, ficou muda esperando que a outra se acalmasse.

 

- Me desculpe (Paula disse secando com as mãos as lágrimas que já molhavam todo o seu rosto).

- Não precisa se desculpar. Eu te entendo, já chorei muito, é triste e frustrante. Segundo o ditado: “se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia”. Por isso, não irei te aconselhar, pelo contrário só vou te alertar e você decida o que deseja fazer. Combinadas?

- Sim (respondeu procurando se acalmar).

- Criar expectativas é complicado e quando se trata da Melina é um erro. Mesmo depois de saber sobre tudo que te contei, se você quiser continuar saindo com ela, acreditando em tudo que ela fala, o faça! Não deixe que tudo isso te influencie. Siga mesmo, o que você realmente deseja, a vantagem, é que você diferente de mim já sabe quem ela é, antes dela te pedir em namoro. É bom saber onde estamos pisando e nos cabe avaliar se vale a pena.

- Flávia, estou me sentindo péssima por chorar aqui na sua frente. Não estou conseguindo me controlar. Ela mentiu. Eu não sabia que ela namorava e nem imagina que eu era só mais uma das que ela sai por aí.

- Não sei quantas são, mas não devem ser poucas. Ela gosta de rotatividade e se enjoa fácil.

- Como você aguentou tanto tempo com ela?

- Burrice! Estava tudo ali na minha cara, mas eu ignorava. Aguentei até semana passada e depois daquele fatídico dia decidi que colocaria um ponto final.

- O que houve?

- Ouvi da minha sogra que a filha dela não presta, que mereço alguém melhor e que me valorize. Vi fotos da Melina com outras mulheres, em cenas bem íntimas e quem me mostrou foi o George.

- Doutor George, o ortodontista, irmão dela?

- Sim. Ele é meu melhor amigo. Conheci a Melina no aniversário da filha do George e ela sempre galanteadora, me ganhou fácil. Ele me falou sobre ela ser mulherenga, mas eu quis tentar e acabei quebrando a cara.

- Acredite, sinto muito.

- Eu acredito, notei que você é sincera. Agora quero superar a Melina e ser feliz!

- Também quero o mesmo. Ontem, recebi uma proposta para mudar de emprego, ainda bem que não recusei, aceitarei e seguirei em frente.

- Faça o que for melhor para você, pense direitinho e não seja impulsiva.

- Pode deixar e obrigada.

- Bom, agora preciso ir.

- Eu também.

 

 

Elas levantaram, se despediram e seguiram caminhos diferentes. Deixando para trás Melina, as ironias e as traições.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 1 - Ironia e Traição:
Lea
Lea

Em: 28/07/2022

May,sei bem como é namorar em um namoro onde se namora sozinha!


Resposta do autor:

Lea, é tão ruim e triste. Já sofri na pele tmb e nem desejo para ninguém.

Responder

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rhina
rhina

Em: 29/05/2019

 

Autora vc trabalha muito bem.as facetas do.ser humano. ....kkkkk

Namorando.com.vida de solteira.....tem muito por. ai

Não se apega mas gosta de ter.sempre alguém a sua espera.....a sua disposição 

Gostei muito

 

Rhina


Resposta do autor:

Olá! Rhina, agradeço por você ter gostado muito e deixado seu comentário.

Adoro retratar facetas, os seres humanso são facinantes, as mulheres então nem se fale, não existe ser mais apaixonante rs

Beijos e abraços, May.

Responder

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Val Maria
Val Maria

Em: 19/10/2017

My Poetisa, voce simplesmente arrasa com suas estorias.

Menina que foi isso,amei essa pequena estoria,linda mesmo.

 

EU AMO DE PAIXÂO SUA ESTORIA, são muito envolvente demais.

 

 

Beijos  gata.

 

 

Val Castro.


Resposta do autor:

Olá! Val, como vai?

Muito obrigada e fico feliz por você ter achado linda.

Espero conseguir dar continuidade neste projeto rs

Acompanhe a segunda parte de Dueto e me conte se tem gostado.

Abraços, May.

Responder

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