17 – Amor 2 em 1
Tua boca cai tão bem em mim
Meu sempre cai tão bem em ti
E as contas até já perdi
De quantas vezes eu perdi o ar
Em te assistir sorrir
As malas caíram no chão, naquele instante elas não eram nada importantes. O espaço entre elas finalmente se tornou inexistente quando aquela mão delicada puxou o rosto da mais alta e os lábios das duas voltaram a se tocar. Depois de tanto tempo ainda eram o encaixe perfeito uma da outra.
Minha mão só conversa com a tua
Teu toque sossega no meu
É tu que tem minha moldura
E teu abraço cura
Se faz pedaço meu
A dona dos cachos correspondeu ao beijo, mas todo o resto de seu corpo estava paralisado. O celular foi tirado da sua mão e guardado no bolso da menor logo antes dela entrelaçar os dedos na mão da mais nova que continuou parada no ar. Quando sentiu seus dedos se entrelaçando a mais alta ergueu a outra mão até o braço da mais velha num toque delicado que as incentivava a ficarem mais perto.
É que tu não desgruda de mim
E o meu pensar te pertence
Me cala com beijo
Me acha em teus dedos
Em mim o desejo é de ti
Quando os lábios se moveram uns nos outros as mãos se soltaram. O braço bronzeado contornou a cintura fina e a mão branca entrou por debaixo dos fios lisos. Mesmo que o encontro físico fosse apenas o dos lábios suas almas também estavam se encontrando.
Quando te deixo me ganhar
Te sinto mais que um par
Nos vejo em um
Após o beijo terminar elas voltaram a se olhar, as mãos ainda tocando uma a outra. Era nítido para qualquer um quanto carinho havia naqueles toques e olhares. Elas eram o encaixe perfeito.
Tua boca cai tão bem em mim
Meu sempre cai tão bem em ti
E as contas até já perdi
De quantas vezes eu perdi o ar
Em te assistir sorrir
Beijaram-se de novo e sorriram, olharam-se e sorriram. O riso vinha com cada pequeno detalhe que enxergavam uma na outra. Os fios lisos mais curtos e os cachos mais longos. Todos os novos detalhes que poderiam guardar e os antigos que se viam recordando.
Minha mão só conversa com a tua
Teu toque sossega no meu
É tu que tem minha moldura
E teu abraço cura
Se faz pedaço meu
Os sorrisos eram interrompidos e desfeitos com beijos. Queriam não se soltar. Precisavam daquela proximidade para acreditar que tudo era real. Estavam ainda assimilando o fato de estarem juntas novamente, e em saber que queriam estar assim.
É que tu não desgruda de mim
E o meu pensar te pertence
Me cala com beijo
Me acha em teus dedos
Em mim o desejo é de ti
Quando te deixo me ganhar
Te sinto mais que um par
Nos vejo em um
As pessoas olhavam sem entender aquela cena, não sabiam da intensidade daquele reencontro. Mas elas não notavam nada, o mundo não existia. Elas enxergavam apenas uma a outra e sentiam apenas a si mesmas. A lembrança dos dias ruins já eram apenas lembranças.
Eu já nem sei onde eu começo e termina você
Em meio segundo tu consegue me convencer
Que a vida é tão bonita
Quando dividida com alguém
Que o tempo até parece perdurar
Meu bem
O que se seguiu foi um abraço, um abraço apertado como se tentassem apagar toda a dor e solidão pela qual tiveram que passar. As lágrimas se misturaram, eram lágrimas de alegria que saltaram com mais vontade dos olhos da menor quando ela ouviu a mais nova dizer que nunca havia deixado de amá-la.
Tu não desgruda de mim
E o meu pensar te pertence
Me cala com beijo
Me acha em teus dedos
Em mim o desejo é de ti
O próximo beijo teve um gosto mais salgado, mas ainda assim foi incrivelmente doce para elas. Seguravam o rosto uma da outra como se tivessem nas palmas das mãos a peça mais preciosa do mundo todo, e, na opinião delas, tinham. Se encontravam novamente uma na outra.
Quando te deixo me ganhar
Te sinto mais que um par
Nos vejo em um
Saíram daquela rodoviária com os corações flutuantes. Andando lado a lado com as mãos entrelaçadas e os olhos brilhando. Eram de novo uma coisa só, um mesmo sistema com seus problemas e dificuldades, mas que encontrava as soluções em suas duas partes.
É que tu não desgruda de mim
E o meu pensar te pertence
Me cala com beijo
Me acha em teus dedos
Em mim o desejo é de ti
Dentro do taxi, com destino ao apartamento da mais velha, as duas se olharam. A cabeça com os fios lisos deitada contra o ombro onde os cachos se espalhavam.
Quando te deixo me ganhar
Te sinto mais que um par
Nos vejo em um
Com os olhos brilhantes de admiração e amor a mais nova tocou o rosto da outra com um sorriso querendo aumentar. “Eu também nunca deixei de te amar”, ela sussurrou antes do carro sair do estacionamento levando-as para seu futuro juntas.
Quando te deixo me ganhar
Te sinto mais que um par
Amor 2 em 1
Fim do capítulo
Finalmente o último capítulo! Kkkkk
Bom, quem sabe um dia (qnd elas lançarem o segundo CD). Mas realmente pretendo encerrar por aqui.
Fiquei mais feliz com o resultado do que esperava qnd escrevi as primeiras frases. Eu comecei esse conto porque a idéia simplesmente não me saia da cabeça e minha namorada me convenceu a postar. Eu não espero que se torne algo grande. Eu apenas vi uma história nas músicas de AnaVitória e senti que precisava compartilhar com as pessoas e vi a oportunidade de, com isso, fazer mais gente conhecer o trabalho dessas duas mulheres incríveis que estão enriquecendo a nossa música nacional.
Eu realmente espero que quem ler goste porque esse é um dos projetos de que mais gostei.
Bjs
E até a próxima
;]
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