Uma saiu do taxi em frente a rodoviária para comprar uma passagem que a levaria para a cidade que já foi sua casa. A outra descia do ônibus que a trouxe para a cidade que seria sua casa dali em diante.
Escuta o som de olhar pro céu
Eu nunca vi
Nada de perto tão bonito
Parece que
Guarda meu mundo num sorriso
Que amanheceu
E faz da minha dimensão particular
Ambas tinham expressões decididas. Estavam determinadas a, pelo menos, achar aquela que não lhes saia da mente, da memória e do coração. Precisavam de um “último encontro” para encerrar o ciclo, ou ao menos assim pensavam.
Me desconstrói os muros
Me faz enxergar
Por outro ângulo
Tudo que eu já
Pensava conhecer e dominar
E me muta sem saber
Me refaz sem perceber
E desfaz todo nó e bagunça
Em suas cabeças acreditavam que precisavam apenas de uma última conversa para seguir em frente. Seus corações sabiam que precisavam ver-se mais uma vez. Mas suas almas sabiam que não seria assim porque elas eram duas metades de um círculo e um círculo não se acaba, ele recomeça.
O mar contorna o meu formato
Abraço que é calmaria
E de imediato mergulha em mim
E o pôr do sol no fim do dia
Carinho meu
Banho de lua que me traz o teu olhar
Os óculos de sol foram erguidos do rosto ao entrar no ambiente da rodoviária mantendo os fios lisos longe de seus olhos que vagaram pelo ambiente. Procuravam o melhor caminho para chegar ao guichê que lhe venderia a passagem.
Me desconstrói os muros
Me faz enxergar
Por outro ângulo
Tudo que eu já
Pensava conhecer e dominar
E me muta sem saber
Me refaz sem perceber
E desfaz todo nó e bagunça
Os cachos revoltos se recusavam a formar o coque que ela tentava organizar enquanto via suas malas serem retiradas do bagageiro. Apenas 2 malas grandes junto da mochila que trazia nas costas, mas no peito vinha junto a vontade e a coragem para enfrentar aqueles novos desafios.
Mergulhar nesse lar
É frio na barriga
Que dá quando se encontra quem se ama
Queda de cachoeira
É bronca da vida
Que massageia alma e ilumina
Sentiam seus corpos vibrarem de ansiedade. Uma leve brisa tentou bagunçar os cabelos lisos no momento em que seus olhos avistaram o lugar que procurava. Logo ali, depois do corredor que levava as plataformas. Do outro lado do corredor os cachos não mais tentando serem controlados, vinham com ela e suas duas malas.
O círculo estava para recomeçar.
Fim do capítulo

rhina
17/05/2017 às 15:12
Louca pelo encontro delas....
você faz mágica com as palavras. ....
tudo que escreveres vira sucesso
rhina
Resposta do autor:
Eu tive uma ajuda com essa mágica vinda das músicas kkkk. Uns 80% de toda a mágica vem das músicas maravilhosas *-*
Quanto a sucesso ainda não sei kkkkk, quem sabe um dia vire mesmo
;]