Capítulo 14

14 – Talvez a Deus

de Esse sorriso , por Anonimo 403998

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Uma saiu do taxi em frente a rodoviária para comprar uma passagem que a levaria para a cidade que já foi sua casa. A outra descia do ônibus que a trouxe para a cidade que seria sua casa dali em diante.

 

Escuta o som de olhar pro céu

Eu nunca vi

Nada de perto tão bonito

Parece que

Guarda meu mundo num sorriso

Que amanheceu

E faz da minha dimensão particular

Ambas tinham expressões decididas. Estavam determinadas a, pelo menos, achar aquela que não lhes saia da mente, da memória e do coração. Precisavam de um “último encontro” para encerrar o ciclo, ou ao menos assim pensavam.

Me desconstrói os muros

Me faz enxergar

Por outro ângulo

Tudo que eu já

Pensava conhecer e dominar

E me muta sem saber

Me refaz sem perceber

E desfaz todo nó e bagunça

Em suas cabeças acreditavam que precisavam apenas de uma última conversa para seguir em frente. Seus corações sabiam que precisavam ver-se mais uma vez. Mas suas almas sabiam que não seria assim porque elas eram duas metades de um círculo e um círculo não se acaba, ele recomeça.

O mar contorna o meu formato

Abraço que é calmaria

E de imediato mergulha em mim

E o pôr do sol no fim do dia

Carinho meu

Banho de lua que me traz o teu olhar

Os óculos de sol foram erguidos do rosto ao entrar no ambiente da rodoviária mantendo os fios lisos longe de seus olhos que vagaram pelo ambiente. Procuravam o melhor caminho para chegar ao guichê que lhe venderia a passagem.

Me desconstrói os muros

Me faz enxergar

Por outro ângulo

Tudo que eu já

Pensava conhecer e dominar

E me muta sem saber

Me refaz sem perceber

E desfaz todo nó e bagunça

Os cachos revoltos se recusavam a formar o coque que ela tentava organizar enquanto via suas malas serem retiradas do bagageiro. Apenas 2 malas grandes junto da mochila que trazia nas costas, mas no peito vinha junto a vontade e a coragem para enfrentar aqueles novos desafios.

Mergulhar nesse lar

É frio na barriga

Que dá quando se encontra quem se ama

Queda de cachoeira

É bronca da vida

Que massageia alma e ilumina

Sentiam seus corpos vibrarem de ansiedade. Uma leve brisa tentou bagunçar os cabelos lisos no momento em que seus olhos avistaram o lugar que procurava. Logo ali, depois do corredor que levava as plataformas. Do outro lado do corredor os cachos não mais tentando serem controlados, vinham com ela e suas duas malas.

 

O círculo estava para recomeçar. 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
R

rhina

17/05/2017 às 15:12

 

Louca pelo encontro delas....

você faz mágica com as palavras. ....

tudo que escreveres vira sucesso 

rhina



Resposta do autor:

Eu tive uma ajuda com essa mágica vinda das músicas kkkk. Uns 80% de toda a mágica vem das músicas maravilhosas *-* 

Quanto a sucesso ainda não sei kkkkk, quem sabe um dia vire mesmo 

 

;] 

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