--Ge você conhece ela? – Carol perguntou assim que as viram subir
--Conhecer? Conhecer quem? – Se fez não entender
--Ge não se faça de ingênuo
--Eu não a conheço muito, conheci ela no mesmo dia que a Estela, minto eu a chefinha conheceu ela no hospital.
--Ela foi paciente dela?
--Não ela e sim a Fran, filha dela.
--Hum, e depois?
--Depois o que?
--Geraldo fala logo – Emile disse irritada.
--Credo ta certo, elas se conheceram no hospital, mas depois fomos numa balada e ela estava tocando, dai a Estela ficou muito bêbada e a Elis a levou para sua casa, dai elas vem se encontrando, mas a Estela estava com medo por que a Elis já pegou metade das rachas de todo estado. – Falou rápido. –Nossa cansei – Tomou todo o vinho que estava na taça de uma única vez.
--Ela é cantora ou tem uma banda?
--Não ela é DJ, e muito boa ela faz umas coisas loucas com os instrumentos a galera fica louca.
-- Ela ama da Estela? – Emy perguntou
--Eu não sei ama, mas eu vi quanto ela estava decidida a pedir ela em namoro, e olha que eu coloquei muitos empecilhos.
--Está bem, só espero que ela não se machuque novamente minha menina já sofreu tanto. – Emy disse enchendo sua taça novamente.
--Infelizmente não podemos fazer nada a não ser está ao lado dela amor – Carol disse abraçando-a pelas costas.
--Eu estou liberado do interrogatório? Estou louco por um banho e cama – Geraldo disse levantando
--Está por hoje, e parabéns pela a promoção. – Emy disse batendo nas costas dele.
--Obrigado, e não vão falar para a Estela que eu sou agente duplo de vocês. – Sorriu e subiu para seu quarto.
--Amor ela vai ficar bem, não se preocupe.
--Eu só quero que ela, o Gui o Toninho e a Elise sejam felizes, eu trocaria minha vida para não ver nenhum dos meus bebes sofrerem.
--Eu sei meu amor, mas infelizmente se tratando de coração não podemos fazer muito, deixa ela curtir ao menos ela está se divertindo
--Não quero saber que minha filha está transando agora, isso é horrível.
--Amor suas crias cresceram se lembra?
--Mas para mim não, podem ficar idosos, ainda sim não acho legal saber que eles estão transando.
--Deixa de ser boba. – Pegou a taça de vinho da mão de Emy e o tomou em um gole –Agora vamos subir
--Isso é um convite? – Perguntou puxando Carol pela cintura e começou a beijar o pescoço dela.
--Não você ainda está de castigo.
--Mas eu contei o que houve, você disse que se eu contasse não iria ficar com raiva.
--Não ficaria se você não tivesse feito o que fez. – Saiu do abraço da morena
--Linda eu já te jurei que não fiz nada, apenas ajudei a Duda a garota estava precisando.
--Ela não é uma criança, e não me venha com desculpas.
--Como não? Ela é neta da minha melhor amiga, não poderia deixa-la nessa sozinha.
--Vocês se aproveitaram da situação para irem numa balada, Emy você e a Duda são duas velhas assanhadas, eu acho que só tinha crianças nesse lugar.
--Não é bem assim, fomos ajudar menina, ela não pega nem mosca morta dentro do copo tadinha.
--Dai as duas mestre no negocio resolveu que iria fazer da coitada da garota a safada que vocês eram, mas assim que a Julia chegar eu vou falar para ela. –Saiu subindo as escadas com Emy em seu encalço
--Credo linda, deixa esse raiva vai, vem aqui. – Abraçou a loira e começou a beijar o pescoço dela. –Vamos aproveitar a vida, não temos mais idade de está assim com raiva – Enquanto beijava o pescoço dela começou a passar as mãos por todo o corpo de Carol.
--Você não me convence com esse papinho mole, vou te perdoar, mas olha lá se as duas aprontarem outra dessas vão ver uma coisa. – Começou a ceder aos carinhos da morena
--Não se preocupe, meus olhos só enxergam minha loira gostosa, nunca que eu vou querer saber de outra tendo essa loira aqui comigo – Ela começou a romper a barreira da blusa que Carol usava, essa já não demonstrava nenhuma resistência, após algumas horas se amando dormiram saciadas e de bem.
--Bom dia – Estela diz preguiçosamente para Elis, essa que acordou e ficou olhando para a loira que dormia parecendo uma princesa.
--Bom dia minha doutora – Disse sorrindo. –Dormiu bem?
--Maravilhosamente e você?
--Muito bem, estava aqui te olhando dormir, parece aquelas princesas de filme – Disse a puxando para mais próximo.
--Assim eu fico com vergonha – Virou e olhou para o celular – Você vai trabalhar hoje?
--Vou sim, mas avisei que iria chegar mais tarde e você?
--Eu tenho uma reunião daqui a duas horas, infelizmente, pois eu estava louca para ficar aqui com você tá tão gostoso.
-- Está mesmo, você me deu uma canseira ontem a noite sabia? – Beijou o pescoço da loira.
--E você também, - Levantou a cabeça dando um selinho na outra.
--Eu não me imaginava mais assim.
--Assim como?
--Assim namorando e completamente apaixonada – Disse ficando por cima da loira. – E acho que vamos nos atrasar um pouquinho mais- Beijou o pescoço da medica que sentiu o corpo arrepiar
--É acho que vamos nos atrasar – Deixou-se levar pelas caricias que Elis distribuía por todo seu corpo, ela desceu com a boca ate alcançar o sexo já molhado da loira, não se deteve e o abocanhou com gosto, levando a loira a soltar um gemido alto, a DJ a chupou ate sentir o gozo da outra escorrer por sua boca, após sugar todo o liquido que a ela foi oferecido subiu o corpo da loira e a beijou, no meio do beijo encaixou seu corpo no meio das pernas dela e começou a rebolar, fazendo com que seus sexos atritem com perfeição, não demorou para Elis gemer alcançando o orgasmo deixando o corpo de Estela querendo mais e a loira não demorou em trocar de posição na cama, começou a beijar a outra com delicadeza pra dá tempo para ela se recuperar do orgasmo.
--Você é insaciável assim sempre? – Elis perguntou assim que a loira descia a mão para o seu sexo.
--Não sempre, mas com você parece que não consigo me controlar- Começou a massagear o clitóris da outra que se contorceu, pois o local ainda estava sensível, então ela subiu a mão.
-- Nem eu sei o que eu faço com esse tesão todo que sinto por você inverteu novamente as posições e desceu a mão penetrando a loira sem o menos ela esperar.
--Ahh! Isso – Ela dava estocadas firmes só parou para coloca-se de joelhos abrindo as pernas de Estela e posicionando-se no meio delas, ergueu um pouco o quadril da loira e a penetrou com dois dedos, colou o seu sexo nas costas a mão que estava dentro da outra fazendo que ambas sentisse o movimento das estocadas, não demorou muito e as duas gozaram quase que juntas.
--Isso sim que é um bom dia delicioso – Estela disse sorrindo.
--Um belo desjejum- Elis a abraçou, Estela levantou a cabeça a olhando
-- Elis eu queria te fazer uma pergunta, espero que não se chateie. – Ficou meio reticente
-- Só saberei se você perguntar
--É que eu notei que sempre que vou te penetrar você se sai ou inverte a posição é impressão minha? – A olhou em duvida por não saber onde estava pisando.
--Não, eu não costumo sentir prazer com penetração, é mais externo – Ela disse encabulada e Estela pela primeira vez a viu vermelha com vergonha em se tratando a algo relacionado a sexo. –Mas se fizer questão na próxima vez juro que vou tentar.
--Ei, não precisa eu não me importo com isso, você ficou linda vermelhinha, não quero que fique com vergonha.
--Tudo bem. – A beijou com delicadeza, forma interrompidas pelo telefone de Estela tocando.
--É o Thiago, acho que ele não sabe que estou com você, não dormiu aqui ontem. – Atendeu –Oi Thi
--Desculpas Estela, mas eu irei me atrasar um pouco.
--Não se preocupe eu ainda estou em casa.
--Que bom já estava aflito.
--Não fique, vou ligar para o Ge tentar segurar ate ás dez e meia.
--Tudo bem,vou correr- Desligou.
--Acho que vamos ter que voltar para a realidade – Elis disse sorrindo
--É teremos, que tal um banho? – Falou levantando
--Um banho é? – Elis olhou o corpo da loira de cima a baixo.
--É apenas um banho sua safada – Jogou o travesseiro nela e foi para o banheiro.
--Eu safada? Você mostra um corpo desses a mim e quer o que – Abraçou ela já no banheiro.
--Vem vamos para o banho senão vamos ficar o dia todo nesse quarto.
--Eu sei, vamos – Elas entraram no box, entre beijos e caricias ousadas conseguiram sair de dentro do quarto, Elis vestia a mesma roupa da noite anterior.
--Será que suas mães estarão lá embaixo? – Elis perguntou
--Não sei se elas acordaram cedo, já vai são quase dez da manhã – Disse olhando para o relógio, elas desceram a escada com sorrisos largos, assim que chegaram na cozinha a mesa estava posta e Carol e Emy comiam
--Bom dia- Carol disse com bom humor.
--Bom dia – Responderam juntas.
--Benção mães – Estela beijou as mães na bochecha.
--Deus te abençoe – Responderam juntas.
--Sentem-se e comam – Emy disse apontando para as cadeiras as mulheres sentaram e Emy começou a bancar a mãe má da historia. – Então Elis no que você trabalha.
--Serio mainha? – Estela disse com a cara feia para a mãe
--Serio o que? Só quero conhecer a namorada da minha filha não posso? – Fez cara de sonsa
--Claro que pode, dona Emile eu sou contadora numa empresa e nos finais de semanas trabalho como DJ. – Elis disse firme
-- Sei e trabalha todos os finais de semana
--Não tenho contrato fechado com nenhuma, então só vou se realmente eu puder.
--Pronto amor, já interrogou ela agora filha vamos que já estamos atrasadas.
--Estamos mesmo liguei para o Ge pedi para ele atrasar um pouco, a senhora vai conosco mainha?
--Eu não vou bater perna por ai já que voltamos ainda hoje.
--Mas já? - Estela perguntou
--É filha temos um compromisso amanhã, mas não se preocupe semana que vem voltamos vamos vim todos comemorar o aniversario de vocês aqui.
--Mãe não precisa de festa.
--Como assim não precisa? Nunca deixaríamos de comemorar o aniversario dos meus bebes. – Emy disse sorrindo, adorava encabular os filhos tratando eles como crianças.
--Serio que você faz aniversario semana que vem?
--É na sexta-feira eu e meus irmãos.
--E no sábado de manhã chegaremos todos para comemorar juntos, já intimei a todos, quero um festão – Emy disse animada
--Vocês não perdem a chance de uma festa não é?
--Nunca nesse mundo – Emy disse e todas sorriram, acabaram de comer e Estela foi levar Elis ate a porta.
--Você não está de carro? – Estela olhou ao redor e não viu o carro da outra
--Não o Leo foi com ele ontem
--Então deixa que eu te levo.
--Não precisa você vai se atrasar mais para sua reunião. – Abraçou a loira e deu um selinho nela
--E como você vai para casa?
--Se eu não achar um taxi lá na frente tem um ponto de ônibus
--Ônibus? Não pega um carro e vai?
--Não se preocupe eu sou acostumada da andar de busão.
--Sim, mas se tem um carro disponível você pode ir nele.
--Não Estela, eu tenho tempo ainda, é bom que vou curtindo nossa noite, afinal agora eu tenho namorada – Beijou-a novamente.
--Isso ai, agora você tem namorada e cuidado na vida que estou de olho, lembre que você arrumou uma namorada muito ciumenta.
--Não se preocupe, meus olhos são voltados para você minha doutora – Elas conversavam na porta da mansão abraçadas.
--Acho que não quero deixar você ir – Estela beijou o pescoço da outra
--E eu acho que não quero ir
--Vamos Estela? – Carol chamou do lado de dentro
--Vamos mãe – Deu um beijo rápido na DJ – Mais tarde eu te ligo
--Ate mais gatinha – Deu um sorriso safado e saiu, Estela ficou a olhando ate ela sair pelo portão
--Está feliz filha? – Carol abraçou a filha por trás na porta
--Estou mãe, não sei, mas acho que há muito tempo não me sinto tão feliz – Disse virando e olhando para a mãe.
--Vamos no caminho conversamos – Foram para a garagem e partiram para o hospital no caminho Carol quis saber mais da mulher que estava fazendo os olhos da filha brilhar
--Então o rapaz não é filho dela, achei ate estranho ela parece ser nova.
--Tem trinta mãe, e o Leo já tem dezoito, a Fran tem dez anos ela é um amor de garota.
-- Mas ela está bem de saúde agora?
--Está finalizou o tratamento e de acordo com os exames ela está muito bem, espero que curada.
--Isso é ótimo, semana que vem conhecemos essa princesa, mas me diga outra coisa ela que era a mulher que você estava falando quando me ligou não era?
--Era sim mãe, eu estava e ainda estou um pouco receosa ela não tem uma boa fama com relacionamentos, alias desde que ficou solteira não namorou ninguém, segundo a Laura uma amiga dela eu sou a primeira a ela levar a serio, mesmo assim ainda tenho medo pois acho que estou gostando muito dela.
--Você acha filha? Só em te olhar eu tenho certeza que você gosta dela, em relação a ela ser galinha só vá com calma não tente se entregar, afinal sua mãe foi a maior e mais safada das galinhas que eu ouvi falar, mas nós já nos amávamos muito antes dela ser a Emile Aquino predadoras da lésbicas, porem no inicio eu também tive medo, medo de ela não conseguir ser fiel de preferir a farra a construir uma família comigo.
--E como superou?
-- Primeiramente mostrei a ela que o nosso sentimento era maior que qualquer transa que ela conseguisse por ai, depois mostrei a ela que nunca que ela iria conseguir uma mulher como a loira aqui – Piscou o olho para filha que sorriu
--Quer dizer que você deu uma chave de perna na mainha?
--Não foi só de pernas, mas tenho certeza que não deixei a desejar – Sorriram – Mas serio sexo não sustenta nenhum relacionamento, pode ajudar, mas não sustenta, o que mantém o relacionamento mesmo é o respeito, companheirismo e o amor esses são os pilares de qualquer relacionamento se o namoro de vocês tiverem isso não se preocupe, que vocês darão certo.
--Assim espero – Elas entraram no hospital despertando olhares dos funcionários por onde passavam.
--Já se acostumou? – Carol perguntou quando entraram no elevador
--Mais ou menos, lá era diferente, pois cresci com aqueles olhares e era diferente, aqui vejo outro tipo de olhar, uns de admiração outros de respeito ou seria medo não sei.
--Você está começando agora, depois de um tempo você vai compreender que os colaboradores te olham assim por que você que tem o poder de em alguns casos ter a vidas deles nas mãos entende? Tipo quando está no centro cirúrgico que um paciente está mal e apenas você pode salva-lo.
--Como isso se enquadra aos colaboradores?
--A grande maioria deles tem uma família e essa família depende do salário que ele ganha para se manter, se eles ficarem desempregados não vão morrer por isso, mas é complicado arrumar outro emprego nos dias de hoje, porem eles têm receio de serem demitidos então sempre vão te olhar de forma diferente.
--Então é apenas por medo de ficarem desempregados?
--Não é medo e sim eles veem em você alguém que supri uma necessidade deles, nesse caso a financeira e cabe a você demonstrar que eles suprem a sua necessidade, que é um bom atendimento hospitalar, ou seja lucros.
--Isso soou tão capitalista.
--Mas é filha, mesmo nós atendendo vários casos de graça, ainda sim o sentido do hospital é dá lucro, não digo que seja exclusivamente a isso, como temos a ala de atendimento gratuito, as cirurgias gratuitas, os atendimentos pelo SUS que paga uma miséria, mas para nós mantermos esse lado caridoso temos que zelar e expandir o que dá lucro
--Eu entendo, acho que vou me acostumar com esses olhares.
--Vai sim e cabe a você transformar o olhar de medo pelo o de admiração e lealdade. – Entraram no andar administrativo e foram recebidos por um ansioso Geraldo.
--Ai que bom que chegaram, os auditores já estavam impacientes.
--Bom dia como foi sua noite? Bom dia Ge foi ótima –Ela disse de forma engraçada para o secretario que sorriu
--Isso não tenho duvida olha essa pele e esse cabelo? Impossível não ter tido uma noite maravilhosa – Sorriu, mas ficou serio ao entrar na sala de reunião.
Fim do capítulo

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