Minha montanha russa era alta,
Tinha olhos escuros,
E um sorriso filho da puta.
Um sorriso lindamente filho da puta.
Não sei como fui parar naquela,
Mas quando eu vi estava subindo,
Subia rapidamente, e ah!
Como era linda a vista lá de cima!
Lá de cima o mundo era tão mais bonito!
Mas pra falar a verdade, sempre senti,
Eu tinha aquele frio na barriga,
Eu tinha a sensação clara, a certeza.
Mais cedo ou mais tarde a queda aconteceria.
Mesmo tendo essa sensação,
Mesmo prevendo,
Não foi algo que começou aos poucos.
Não!
Foi de repente!
Quando eu estava no mais alto que se pode estar,
Lá em cima realizada e contente,
Passei a despencar, cair, vertiginosamente.
Que sensação apavorante!
Eu gritava em desespero!
Achei que não fosse chegar ao fim daquilo tudo!
E quando terminou toda aquela queda,
Aí então meu coração voltou a bater, fraco, aos poucos.
A tentação de repetir tudo outra vez é grande,
Mas não pretendo fazer outra vez,
Não por agora.
Não por um bom tempo!
Que?! Ah, era sobre montanha russa?
Desculpa, me distraí!
Tava falando sobre o amor!
Fim do capítulo

CrisSoares
27/07/2016 às 18:25
É sim há amores de todos os jeitos, formatos e necessidades... Eu? Já tive montanha russa e agora estou aprendendo a ter sorriso praga!
BCanti
26/07/2016 às 09:51
Como sempre você arrasa. Parabéns
rhina
25/07/2016 às 16:44
Olá.
Amo sua escrita.
Brinca com a minha sensibilidade...me faz rir.
E principalmente me faz querer amar...conhecer...ser apresentada ao AMOR.
Quero subir nesta montanha russa.
Cara autora me diz o que :
"um sorriso filho da puta !"
"um sorriso de praga !"
Até.
Rhina.