Surpresa!
Mais uma sexta-feira, e lá estava eu. Com cara de cão em porta de açougue, eu olhava ela dançando, com aquelas lingeries com paetês brilhantes, cabelos enormes como se ela estive acabado de fazer um comercial de um shampoo qualquer.
Ela dançava e eu decorava cada detalhe daquele corpo. As pernas, os braços, as costas que, dependendo do movimento, marcavam seus músculos. “Santa academia”.
Enquanto ela se movia sensualmente encima do palco, eu bebia minha cerveja como se houvesse caminhado por areia deserta durante dias. Mas não era pelo álcool. Era por ela.
Todas as sextas, após o trabalho, eu ia pra casa, me arrumava e seguia para a boate. Sentava no bar, pedia minhas cervejas, ela dançava, e eu ia embora. Aquilo já estava me parecendo ridículo, mas eu não conseguia evitar. Os cabelos lisos, enormes, tingidos de vermelho, a pele muito branca, os olhos azuis sempre cercados por uma máscara. A pele branca parcialmente coberta por tatuagens pequenas, e uma que me revirava minha imaginação. Um samurai com uma espada em punho, parecia lutar contra um dragão imenso, que ia de sua nuca até sua coxa esquerda.
Me viciei naquela mulher sem nunca a ter tocado.
Depois da dança, já em casa e deitada em minha cama, me lembrei mais uma vez daqueles olhos azuis. Adormeci
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Acordei com o barulho chato do meu celular. Eu sempre esqueço de colocá-lo no silencioso. Detesto acordar cedo no sábado pela manhã.
Olhei no visor e bufei. Atendi sem dizer nenhuma palavra. Esperei que ela falasse.
- Alô? Nathália?
- Você liga pro meu número e quer saber se sou eu mesma? Qual o problema?
- Se não fosse tão grossa, não seria você. BOM DIAAAA!! – Gritou.
- Meu Deus, Renata! Tá maluca? Que grito é esse?
- Primeiro eu quero te dar bom dia. BOM DIA! – Gritou novamente, chatice típica – Segundo, eu quero te desejar feliz aniversário. FELIZ ANIVERSÁRIO! – Aquela gritaria estava se tornando desnecessária
- Se gritar mais uma vez, eu desligo na sua cara.
- Tá bom, me desculpa. Então, o que vamos fazer hoje? Temos que comemorar!!
- Não tô afim. – disse decidida.
- Qual é, Nathy?! É seu aniversário, a gente tem que comemorar! 28 anos de pura grosseria!
- Engraçadinha. Você sabe que nunca me interessei por essas coisas. Não gosto desse tipo de comemoração.
Renata ficou muda e então, eu ouvi um suspiro pesado do outro lado da linha.
- Tudo bem, então. Mas será que eu posso, pelo menos, pagar uma cerveja pra minha querida amiga? A gente pode se encontrar naquele bar lá na praia, tomar uma cerveja e depois, se você quiser, a gente compra mais e leva pro seu apê.
Pensei um pouco. Até que não seria má ideia.
- Tudo bem, Rê. Te encontro às 18hr lá, em ponto! Mas não tô afim de ficar muito tempo, a gente passa lá e depois vem pra casa.
- OBAAAAAAA!!! – Minha amiga gritou com aquela voz fina e irritante.
- Eu avisei. – Desliguei antes que ela pudesse responder.
Ainda fiquei mais algum tempo na cama, então decidi ir pra academia. Eu já estava acordada, não tinha nada pra fazer, porque não?
Vesti uma regata surrada do AC/DC, um short e meu tênis. Peguei as chaves e fui.
Liguei o som num volume considerável, coloquei os óculos escuros no rosto e saí do estacionamento do prédio.
Mas enquanto eu não chego na minha segunda casa, me deixem falar um pouco mais about myself.
Me chamo Nathália, tenho 28 aninhos e sou nutricionista. Entrei na faculdade com 17 anos e aos 21 eu já estava com meu diploma na mão. Eu posso dizer que sempre fui uma boa profissional. Não é me gabando, longe disso, é só que eu penso que quando a gente faz algo que a gente ama, a gente faz com perfeição. E eu sou assim em se tratando da minha carreira.
Antes de entrar pra faculdade, eu gosta muito desse ambiente de academia e tudo mais, por isso eu digo, humildemente, que o que eu vejo no espelho me agrada. E muito! Além de ser uma tradicional “puxadora de ferro”, ainda descobri no jiu jitsu uma salvação para o meu estresse. Fora do consultório eu era um pouco irritada, antissocial, mas o esporte acabou me tornando uma pessoa um pouco mais calma. Um pouco.
Meus pais? Bom, eles ainda me vêem como uma adolescente rebelde. Sempre me dizem que “é só uma fase”. Mas bem, essa fase já dura 28 anos. E sim, eles sabem que sou lésbica. Mais uma característica dessa tal “fase”.
Bom, chegamos na academia. Vamos ao que interessa.
Estaciono, desço do veículo e entro. Cumprimento alguns amigos e amigas, coloco meu fone e vou fazer meu treino. Uma hora depois, já estou voltando pra casa. No caminho, peço o almoço. Nem morta eu vou cozinhar hoje.
Tomo um belo banho. Demorado. Eu simplesmente adoro água quente. Me relaxa por completo. Depois de um almoço delicioso, me jogo na cama. Me divido entre filmes e redes sociais. Pego no sono.
Os olhos azuis mascarados. Eles sempre costumam vir me visitar. É maravilhoso, pena que é sonho.
Acordo um pouco antes da hora de sair. Renata vai me matar. Outro banho e me arrumo. Calça, tênis, camiseta, maquiagem.
Fui!
40 minutos depois
- Cheguei! - digo dando um beijo estalado no rosto da minha amiga.
- “Te encontro às 18, em ponto!” – Me imitou – Aposto que se fosse eu a me atrasar, você já estaria dando chilique!
Eu ri com gosto. Abracei Renata.
- Deixa de ser chata, hoje é meu aniversário. Hoje eu posso. Vamos beber!
Sentamos e entre alguns cervejas e conversas fiadas, resolvemos ir para o meu apartamento. No caminho, passamos em um supermercado. Estranhei a quantidade de bebida que Renata insistia em comprar. Cerveja, vodka, energético, bastante gelo e algumas comidinhas?
- Que isso, sua doida? Vai dar uma festa?
- Não, idiota. É pra gente, pro final de semana. Se sobrar, a gente guarda pra depois. – Se fez de desentendida e foi na direção do caixa.
Desconfiei.
Chegamos no prédio onde moro e eu ajudei ela com as compras. Ainda não sei pra quê tanta coisa.
- Misericórdia, Renata. Você comprou coisa demais! Ainda não entendo o porque de tanta bebida!
Ela apenas me lançou um sorriso, e ele dizia que ela estava aprontando.
Assim que o elevador abriu no meu andar, eu pude confirmar. Renata aprontou.
- SURPRESA!! – Um grito uníssono. Ali estavam praticamente todos os meus amigos mais íntimos. Algumas pessoas da academia, amigos da vida e alguns pacientes que eu acompanhava a tempo suficiente para que se tornassem bons amigos.
Fiquei sem reação, claro. Não que eu seja antissocial, pois não sou, mas não sei como reagir ao ser o centro da atenção.
Senti braços me puxando pra dentro enquanto lançava um olhar de raiva fingida para Renata.
- Pode me devolver as chaves do meu apartamento!
Ela soltou um beijo no ar.
- Vai se divertir, gata! A noite tá só começando. – E saiu por entre os convidados, distribuindo bebidas e pondo as comidas na mesa da sala.
A música já ecoava por todo o ambiente. Risadas, mais conversa fiada, cerveja. As horas se passavam.
Vi o momento em que Renata se levantou do sofá onde estava sentada e foi até meu quarto. Lhe dirigi um olhar confuso e ganhei outro sorriso em troca. Mais surpresas?
Voltou após alguns minutos e, juntamente com Pedro, Rebeca, Mari e Alexandra, os últimos convidados restantes, se despediu.
Antes de sair pela porta, ela me olhou.
- Feliz Aniversário, amiga! Apesar de você ser uma completa grossa comigo, eu ainda te amo. Muito! Seu presente está no seu quarto, faça bom proveito. Amanhã me conta como foi.
Bom, depois que Renata saiu com os meninos, eu não preciso nem dizer que fiquei parada, no meio da sala, com uma ansiedade fora do normal, não é mesmo?
“O que será que aquela doida aprontou pra mim?” – Pensava enquanto, em passos lentos, me dirigia ao meu quarto.
Abri a porta devagar, ainda do lado de fora, tentei enxergar o interior do quarto. A iluminação estava baixa e logo pude ouvir uma música tomar conta do ambiente.
Def Lepard – Put Some Sugar On Me
Quando entrei no quarto e travei. O coração batia mais acelerado e a garganta secou de repente. Graças à Deus eu ainda estava com uma caneca cheia de cerveja nas mãos. Virei todo o líquido e mesmo assim a ficha custava a sair.
Lá estava ela, de costas. Nua. Somente a máscara.
Os cabelos vermelhos lhe cobriam as costas. Os resquícios do dragão que lhe descia a coxa, pareciam ainda mais vívidos naquela iluminação.
Ela se virou pra mim, sem dar palavra qualquer, me puxou pela mão. Senti os pelinhos do meu braço se arrepiarem todos. Ela também sentiu. Sorriu.
Me sentou na cadeira posta a frente da cama e dançou. Aquela dança que me envolvia, que fazia eu deixar de ouvir qualquer barulho ao meu redor. Se eu ficava assim, vendo-a dançar em cima de um palco, imagina tendo aquela mulher, a mesma que povoava meus sonhos e que fazia eu me tocar até adormecer exausta, dançando pra mim, na minha frente.
Não movi um músculo sequer. Apenas observava, sem pudor, aquele corpo magnífico se contorcendo, fazendo aquele dragão criar vida própria.
Ela se aproximou. Fechou minhas pernas e sentou em meu colo. Uma perna de cada lado. Olhou-me nos olhos e naquele exato momento, me senti completamente desnuda. Ela rebol*va, ora lento, ora rápido. De vez em quando fechava os olhos e jogava a cabeça pra trás. Pegou minhas mãos que seguravam tensamente o encosto traseiro da cadeira e pôs em suas coxas, guiando-as pelo seu corpo inteiro, enquanto eu arfava e espremia meu sex* entre as coxas.
Velvet Revolver – Slither
Ela sorriu, tirou a máscara. Linda.
Pousou minhas mãos em sua nádega, e num gesto involuntário, apertei-as. Gostosa.
Um novo sorriso brotou dos seus lábios. Os azuis estavam mais escuros, intensos. A boca vermelha, de lábios cheios e entreabertos. Eu estava a ponto de enlouquecer. Queria sentir aquela boca, mas tive receio de quebrar alguma regra.
Ela adivinhou e pondo suas mãos em minha nuca, me beijou. Nesse momento eu não saberia responder sequer o meu próprio nome. Aquela boca doce, gostosa, suculenta. Minhas mãos passeando pelo seu corpo enquanto a sua mão esquerda se perdia entre meus cabelos e a outra apertava minha cintura. Gemi. Apertei sua bunda mais uma vez, suas coxas, sua barriga e cobri um de seus seios com minha mão. Ela gem*u.
Sem pensar em mais nada, me levantei da cadeira com ela em meu colo e fui em direção a cama. Deitei a garota dos meus sonhos, e como um raio, tirei minhas próprias peças de roupa. Ela me olhava. Me comia só no olhar. Safada.
Me deitei por cima dela e nossos lábios voltaram a se tocar. Beijei seu pescoço, o espaço entre seus seios. Deliciosamente cheirosa. Suguei um mamilo e ouvi um gemido rouco, intenso. Suguei o outro. Mais gemidos.
Passei algum tempo brincando com seus seios. Eu não tinha pressa. Perdi a conta de quantas vezes havia sonhado com aquele momento.
Lambi toda a extensão da sua barriga. Via os pelos dourados se eriçarem e aquilo me instigou a seguir em frente. Desci e vi seu sex* nu, sem pelo algum. Molhado. Beijei sua virilha enquanto ouvia aqueles gemidos deliciosos. Eu poderia passar o resto dos meus dias ouvindo-os.
AC/DC – The Jack
Sem aviso prévio, minha língua foi de encontro ao seu clit*ris completamente molhado.
- Aaaahhh.....
Não consegui distinguir qual das duas gemia mais, e naquele momento, pouco importava. Eu queria que ela sentisse o tamanho do desejo que eu sentia por ela. Eu podia sentir cada milímetro daquela pele pulsante na minha boca. Os quadris dela iam contra meu rosto. Delícia.
Ela estava quase goz*ndo quando eu parei. Senti suas unhas arranharem toda a extensão das minhas costas. Dor e prazer. Subi e a olhei nos olhos, mas antes que ela pudesse falar alguma, a penetrei. Forte. Profundo. Ela gem*u, revirando os olhos e abrindo aquela boca deliciosa.
Suas unhas voltaram a se cravar em minhas costas. Eu também gemia intensamente. Vi aquele corpo começar a tremer. Ela ia goz*r.
- Olha pra mim. – Ordenei de maneira firme, enlouquecida.
Os olhos azuis então me olharam, e segundos depois, ela tremia intensamente, gem*ndo alto, me ferindo a pele, me olhando nos olhos.
Segundos depois senti seus músculos relaxando e retirei meus dedos de dentro dela. Seu peito arfava. Não me contive e novamente tomei um de seus mamilos com a boca.
Ela gem*u e me empurrou, trocando as posições. Sentou-se em meu quadril e se posicionou perfeitamente. Eu sentia seu sex* quente e molhado, comprimindo-se contra o meu. Gemi alto quando ela começou a se mover, causando aquele atrito delirante. Ela sorriu. Se curvou rapidamente para ch*par meus mamilos completamente eriçados. Que delícia.
Novamente se pôs de coluna ereta, sem deixar de se movimentar. Me encarou por alguns instantes. Agarrei suas ancas com vontade, fazendo aumentar o efeito dos movimentos de seu clit*ris no meu. Ela gem*u, jogou a cabeça pra trás e cavalgou.
Uma cena perfeita. Os cabelos desgrenhados, uma mão estimulando o próprio seio enquanto a outra segurava firmemente em meus braços.
Marilyn Manson – Tourniquet
Um ardor delicioso começava a tomar conta dos nossos sex*s e a intensidade com que ela se movia sobre mim, aumentou. Já não controlávamos mais nossos corpos.
Eu tremi. Ela tremeu. Nós goz*mos. Senti seu líquido derramar, misturando-se com o meu, ensopando a colcha da cama. Ela caiu sobre mim e nos beijamos.
Eu possuí aquela mulher de todas as formas. Por cima, por baixo, de quatro, no chão, sob a água quente e relaxante do chuveiro. Ela me possuiu do jeito que quis. Mesmo sem saber, ela já me possuía, antes mesmo de me tocar.
Adormecemos exaustas, completamente satisfeitas. E eu, com um sorriso imenso no rosto.
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Senti os primeiros raios de sol no meu rosto. Fiz careta. Me virei para o lado e percebi que estava sozinha. Ainda fiquei um tempo pensando se abria ou não os olhos. Até que abri.
É, eu realmente estava sozinha.
Estreitei o olhar e vi que havia algo encima da cadeira. Lembranças. Senti meu sex* molhar. Suspirei e levantei da cama, indo de encontro a ela. Um bilhete e a máscara.
“Feliz Aniversário, Nathália. Incrível poderia ser uma boa palavra para descrever o romance de uma noite. Mas foi mais que isso, e eu ainda saí ganhando. Uma honra poder conhecer de perto a “moça das sextas-feiras”. Perfeita.
Até um dia
E.”
Ainda li mais algumas trilhões de vezes aquele bilhete. Caí na cama com um sorriso que poderia facilmente me rasgar de orelha a orelha.
Olhei para a máscara. Cheirei. O perfume dela.
Eu nunca mais esqueceria aquela mulher. Aquele samurai. O dragão.
Fim do capítulo
Gostaram da rapidinha? kkkkk
Foi só um lapso de inspiração durante a madrugada.
Até a próxima, meninas.
Um xeiro enorme.
Pérola.
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rhina
Em: 28/05/2016
Oi.
Tudo bem que vc disse que foi inspiração de uma madrugada.
No entanto imagine vc focada em elaborar um super romance entre mulheres fortes determinadas misteriosas mas gentil galanteadoras charmosas.
E com muitos climas intensos... apimentados... eróticos entre outras coisas que eu não sei mas com certeza com seu magnífico talento vc sabe.
Eu tenho uma grande defeito. Além de amar as histórias tb me vejo muito interessada nas autoras.
Vocês são demais.
Beijos.
Até
Resposta do autor em 29/05/2016:
Sim, sim! Quando a concentração vem, a inspiração se instaura e a imaginação voa longe! É sensacional, e muito prazeroso.
Um grande abraço e muitíssimo obrigada pela leitura.
Pérola.
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rhina
Em: 28/05/2016
Oi Pérola.
Estou sem palavras e dor entre as pernas.
Tem algo pulsano....
Quero mais.
Bem que a Nathalia merecia esta gata só para ela.
Beijos.
Resposta do autor em 29/05/2016:
Siiiim, foi um presente perfeito, heim?
kkk
Obrigada pela leitura
Um grande abraço.
Pérola.
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Lekanto
Em: 27/05/2016
A primeira palavra que me veio a mente foi um palavrão. Mas, segurei a vontade; não falo palavrão. kkkk
Menina, maravilhoso!!!! Pena que o "short" foi "short" demais.
Parabéns!!!
Até o próximo.
Fique bem.
Resposta do autor em 27/05/2016:
Não fala palavrão? Sei.
Foi um lapso que tive ontem. Corri e escrevi. Não vai ter continuação, mas até que foi bom.
Obrigada
P.
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annagh
Em: 27/05/2016
Olá Pérola!!!
Simplesmente AMEI!!!!! PERFEITO DEMAIS!!!!
Molhei aqui...ops...kkkkkkkk...É isso mesmo. Fiquei com vontade...mas so na vontade (uma pena ne).
Eu quero mais...continuaaaaaaaa...please!!! Nathalia merece a sua musa tatuada (tenho queda por mulheres tatuadas).
Aguardo a continuação hein...
Um cheiro bem gostoso pra você também.
Resposta do autor em 27/05/2016:
KKKKKKKKKKKKKK
Não guento, gente! kkkk Ah, mas que bom que surtiu esse efeito. Realmente eu puxei mais pro lado do erotismo, quis instigar os sentidos das minhas queridas leitoras!
Infelizmente, foi só uma "short"... Por enquanto, não cogito a possibilidade de uma continuação. Mas enfim, nada é impossível.
Um xeiro!
P.
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