Primeiras impressões
No outro dia pela manhã, Lara aguardava na sala de sua casa a chegada do senhor Erik e do cara que a partir de hoje se colocaria atrás do infeliz que passará infernizar sua vida. A portaria do condomínio fechado onde a loira morava telefonou pedindo liberação da entrada de Erik e acompanhante. Pouco depois a produtora escuto a campainha e seguiu até a porta para recepcionar seu avô, junto dele entrou em sua casa uma surpresa, uma bela surpresa.
- Bom dia minha Kära – disse o homem mais velho abraçando-a e dando lhe um beijo na testa – Larinha, quero que conheça Fernanda Maciel, a melhor investigadora e segurança dessa cidade.
Lara que apresentava um sorriso largo com a chegada do avô não conseguiu disfarça a surpresa ao olhar para frente e encontrar uma mulher.
- UMA MULHER FARFAR?! – falou bem mais alto do que deveria, o que fez Fernanda semi serrar os olhos como quem diz “e daí?”
- Lara? – reprendeu Erik um tanto constrangido.
- Eu… eu … – a loira não conseguia raciocinar direito, seus olhos se perderam analisando a mulher a sua frente que vestia preto dos pés a cabeça. Uma calça jeans extremamente justa que marcava as coxas grossas, blusa de cetim de gola alta preta, um blazer bem acinturado e um salto não muito alto. No final de sua analise Lara ficou boquiaberta enquanto se xingava mentalmente por ter se vestido de forma tão desleixada só por estar em casa, ela vestia um short jeans completamente velho e uma regata surrada do AC/DC. Enquanto tentava se recompor, disparou a falar – Bom eu... eu peço desculpas ... eu só não esperava que fosse uma mulher, é que vovô disse que era a melhor pessoa do ramo de investigação e que caso acontecesse alguma fatalidade também poderia me proteger e …
- Acha que eu não sou qualificada e nem capaz de te defender? – Fernanda interrompeu e a produtora podia jurava que o ar foi embora de seus pulmões quando escutou a voz grave e levemente rouca da morena pela primeira vez.
- Não não, não é isso... é só que – ela estava tão atordoada que mal conseguia se explicar e sentiu seu rosto queimar – Meu Deus que gafe, podemos começar de novo que tal? Prazer, sou Lara.
A loira cresceu escutando que seu sorriso era lindo e que conquistava qualquer um. Então estendeu a mão e sorriu o seu melhor sorriso, ela sabia que ele era sua maior e melhor arma em qualquer situação, aprendeu a usar e abusar. Mesmo quando era falso, sempre funcionava, mas naquele caso ela sorriu o mais verdadeiro e largo dos sorrisos, como se Fernanda fosse sua futura dentista e precisasse ver todos seus dentes, a loira sentiu uma necessidade surreal de concertar aquele mal entendido.
- Tudo bem. Fernanda Maciel – A morena em seguida apertou com firmeza a mão estendida a sua frente, mas para decepção se sua dona o aperto não veio acompanhado de um sorriso.
O silêncio se fez presente. Lara foi diminuindo o sorriso até ele sumir, aquilo era algo novo para ela, sempre conseguiu tudo queria desde pequena, incluindo a simpatia das pessoas, um sorriso largo com direito a covinhas nas bochechas e aos olhos azuis fechadinhos, seguido de uma leve risadinha no final e pronto, ela tinha um novo colega, amigo ou amante a disposição. Só que dessa vez não.
- Então, que tal descermos para o escritório? – Erik decidiu acabar com aquele leve clima estranho.
Não esperou nem a resposta da neta, foi caminhando para o cômodo que ficava no térreo da casa, seguida por Fernanda. E novamente Lara se viu xingando mentalmente, a segurança andava calmamente na sua frente e a calça justa que marcava as pernas grossas frontalmente conseguia marcar ainda mais a parte de trás, marcava uma bunda enorme e bem desenhada. Não conteve um sorriso cafajeste e um pensamento “Hum, até que ter uma investigadora pode ser divertido, e gostoso… é definitivamente gostoso”.
- Borboletinha, ontem redigi o contrato conforme os pedidos que você tinha feito e Fernanda está de acordo. Agora basta você ler o histórico dela e fazer perguntas se quiser, estarei lá fora aguardando vocês.
Erik saiu do escritório deixando o contrato e o histórico da investigadora nas mãos de Lara, e no seu rosto um bico levemente emburrado por chama-la daquela forma na frente de uma desconhecida.
- Sente-se, por favor, acho que vou demorar um pouquinho para ler isso aqui.
- Sem problemas.
No contrato constava o valor a ser pago e 3 cláusulas importantes que em resumo diziam que:
1) O trabalho de Fernanda era sobre um termo de sigilo, compromisso e confidencialidade no qual a tornava proibida de passar qualquer informação a terceiros em relação a Lara Muller, em que diz repeito a investigação, vida particular e profissional.
2) Fernanda só poderia acompanhar Lara com o consentimento da própria, caso contrario seria demitia por justa causa.
3) Fernanda teria 6 meses para apresenta a Lara o nome do autor das cartas, só assim receberia os últimos 40% do pagamento.
Lara concordou com tudo e passou a ler o histórico da morena que aguardava de pernas cruzadas do outro lado da mesa.
Já no inicio do currículo a loira não segurou um leve risinho “Fernanda BRUNO Maciel, ótimo sobrenome, não que ela seja masculina, mas combina... apenas combina… ok vamos lá”, logo a diversão passou para admiração, Fernanda tinha apenas 29 anos e um currículo extenso e maravilhoso, faixa preta de judô e Muay thai, curso de resgate com forças especiais de SP e do RJ, cursos de primeiro socorros nas mais extremas condições possíveis, curso de tiro de mais armas que Lara imaginava existir e uma lista com mais de 21 nomes autorizados de pessoas para qual ela já havia prestado serviço, entre elas um ex governado do Rio, Mariana Velloso uma famosa cantora que nos últimos 3 anos tem dominado o Brasil, um ator americano, empresários e jogadores de futebol.
- Uau, estou impressionada, você é nova e tem um currículo bem grande, mas vejo aqui que está parada a 1 ano e meio. Por quê?
- Obrigada, poderia ser maior essa lista, mas alguns clientes são sigilosos, no total são 52 pessoas, sendo 60% de investigação com segurança particular e o resto apenas segurança... Quando se toma alguns tiros resgatando o filho de um multimilionário você acaba ganhando uma grana extra, suficiente para se aposentar... sou boa no que faço, mas amo fazer outras coisas, não preciso mais trabalhar com isso para ter dinheiro.
- Hum… então por que aceitou?
- “Porque era você” – Fernanda pensou – Porque seu avô me pediu – disse.
- E?
- Erik é um homem bom, devo muito a ele, não negaria um pedido ainda mais vendo o desespero dela com a segurança de sua... borboletinha.
Fernanda não resistiu em zoar a DJ, ela sabia que deveria se manter 100% profissional com Lara evitando qualquer tipo de intimidade, pois tinha conhecimento dos sentimentos que guardava consigo a tantos anos e também conhecia a fama de Don Juan de saias da loira tatuada sentada bem a sua frente. Brechas para intimidade não seria uma boa opção para Fernanda, mas naquele momento parecia o certo a se fazer, só para conseguir outro sorriso bonito que ela teve tanta vontade de corresponder, mas se segurou. Mais do que certo, foi natural.
- Affffffff – Lara gargalhou e abriu um largo sorriso mesmo constrangida, tinha achado que a segurança não havia percebido o apelido. – Ele ainda vai me matar de vergonha.
Dessa vez Fernanda esboçou um leve sorriso, não daqueles que mostra os dentes, mas só dão um desenho feliz aos lábios da boca. Expressão que fez Lara analisar cada detalhe do rosto da morena, traços marcantes, olhos expressivos, boca carnuda, alguns piercings na orelha e algumas cicatrizes no queixo e supercílio. Definitivamente ela era uma mulher bonita, a loira já tinha constatado isso quando viu aquela cara séria a encarando depois de uma gafe, mas agora com aquele leve sorriso parecia ainda mais, muito mais, e o sorriso da produtora se multiplicou de tamanho.
- Olha aqui... eu deveria nem te contratar depois da gracinha – sorriu – mas realmente você parece ser a melhor. Está contratada! Tenho uma reunião daqui a pouco e não vou poder ter apresentar a casa, seu local de trabalho e os empregados, então... por hora está liberada mas pode começar amanhã. 8:00 pode ser? – disse enquanto se levantava.
- Ok. Amanhã estarei aqui.
A investigadora também levantou e se preparavam para sair do escritório quando Lara perguntou.
- Fernanda, afinal de onde você conhece meu avô e por que disse que lhe deve muito?
- Bom isso eu acho que você deveria perguntar a ele – e saiu
Fim do capítulo
Como acho que imagens ajudam na imaginaçao ai vai mais algumas.
Lara descrevo mais ou menos como uma mulher do tipo da modelo Eric Liyah Kane e Fernanda como o bio tipo bailarina Fernanda D avila.


E sobre a casa...
O Joá é um bairro cheio de condominios fechado e com casas construidas basicamente na beira das montanhas e pertinho do mar. Por isso a maiorira das casas sao costruidas para baixo. A entrada das casas costuma ser pelo ultima andar, que está no nível da rua e nao pelo terreo. Conforme for acontecendo as coisas vou postando as fotos da casa que escolhi para se passar parte da historia.
Essa é a entrada da casa que dá para o 4 andar e esse o escritorio.



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Maria Flor
Em: 12/09/2015
Olá, novamente, hehehe.
Esse capítulo fez uma leitora muito feliz, hahaha. Adoro esse clima de início de romance que ainda nem aconteceu.
E parece que dona Fernanda tem um amor secreto. Tou adorando!
Até o próximo capítulo!
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