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Histórias por Mary C

Codinome beija-flor por Mary C

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Sinopse:

 


 


Prólogo..


 


Era fim de tarde, o pôr-do-sol se anunciava preguiçoso, deixando que rajadas solares cobrissem o céu de laranja. Ela caminhava pela areia.
Cabeça baixa. Cambaleando sobre seus pés. Fugindo de sua própria sombra. Numa vã tentativa de não deixar rastros. Apagar memórias. Desatar laços.
Alheia ao sol que se despedia, andou por horas, sem descanso. Só parou quando não mais avistou sua sombra. Tinha conseguido, enfim, fugir de si? E por que não estava comemorando, feliz em ter alcançado seu objetivo? Bastou olhar para trás e perceber o sentido real da caminhada. A sombra se foi, mas seus passos ainda estavam ali, gravados na areia. Correu pelo caminho de volta, arrastando a areia por cima das pegadas, apagando. Ela só não se lembrou que o caminho de volta também estava sendo gravado e para ser novamente apagado, ela teria que voltar borrando as pegadas. Tentando apagar o inapagável. Numa incansável tentativa de se convencer que seria possível.
A verdade, ela já sabia, não conseguiria fugir de seus medos e anseios. Menos ainda de sentimentos e lembranças. E o que fazer com esse turbilhão de emoções? Como recuperar o pedaço deixado lá atrás?
 Sentou-se em cima de uma pegada, abraçou os joelhos, deixou que a brisa suave emaranhasse seus cabelos e contemplou o mar. Revolto. Agitado. Tudo ali anunciava uma tempestade próxima, mas o céu estava tão estrelado. Irônico. Surpreendente. Como tudo na vida..
Vida. Saboreou essa palavra mentalmente e soube, mais uma vez, que as rédeas da sua já não estavam em suas mãos.


Sorriu ironicamente e repetiu as palavras decoradas, mas que foram levadas pelo vento, sem serem escutadas por ninguém:


 


'' O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói. ''