A mecânica por KFSilver


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Samantha

 

Suspirei profundamente ao som do despertador. Estava tão quentinho e gostoso embaixo das cobertas. "Deixa de preguiça, que o seu dia será cheio!". Bocejei com o pensamento espreguiçando o meu corpo. Alonguei e fui preparar o café. O céu ainda estava escuro, deixei acesa as luzes do corredor e da cozinha. Em minhas pernas senti a bolinha de pelos cinza se esfregando.

 

- Bom dia, Shakira! - coloquei um pouco da ração para ela, lavei as minhas mãos e coei o café.

 

Tomei um café da manhã reforçado e fui cuidar dos meus afazeres. Era muito cedo ainda, deixei Isabella dormindo mais um pouco, afinal era aniversário dela. Fui em direção ao muro divisório, abrindo-o e assoviando para os cães. Shakira ficava sentada e olhando as suas irmãs comendo euforicamente a ração. Era até engraçado ver as reações superiores que os gatos tinham sobre os cães. Apesar de ser a caçulinha da casa, Shakira tinha um temperamento predominante, a sorte dela que Kiara e Jade eram muito docéis com ela e a acolheram. Fui em direção ao barracão destrancando a porta lateral.

 

- Não, não, não! Podem ficar ai fora! - rateei com elas e abri o portão de enrolar.

 

Fui até o rádio, ligando-o deixei a voz do radialista me fazendo companhia enquanto terminava de mexer no motor do VW fusca 1979. Havia comprado ele há pouco mais de dois meses, deixei a carroceria na oficina para o meu pai restaurar e personalizar com a ajuda da equipe dele, transformando-o em um conversível, enquanto eu cuidava pessoalmente do motor. Era o meu presente para Isabella, já que ela tinha medo de dirigir carros de grande porte. Estava concentrada respondendo alguns emails quando o meu pai chegou.

 

- Bom dia, filha! Não pula cachorra! - rateou sorrindo para Kiara - Pronto, chega de carinho! - jogou uma bolinha para elas.

- Jade vai ficar com ciúmes. - comentei sem desviar o olhar da tela. - Bom dia, pai! - sorri com a interação deles.

- Isabella ainda não acordou? - observou o silêncio no interior da casa.

- A semana dela foi cheia, logo vão começar as provas e ela está pilhada demais. - acomodei as minhas costas na cadeira - O motor está pronto! Vou mandar o Sérgio buscá-lo para montarmos ele no carro hoje a tarde.

- Ótimo! Ontem chegou as peças que faltavam para fazermos a pré montagem dos paralamas.

- Temos que pagar um pouco mais caro para chegar as peças senão o correio atrasa todo o nosso processo de entrega. - murmurei cansada - Bom, pelo menos amanhã o carro ficará pronto para festa dela.

- Sim. - percebi a hesitação em sua voz. - Samantha...

- O que foi pai? - respirei fundo, sabia que não vinha notícia boa.

- Ontem a Márcia me ligou, disse que levou Isabel no hospital... Calma! Era só falta de ar. O médico já liberou ela, já está repousando em casa.

- Por que não me chamaram? Eu poderia ter ficado com elas no hospital e as teria trazido de volta!

- Você pilhada no hospital não iria fazer o atendimento ser mais rápido e nem ajudaria ela a melhorar.

- É exatamente por isso que eu pago um bom plano de saúde para ela não ter que ficar esperando! - fiquei levemente exaustada.

- Viu só, por isso não te chamam! Você é esquentada demais! E ela já está bem e em casa.

- Vou vê-la antes de ir para à oficina, se ela não estiver bem eu cancelo a festa! - determinei, o seu olhar me fez pensar - Eu remarco! Isabella irá entender. - emendei.

 

Concordou aproximando-se pegando o celular e mostrando algumas fotos.

 

- Um comodoro! Lindão! Quem é o cliente? - comentei analisando as fotos.

- Sou eu! - sorriu empolgado.

- Você comprou um Opala?! E a mulher não reclamou de outro carro? - disse com um sorriso zombeteiro.

- O dinheiro é meu! - resmungou, arqueei a sobrancelha - Ela ainda não sabe... - murmurou.

- Então é melhor já começar o suborno! Tragam-lhe as rosas e os bombons, para amansar a sua esposa. - brinquei.

 

Cida era uma mulher muito carinhosa e companheira, que chegou trazendo a vida novamente para o meu pai que estava solitário. Apesar de sermos vizinhas, não tínhamos o costume de convivência, mas vira e mexe, Sabrina a sua filha, vinha até a minha casa passar um tempo com Isabella. As meninas tinham uma grande amizade, mesmo sem o parentesco sanguíneo, nós nos respeitávamos como uma família.

 

***

Isabella

 

Os sonhos bons, a preguiça, o calor reconfortante da minha cama, nada foi o suficiente quando despertei no susto com o peso sobre o meu rosto, sendo sufocada por aquela bolinha de pelos irritantemente fofa.

- Meu Deus, Shakira! - resmunguei sonolenta - Está querendo me matar?? - sentei atordoada. - Ai! - mordeu os meus dedos - Tenho que parar de deixar a minha porta entreaberta para você! - bocejei. - Hmm... vem cá! - peguei ela e trouxe para o meu rosto, enchendo-a de beijinhos. - Meu projeto de gato! - sorri com suas lambidinhas em meu nariz. - Safada!


Levantei ignorando o meu celular, com certeza estava repleto de mensagens de parabéns dos meus amigos, colegas e familiares. A última coisa que eu queria, era ler os textões de facebook que os mais religiosos mandavam. Queria começar bem o meu dia, com um delicioso capuccino e um saboroso pão na chapa. Estava indo ao banheiro quando o barulho no quintal chamou a minha atenção. Fui até a sala e vi através da porta de vidro, Sérgio e Jonas, os funcionários do meu avô carregando na camionete um motor. O cheiro delicioso vindo da cozinha atiçou o meu apetite. Adentrei e vi a minha mãe bebendo algo em sua xícara (certamente era café), enquanto mexia no celular.

- Bom dia... - minha voz ainda estava rouca.
- Oi! Bom dia, filha! - abriu um lindo sorriso, acolhendo-me em seus braços - Feliz aniversário, minha pequena! - ia me beijar mas parou um instante ao notar os atentos olhinhos amarelos - Lambeu a sua testa? - questionou, apontei para a pontinha do meu nariz - Certeza? - sorriso maroto, fechei os olhos suspirando e acenando com a cabeça - Então tá bom! - o seu abraço apertado e o seu beijo carinhoso para mim, eram melhor que qualquer frase decorada de algum poeta morto. - Ti amo, mia bella! - adorava ouvir o seu sotaque, que raramente ela deixava transparecer.
- Também te amo, mãe! - ficamos abraçadas até que Shakira se pronunciou cravando as suas unhas em meu pescoço. - Ai, gata! Você ri! - bufei mal humorada com agressão gratuita - Vou te levar a um especialista, você é muito bipolar! - coloquei ela no chão e saiu pulando como se nada tivesse acontecido.
- Eu quero, mãe! Olha que fofa! Vamos levá-la para casa e dar um lar... Você não tem dó dela, mãezinha...?! - Sam imitava uma voz infantil, repetindo tudo o que eu havia falado para convencê-la adotar Shakira - Agora você aguenta! - sorriu, sentando-se.
- Eu mereço! - fui em direção ao banheiro, fazer a minha higiene.
- Isa? Vou na casa da tia Isabel, você quer ir? - perguntou quando sentei para comer.
- Quero sim! Me dá um muito? - estava terminando de passar manteiga no pão para assá-lo.
- Pode comer, estou terminando de enviar uns emails. - sem desviar atenção do celular.

Beberiquei o meu capuccino repassando tudo o que faria na próxima semana. O meu curso estava sendo puxado, com as provas próximas estava exigindo muito do meu tempo, por isso acabei cedendo a vontade de comemorar o meu aniversário em uma balada com as minhas amigas, Aline e Giovana. Sinceramente, sou bem caseira, mas estava cansada de sair da faculdade para casa apenas para estudar, queria também poder curtir um pouco, ainda que fosse apenas esse final de semana.

- Terminou? - estava em pé, pegando a chave do carro.
- Uhum, vou me trocar.
- Eu te espero no carro. - saiu com o semblante sério.


"O que será que houve?" Bati rapidamente a toalha e dei um jeito na xícara e na faca que sujei. O meu problema foi sair com a gata agarrada na minha perna. "Aff!"

 

***

 

- Que surpresa gostosa! - acolheu-me em um abraço apertado - Feliz aniversário, meu amor! - beijou as minhas faces - Que Deus te proteja, te guarde e guie sempre! - segurou firme a minha mão.
- Obrigada, mamãe Bel! - fiquei aconchegada ao seu lado no sofá. - Como a senhora está? - perguntei observando a sua face sorridente.
- Melhor impossível! - falou beijando a minha mão - Venha cá, Samantha! Por que está carrancuda? - puxou pela mão para se sentar do seu lado oposto.
- Trabalho tia, apenas isso. - beijando-lhe a face, abraçando-a.
- Você trabalha demais, Samantha! - ponderou - Precisa sair e namorar, viver mais e aproveitar mais o seu tempo com essa preciosidade!
- Pois é... - resmunguei.
- Olhe para mim, estou velha mas vivo intensamente os meus dias! - sorria marotamente.


Notei a sobrancelha arqueada de minha mãe, antes de questionar:

- E esse viver intensamente tem a ver com o passeio de ontem a noite? - havia um ligeiro sorriso malicioso em seus lábios.
- Mas essa Márcia é muito fofoqueira!! - riu gostosamente.
- Agora eu entendi o por que o tio Deolindo está feliz da vida assoviando para os pássaros ali fora! - acompanhou a risada.


Levei um instante para entender do que elas estavam rindo, quando senti as minhas faces arderem. Levantei num pulo, e fui beber água. A cada risada e frases entre linhas delas, sentia as minhas faces queimarem. Assustei quando senti a mão tocando o meu ombro.

- Desculpa, Isa! - Márica me olhou preocupada - Você está bem? Meu Deus, você afogou! Consegue respirar? Seu rosto está vermelho demais! - falou rapidamente, quase chamando atenção das demais.
- Estou bem, Márcia! Calma! - sorri tentando tranquilizá-la - Eu só estava com o pensamento longe.
- Desculpa, Isa. Eu ainda estou um pouco nervosa pelo susto que os dois pombinhos me deram essa madrugada - respirou fundo - Enfim, feliz aniversário! - abraçou-me forte - Tudo de bom para você! Muita paz, saúde e felicidades!
- Obrigada. - lembrei-me - Você conseguiu o que eu pedi?

Deu um olhar cúmplice, acenando antes de me mostrar o endereço.

- Você vai comemorar bem os seus vinte e dois aninhos, né caçulinha? - apertou suavemente o meu nariz - Pode ficar tranquila, o meu amigo é segurança e vai liberar a entrada para vocês. - piscou.
- As meninas só sabem falar nessa boate... - peguei o celular, para mandar mensagem para elas. 

- Qual boate? - assustei com o olhar curioso de Sam sobre nós.

 

***

Samantha

 

"Francamente, o que Márcia tem na cabeça?!" Bati sultimente os meus dedos no volante esperando as meninas entrarem no carro. A mão de Isabella tocou a minha, respirei fundo sorrindo para as garotas, que estavam vestidas ou melhor dizendo despidas, que se acomodaram no banco. Olhei rapidamente para Isabella que entendeu o meu pensamento. O silêncio no carro logo foi esquecido quando elas começaram a mexer no celular e fofocar. Eu preferi acenar com a cabeça para evitar dizer alguns pensamentos nada sociáveis. Estacionei o carro tentando demonstrar a mesma empolgação delas.


- Podem ir na frente meninas, vou apenas trocar algumas palavrinhas com a Isa! - dei um sorriso forçado.
- Beleza, tia! - fechei a cara - Não demora, Bella! - saíram e atravessaram a rua parecendo duas pererecas saltitantes.
- Eu lá tenho cara de tia de marmanja? - me fiz de ofendida.
- Mãeee... - franziu a testa - Você que quis vir para me vigiar! - levantou sutilmente a sobrancelha, achei graça no gesto.
- Oxê! E você acha que eu me produzi toda assim só pra ficar te vigiando? - gesticulei dramaticamente, mostrando o meu look de camiseta bege com um decote discreto, uma jeans preta que valorizava as minhas pernas e uma bota de cano curto preta. - Eu até deixei você me maquiar.
- Sim! Eu tenho certeza! - sorriu achando graça do meu drama.
- Lembro muito bem de alguém concordar que eu precisava passar mais tempo com a minha preciosidade. - olhei inocente - Ou seja, você! - sorri ligeiramente - Pois eu estou! - argumentei.

Nos encaramos um instante antes dela falar rapidamente:


- Se eu não gostar do lugar, vamos embora? - pediu.
- Okay! - sorri - Farei o papel de mãe chata! - pisquei antes de sairmos do carro para entrarmos na fila.

Assim que entramos fiz um sinal discreto para Isabella, indicando que ficaria no bar e sussurrei um divirta-se!

- Uma cerveja. - pedi para a Bartender.

Procurei o melhor lugar ali no bar para ter uma visão da minha pequena, e pelo o que pude observar no local, não duvidaria que ela precisaria de socorro. Não fiquei nem cinco minutos sem que alguém viesse me abordar com papinho furado.

- Mas será que uma mulher não pode se divertir sozinha em um bar!? - falou próxima ao meu ouvido devido ao som das músicas.

Virei sorrindo surpresa, abraçando uma antiga amiga.

- Donna, menina há quanto tempo!? - os nossos corpos ficaram próximos por conta das pessoas no bar.
- Até demais! - sorriu olhando para a minha boca - Eu tive a impressão de ter visto uma cópia feminina sua dançando.
- Ei! Ainda sou muito feminina, só não tenho dito tempo para desenterrá-la do meu guarda roupas. - brinquei, sussurrando em seu ouvido.
- Eu adoraria desenterrar muitas coisas desse guarda roupas. - retrucou quase roçando os seus lábios nos meus.

Trocamos um sorriso saudoso deixando o flerte surgir naturalmente.

 

***

Isabella

 

Confesso que estava me divertindo demais, amando a discrição da minha mãe que sumiu de vista assim que entramos. Encontramos um pequeno grupinho de colegas do cursinho para curtir a noite. Aline estava aos beijos com um ficante da faculdade, e Giovana paquerando a  Michelle que parecia estar achando graça das tentativas da outra. Bebi umas duas cervejas (algo que eu não estava muito acostumada), relaxei dançando. Em determinado momento, um garçom se aproximou e avisou que para mim e meus convidados, à área vip estava liberada. Olhei um momento sem entender até que ele indicou o bar, onde eu pude ver a minha mãe sorrindo alegremente com uma negra (muito bonita por sinal) cochichando algo em seu ouvido, que claramente ela não deixava ofuscar a satisfação no que era dito. Ela ergueu sutilmente o copo de bebida, e eu aceitei o presente. O pessoal ficou mais animado quando fomos para o piso superior que era bem exclusivo, entendi bem o porque assim que chegamos. Aline e Cristiano logo sumiram entrando em algum dos camarotes privados. A música tocava o suficientemente alta para abafar os sons que ocasionalmente poderiam vir daqueles camarotes fechados. Peguei outra bebida para tentar diminuir a tensão que se apossou do meu corpo, tentei relaxar novamente. Aos poucos bebericando e conversando senti o meu corpo relaxar, para em seguida sentir um calor que se alastrou rapidamente quando percebi o seu olhar. O meu coração descompassou com a força daquele sorriso safado, a loira de olhar quente continuou dançando... para mim? Engoli seco. Por um momento achei que fosse desmaiar tamanha a sua presença. A minha garganta estava tão seca que o único som que saiu da minha boca foi um oi, que foi abafado pelos lábios famintos. O meu corpo inteiro arrepiou quando o seu corpo colou no meu. Não que eu nunca tivesse ficado com alguma menina esporadicamente, eu só não esperava ser pega por aquele mulherão. O meu corpo não me respondia mais, ouvi o comentário entusiasmado de Giovana assim que nos separamos para tomar fôlego.

- Nossaaa!! Eu também quero um presente de aniversário desses!!

- É seu aniversário? - sussurrou entre os meus lábios. "Que voz aveludada!", pensei excitada.
- É, sim...! - gaguejei.
- Parabéns! - sorriu prazerosamente, tive gana de perguntar no que estava pensando. - Quer sair daqui? - mordiscou o meu queixo - Posso te levar a um lugar mais apropriado para comemorarmos?! - apertou suavemente a minha nuca, devorando os meus lábios em um beijo cheio de vontade.

Tive dificuldade em pensar, de agir, até mesmo de respirar, acabei gaguejando:

- Smm... nã... digo... eu, eu...

Sorriu dando um selinho em meus lábios, tomando a situação sobre controle.

- Me dê apenas um minuto! - piscou soltando-me.

Giovana teve que me segurar um momento, sentia perdendo a força em minhas pernas. "Seria o efeito do excesso de bebida, ou... tesão? Deixa de ser burra, Isabella! É tão óbvio! Meu Deus! Eu concordei em sair com ela, o que eu faço?"

 

- Filha, você está bem? - olhei assustada para o olhar preocupado da minha mãe. "PQP! ESQUECI DA MINHA MÃE!". - Aconteceu algo? Isabella, você está passando mal?- tocou a minha face.
- Ela está sim, tia! - Gi tentando me socorrer - Sabe como é a Bella, acabou exagerando um pouquinho na bebida.
- Isso mãe... eu só fiquei um pouco cansada... vou me sentar um minuto, não se preocupa... pode ir curtir a sua... ficante. - tentei dispensá-la rapidamente.
- Isso, tia! - olhou feio para Giovana - Digo, mãe da Bella... pode ir que eu cuido dela. - prontificou-se.
- Sente-se, Isabella! Eu vou buscar uma coca para voc...

 

Pisquei diversas vezes achando que era efeito da bebida. Um gosto ruim subiu a minha garganta com aquela cena. Senti diversas sensações em tão pouquíssimo tempo; eufória, tesão, pânico e raiva. Os meus olhos arderam de raiva diante daquela visão. Só consegui pronunciar uma palavra assim que elas se soltaram. Sam! Sai dali o mais rápido possível, enquanto ainda sentia forças em minhas pernas, foi o tempo de chegar na rua e virar a esquina. Senti a minha cabeça rodar, em seguida suas mãos fortes envolvendo o meu braço e me auxiliando em seguida quando curvei e coloquei para fora toda a ânsia que senti.

 

***

Samantha

 

- Sabe que eu tenho um camarote privado aqui? Prontinho para ser usado quando eu quiser? - as suas mãos passeavam pelo o meu corpo de maneira discreta.
- Donna... - estava apreciando muito aquela conversa, queria saber até onde iríamos dessa vez - Você sabe que nunca da certo quando ficamos juntas.
- Estou pedindo para vivermos o agora, baby! - beijou o meu pescoço - Eu aprendi que com você, é só o agora! - mordiscou suavemente a minha orelha - Então não nos prive disso... - pediu, invadindo a minha camiseta arranhando as minhas costas. - Não se preocupe com a pequena, eu cuido dos meus.

 

Esperou a minha resposta que foi um singelo sorriso pelas promessas daquela noite. Donna, beijou o canto da minha boca acenando para um garçom. Não escondi o meu olhar de desejo por aquele corpo cheio de curvas por baixo daquele vestido. Isabella me olhou sem entender, ate que indiquei que estava tudo bem. Donna estava falando pequenas obscenidades em meu ouvido, sem tirar a mão de dentro da minha camiseta deixando-me marcada. Subimos para o piso superior mas antes de chegarmos ao camorote, um rapaz que era o outro sócio da boate pediu para falar um minuto com a Donna, que por sua vez contou que após o divórcio com um empresário, acabou se envolvendo com o ramo de eventos e festas, estava investindo naquele lugar. Aproveitei e fui rapidinho no banheiro. Estava secando as minhas mãos quando um casal me empurrou contra a parede, foi quando notei a presença dela. Parei um momento para apreciar a visão dela inclinada suavemente para frente, observando a maquiagem quando notou o meu olhar. Os meus olhos sorriam gulosos pela fome que senti, lamentei não poder convidá-la para festinha particular com Donna, sorri saindo do banheiro com a ideia que provavelmente não seria negada pela outra. Estava me aproximando de Donna quando fui interceptada por uma garota um tanto atrevida.

 

- Você é a Sam? - olhou-me dando um sorriso safado - A mãe da Bellinha?! - "É Isabella para você!", suspirei concordando. - Agora eu sei de onde ela puxou tanta beleza. - "Sério isso garota?" - Acho que é falta de atenção da Bella deixar a mãe dela, por ai... desacompanhada - estreitei os meus olhos - Eu posso te pagar uma bebida? - sorriu aproximando o seu corpo do meu.

 

"Eu posso te comprar um babador?!", pensei e antes que eu pudesse dizer algo, vi Isabella parada com a mão no peito. Ignorei a pirralha e fui em direção a minha filha.

 

- Filha, você está bem? - toquei a sua face, o que se sucedeu me deixou completamente perdida.

 

Eu estava me virando para buscar uma coca para Isabella quando fui agarrada pela mulher do banheiro. Até tentei resistir ao beijo, a situação, mas ela tinha um toque quente, uma gula em seu beijo que o tesão que eu estava veio com força fazendo eu ceder um momento. Lembrei-me de Isabella, e me recrimei por deixar o tesão predominar em vez de cuidar da minha filha. Não entendi o que houve, apenas a voz chorosa de Isabella e ela saindo apressada do local. Inconscientemente lamentei sair dos braços daquela mulher e fui ver o que tinha acontecido. Foi o tempo de alcançar Isabella que passou mal. Giovana veio em seguida, me ajudando a levá-la para o carro. Levei Isabella para casa que não demorou para apagar no banco do passageiro. Assim que chegamos, peguei Isa no colo e ajudei a tomar um ducha para depois colocá-la na cama, dormindo profundamente. Tirei a minha roupa e fui tomar uma ducha gelada, ainda que o tempo estivesse um pouco frio o meu corpo estava queimando de tesão.

 

continua...

 

Nome: Runezinha (Assinado) · Data: 13/06/2018 19:41 · Para: Capitulo 2

Nossa Donna, eu sei so apareceu um pouco, mais nossa!! Ui que presença! A autora nao deixa por menos uma presença tao forte! Não da para saber para quem torcer! Sensacional! Adorei o enrredo e envolvente! Rsrsrs eu tenho um gato que faz o mesmo que a bolinha de pelos...Genial! 



Resposta do autor:

:}



Nome: Mille (Assinado) · Data: 13/06/2018 17:43 · Para: Capitulo 2

Olá autora 

Nossa que confusão a Laura foi se meter com a mãe e filha e parece que a Isa e Sam gamaram no beijo da Lau. 

Vamos ver como será um novo reencontro delas.

Bjus e até o próximo capítulo 



Resposta do autor:

Com um beijo daqueles, quem não gama?! xD
Inté ;*



Nome: NayGomez (Assinado) · Data: 13/06/2018 14:02 · Para: Capitulo 2

Aaah então foi a Sam que a Laura vi no banheiro,  então a primeira pessoa que ela se encantou foi a Sam e não a Isa,  kkkkk daí ela vai e beija a  isa achando que é a Sam depois vai e beija a Sam achando que é a Isa kkkkk kkkkk cara que pura confusão. Sam e Lau  combina mais. 



Resposta do autor:

Né não hahaha 



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