Amor e caos por Luzia S de Assis


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Notas da história:

Bom, meninas, é isso aí, algumas pessoas pediram e decidi postar a história novamente. Há algumas pequenas mudanças, inclusão de cenas inéditas e tal. E como eu disse na sinopse, pra não restar dúvidas, Sou eu, a mesma autora, só mudei o pseudônimo. 

Postarei aos poucos porque estou fazendo alguns ajustes, e por falta de tempo também rsrs

Quem ainda não leu, aí está. 

Sejam bem-vindas 

 

 

 

 

Amor e caos

"Então, que eu fique, e seja executado; Concordo, se é assim que você quer. Esse cinza não é o olhar da aurora, mas só o reflexo pálido da lua. Não ouvi cotovia, cujo canto reboa até a cúpula do céu. Que me importa partir? Quero ficar. Conversemos, amor; não é a aurora." William Shakespeare, Romeu e Julieta.

 

*  *  *

 

Prólogo

 

O Honda Civic preto avançava pela estrada estreita e vazia, de terra batida, entre a mata seca de juremas e marmeleiros sob os últimos resquícios do dia. Um rastro de poeira ia ficando para trás, naquele cenário desértico e silencioso do sertão, àquela hora doce da tarde, o horizonte banhado pela luminosidade fosca do crepúsculo.

Rafaela pisou no acelerador e alcançou a pista da rodovia. Imaginou a blogueira mais fofoqueira da cidade criando a manchete: "Rafaela Hoffmann é presa dirigindo um carro roubado a 200 km da cidade". Mas ignorou o pensamento. Não dava a mínima para isso agora.

Hoffmann...

Pela primeira vez na vida, Rafa não sentia orgulho de carregar aquele sobrenome. Todas as certezas que diziam respeito a ele e, consequentemente à sua vida de antes, tinham virado pó.

__Merda!__ ela xingou, olhando para o velocímetro.

Só uma coisa a importava naquele exato momento. Salvar a vida da bela garota ao lado, no banco do carona, que por acaso era o amor da sua vida.

__O que foi?__ Açucena indagou, os olhos cor de mel assustados e tensos, os cabelos loiros esvoaçando no vento.

Açucena...

Nunca tinha amado uma mulher assim antes. Tivera inúmeras garotas em sua cama e justo quando tinha decidido amar uma, seu pai queria matá-la.

__Precisamos abastecer__ Rafa avisou, depois de ter avistado um posto de gasolina em frente, na beira da estrada.

Açucena se sentiu desconfortável com a ideia.

__E se eles nos alcançarem?

__Aí pensamos em outra coisa__ Rafa olhou para uma mochila, sobre o painel, onde estava a 9mm que pegara daquele cara que tinha sido baleado no tiroteio.

Ela parou o carro.

Mas o lugar parecia tão deserto quanto a rodovia. Nem sinal de frentista e a lojinha de conveniência decrépita nos fundos parecia abandonada.

__Vou dar uma olhada lá__ Rafa disse ao sair, pisando firme com seu tênis da Adidas na terra seca. Sua calça jeans surrada e meio caída tinha manchas escuras, com um rasgo abaixo do cós da cueca preta da Cálvin Klein que ela usava.

Açucena se escorou no carro, vagando um olhar pela estrada vazia e o lugar silencioso. Sua roupa não estava em melhor estado. A blusa branca estilo bata exibia manchas de sangue e terra. Pensou com amargura na hora em que escolhera aquela roupa para sair com Rafaela. Elas teriam passado aquele dia todinho juntas, fazendo amor e se curtindo. Agora Açucena estava ali, olhando para si mesma, toda suja e fugindo da morte.

Rafa saiu da loja, com o frentista logo atrás. Ele pôs o combustível devagar. Ela ficou parada olhando para ele inquieta, as cores das tattos resplandecendo na pele clara, a flor de açucena vermelha que Rafa havia feito recentemente em homenagem a Açucena, e o desenho maori negro no ombro, além de pedaços de outros desenhos que se insinuavam para fora da camiseta e partes do dragão celta que quase lhe cobria as costas. O tecido claro evidenciava o contorno redondo e perfeito dos seios, embaixo de um sutiã preto, as alças escuras contrastando com as brancas, se sobressaindo na pele delicada.

Açucena podia ver a tensão estampada no rosto dela de um modo que nunca vira antes. Se fixou nas faces coradas de Rafaela, aquele focinho de patricinha lindamente esculpido que amava, que sempre parecera querer dizer "foda-se" para todo mundo. Mas que agora, estava concentrado em fazer algo para lhe proteger. Aquele focinho sempre a olhara com o amor mais puro e sincero do mundo e ela nunca conseguira acreditar. Agora tinha mais certeza. Rafa a amava, como nunca ninguém a amara.

Lá perto da bomba de gasolina, Rafa acompanhou com impaciência o rapaz pegar a maquininha de cartão. Os olhos cinzentos dela estavam fixos nele, a pressa gritava neles. Açucena não pôde evitar de reparar em como o cabelo dela estava bonito, os fios curtos bagunçados daquele jeito charmoso.

Com toda aquela confusão, elas nem puderam cumprir os planos românticos daquele dia. Que era para ser um dia especial das duas e acabara se tornando um pesadelo.

Mal Açucena havia acabado de concluir o pensamento, um carro suspeito despontou na curva da estrada. Mal as duas se entreolharam, se dando conta do perigo, avistaram três homens dentro, com armas na mão. Tiros começaram a soar. Elas entraram precipitadamente no Honda Civic. Rafa enterrou a chave na ignição, girou-a e arrancou com o carro, levantando poeira. Açucena se abaixou no banco, em pânico.

Olhou para trás de relance e viu o veículo seguindo-as em alta velocidade. Rafa pisava no acelerador, tentando ser mais rápida do que eles.

__Desgraçados!__ ela xingou, com as mãos no volante, olhando de relance para trás, depois para o velocímetro.

Açucena por um momento não conseguiu se mover, só ouvir o ribombar dos tiros, que estouravam a todo momento, vindo do veículo de trás, temendo a possibilidade aterradora de um deles atingi-las. Resgatando um mínimo de coragem, ela esticou a mão até o painel, abriu com dificuldade a mochila e pegou a arma.

__Não faz isso! A gente pode precisar dessas balas!

__Estamos precisando agora!__ Açucena direcionou o cano da pistola para fora e começou a tirar.

 

Nome: cidinhamanu (Assinado) · Data: 15/04/2018 18:52 · Para: Prólogo

Olá Ana, tudo bem?

Fiquei mega feliz de você está repostando novamente Amor e Caos.
Eu fui uma das que não conseguiu terminar de ler e tô imensamente feliz de ter a oportunidade de começar e terminar de lê-la.
Obrigada Ana por nus presentear novamente com essa história.

Beijos.
Cidinha.



Resposta do autor:

Oi Cidinha!

É, pediram e estou postando de novo.

Espero que agora vc consiga terminar rsrs

Obrigada

Bjs



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 15/04/2018 03:17 · Para: Prólogo

Caraca!amo essa estoria e vou amar reler. O primeiro comentário e o meu. Kkkk. Bjs



Resposta do autor:

rsrs Oi Patty, tinha que ser, né?

Valeu. 

Vi que vc tá postando uma também. Caraa, me surpreendi e estou curiosa pra conhecer. Quando tiver tempo, dou uma passadinha por lá.

Obrigada pelo carinho, linda

bjs



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