Por acaso | a história de duas mulheres e seus acasos por Poracaso


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Eu mal conseguia enxergar o outro lado da minha mesa, de tanta prova que eu tinha para corrigir. Antes mesmo de começar minha empreitada, sabia exatamente o que estaria por vir: 60% de promiscuidades, 30% de amenidades e 10% de profundidade.

Se eu fosse pegar essa estatística e transformar no que os alunos pensam de mim, ficaria assim: 60% me consideravam uma perfeita idiota, 30% me achavam superficial e 10% acreditavam no meu potencial.

Eram esses 10% que faziam valer o meu trabalho e me davam vontade de seguir em frente. Mas confesso que depois de 15 anos fazendo isso, era impossível não se sentir enganada e até não duvidar de sua própria capacidade de discernimento.

Quando eu já questionava minha integridade psíquica, meu telefone tocou e me trouxe de volta à realidade, que apontava para minha sanidade. Era Lucas no telefone:

– Diva de todas as divas?

Respondi rindo:

– Oi, meu querido!

– Gostaria de saber como pude ser alijado de uma história tão curiosa como a sua com a moça do aeroporto? – reclamou ele.

Lucas era um amigo meu e de Bia, o fiel da balança.

– Você não foi privado, acontece que simplesmente não existe uma história – retruquei.

– Não existe porque você não quis! – sentenciou ele.

– Como assim? Claro que quis. Deixei meu e-mail, telefone e tudo! – esclareci.

– Depois de ter furado a fila, darling? – condenou.

– Vocês querem me deixar culpada por causa de uma atitude inconsequente, como se isso tivesse afastado todas as minhas chances de ser feliz – reclamei.

– Não, minha diva, é que soube que a garota era mega interessante, super seu número – falou.

– De fato era, mas parece que eu não era o tamanho dela, porque até hoje nenhum contato foi feito – lamentei.

– E você continua sonhando com o corpo dela? – perguntou ele.

– Quem te disse que eu estava sonhando com o corpo dela? – Respondi.

– Então você não estava? – duvidou ele.

– Vez por outra penso nela, mas não no corpo especificamente – expliquei.

– Sempre esqueço que você é uma intelectual que não liga para os prazeres da carne, somente para aquilo que é consistente, sólido e não derrete! – brincou.

– Ela me pareceu muito interessante, aquele tipo de mulher que não se esgota no primeiro encontro, sabe? – observei.

– Não sei, meu amor, mas imagino. Bem o seu tamanho – disse ele.

– Já nem sei mais qual é o meu tamanho. Faz tanto tempo que não compro roupas – brinquei.

– Engraçadinha! Tá na hora de sair às compras! Mas vê se na hora de pagar não fura a fila! – alfinetou.

– Engraçadinho! – concluí.

Notas finais:

Meninas, agora irei postar um novo capítulo aqui todos os domingos, ok?! Espero que estejam gostando.

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Comentários


Nome: mtereza (Assinado) · Data: 09/12/2017 10:19 · Para: Capitulo 26 - O acaso

Solidão não justifica não fazia tanto tempo que elas estavam sem se ver álcool e oportunidade talvez mais isso torna as coisas piores ainda para Antropóloga 



Nome: patty-321 (Assinado) · Data: 06/12/2017 17:30 · Para: Capitulo 26 - O acaso

cada vez compreendo menos do porque a carol ter caido em tentacao e ter traido a advogada.Carol é tão profundo, do tipo q não se permite ter uma aventura como uma aluna. bora prosseguir. bjs



Resposta do autor:

Pelo visto, parece que o álcool, a oportunidade e a solidão foram ingredientes de uma receita explosiva. Agora, é lidar com as consequências.



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